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Equipa Profissional

“É difícil e é duro aceitar”

O Académico de Viseu saiu derrotado da receção ao CS Marítimo. No regresso ao Fontelo, os Viriatos perderam por 0-2 com a turma insular.   Na conferência de rescaldo ao encontro com os madeirenses, o técnico academista Rui Ferreira abordou a importância das bolas paradas na partida, afirmando que não existiu uma diferença tão grande entre as duas equipas: “Tivemos perante nós um adversário que é, claramente, dos melhores da segunda liga. O Marítimo tem uma grande equipa e bons argumentos. Não tivemos o discernimento suficiente para conseguir fazer aquilo que trabalhámos, fruto do que estava a acontecer no jogo, nomeadamente, após sofrer o primeiro golo. A partir daí foi uma história completamente diferente. Foi um jogo sem grandes oportunidades de ambos os lados, quisemos criar duelos individuais que permitissem dar-nos mais conforto. E quando estávamos a caminhar para uma situação de maior de dominância da nossa parte, sofremos aquele golo que foi um golpe duro. Isso mexeu muito connosco, tentámos ir à procura com mais gente na frente, contrariar os contra-ataques de um Marítimo mais recuado, e sofremos mais um golo de bola parada. É difícil e é duro aceitar, porque não vimos um Marítimo tão diferente daquilo que nós apresentámos em campo. As bolas paradas fizeram toda a diferença e temos de assumir esta derrota, sabendo que temos de continuar a trabalhar no sentido de procurar melhorar todos estes momentos. Estamos frustrados porque trabalhámos, mas não produzimos em campo aquilo que fizemos durante a semana. Temos de aceitar a derrota, é dura e difícil, mas não houve assim uma diferença tão grande abismal, que permitisse ao jogo ter este desfecho”. Rui Ferreira falou ainda do mau momento da equipa, reforçando que, internamente, de tudo estão a fazer para ultrapassar as recentes dificuldades: “Nós fizemos uma pré-temporada que nos permitiu ganhar uma confiança extra naquilo que foi nosso desempenho. Acho que temos alguns problemas emocionais que temos tentado resolver, com os quais lidamos, diariamente. Não podemos fugir ao facto de termos tido uma derrota pesada, uma derrota injusta em casa e, de seguida, um dérbi que pesou um bocadinho na cabeça dos jogadores. Quando as coisas negativas acontecem assim, muitas vezes batem e demoram a desaparecer. Nós lutamos contra isso e tentamos recuperar, rapidamente. As coisas estavam preparadas para voltarem à normalidade, mas a verdade é que sofremos um golo difícil de aceitar e que fez a diferença”. Com este resultado o Académico de Viseu mantém os 11 pontos na tabela classificativa. Na próxima jornada, marcada apenas para dia 26 de outubro, os Beirões deslocam-se ao terreno do FC Penafiel. O jogo da jornada número nove da Liga Portugal 2 está marcada para as 11H, no Estádio Municipal 25 de abril.

2024-10-13

Equipa Profissional

“Independentemente do adversário, queremos muito ganhar no Fontelo”

O mister Rui Ferreira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da terceira jornada da Liga Portugal 2, frente ao CS Marítimo, da Madeira. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu abordou o momento do adversário, deixando garantias sobre o desejo da equipa em vencer a próxima partida: “Não sei se o Marítimo vai querer atacar desde o primeiro minuto. Vamos encontrar uma equipa candidata à subida, recheada de bons valores e que ainda procura encontrar o seu melhor registo, após a mudança de treinador. É um conjunto difícil mas, jogando em casa, de tudo faremos para ganhar o jogo. Queremos tentar recuperar das últimas derrotas, mas estamos em crescendo. Desejamos dar seguimento ao empate da semana passada, regressando às vitórias em casa. Independentemente do adversário, queremos muito ganhar no Fontelo”. O técnico academista falou ainda sobre o decréscimo de golos marcados nos últimos três jogos, face às primeiras quatro jornadas, reiterando o desejo de regressar aos triunfos para o campeonato: “Há uma serie de fatores que já identificámos e não tem a ver com o facto de jogarmos mais recuados. Por exemplo, falou-se muito sobre o 0-4 ao FC Alverca, mas foi dos jogos onde tivemos mais dificuldades defensivas. Estarmos a querer trazer algo negativo ao que temos feito, é claramente rejeitado por mim e pela equipa. Estamos sempre à procura do nosso melhor e de ganhar o jogo. Se marcarmos um golo e ganharmos 1-0, por mim está ótimo. É um facto que as duas derrotas foram muito dolorosas  e, para os mais pessimistas, o empate em Felgueiras foi fruto da nossa mentalidade pequena, mas ainda ontem eles foram vencer 1-3 a casa da UD Leiria. Não nos podemos desviar do nosso trabalho, seriedade e consciência, que é algo que estamos a fazer muito bem. Vamos trabalhar com confiança e afirmação, queremos vencer”. Questionado acerca da boa época que está a fazer Yuri Araújo, Rui Ferreira valorizou também o esforço de todo o grupo de trabalho: “Todos reconhecemos no Yuri muita qualidade para atingir o patamar que está a alcançar. Os golos são uma consequência do trabalho coletivo e, a nosso ver, tem características para jogar mais por dentro. Sentimos que para ele é uma posição mais confortável e, por isso, talvez o rendimento advenha daí”. O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem o CS Marítimo a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Manuel Oliveira, da Associação de Futebol do Porto.

