Notícias

Equipa Profissional

Um fim de ano pontual

No fim de um 2024 em que as cores do Académico de Viseu brilharam em tantos palcos, o Portimão Estádio tornou-se o último cenário de uma jornada que agora se encerrava. Sob o céu limpo do Algarve, alguns bravos Viriatos que se deslocaram ao Sul do País, mas muitos outros que acompanharam o jogo à distância, reuniram-se para assistir a uma partida que se adivinhava complexa de desenlaçar. O jogo começou em ritmo contido, como se o destino estivesse ainda a ajustar o seu enredo. Durante os primeiros minutos, as equipas testavam-se mutuamente, numa troca de movimentos que anunciava algo por vir. Aos 12 minutos, a tensão rompeu-se como uma corda puxada ao extremo. Miguel Bandarra, atento e oportuno, recuperou a bola no flanco direito. Num movimento rápido e preciso, avançou pelo corredor e serviu Gautier Ott. O francês, com a serenidade de quem sabe o que faz, disparou um remate potente que deixou Vinicius Silvestre sem resposta. O grito de golo com sotaque Beirão ecoou pelo estádio, e o Académico tomou a dianteira. Era o primeiro golo de Ott na temporada, mas parecia mais do que isso – era uma afirmação do poderio viseense. O Portimonense, contudo, não aceitou o papel de figurante. Chico Banza criou momentos de perigo e, numa dessas jogadas, ultrapassou dois defensores. Frente a frente com Domen Gril, esbarrou na sua muralha eslovena. O guarda-redes do Académico, seguro e firme, foi o bastião que manteve os homens de preto em vantagem até ao intervalo. A segunda metade trouxe novos contornos ao jogo. O Portimonense intensificou a pressão, encostando atrás a defesa academista. Aos 68 minutos, o destino, cruel e irónico, jogou a sua carta. Teo Fernandes cruzou da direita, e no afã de cortar o lançamento, João Pinto desviou a bola para a própria baliza. Um autogolo que igualava o marcador, deixando o Académico a lamentar a injustiça de um jogo que parecia controlado. Mas os Viriatos não desistiram. O banco trouxe novas energias com as entradas de Nils Mortimer, Alan Marinelli, Famana Quizera e André Clóvis. Paulinho, incansável, ainda arrancou um remate rasteiro que obrigou Vinicius Silvestre a uma defesa apertada, aos 93 minutos. Era a essência do Académico em campo: uma equipa que nunca desiste, mesmo quando o cansaço pesa nas pernas e o relógio corre contra nós. Os últimos minutos foram de pura tensão. Canto para o Portimonense, cabeceamento de Filipe Relvas por cima. O árbitro prolongava a espera, como se quisesse espremer cada segundo de emoção. Até que, aos 97 minutos, o apito final selou o destino. Um empate. 1-1. Um resultado que, talvez, não refletisse a valentia do Académico, mas que também não apagava o brilho de uma exibição lutadora. E assim, em Portimão, o ano de 2024 chegou ao seu epílogo para os homens de Viseu. Um ano de batalhas travadas e de sonhos alimentados. Um ano em que, a cada jogo, o Académico reafirmou a sua identidade: uma equipa resiliente, destemida e apaixonada. Sob o céu do Algarve, ficou a promessa de que 2025 trará novas histórias, novos desafios e, quem sabe, novas conquistas. No silêncio que se seguiu ao jogo, uma certeza pairava: o Académico de Viseu continuará a escrever a sua história, com garra, com fé e com a paixão de quem carrega nas costas o peso de uma região inteira. Feliz Natal e Bom Ano Novo, Academistas.

