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Equipa Profissional

Três pontos descobertos entre a névoa

A tarde vestira-se de ansiedade e paixão. Em cada canto do Fontelo, um respirar tenso, uma esperança que vibrava no compasso das pancadas no tambor da alma viseense, que rufava há três semanas consecutivas. O Académico, gigante em humildade, recebia o Leixões SC, os “bebés do mar”, numa discussão intensa que prometia decidir destinos, alimentar sonhos e, sem dúvida, descolar a igualdade pontual entre ambos.   Os primeiros instantes foram de aviso. Um cruzar de espadas ainda sem golpes certeiros, mas com intenções claras. Yuri Araújo, incansável camisola 7, ameaçou cedo, mas a fortuna não lhe sorriu. Minutos depois, um cabeceamento de Simão Silva testou Dani Figueira que, com dificuldade, negou o golo ao jovem estreante a titular. A batalha pelo domínio fazia tremer a relva, onde se abatia uma névoa que dava toques visuais de tensão e mistério.   Aos vinte e um minutos, porém, o inevitável aconteceu. Paulinho, o criador, cruzou da direita para a confusão. Ressalto ali, ressalto acolá, e a bola encontrou André Clóvis, que, em meio ao caos da área, encontrou a ordem que só os predestinados enxergam. Um remate à queima-roupa, uma sentença sem apelação. O Fontelo explodiu. Era o primeiro golpe, e o Académico mostrava que esta noite seria sua.   A primeira parte terminou com o equilíbrio a dar lugar ao pragmatismo. O Leixões, ainda que ousado, esbarrava na organização defensiva do Académico, onde Sori Mané comandava como um verdadeiro líder. Do outro lado, os viseenses souberam gerir o cronómetro, mas prometiam mais.   No segundo tempo, as equipas trouxeram maior intensidade. O Leixões cresceu, ousou. Régis Ndo e Kibe foram apostas ofensivas, mas encontraram pela frente um muro chamado Domen Gril. Quando o empate parecia iminente, o guardião transformou-se em rei dos eslovenos, negando com bravura o tento adversário.   E então, veio o momento que transformaria a vitória em epopeia. Aos 87 minutos, o Académico voltou a atacar com precisão. Sori Mané, maestro na transição, lançou Marinelli com a serenidade de um visionário. O argentino, numa finalização de primeira, selou o destino do jogo. Dois a zero e o Fontelo em êxtase.   Nos instantes finais, o relógio corria lento, mas o Leixões já não encontrava força para reagir. O Académico, senhor de si, mostrou o porquê de ser mais que um adversário: é uma identidade. É raça, é paixão, é vitória.   O apito final não foi um encerramento. Foi um início. O início de uma festa, de um orgulho que transcende o tempo. O Académico venceu, mas mais do que números, foram emoções que preencheram o Fontelo. Nesta noite, Viseu não dormiu. Porque não se dorme quando se testemunha a grandeza. E, hoje, a grandeza voltou a vestiu-se de preto e branco.

2024-11-29

Equipa Profissional

“Os jogadores estão de parabéns”

A equipa profissional do Académico de Viseu bateu, esta tarde, o Leixões SC. No encontro da 12ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos venceram os matosinhenses por 2-0, com golos de André Clóvis e Alan Marinelli. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Rui Ferreira reforçou a boa entrada da equipa em jogo, parabenizando os jogadores: “Acho que foi uma vitória justa, temos de perceber que jogámos contra um forte candidato forte à subida de divisão. Entrámos muito bem, personalizados e fizemos um jogo muito bem conseguido, tanto defensiva como ofensivamente. Os jogadores interpretaram, na perfeição, aquilo que foi trabalhado durante a semana. Na segunda parte já sabíamos que o Leixões, pela sua qualidade, ia apertar-nos e fazer-nos baixar linhas. Estávamos preparados para isso e tentámos sair na transição. Numa recuperação espetacular do Sori, fez com que, através do Marinelli, chegássemos ao 2-0. Foi um jogo muito bem conseguido, estrategicamente. Foi difícil, principalmente, na segunda parte, pela qualidade que o Leixões impôs. Nós soubemos responder, os jogadores estão de parabéns”. O treinador principal do emblema Beirão valorizou mais uma vitória conquistada, num momento que tem sido de recuperação: “São três pontos, é uma caminhada muito longa. Não vale a pena estar aqui a falar se o Académico vai subir ou se é candidato. Tivemos um arranque espetacular, já tivemos três derrotas seguidas, mas, a verdade, é que os jogadores conseguiram reagir, positivamente, e estão a dar a volta. Estamos outra vez no regresso às vitórias, é muito importante”.   Rui Ferreira falou ainda da estreia a titular de Simão Silva, jovem de 19 anos, apontando os pontos positivos da prestação do avançado academista: “O Simão estava a jogar muito bem, mas já tinha amarelo. Para a estreia a titular de um miúdo que veio dos sub-23 e dos sub-19, contra uma equipa como o Leixões e com a personalidade que ele demonstrou, só valoriza aquilo que o Académico está a fazer na formação. O miúdo esteve muito bem, entrou com grande capacidade e categoria, mas, a dada altura, teve uma ou outra falta depois de levar o amarelo que, pela inexperiência que ainda tem, poderiam  levar ao segundo”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 21 pontos ao cabo de 12 jornadas do campeonato. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os viseenses visitam o Estádio Manuel Marques, casa do SCU Torreense, em partida agendada para o dia sete de dezembro, às 14H.