2024-10-12

Equipa Profissional

"Sentimo-nos confortáveis na nossa organização defensiva”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou a uma bola no terreno do FC Felgueiras. No terceiro jogo consecutivo longe do Fontelo, os Viriatos terminaram o encontro com menos uma unidade, após terem estado a vencer desde cedo com golo de André Clóvis. Nas reações rápidas à partida em casa da equipa minhota, o técnico academista Rui Ferreira falou da boa entrada em campo da equipa, abordando a estratégia delineada para o jogo: “Entrámos, claramente, aqui, com uma estratégia de transição de contra-ataque, pois era importante esta equipa não perder e conseguir somar pontos. Sentimo-nos confortáveis na nossa organização defensiva, mas o que sofremos alterou ali um bocadinho aquilo que era as nossas ambições. Preparámos a mudança e, nesse momento, acontece a explosão e tornou-se difícil nesse capítulo. Vamos ter de para poder dar consistência até ao fim dos jogos, para estarmos sempre ativos e em circunstâncias iguais às do adversário. O Felgueiras foi superior naquilo que é posse de bola e no domínio consentido e, sem tirar qualquer tipo de mérito ao Felgueiras, viemos aqui com uma estratégia clara de tentar surpreender. Depois de uma derrota pesada, precisávamos urgentemente de mudar o chip e de dar confiança à equipa. E isso foi conseguido”. Rui Ferreira congratulou ainda os seus jogadores, pelo compromisso e qualidade que demonstraram em campo, apontado já à conquista dos três pontos na próxima jornada: “Os jogadores corresponderam da melhor maneira dentro daquilo que foi treinado esta semana. Tivemos situações em que podíamos ter definido melhor, mas também não é de um dia para o outro que as coisas se assimilam. Devemos respeitar isso e dar os parabéns aos jogadores pela atitude, pela forma como se entregaram ao jogo e pela forma como quiserem interpretar a estratégia. Não ganhámos, mas queremos muito os três pontos”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 11 pontos no final das primeiras sete jornadas do campeonato. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os Beirões recebem o CS Marítimo, em partida agendada para o próximo domingo, às 15H30 no Estádio do Fontelo.  

2024-10-05

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A semear pontos em Felgueiras

Sob o céu nublado de Felgueiras, numa conjugação atmosférica que colocava altos os níveis de humidade, os bravos Viriatos entraram decididos em responder ao desaire da última semana. Sem dar tempo ao vento para assentar e, antes que as cadeiras se aquietassem, André Clóvis, ao terceiro minuto, ergueu-se de cabeça entre as sombras e apontou o caminho da esperança de todos nós. Um golo madrugador, nascido da precisão de Famana Quizera, que cruzou como quem semeia certezas. O 0-1 no placar era o reflexo de uma equipa que respondia, com vigor, aos dissabores do passado. Com o coração ainda a pulsar ao ritmo do jogo, o Académico soube explorar as fragilidades de um Felgueiras que, aos tropeções, procurava uma resposta. A cada transição rápida, a ameaça do 2-0 parecia cada vez mais real, e as melhores chances do primeiro tempo pertenciam aos Beirões, que se abrigavam na vantagem. O intervalo trouxe uma faceta desconhecida ao jogo, mas a força do Académico persistia. Porém, o Felgueiras, como quem renasce após um silêncio profundo, igualou o jogo aos 61 minutos. Carlos Eduardo emergiu no meio da área e testou a coragem de Gril. O guardião academista ainda tocou na redondinha, mas a redenção não chegou. O 1-1 surgia entre as nuvens como um golpe duro, mas não final. Como em jornadas passadas, a sina dos cartões voltou a perseguir-nos. Aos 76, André Clóvis viu o vermelho e deixou a equipa reduzida a dez. Ainda assim, o espírito de luta não esmoreceu. Em inferioridade numérica insistimos e criámos, mas o apito final decretou um empate. Um ponto. Apenas um. Mas um ponto que faz crescer a árvore da resiliência. O regresso ao Fontelo está à espreita, onde, no próximo domingo, reuniremos as tropas entre paredes muralhadas, dispostos a colher o triunfo que a sorte terá para nos entregar.