2024-12-21

Equipa Profissional

“Temos de aceitar que este ponto fora de casa é positivo, mesmo tendo lutado, claramente, pelos três pontos”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou a uma bolas no terreno da Portimonense SAD. Na última deslocação oficial de 2024, os Viriatos ainda se adiantaram através de Gautier, mas os algarvios reestabeleceram o empate na segunda metade da partida. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Rui Ferreira abordou um jogo com resultado agridoce: “Estrategicamente, o Portimonense joga sempre com uma linha de cinco lá na frente. Portanto, tal ia obrigar-nos a abaixar e a jogar com mais um central. Notámos que estávamos a precisar um bocadinho mais de poder físico no meio-campo porque, depois do golo do Portimonense, começámos a carregar mais e a criar dificuldades nas bolas paradas. O que quisemos fazer foi, declaradamente, colocar o João Pinto, que é um jogador muito comunicativo e capaz de alinhar a nossa defesa. Não demos a indicação para ficarmos lá atrás, a indicação seguia numa perspetiva de, assim que tivéssemos bola, sairmos rápido e termos uma boa definição. Podíamos ter ficado satisfeitos com um ponto fora de casa, que não deixa de ser positivo, mas fomos à procura de mais e retomámos as rédeas do jogo. No cômputo geral, podíamos ter resolvido a partida na primeira parte, dava-nos logo outra confiança. A verdade é que não conseguimos, portanto temos de aceitar que este ponto fora de casa é positivo, mesmo tendo, claramente, lutado para levar os três pontos”. Na despedida do presente ano civil, o treinador principal do Académico de Viseu deixou uma mensagem aos academistas, garantindo que estes são decisivos no apoio à equipa: “A todos os academistas, um Feliz Natal e Boas Festas. Que continuem a apoiar a equipa, que está bem e confiante. Obviamente, saímos um bocadinho tristes porque queríamos muito oferecer esta vitória aos nossos adeptos. Desejo que continuem juntos connosco, que passem umas boas férias natalícias, perto das suas famílias. É isso que também desejamos a todos os jogadores.  Esta época temos de andar todos juntos, todos somos importantes e os adeptos, obviamente, são uma peça fundamental naquilo que nós construímos durante a semana”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 25 pontos ao cabo de 15 jornadas do campeonato, no qual ocupa a quarta posição. Esta foi o último compromisso oficial de 2024. Os Viriatos regressam à competição no próximo dia cinco de janeiro, altura em que visitam o FC Paços de Ferreira.

2024-12-21

Equipa Profissional

“Vamos dar o nosso melhor para vencer, é com essa estratégia Que vamos abordar o jogo”

O defesa-central Nikos Michelis e o Mister Rui Ferreira deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 15ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao Portimonense. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico da equipa profissional do Académico de Viseu reforçou a qualidade do adversário, que assume não ocupar uma posição que se coaduna com as valências do plantel: “O facto das equipas estarem lá em baixo, não é sinónimo de falta de qualidade, muito menos de falta de competitividade. O Portimonense é uma equipa que, claramente, construiu um plantel para subir  de divisão. As coisas não estão a correr bem, mas nada está e, portanto, vamos esperar encontrar uma equipa que vai jogar em casa para ganhar, e que quer, rapidamente, subir na tabela classificativa. A posição que ocupam não condiz com aquilo que é a qualidade dos seus jogadores  e com o estatuto do clube, que acabou de descer de divisão. Vamos dar o nosso melhor para vencer, é com essa estratégia vamos abordar o jogo”. Rui Ferreira falou ainda dos aspetos distintos de jogar fora de casa, afirmando que a equipa preza sempre mais o ataque do que a defesa: “Enquanto que em casa, há sempre uma obrigatoriedade de querer jogar mais em ataque posicional e em organização ofensiva, fora de casa acabamos por estar a jogar muitas das vezes em organização defensiva, para depois transitar para o ataque. Há momentos de jogo que se vão alternando, mas aquilo que nós trabalhamos é com o intuito de jogar o mais à frente possível, longe da nossa baliza. Ainda assim, não podemos esquecer-nos de que não jogamos sozinhos”. Também Nikos Michelis falou aos jornalistas. O jovem espanhol de 21 anos estreou-se a marcar na última partida. Questionado sobre o atual momento, Michelos dedicou o golo ao seu avô e apontou baterias a faturar ainda mais no futuro: “Fiquei muito feliz. Emocionei-me um pouco, porque quis dedicar este golo ao meu avô, que faleceu há cerca de dois meses, foi um golo para ele. Quanto ao jogo, fiquei muito contente pela vitória. Com mais confiança, quero ser ainda mais perigoso nas bolas paradas”. O Académico de Viseu joga este sábado em Portimão. Os Viriatos visitam o terreno do Portimonense SAD, a partir das 14H, numa partida ainda sem arbitragem definida pela Liga Portugal.

