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Um dissabor chamado Jamor

De Viseu viajaram mais de três centenas. Mais de 300 adeptos beirões fizeram-se ouvir no mítico Estádio Nacional do Jamor, que recebeu a maior assistência da época em jogos da Liga Portugal 2. Este é o ponto de partida perfeito para ilustrar o jogo do último sábado onde o Académico de Viseu, apoiado incessantemente pelos seus adeptos, empatou a uma bola no terreno da BSAD. O sol brilhava sobre o velhinho Estádio Nacional, aquecendo o ambiente para uma partida bastante importante da ronda 25 da competição. Em confronto estavam polos totalmente contrários, com o 16º a receber o 3º classificado. Mas como sabemos e alertámos na crónica de antevisão, no futebol os números dizem muito pouco daquilo que pode acontecer em campo. E num embate entre equipas que precisavam (não pelos mesmos objetivos) de garantir os três pontos, a diferença na tabela ainda menos fazia prever o seu desfecho. Os primeiros minutos revelaram o que as expectativas escreveram antes do apito inicial: dois conjuntos bem abertos, a tentar jogar um futebol positivo e ofensivo. E tal vontade atacante provou-se no facto de que os únicos dois golos foram marcados ainda antes dos 25 minutos. No primeiro, onde a turma da casa se adiantou, Diogo Tavares fez Samuel Lobato irromper na grande área academista, tendo apenas de encostar para Fabrício Simões que enganou Gril, batendo o guardião esloveno aos 11 minutos. O Académico viu-se assim obrigado a ir em busca do prejuízo ainda muito cedo na partida. Depois de tomadas as rédeas do encontro, tarefa que nada foi facilitada pelo adversário, os comandados de Jorge Costa chegariam ao empate precisamente 11 minutos volvidos. Aos 22, Gautier Ott fez um cruzamento exemplar do flanco esquerdo para a entrada acrobática na pequena área do marcador de serviço brasileiro: Clóvis “25 golos”. Falta um André, apenas um. Após estes 25 primeiros minutos, o encontro concentrou-se maioritariamente no terreno ofensivo dos viriatos, que chocaram contra uma BSAD que baixou linhas e que colocou todas as suas fichas em transições atacantes. Perante a boa coordenação defensiva do Académico, esta foi uma tática que nunca surtiu verdadeiro perigo para a baliza à guarda de Domen Gril. Numa segunda metade onde o calor da capital também entrou em campo, a inclinação do mesmo foi ainda mais notória. Prova de tal facto são os 63% de posse de bola academista, as suas nove tentativas de golo (contra apenas duas do conjunto da casa) e os zero remates feitos à baliza beirã nos segundos 45 minutos. Ainda assim o Académico de Viseu foi incapaz de marcar o golo da vitória, que podia ter chegado aos 83 minutos. Em cima da linha Nuno Tomás negou um golo cantado a Ott, que tinha retirado da jogada o guarda-redes Gonçalo Tabuaço. O desporto rei é mesmo assim e dizem alguns que se o jogo durasse mais uma hora, o resultado não se alteraria. Há ainda a destacar a expulsão de Soufiane Messeguem, médio academista que levou o segundo cartão amarelo já para lá da hora (90+4´) e que falha a próxima jornada por castigo. Para Viseu regressou um conjunto de jogadores que tudo fez para alcançar e merecer a vitória, mas que não a conseguiu atingir. Regressou também uma das melhores molduras humanas visitantes desta temporada na segunda liga, que também merecia os três pontos e a manutenção do seu lugar no pódio do campeonato. Isto porque se olharmos para o pódio dos adeptos, os nossos serão sempre os primeiros classificados.

