Equipa Profissional 2024-12-20

“Vamos dar o nosso melhor para vencer, é com essa estratégia Que vamos abordar o jogo”

O defesa-central Nikos Michelis e o Mister Rui Ferreira deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 15ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao Portimonense.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico da equipa profissional do Académico de Viseu reforçou a qualidade do adversário, que assume não ocupar uma posição que se coaduna com as valências do plantel: “O facto das equipas estarem lá em baixo, não é sinónimo de falta de qualidade, muito menos de falta de competitividade. O Portimonense é uma equipa que, claramente, construiu um plantel para subir  de divisão. As coisas não estão a correr bem, mas nada está e, portanto, vamos esperar encontrar uma equipa que vai jogar em casa para ganhar, e que quer, rapidamente, subir na tabela classificativa. A posição que ocupam não condiz com aquilo que é a qualidade dos seus jogadores  e com o estatuto do clube, que acabou de descer de divisão. Vamos dar o nosso melhor para vencer, é com essa estratégia vamos abordar o jogo”.

Rui Ferreira falou ainda dos aspetos distintos de jogar fora de casa, afirmando que a equipa preza sempre mais o ataque do que a defesa: “Enquanto que em casa, há sempre uma obrigatoriedade de querer jogar mais em ataque posicional e em organização ofensiva, fora de casa acabamos por estar a jogar muitas das vezes em organização defensiva, para depois transitar para o ataque. Há momentos de jogo que se vão alternando, mas aquilo que nós trabalhamos é com o intuito de jogar o mais à frente possível, longe da nossa baliza. Ainda assim, não podemos esquecer-nos de que não jogamos sozinhos”.

Também Nikos Michelis falou aos jornalistas. O jovem espanhol de 21 anos estreou-se a marcar na última partida. Questionado sobre o atual momento, Michelos dedicou o golo ao seu avô e apontou baterias a faturar ainda mais no futuro: “Fiquei muito feliz. Emocionei-me um pouco, porque quis dedicar este golo ao meu avô, que faleceu há cerca de dois meses, foi um golo para ele. Quanto ao jogo, fiquei muito contente pela vitória. Com mais confiança, quero ser ainda mais perigoso nas bolas paradas”.

O Académico de Viseu joga este sábado em Portimão. Os Viriatos visitam o terreno do Portimonense SAD, a partir das 14H, numa partida ainda sem arbitragem definida pela Liga Portugal.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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