2024-12-20

Equipa Profissional

Estreia e Redenção: a combinação perfeita para três pontos

No relvado do Fontelo, o Académico começou o duelo com a Oliveirense como quem carrega a responsabilidade de um emblema histórico, mas também o peso de vencer numa jornada importante. O jogo desenrolava-se com intensidade, marcado por intensos duelos e faltas aqui e ali, mas a equipa viseense era quem mais conseguia impor o seu ritmo, deixando sinais de perigo no último terço aveirense. Mohamed Aidara, de cabeça, deu o primeiro aviso, mostrando que a baliza de Arthur Augusto não ficaria intocada por muito tempo. Minutos depois, Diogo Almeida teve a oportunidade de abrir o marcador, mas o remate do avançado português foi travado pela muralha defensiva da Oliveirense. A equipa visitante resistia como podia, mas o Académico continuava a crescer no encontro. Aos 27 minutos, surgiu o momento que mudou a primeira parte. Num lançamento lateral aparentemente inofensivo, Nikos Michelis mostrou por que razão o futebol é feito de instantes de decisão. Acreditou mais do que todos os outros, desviando o ressalto do relvado e vencendo o guardião com um toque decisivo. O Fontelo vibrou com o golo que deu vantagem aos homens da casa e confirmou a coragem do defesa grego, que marcou o seu primeiro golo com as cores academistas. Mesmo em vantagem, o Académico continuou a tentar. Nikos Michelis, confiante após o golo, arriscou de longe, e Diogo Almeida manteve-se ativo no coração da área adversária, mas sem sucesso. Do outro lado, a Oliveirense esboçava uma reação. Ricardo Schutte teve um golo anulado por fora de jogo, e Domen Gril, com reflexos de alto nível com sotaque esloveno, negou o empate com uma defesa espetacular a um calcanhar do mesmo avançado. O intervalo chegou com o Académico em vantagem, mas a promessa de um segundo tempo ainda mais intenso pairava no ar fresco que se abatia no Fontelo. O mesmo começou como um teste à resiliência do Académico de Viseu. A vantagem mínima parecia insuficiente para acalmar os ânimos, num jogo onde cada lance podia virar o destino. Diogo Almeida quase ampliava, mas o poste negou-lhe o golo aos 49 minutos, numa jogada que poderia ter definido o encontro bem mais cedo. A Oliveirense, faminta por um resultado melhor, foi crescendo no jogo, aproveitando a ligeira retração Beirã. Substituições de ambos os lados trouxeram energia renovada ao relvado. O Académico resistia com ordem, mas os forasteiros começaram a rondar, perigosamente, a baliza de Domen Gril. O empate chegou de forma cruel. Aos 85 minutos, num livre lateral cobrado com potência, Soufiane Messeguem tentou afastar a bola, mas viu-a desviar no braço e entrar na sua própria baliza. O infortúnio parecia anunciar um final amargo para os Viriatos. No entanto, o futebol é tão implacável quanto surpreendente. Messeguem, herói ao contrário segundo antes, redimiu-se com uma jogada que levou palpitações aos corações viseenses. O minuto era o 89, e Gabriel Noga desiquilibrara Alan Marinelli. O esférico, refém da decisão, sobrou para Messeguem. O alemão, dono do destino, rematou rasteiro e fuzilou o guarda-redes o fundo das redes, fazendo o Fontelo explodir em êxtase. O Académico voltava a liderar, reafirmando o espírito combativo que o define. Quando o apito final soou, o marcador confirmava o merecido triunfo: 2-1 para o Académico de Viseu, num jogo onde a luta e a superação ditaram a o vencedor. Vamos em frente, Viriatos.