2023-04-16

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“Criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado”

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu empatou a uma bola frente à BSAD, em partida referente à 28ª jornada da segunda liga, que decorreu no Estádio do Jamor na manhã de hoje. No rescaldo do encontro o técnico principal dos viriatos, Jorge Costa, admitiu que a equipa não entrou bem em jogo, mas que fez mais do que era necessário para sair da capital com a vitória: “Temos responsabilidade neste empate, especialmente nos primeiros 20/25 minutos da primeira parte em que demorámos muito a entrar em jogo e onde concedemos o golo da BSAD. Após isso acho que criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado. Foi um jogo quase de sentido único, e que não deve ter sido muito bonito de ver, tanto para quem veio ao estádio como para quem viu em casa”. O treinador de 51 anos analisou ainda as consequências da perda de dois pontos fora de portas. Jorge Costa referiu que apesar da descida na tabela classificativa, este empate em nada muda o foco da equipa em vencer os restantes jogos do campeonato: “A implicação direta é descermos ao quarto lugar. Não podemos fugir às nossas responsabilidades, mas não era de todo previsto estarmos nesta situação a esta altura do campeonato. Estamos numa luta que não é a nossa, mas da qual não fugimos e por isso mesmo vamos continuar a tentar jogar bem, a divertirmo-nos e a lutarmos nos seis jogos que faltam pelos três pontos”. Com esta igualdade o Académico de Viseu soma agora 49 pontos na Liga Portugal 2 Sabseg, e cai para o quarto lugar da classificação por troca com o Farense, que soma mais um ponto que os viseenses. Na próxima jornada, o conjunto beirão recebe no Estádio do Fontelo a equipa da Oliveirense, em jogo marcado para as 11H do próximo sábado.

2023-04-15

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André Almeida: “Queremos regressar a Viseu todos contentes”

O central português do Académico de Viseu, André Almeida, fez a antevisão à partida deste sábado, em que os academistas visitam o Estádio Nacional do Jamor para jogar frente à BSAD. Na projeção do encontro da jornada 28 da segunda liga, o defesa afirmou que a equipa se preparou para vencer o próximo jogo, não dando grande atenção ao que podem fazer os adversários diretos nesta jornada: “Foi mais uma semana de trabalho onde estivemos motivados pela última vitória, frente a um adversário direto, mas também pelas outras vitórias anteriores. Preparámo-nos para ganhar e assumir o jogo, é isso mesmo que vamos fazer no Jamor. Sabemos que temos de fazer o nosso trabalho, porque acima de tudo dependemos de nós. Não olhamos para os resultados das outras equipas e concentramo-nos apenas no nosso”. Na análise ao próximo adversário, André Almeida disse esperar um conjunto que irá tentar assumir o jogo, mas deixou a certeza de que a turma viseense está bem ciente da missão que tem pela frente: “É uma equipa que precisa igualmente dos três pontos, mas não pelos mesmos motivos que nós. Sabemos que nesta fase todos os jogos são complicados, porque tanto as equipas nos primeiros lugares como as que lutam pela manutenção, precisam de pontos. Sabemos que vamos apanhar uma equipa que vai querer assumir o jogo, porque vai precisar dele, mas nós também estamos preparados para isso. Sabemos que vão existir momentos em que não vamos ter bola e em que teremos de baixar, mas estamos totalmente confortáveis com isso”. A realizar a primeira temporada ao serviço do Académico de Viseu, o central de 27 anos aproveitou para retratar o seu desempenho individual e também o momento do grupo de trabalho: “Sinto-me muito bem e bastante motivado pelo atual momento da equipa. No ano passado, a pressão era completamente diferente nesta altura do campeonato, via o topo da tabela por mera curiosidade. As coisas estão a correr muito bem, vamos lutar por ficar o mais acima possível. Pessoalmente, tem sido muito gratificante trabalhar com uma equipa recheada de tanto talento e acompanhar o seu dia a dia. A confraternização do balneário tem sido incrível”. Numa altura em que são esperadas perto de duas centenas de adeptos viseenses no Jamor, André Almeida deixou o mote de como os jogadores esperam agradecer o apoio dos academistas: “Tem sido um apoio incrível. Amanhã o jogo será cedo, e já estão confirmados muitos adeptos no Jamor, vai parecer que estaremos a jogar em casa mesmo que a distância do Fontelo seja de 3/4 horas. Sabemos que os academistas vão aparecer em massa, e a única coisa que nós podemos fazer é agradecer-lhes com o nosso trabalho dentro de campo, dando-lhes a vitória e um bom espetáculo. Queremos regressar a Viseu todos contentes, jogadores e adeptos”.  

