Equipa Profissional 2024-11-29

“Os jogadores estão de parabéns”

A equipa profissional do Académico de Viseu bateu, esta tarde, o Leixões SC. No encontro da 12ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos venceram os matosinhenses por 2-0, com golos de André Clóvis e Alan Marinelli.

Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Rui Ferreira reforçou a boa entrada da equipa em jogo, parabenizando os jogadores: “Acho que foi uma vitória justa, temos de perceber que jogámos contra um forte candidato forte à subida de divisão. Entrámos muito bem, personalizados e fizemos um jogo muito bem conseguido, tanto defensiva como ofensivamente. Os jogadores interpretaram, na perfeição, aquilo que foi trabalhado durante a semana. Na segunda parte já sabíamos que o Leixões, pela sua qualidade, ia apertar-nos e fazer-nos baixar linhas. Estávamos preparados para isso e tentámos sair na transição. Numa recuperação espetacular do Sori, fez com que, através do Marinelli, chegássemos ao 2-0. Foi um jogo muito bem conseguido, estrategicamente. Foi difícil, principalmente, na segunda parte, pela qualidade que o Leixões impôs. Nós soubemos responder, os jogadores estão de parabéns”.

O treinador principal do emblema Beirão valorizou mais uma vitória conquistada, num momento que tem sido de recuperação: “São três pontos, é uma caminhada muito longa. Não vale a pena estar aqui a falar se o Académico vai subir ou se é candidato. Tivemos um arranque espetacular, já tivemos três derrotas seguidas, mas, a verdade, é que os jogadores conseguiram reagir, positivamente, e estão a dar a volta. Estamos outra vez no regresso às vitórias, é muito importante”.  

Rui Ferreira falou ainda da estreia a titular de Simão Silva, jovem de 19 anos, apontando os pontos positivos da prestação do avançado academista: “O Simão estava a jogar muito bem, mas já tinha amarelo. Para a estreia a titular de um miúdo que veio dos sub-23 e dos sub-19, contra uma equipa como o Leixões e com a personalidade que ele demonstrou, só valoriza aquilo que o Académico está a fazer na formação. O miúdo esteve muito bem, entrou com grande capacidade e categoria, mas, a dada altura, teve uma ou outra falta depois de levar o amarelo que, pela inexperiência que ainda tem, poderiam  levar ao segundo”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 21 pontos ao cabo de 12 jornadas do campeonato. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os viseenses visitam o Estádio Manuel Marques, casa do SCU Torreense, em partida agendada para o dia sete de dezembro, às 14H.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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