2024-12-17

Equipa Profissional

“Há que trabalhar para ter melhores exibições e juntá-las aos pontos, que são fundamentais”

A equipa profissional do Académico de Viseu venceu, neste final de tarde, a UD Oliveirense. Na receção aos aveirenses, os Viriatos ganharam por 2-1, com golos de Nikos Michelis e Soufiane Messeguem. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Rui Ferreira assumiu a importância de conquistar mais três pontos, garantindo que há ainda trabalho a fazer quanto às exibições da equipa: “Foi um jogo especial pela conquista dos três pontos, não mais que isso. Entrámos muito bem, até ao nosso golo a equipa foi personalizada e ambiciosa. Mas, depois do nosso golo, a equipa ficou pouco tranquila, talvez por querer segurar o resultado. Começámos a recuar, a mostrar algum nervosismo na construção, e o adversário foi percebendo isso. Não foi um jogo bem conseguido da nossa parte, mas, de certa forma, fomos felizes. Estes tipos de jogos acontecem e, entre acontecer um jogo mal conseguido mas conquistar os 3 pontos, eu prefiro, claramente, jogar mal e conquistá-los. Sabemos aquilo que fazemos durante a semana, sabemos como trabalhamos e sabemos aquilo que os jogadores são capazes. Nesse sentido, há que trabalhar para ter melhores exibições e juntá-las aos pontos, que são fundamentais”. Em resposta às questões dos jornalistas, Rui Ferreira enalteceu também o esforço diário do grupo de trabalho: “Temos puxado pelos jogadores, para os animar e para que eles possam ter rendimento. A verdade é que estamos na quarta posição, o que valoriza ainda mais o trabalho coletivo da equipa”. Com este resultado, o Académico de Viseu agarra agora o quarto lugar da tabela classificativa. No último jogo do ano, os viseenses viajam até ao Algarve. O encontro com a Portimonense, Futebol SAD está marcado para o próximo sábado, às 14H, no Portimão Estádio.

2024-12-16

Equipa Profissional

“Não há margem para facilitarmos (…) temos de ser, acima de tudo, muito ambiciosos”

O mister Rui Ferreira e o defesa Paulinho deram, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 14ª jornada da Liga Portugal 2, frente à UD Oliveirense. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC alertou para a dificuldade do encontro desta segunda-feira, assumindo que a mudança de treinador nos aveirenses pode trazer ainda mais desafios: “Abordamos este jogo, sabendo que vamos ter pela frente uma equipa difícil. Temos como linha de orientação a partida que fizeram frente ao FC Vizela, onde tiveram um jogo muito bem conseguido, no qual ficaram próximos da vitória. É uma equipa que, esta semana, trocou de treinador e, normalmente, há sempre a chamada “chicotada psicológica” que mexe com o jogador. Por norma há uma motivação extra, de querer mostrar ao novo treinador que se é opção. Isso só nos traz ainda mais dificuldades e, ao mesmo tempo, responsabilidades naquilo que é o nosso trabalho”. Rui Ferreira reforçou ainda a ambição que a equipa necessita de ter, para poder alcançar o grande objetivo: a vitória: “Vamos abordar o jogo com a máxima humildade e concentração, pensando que vamos jogar contra uma equipa competitiva. Não há margem para facilitarmos, temos de ser sérios, honestos e, acima de tudo, muito ambiciosos. Queremos muito fazer um bom jogo, que nos possa permitir crescer no nosso nível. Queremos muito os três pontos”. Também o defesa-lateral Paulinho abordou o jogo frente à UD Oliveirense. Em resposta aos jornalistas, o atleta academista falou no favoritismo teórico, deixando claro que o grupo de trabalho sabe da exigência da competição: “À priori, somos favoritos. No entanto, nós jogadores não podemos olhar a classificações neste momento. Ainda para mais, nesta segunda liga tão competitiva. Estamos cientes disso, preparados e trabalhámos bem durante a semana para conquistarmos os três pontos”. O Académico de Viseu joga esta segunda-feira no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem a UD Oliveirense a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto e vídeo-arbitragem de Manuel Mota, da Associação de Futebol de Braga.