2023-04-14

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“Estamos preparados para voltar a Viseu com os três pontos”

O Académico de Viseu visita o Estádio Nacional do Jamor na manhã deste sábado, para entrar em campo na 28ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg. A partida no terreno da BSAD terá início às 11H, e o treinador principal dos viriatos, Jorge Costa, fez esta sexta-feira a conferência de antevisão à mesma. No lançamento do encontro, o técnico academista assumiu o respeito que a equipa tem pelo adversário de amanhã, mas afirmou o foco em dar o melhor para trazer os três pontos para Viseu: “Estamos preparados para ir ao Jamor, e regressar a Viseu com os três pontos. Vamos jogar contra uma BSAD que merece todo o respeito. Tivemos a oportunidade de analisar, em conjunto com os jogadores, o adversário de amanhã que irá exigir de nós o nosso melhor. Estamos numa fase boa, e é preciso termos consciência de que nada acontece por acaso. Temos de ser ainda mais humildes do que o normal e respeitar profundamente a BSAD, não perdendo aquilo que é a nossa identidade. Temos de estar no nosso melhor a todos os níveis”. Jorge Costa falou também do atual momento das duas equipas que se defrontam, numa partida onde a seu ver há muito a ganhar: “São duas equipas que, apesar de estarem em polos opostos na tabela, ambas têm as suas necessidades. Não é aquele típico jogo de “há pouco a perder”, antes pelo contrário. Há muito a perder, ou melhor, há muito a ganhar. E nós queremos muito ganhar os três pontos que normalmente fazem sempre falta, mas que nesta fase podem fazer muita diferença”. Especificamente sobre o conjunto que o Académico enfrenta no dia de amanhã, o técnico dos viriatos analisa uma equipa forte defensivamente, mas com naturais debilidades que devem ser aproveitadas: “É uma equipa que mudou um pouco a sua forma de jogar com o novo treinador. É muito organizada, defensivamente sólida e comete poucos erros. Não sabemos qual vai ser a abordagem da BSAD no jogo de amanhã, e por isso mesmo temos de nos concentrar muito naquelas que são as nossas capacidades. Vamos ter de explorar as debilidades do adversário, sabendo que tem pontos fortes com os quais temos de ter algum cuidado”. O treinador academista disse ainda que se a equipa conseguir adiantar-se no marcador, tanto melhor, apesar desta condição não ser decisiva para o resultado final: “Não é imperial marcarmos primeiro. Mas sabendo que as equipas defensivamente sólidas, quando se apanham a ganhar tornam o jogo ainda mais complicado, é importante sermos nós os primeiros a marcar para libertar a nossa ideia de jogo. No final, o que eu quero é marcar mais golos do que a BSAD”. O Académico de Viseu joga amanhã em Lisboa. O encontro com a BSAD está agendado para as 11H deste sábado, no Estádio Nacional do Jamor, e contará com arbitragem do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

2023-04-14

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Bola pra a frente, que na frente ainda vai gente

