Equipa Profissional 2024-12-21

“Temos de aceitar que este ponto fora de casa é positivo, mesmo tendo lutado, claramente, pelos três pontos”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou a uma bolas no terreno da Portimonense SAD. Na última deslocação oficial de 2024, os Viriatos ainda se adiantaram através de Gautier, mas os algarvios reestabeleceram o empate na segunda metade da partida.

Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Rui Ferreira abordou um jogo com resultado agridoce: “Estrategicamente, o Portimonense joga sempre com uma linha de cinco lá na frente. Portanto, tal ia obrigar-nos a abaixar e a jogar com mais um central. Notámos que estávamos a precisar um bocadinho mais de poder físico no meio-campo porque, depois do golo do Portimonense, começámos a carregar mais e a criar dificuldades nas bolas paradas. O que quisemos fazer foi, declaradamente, colocar o João Pinto, que é um jogador muito comunicativo e capaz de alinhar a nossa defesa. Não demos a indicação para ficarmos lá atrás, a indicação seguia numa perspetiva de, assim que tivéssemos bola, sairmos rápido e termos uma boa definição. Podíamos ter ficado satisfeitos com um ponto fora de casa, que não deixa de ser positivo, mas fomos à procura de mais e retomámos as rédeas do jogo. No cômputo geral, podíamos ter resolvido a partida na primeira parte, dava-nos logo outra confiança. A verdade é que não conseguimos, portanto temos de aceitar que este ponto fora de casa é positivo, mesmo tendo, claramente, lutado para levar os três pontos”.

Na despedida do presente ano civil, o treinador principal do Académico de Viseu deixou uma mensagem aos academistas, garantindo que estes são decisivos no apoio à equipa: “A todos os academistas, um Feliz Natal e Boas Festas. Que continuem a apoiar a equipa, que está bem e confiante. Obviamente, saímos um bocadinho tristes porque queríamos muito oferecer esta vitória aos nossos adeptos. Desejo que continuem juntos connosco, que passem umas boas férias natalícias, perto das suas famílias. É isso que também desejamos a todos os jogadores.  Esta época temos de andar todos juntos, todos somos importantes e os adeptos, obviamente, são uma peça fundamental naquilo que nós construímos durante a semana”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 25 pontos ao cabo de 15 jornadas do campeonato, no qual ocupa a quarta posição. Esta foi o último compromisso oficial de 2024. Os Viriatos regressam à competição no próximo dia cinco de janeiro, altura em que visitam o FC Paços de Ferreira.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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