2024-12-15

Equipa Profissional

Ventania e escassez de tempo: um jogo tradicional levado ao limite

Na visita ao reduto do SCU Torreense, o Académico de Viseu entrou em campo ambicioso e determinado. A partida começou com os viseenses a explorar o lado esquerdo, criando cedo perigo num livre lateral, onde um corte quase traiu o guarda-redes Lucas Paes, que respondeu com uma defesa atenta. Aos 20 minutos, Miguel Bandarra tentou a sua sorte de longe, num remate espontâneo que testou, novamente, a atenção do guarda-redes adversário. Simão Silva, pouco depois, encontrou espaço na esquerda, mas o seu remate saiu sem a força necessária para ameaçar a baliza. O Torreense respondeu e, aos 23 minutos, foi eficaz na sua primeira oportunidade clara de golo. Tobias Thomsen assistiu de cabeça Léo Azevedo, que não perdoou e colocou os da casa em vantagem. Apesar do golo sofrido, o Académico não se rendeu. Passou a ter mais bola e pressionou, com várias investidas que obrigaram a defesa contrária a redobrar esforços. Nos minutos finais da primeira parte, os homens de Rui Ferreira intensificaram o ataque. Um possível penálti por mão na bola gerou protestos vigorosos, mas o árbitro, após ouvir o VAR, mandou seguir. O apito para o intervalo encontrou um Académico combativo, ainda em busca do empate e determinado a mudar a história do jogo no segundo tempo. Mostrando a sua garra, que reveste a armadura das gentes da Beira, mas sem colher os frutos do esforço, restava agora lutar por uma reviravolta nos segundos 45 minutos. Logo no recomeço, o Académico introduziu mudanças com as entradas de Gautier Ott e Nils Mortimer, tentando injetar criatividade no ataque. A equipa mostrou sinais de crescimento, especialmente, pela ala esquerda, onde Henrique Gomes e Gautier criaram várias situações de perigo. Aos 62 minutos, Paulinho esteve muito perto de empatar com um remate poderoso que beijou a barra, desviado ainda em Javi Vázquez. O Académico manteve a pressão, sempre em cima. André Clóvis teve um lance que primordial seria, ao tirar dois defesas do caminho. No entanto, o brasileiro encontrou em Lucas Paes um verdadeiro muro que, com uma defesa espetacular, manteve o Torreense em vantagem. Do outro lado, Domen Gril também brilhou, evitando que Léo Azevedo ampliasse a vantagem com uma fantástica defesa em cima da linha. As substituições do Torreense, incluindo a entrada de Miguel Rebelo, ajudaram a equipa da casa a respirar e a travar o ímpeto Beirão. Apesar das várias investidas e da entrega total dos viseenses, a eficácia ofensiva não se traduziu em golos. Nos minutos finais, um livre lateral prometia o empate para quem o merecia, mas a defesa do Torreense mostrou-se imbatível até ao último apito. Com o tempo útil a escassear, fruto de uma perda de tempo atroz, que atrasou todo e qualquer rolar da bola, a vitória sorriu aos homens da casa. O Académico, ainda que derrotado, saiu de cabeça erguida, deixando em campo o espírito combativo que tanto o caracteriza. Encontramo-nos no Fontelo academistas, porque terão de contar connosco.

2024-12-08

Equipa Profissional

"Queríamos muito ganhar, mas, na verdade, não nos deixaram ter mais tempo”