A hora repete-se e o dia da semana também. O próximo jogo do Académico de Viseu é uma cópia horária da última jornada e se aos academistas oferecessem também um gémeo exemplar do resultado final e da exibição, dúvidas não restam de que todos assinariam por baixo. Mas cada partida tem as suas próprias características, a sua própria beleza. E é também por isso que o futebol é tão apaixonante. No entanto, há coisas que não mudam, que ficam intactas de jornada para jornada, semana após semana: a vontade e o querer, condições que não faltam a estes viriatos. No mítico Jamor entrarão em confronto dois perfeitos opostos: o Académico de Viseu visitante e atual terceiro classificado da Liga Portugal 2 SabSeg, em terreno de Play-Off de subida; e uma BSAD visitada no 16º lugar, que diz respeito ao outro Play-Off da tabela, o de manutenção. Na primeira volta, um golo de André Clóvis e outro de Yuri Araújo deram os três pontos à turma de Jorge Costa, embrulhados numa série de 20 jogos consecutivos em que a equipa não perdeu. Uma ronda completa ao calendário volvida, o panorama dos dois clubes é diametralmente oposto, mas não estivéssemos nós a falar da segunda liga portuguesa, esta análise bastava para adivinhar um possível desfecho. Mas não, neste campeonato tudo pode acontecer, todos podem roubar pontos a todos e os níveis de atenção e alarme têm de estar 100% despertos, principalmente quando se joga, a sete jornadas do fim, contra uma equipa que precisa de salvar a sua pele. Por isso, Jorge Costa e os seus rapazes irão entrar em campo com foco e esforço redobrados, até porque deste lado também há objetivos a cumprir. E que objetivos…em caso de vitória, os academistas dormirão pelo menos duas noites na segunda posição da tabela, não sendo difícil prever o quão confortável será a cama onde poderão repousar. Pela frente, um conjunto de jogadores que triunfou na última jornada, quando visitou o terreno do SL Benfica B, alimentando a sede da manutenção a tão poucos jogos do fim. Se vencerem neste sábado, também eles podem passar uma noite destapados dos lençóis que cobrem os perigosos lugares de descida. E por isso será tão importante travar o ímpeto com que vão chegar os homens do treinador Zé Pedro. Para tal, nada melhor que olhar para os dois últimos compromissos do nosso Académico, marcados por duas entradas fortíssimas em jogo que atordoaram dois adversários, incapazes de responder, eficazmente, ao ponto de evitarem a derrota. É essa a premissa para mais uma partida, que pode ditar o segundo triunfo consecutivo fora do Fontelo, e o quarto seguido no campeonato. Domen Gril e Messeguem regressam ao lote de disponíveis para a visita à Capital e seguem para o Jamor num autocarro repleto de atletas que deram uma resposta exemplar no último sábado, onde mesmo os que não costumam ter tantos minutos, brilharam. Enquanto isso, os viseenses acorrem o mais rápido que podem aos bilhetes para mais uma final. O seu desejo, como que de uma criança a dormir se tratassem, é pintar o Estádio Nacional de preto e branco, para que a nação academista continue a acreditar que todos os sonhos, são passíveis de se tornar realidade.

2023-04-13

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É um “show” viseense, com certeza