2024-11-29

Equipa Profissional

“Trabalhamos para estar sempre à procura dos bons momentos”

O Mister Rui Ferreira e o guardião academista Domen Gril deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 12ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao Leixões SC. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico principal do Académico de Viseu falou do bom trabalho que a equipa fez na última paragem de calendário, reforçando a positividade com que a mesma tem convivido: “Vimos de três resultados bem conseguidos, e tivemos duas semanas importantes para continuar a desenvolver o nosso trabalho e ganhar confiança. Trabalhámos com positividade, numa grande maratona como esta existem momentos bons e maus, e nós trabalhamos para procurar sempre os bons. Todos os adversários são fortes, não vale a pena olharmos para a tabela. Pretendemos conhecê-los bem para alcançarmos vitórias”.   Rui Ferreira abordou ainda um adversário que considera exigente, deixando no ar a vontade de vencer nesta sexta-feira: “Queremos transmitir a realidade aos jogadores, sem grandes ilusões. O Leixões SC é um candidato à subida, com belíssimos jogadores, todos eles com um grande passado no futebol português. É uma equipa que gosta de ter bola e muito bem orientada, que vai tentar ganhar aqui. Espero um Leixões SC ambicioso, com uma boa falange de adeptos. Mas nós temos as nossas confianças, os nossos argumentos para levar de vencida o adversário”. Também Domen Gril falou aos jornalistas. Em projeção à partida deste sábado, o guarda-redes esloveno quis destacar o desejo de regressar ao Fontelo: “Estamos a sentir muita vontade de jogar, outra vez, à frente do nosso público no Fontelo, e de fazer um bom jogo. Esta paragem deu-nos mais vontade para regressarmos em força.”. O Académico de Viseu joga esta sexta-feira no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o Leixões SC, a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Bruno Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo, e vídeo-arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda.

2024-11-28

Equipa Profissional

Dieser Sieg war für dich, Messeguem

No cenário de um jogo travado e sem grandes deslumbramentos, o Académico de Viseu construiu a sua vitória em terras mafrenses com precisão e paciência, aproveitando as escassas oportunidades e impondo-se com determinação. O jogo iniciou-se com um equilíbrio de forças no meio-campo e uma luta intensa por espaços. Os viseenses, meticulosos, surgiram perigosos pela primeira vez aos oito minutos, quando Nikos Michelis, após um desvio de cabeça de Sori Mané, teve uma chance clara, mas acabou por rematar ao lado, perdendo a possibilidade de um início avassalador. Com domínio estratégico, o Académico voltou a tentar a sorte aos 25 minutos, quando Soufiane Messeguem desviou um cruzamento e testou o guarda-redes adversário, Martin Fraisl. A partida prosseguia morna, com poucas incursões, mas o Académico foi paciente e aguardou a sua oportunidade com confiança. Aos 45+10 minutos, um lance inesperado rompeu o marasmo. Clóvis cruzou despretensiosamente, mas Fabinho, ao tentar cortar, desviou de forma caricata para a sua própria baliza, abrindo o marcador e abençoando o Académico com um golo inusitado que parecia improvável naquela primeira metade. Na segunda parte, os inatos Viriatos entraram com a mesma serenidade, mas foi no banco que o técnico viseense encontrou a chave para “fechar o jogo”. Aos 65 minutos, Marquinho irrompeu da linha lateral e logo mostrou ao que vinha. Aos 83 minutos, após um passe rasgado de Nils Mortimer, o médio brasileiro entrou na área sem pedir licença e, de pé esquerdo, finalizou com frieza, ampliando a vantagem e selando o destino do jogo. Apesar da pressão tardia do Mafra e algumas ameaças de Bryan Passi e Miguel Falé, a defesa viseense manteve-se sólida, com Domen Gril a assegurar a tranquilidade na baliza até ao apito final. O Académico mostrou-se eficaz, tático e resiliente, conquistando um valioso triunfo, ao qual adicionou uma excelente exibição. No final de uma partida dura, o Académico saiu de Mafra com um triunfo importante, mas com a celebração incompleta. Soufiane Messeguem, nome de a quem foi dedicada esta vitória, viu o jogo interrompido ao precisar de assistência urgente após um choque violento de cabeças. A força e resiliência com que jogou representam o espírito que guiou a equipa até o último apito. “Esta vitória”, tal como o título em alemão declara, “foi para ti, Messeguem” – um brinde à tua rápida recuperação.

2024-11-10