A equipa profissional do Académico de Viseu perdeu, esta tarde, frente ao SCU Torreense. No encontro da 13ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos saíram derrotados por 1-0 do Estádio Manuel Marques. Em reações ao encontro com os mafrenses, o técnico academista Rui Ferreira falou de uma primeira parte controlada, mas manchada pelo golo sofrido: “Foi uma primeira parte na qual não existiram muitas situações de perigo. Abordámos o  jogo de uma forma mais estratégica, tivemos duas ou três bolas em que aproveitámos o espaço, mas onde não conseguimos definir da melhor maneira. O jogo estava controlado, mas numa bola perdida onde tivemos algumas abordagens mal conseguidas, acabámos por permitir o golo que nos abanou um bocadinho”. O treinador principal do emblema Beirão falou também das muitas perdas de tempo a que se assistiu, lamentando a falta de gestão da equipa de arbitragem: “Tínhamos de deixar a equipa assentar, para tentarmos ver o que podíamos fazer na segunda parte. Foi o que fizemos e o segundo tempo foi, totalmente, do Académico. Não chegámos ao golo por mera infelicidade, por não sermos capazes na definição. O segundo tempo teve, talvez, 20 minutos de jogo, é pena que não tenhamos tido a oportunidade de fazer os 45 minutos completos. Perdeu-se muito tempo, houve uma grande falta de fair-play, mas nós também só queremos um jogo limpo e que o árbitro compense aquilo que tem de compensar. Cada um usa os argumentos que tem, mas os árbitros, hoje, tiveram responsabilidade por permitirem que se jogasse tão pouco. Existiram muitas coisas feias, lamento tudo isso. Queríamos muito ganhar, mas, na verdade, não nos deixaram ter mais tempo e mais jogo. Temos de seguir em frente, dar força e crença à nossa equipa com a ajuda dos nossos adeptos, que estiveram aqui em bom número a presenciar esta vergonha”.   Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os 21 pontos, na quinta posição do campeonato. Segue-se agora a receção à UD Oliveirense. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os Beirões regressam ao Fontelo, em partida agendada para o dia 16 de dezembro, às 18H.

2024-12-07

Equipa Profissional

“Vão merecer, da nossa parte, as maiores cautelas e o maior respeito, para podermos tentar alcançar os três pontos”

O Mister Rui Ferreira e o avançado André Clóvis deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 13ª jornada da Liga Portugal 2, em casa do SCU Torreense. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico principal do Académico de Viseu abordou o adversário desta jornada, com o foco na vitória: “O Torreense é uma equipa que está a fazer um excelente campeonato, que é forte e bem organizada. O Tiago (Fernandes) pôs a equipa a jogar à sua imagem e, portanto, é também uma candidata a subir de divisão, tal como o Leixões. Vão merecer, da nossa parte, as maiores cautelas e o maior respeito, para podermos tentar alcançar os três pontos. Sabemos que vai ser difícil, que é uma equipa que gosta de ter bola e que joga bem no seu reduto. Por isso, dentro dessas dificuldades, resta-nos alertar os nossos jogadores, para estarmos o máximo preparados e focados”. Rui Ferreira alertou ainda para as ambições do Académico de Viseu, que devem ser tidas em conta em mais uma deslocação fora do Fontelo: “Nesta liga, os campos são todos difíceis. A questão que podemos colocar é o estado do relvado, que pode estar bom ou não. Vamos ter de adaptar-nos ao relvado e às ambições do clube e da própria equipa. Não podemos esquecer que o Torreense, em caso de vitória, ultrapassa-nos. Portanto, temos de ter tudo isso em equação, com o máximo de concentração possível”.   Também André Clóvis falou aos jornalistas. Questionado sobre o seu contributo no grupo de trabalho, o ponta de lança realçou o esforço individual, que tem como objetivo a procura de triunfos coletivos: “Sempre joguei para a equipa, tento estar sempre confiante e trabalhar todos os dias, independentemente, do resto. Estou aqui para ajudar o Académico e os meus companheiros, e para ganhar a confiança dos misteres. Isso é o mais importante para dar continuidade e pensar nas vitórias. Os golos vão aparecer, naturalmente”. O avançado brasileiro deixou, igualmente, o aviso para a dificuldade da partida deste sábado, realçando a boa semana de treinos que a equipa teve: “Levamos connosco a mesma ambição e humildade de sempre. Sabemos que vai ser um jogo difícil, mas estamos preparados e treinámos bastante. Agora, é ir à procura dos três pontos”. O Académico de Viseu joga este sábado em Torres Vedras. Os Viriatos visitam o terreno do SCU Torreense, a partir das 14H, em jogo com arbitragem de Gonçalo Neves, da Associação de Futebol de Lisboa, e vídeo-arbitragem de José Bessa, da Associação de Futebol do Porto.

2024-12-06