E não é que foi mesmo? O Fontelo assistiu a uma das melhores partidas que o Académico de Viseu fez na segunda metade do campeonato, e viu a equipa a completar um ciclo difícil de três vitórias consecutivas. Mas mais do que isso foi o ambiente, foi a comunhão entre jogadores e adeptos, foi sobretudo a certeza de que juntos iriam vencer, sem nunca levantar qualquer dúvida. Foi mais ou menos isto que o Estádio Municipal do Fontelo viveu na manhã do último sábado. Uns espetaculares 4085 viseenses deslocaram-se ao forte academista para “levar ao colo” (não fosse gigante a energia que passaram para o relvado) uma equipa confiante, competente, ciente do que queria fazer e com muito respeito pelo adversário. Mas vamos ao jogo, antes que percamos a preparação da deslocação ao Jamor, na próxima jornada. À priori teórica, este seria o compromisso oficial mais difícil até ao fim da temporada, não estivéssemos a falar de uma equipa em quinto lugar, a apenas quatro pontos de distância e que vinha de uma sequência de quatro jornadas sem derrotas. Digamos que não era uma final, dados os sete jogos que ainda restam, mas sim uma meia-final na corrida pelo pódio, onde quem perdesse via as suas esperanças a desvanecerem-se. Por esse fator, mas também pela sede e vontade de sempre conquistar mais três pontos, o Académico de Viseu entrou em campo frente ao Vilafranquense a querer mandar no jogo e com uma postura atacante felina, prova disso mesmo foi a forma como surgiu o primeiro golo, aos 15 minutos. Apesar de ter sido através de um penálti cobrado por André “23 golos” Clóvis, após falta sofrida por Gautier Ott, não podemos esquecer que toda a jogada nasceu de um canto a favor do adversário. Primeiro quarto de hora, primeira explosão de alegria no Fontelo, com mais de quatro mil a dizerem alto e em bom som o apelido do avançado brasileiro. E tal como tinha acontecido em Matosinhos, os pupilos de Jorge Costa não deixaram o adversário ter sequer tempo para pensar e responder ao golo sofrido. Apenas nove minutos depois, ainda antes da meia hora, o Municipal lançava um “bruaá” ao ver Rafael Bandeira a cruzar da direita para dentro da grande área…tudo porque quem recebia essa bola, era o renovado André “24 golos” Clóvis, que após ajeitar com o pé esquerdo, fuzilou Pedro Trigueira com o direito, apontado o segundo bis consecutivo na época. Palavras para quê? Foi dedicar o golo à família, com as bancadas em apoteose, como que a afirmar a sua vontade de chegar o mais rápido possível ao recorde de golos numa só edição da segunda liga deste século. Já só faltam dois. Agora sim, havia espaço para melhorar o que foi feito na última jornada: a gestão. E digamos que a mesma foi perfeita. Apesar de uns 10 últimos minutos da primeira parte pressionantes, e de um segundo tempo parecido, o Vilafranquense nunca conseguiu incomodar o guardião Momo Mbaye, que regressou aos relvados quatro meses depois com uma segurança e competência de assinalar. Está bem guardada a nossa baliza. Deixar apenas mais uma palavra aos adeptos academistas…criaram as condições perfeitas para que tudo corresse como planeado. Com esta força, decerto será mais fácil atingir os objetivos que ainda faltam cumprir nesta época. Obrigado, viseenses. Neste momento, faltam apenas sete jornadas. São 21 pontos em discussão, para três lugares apenas. O terceiro posto foi recuperado, após o Farense ter também vencido nesta jornada, mas sobretudo foi diminuída a distância para o Estrela da Amadora, que é segundo classificado. São agora apenas dois os pontos a separar o fundo do pódio. Como diz o outro…vai ser mesmo até ao fim.

2023-04-10

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“Vamos ver o que o futuro nos reserva”

O Académico de Viseu bateu hoje a equipa da União Vilafranquense, por 2-0. Numa partida decidida ainda na primeira parte, André Clóvis voltou a ser destaque no conjunto beirão, ao assinalar os dois golos com que os viriatos conquistaram mais um triunfo. No final da partida, e em conferência de imprensa, o técnico principal dos viseenses abordou a questão da pressão que os jogadores continuam a sentir, que a cada semana que passa é cada vez mais saudável. Jorge Costa deixou ainda o destino nas mãos do futuro, com referência a uma velha expressão portuguesa: “Não sei se eles se sentiram verdadeiramente pressionados, e esse foi um tema que eu abordei na palestra antes do jogo. Acho importante não fugirmos à realidade, e por muito que eu não lhes queira meter pressão, ela vem de todo o lado. Mas o bom desta pressão é que a maioria destes mesmos jogadores, no ano passado, estavam em zona de descida com outro tipo de pressão horrível. A que estamos a viver é uma pressão de sonho, é boa e muito positiva. Andamos em lugares estranhos, mas como se costuma dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, e iremos continuar com este mesmo espírito e qualidade, com a vontade de crescer e trabalhar diariamente. Vamos ver o que o futuro nos reserva”. Já sobre mais uma exibição de classe do ponta de lança brasileiro André Clóvis, o treinador academista admite que o trabalho e sucesso também dependem da equipa, não esquecendo a importância que tem tido o avançado na presente época: “Espero que o Clóvis bata a marca do melhor marcador da segunda liga, neste século, ele está a fazer a época da vida dele, tudo lhe sai bem. Mas também trabalha muito, tal como a equipa, porque o Clóvis sozinho não ganha jogo nenhum. O que é certo é que tem estado sempre no sítio certo, à hora certa, e tem sido claramente uma mais-valia para nós”. O Académico de Viseu soma agora 48 pontos na tabela classificativa, assegurando o terceiro lugar com que entrou para esta jornada. Os viriatos começam nos próximos dias a preparar a deslocação ao Jamor, no próximo sábado, onde irão defrontar a BSAD.

