Na visita ao reduto do SCU Torreense, o Académico de Viseu entrou em campo ambicioso e determinado. A partida começou com os viseenses a explorar o lado esquerdo, criando cedo perigo num livre lateral, onde um corte quase traiu o guarda-redes Lucas Paes, que respondeu com uma defesa atenta.
Aos 20 minutos, Miguel Bandarra tentou a sua sorte de longe, num remate espontâneo que testou, novamente, a atenção do guarda-redes adversário. Simão Silva, pouco depois, encontrou espaço na esquerda, mas o seu remate saiu sem a força necessária para ameaçar a baliza.
O Torreense respondeu e, aos 23 minutos, foi eficaz na sua primeira oportunidade clara de golo. Tobias Thomsen assistiu de cabeça Léo Azevedo, que não perdoou e colocou os da casa em vantagem. Apesar do golo sofrido, o Académico não se rendeu. Passou a ter mais bola e pressionou, com várias investidas que obrigaram a defesa contrária a redobrar esforços.
Nos minutos finais da primeira parte, os homens de Rui Ferreira intensificaram o ataque. Um possível penálti por mão na bola gerou protestos vigorosos, mas o árbitro, após ouvir o VAR, mandou seguir. O apito para o intervalo encontrou um Académico combativo, ainda em busca do empate e determinado a mudar a história do jogo no segundo tempo.
Mostrando a sua garra, que reveste a armadura das gentes da Beira, mas sem colher os frutos do esforço, restava agora lutar por uma reviravolta nos segundos 45 minutos.
Logo no recomeço, o Académico introduziu mudanças com as entradas de Gautier Ott e Nils Mortimer, tentando injetar criatividade no ataque. A equipa mostrou sinais de crescimento, especialmente, pela ala esquerda, onde Henrique Gomes e Gautier criaram várias situações de perigo. Aos 62 minutos, Paulinho esteve muito perto de empatar com um remate poderoso que beijou a barra, desviado ainda em Javi Vázquez.
O Académico manteve a pressão, sempre em cima. André Clóvis teve um lance que primordial seria, ao tirar dois defesas do caminho. No entanto, o brasileiro encontrou em Lucas Paes um verdadeiro muro que, com uma defesa espetacular, manteve o Torreense em vantagem. Do outro lado, Domen Gril também brilhou, evitando que Léo Azevedo ampliasse a vantagem com uma fantástica defesa em cima da linha.
As substituições do Torreense, incluindo a entrada de Miguel Rebelo, ajudaram a equipa da casa a respirar e a travar o ímpeto Beirão. Apesar das várias investidas e da entrega total dos viseenses, a eficácia ofensiva não se traduziu em golos.
Nos minutos finais, um livre lateral prometia o empate para quem o merecia, mas a defesa do Torreense mostrou-se imbatível até ao último apito. Com o tempo útil a escassear, fruto de uma perda de tempo atroz, que atrasou todo e qualquer rolar da bola, a vitória sorriu aos homens da casa.
O Académico, ainda que derrotado, saiu de cabeça erguida, deixando em campo o espírito combativo que tanto o caracteriza. Encontramo-nos no Fontelo academistas, porque terão de contar connosco.