2023-04-08

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“Queremos que os três pontos fiquem em Viseu”

Para além do técnico principal da equipa sénior do Académico de Viseu, também o médio Pana fez a antevisão ao encontro de amanhã frente ao Vilafranquense. Na projeção da jornada 27 da Liga Portugal 2 SabSeg, o centrocampista de 31 anos começou por falar de uma semana de trabalho normal e focada no próximo compromisso: “A semana de trabalho foi tranquila, dentro da normalidade de todas as outras. Temos feito o nosso trabalho e preparado o jogo da melhor forma possível”. A cumprir a sexta época com o símbolo do Académico ao peito, Pana afirmou que a última partida em Matosinhos, frente ao Leixões, serviu para a equipa retirar o melhor que fez, e aperfeiçoar a sua gestão do jogo: “Tivemos uma boa entrada no último jogo, o que foi bom porque já procurávamos isso há algum tempo. Claro que podíamos ter gerido melhor, mas do outro lado também havia uma ótima equipa. O que aconteceu faz parte do futebol, mas claro que queríamos ter gerido de outra forma o resultado. E por isso mesmo trabalhámos durante a semana para conseguirmos de novo entrar da melhor forma em jogo, e conseguirmos depois uma gestão que nos deixe mais tranquilos”. Quanto ao apoio dos viseenses, o jogador academista não teve dúvidas em assumir a gratidão que a equipa tem perante os mesmos, e aproveitou para pedir nova enchente no Fontelo, rumo à vitória: “Agradecemos aos adeptos, que têm aderido em massa. O Fontelo tem estado sempre com uma boa casa, e vê-se cada vez mais que a cidade está perto do clube, foi algo que foi muito bem trabalho e pensado. Amanhã não espero outra coisa a não ser estarem cá todos, para nos ajudarmos todos, principalmente eles a nós que estaremos dentro de campo. Precisamos que continuem a puxar por nós, para conseguirmos vencer o jogo de amanhã em casa. Queremos que os três pontos fiquem em Viseu”.

2023-04-07

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“Estamos na reta final e temos de manter o nosso foco”

O mister Jorge Costa deu, no final desta manhã, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado frente à União Desportiva Vilafranquense. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que se adivinha complicada, mas para a qual os jogadores partem com a máxima concentração: “Será um jogo muito difícil contra uma equipa que está muito próxima de nós. O Vilafranquense é uma belíssima equipa, bem organizada e com valores individuais acima da média, que vai certamente dificultar o nosso objetivo. Estamos na reta final e temos de manter o nosso foco, concentração e esta vontade, continuando a fazer coisas boas”. Ainda sobre o embate frente ao conjunto que viaja desde Vila Franca de Xira, Jorge Costa admitiu estar à espera de uma partida mais equilibrada e repartida entre as duas formações: “Espero um jogo mais equilibrado. Temos a nossa forma de jogar bem sustentada, que não é segredo para ninguém, e dificilmente procuraremos algum efeito surpresa. Mas também pela forma do Vilafranquense jogar, acho que amanhã vamos ter um jogo mais repartido e mais equilibrado”. No que toca ao percurso que o Académico de Viseu tem feito na presente temporada, o técnico assumiu o orgulho no mesmo, e afirmou que o facto da equipa entrar em campo a saber os resultados dos adversários mais diretos, lhe é totalmente indiferente: “Temos vindo a fazer o nosso caminho de uma forma muito séria e honesta, com muita qualidade. Como é óbvio, nem sempre fazemos aquilo que queremos nem damos o espetáculo que desejamos apresentar, algumas vezes por demérito nosso e muitas outras por mérito do adversário. A segunda liga é uma competição muito renhida, onde facilmente vemos o último classificado a vencer ao primeiro. Tenho um orgulho enorme do que temos feito desde a minha chegada. Tudo o que é extra Académico é-me totalmente indiferente. Só interessa mesmo aquilo que podemos controlar, esse é o nosso foco”. O Académico de Viseu recebe, às 11H deste sábado, a equipa do Vilafranquense. A partida referente à jornada número 27 da Liga Portugal 2 SabSeg marca o embate entre o terceiro e quinto classificados, à entrada para esta ronda, e terá arbitragem do árbitro João Pinheiro.

2023-04-07

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No regresso a casa, só lutamos para a vitória

Quando soarem os sinos das 11H da manhã do próximo sábado, Académico de Viseu e Vilafranquense darão início a um dos embates que fazem cartaz na 27ª ronda da Liga Portugal 2 SabSeg. Em confronto no Municipal do Fontelo, estarão duas equipas separadas por apenas quatro pontos, com vantagem para os viriatos que somam 45, e que aparecem motivados pela reconquista do terceiro lugar na última jornada. Já as “Piranhas do Tejo”, chegam a Viseu no quinto posto da tabela, com legítimas aspirações de alcançarem os lugares que preenchem o pódio, não fosse tão curta a desvantagem que têm perante Académico e Farense. Analisando a fundo o histórico de confrontos entre os dois clubes, nos 22 jogos em que se encontraram, os academistas levaram a melhor mais vezes, registando 10 vitórias contra sete derrotas e cinco empates. No entanto, num passado mais recente marcado pelo regresso da equipa de Vila Franca de Xira aos campeonatos profissionais, a União conquistou uma considerável vantagem: apenas uma derrota frente aos beirões, tendo somado pontos sempre que visitou o Fontelo desde 2019. Ainda assim, é importante recordar que na primeira volta da presente temporada, o Académico de Viseu conquistou os três pontos em Rio Maior, com uma vitória por 3-1. E é precisamente na vitória em que estão focados Jorge Costa e a sua equipa. Motivados por uma importante vitória em Matosinhos, que deu excelentes indicações no que toca ao estado físico e amímico dos jogadores, os viriatos partem em busca do terceiro triunfo seguido para o campeonato. É certo que quando entrarem em campo, já saberão como se comportaram os seus adversários diretos nesta jornada (recordamos que no dia anterior, o Moreirense visita o Farense, enquanto o Estrela da Amadora recebe o Mafra), mas o foco está única e exclusivamente no jogo de sábado porque, no final de contas, o Académico já só depende de si mesmo para assegurar a presença no pódio. Um detalhe importante prende-se também com o facto de o plantel convocado ter de sofrer, obrigatoriamente, alterações para o regresso a casa: Domem Gril e Messeguem falham a próxima jornada por castigo, após terem atingido o limite de cartões amarelos seguidos. Ainda assim, e olhando para as opções que tem à disposição Jorge Costa, é certo que quem entrar estará apostos para responder à altura do momento, não fosse esta uma equipa unida e competitiva. A partida entre Académico de Viseu e União Vilafranquense está agendada para o próximo sábado, oito de abril. A equipa de arbitragem será chefiada por João Pinheiro da Associação de Futebol de Braga, que irá dar o pontapé de saída às 11H da manhã.

2023-04-06

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Dia Mundial da Atividade Física celebrado com a APPACDM

No âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, que se celebra oficialmente no dia de amanhã, o Académico de Viseu juntou-se com a APPACDM (Associação Portuguesa e Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) da cidade, para reunir alguns dos jogadores da equipa profissional de futebol e os utentes da instituição que alberga cidadãos com deficiência mental, multideficiência e jovens em risco. Num ambiente de festa e convivência, o Presidente da APPACDM de Viseu, Pedro Baila Antunes, referiu em exclusivo ao site do clube, que este tipo de eventos têm um caráter capital no aumento dos níveis de inclusão e felicidade dos mais especiais: “Prezamos, fundamentalmente, a felicidade e o bem-estar dos nossos clientes. Queremos que sejam pessoas felizes, incluídas e autónomas. Para tal, a atividade física serve de fio condutor para que, nestes dias, eles tenham um sentimento de autossatisfação pela prática desportiva. Muitos deles adoram futebol e há inclusive bastantes academistas. Para eles é um dia muito feliz, como é notório, por estarem com estes campeões. Vamos fazendo de tudo para os adaptar à sociedade, e são iniciativas como esta que motivam a sua felicidade, saúde física e inclusão”. Ao longo de uma tarde onde foram distribuídos autógrafos, e em que os utentes tiveram a oportunidade de praticar vários desportos com Nduwarugira, Messeguem, Yuri Araújo e Rodrigo Pereira, o dirigente da associação afirmou ainda que a presença dos jogadores academistas, foi sem dúvida um fator de gratificação para os demais presentes: “Os jogadores do Académico, por todo o carisma associado ao clube e a si mesmos, são um exemplo para os nossos clientes. E de repente, o facto de estarem aqui a interagir com os seus ídolos, só pode ser gratificante. É um dia, pode querer, importante para a instituição que é muito aberta à sociedade e a Viseu, e que só poderia ser fortemente parceira de outra grande referência da cidade e da região, como é o Académico”. Visivelmente emocionado, Pedro Baila Antunes não hesitou no momento de destacar o bom trabalho de ligação à cidade, que tem criado e aumentado o espírito viriato pela região centro: “Estou até um pouco emocionado como academista que sou. O clube está a fazer um trabalho exemplar em várias dimensões, a começar na desportiva e competitiva. Mas para além disso, tem tido uma grande interação com a sociedade, e isso revela-se nas assistências registadas nos seus jogos. Cada vez mais se nota uma comunhão, que partiu muito do Académico, dos seus dirigentes, do seu treinador e também dos jogadores. Estão a agregar e a motivar a comunidade de Viseu, mas também da região, colocaram-nas a vibrar com o nosso Académico, que vai ter de forma sustentável possibilidades para num futuro próximo chegar a uma primeira divisão”, rematou o presidente da APPACDM. Também os jogadores academistas Nduwarugira e Rodrigo Pereira falaram em exclusivo ao nosso site oficial. O internacional pelo Burundi começou por referir que os jogadores têm dado a vida pelo que consideram ser o seu 12º jogador: “Os adeptos fazem parte de nós e são uma peça-chave naquilo que tanto eles como a equipa querem atingir, só com eles é que será possível. O apoio que nos dão marca-nos muito, ajuda-nos bastante o facto de nos acompanharem para onde formos. Damos a vida dentro de campo por eles”. Já Rodrigo Pereira deixou o mote para a próxima partida frente ao Vilafranquense, e pediu para os viseenses acorrerem em massa ao Fontelo: “O próximo jogo é muito importante para nós, e os nossos adeptos fazem muita diferença principalmente em casa. Por isso, pedia que todos comparecessem na máxima força no sábado, porque vão ser fundamentais para conseguirmos a vitória”.  

2023-04-05