2024-10-05

Equipa Profissional

“Eles estão cientes da responsabilidade, temos de trabalhar como um todo”

O mister Rui Ferreira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida deste sábado, em casa do FC Felgueiras. Na projeção da jornada número sete da Liga Portugal 2, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu assumiu a responsabilidade que a equipa tem pela frente, assegurando o bom trabalho diário que os jogadores têm desempenhado: “Teremos de ter o mesmo comportamento desde o início da época, naquilo que é a abordagem aos treinos e aos jogos. Eles têm sido grandes profissionais, acima de tudo quisemos falar sobre a forma como abordamos, emocionalmente, as partidas. Na segunda liga, os níveis de concentração têm de estar sempre elevados, porque as equipas são difíceis. Precisamos de alterar mentalidades e perceber que, para estarmos nos lugares cimeiros, temos de ser muito fortes. É nisso que trabalhamos diariamente. Os jogadores estão a trabalhar bem, e não é um jogo negativo que nos vai tirar confiança ou colocar em causa o que temos feito até aqui. Confiamos ao máximo nas suas capacidades, queremos continuar a incutir um espírito vencedor e de conquista. Para isso, temos de estar no nosso melhor registo, não há margem de erro. Eles estão cientes da responsabilidade deles, temos de trabalhar como um todo”. Rui Ferreira abordou ainda o positivo arranque do campeonato, garantindo que não trocava a atual posição na tabela classificativa: “Se, no início do campeonato, me perguntassem se queria começar com seis jogos, na quarta posição, em lugar de play-off e a um ponto da subida de divisão, eu assinava já por baixo. A resposta é clara em relação ao trabalho muito bem feito que temos vindo a fazer aqui. Compreendemos a desilusão e frustração de um Dérbi, e respeitamos isso”. O Académico de Viseu joga este sábado em Felgueiras. Os Viriatos visitam o Estádio Dr. Machado de Matos a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Flávio Jesus, da Associação de Futebol de Aveiro e vídeo-arbitragem de Manuel Mota, da Associação de Futebol de Braga.

2024-10-04

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Mea Culpa em Tondela

Em Tondela, onde a proximidade das Serras faz ressoar histórias de rivalidades antigas, os Viriatos de Viseu entraram em campo com a força da crença e o peso da história. Esta noite, envolta em emoções que transcenderam o futebol, trouxe consigo uma prova mais árdua do que podíamos imaginar. Naquele João Cardoso, as cores dos dois rivais misturaram-se no tributo aos verdadeiros heróis, os bombeiros, que combateram as chamas impiedosas nos términos do último verão. Porém, no relvado, as chamas da batalha eram outras — o Tondela, firme, intenso, forjou a sua vitória nos detalhes cruéis do jogo. A bola parada, aos 18 minutos, desenhou o primeiro golpe pela cabeça de Ricardo Alves. E antes que o Académico pudesse recuperar o fôlego, o segundo golo caiu como um relâmpago, um raio de imprevisibilidade que fez Gril escorregar e deixou Roberto a celebrar o 2-0. Ainda assim a resiliência, essa constante no espírito dos Viriatos, não tardou a emergir. Com as linhas mais subidas, e com o recém-entrado Gautier a abrir caminhos pela esquerda, o Académico resplandeceu por um momento. Um cruzamento violento, um cabeceamento certeiro de Yuri Araújo, e a esperança, essa força inquebrantável, renasceram. Os adeptos academistas, com os corações de preto e branco aos saltos, vibraram como se o próprio destino lhes pertencesse de novo. No entanto, o futebol, esse jogo de caprichos e reviravoltas, trouxe mais um obstáculo. Um penálti, uma decisão amarga, e o terceiro golo tondelense após mão na bola de Aidara. Pedro Maranhão mostrou para onde ia e atirou à sua esquerda. O jovem Gril adivinhou, mas defendeu para dentro. Ao intervalo, a Serra parecia mais alta que nunca, mas os comandados de Rui Ferreira sabiam como entrar no segundo tempo. Voltaram com renovada energia e foi Clóvis, aos 52 minutos, quem quase reacendeu a chama com um remate poderoso. Depois, Famana, mesmo em frente aos seus adeptos, fez tremer a baliza e, por um segundo, o impossível pareceu tangível. Mas a trave, impiedosa, negou-nos o palpitar do 3-2. Mesmo com o Académico a lutar, a desvantagem numérica após a expulsão de Aidara trouxe de novo o peso do jogo. Aos 83 minutos, Pedro Maranhão fechou o marcador, e a derrota, por 4-1, instalou-se como um fardo nas costas dos viseenses. Porém, é nestes momentos que costuma germinar a lição mais profunda. O Académico de Viseu, clube de alma resiliente, sabe que a resposta não se encontra no que foi perdido, mas sim no que há por ganhar. Esta é uma derrota que dói, sim, mas que deve ser enfrentada com a mesma coragem que até aqui nos trouxe. No próximo sábado, no calor da batalha de Felgueiras, devemos responder. Aos nossos bravíssimos academistas, fica o apelo e a gratidão: continuem a empurrar esta equipa, pois na união das vozes de Viseu, reside a nossa força. O vosso apoio incansável, levar-nos-á ao regresso às vitórias.

2024-09-29

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“Podemos não jogar nada, mas coragem de chegar e jogar temos de ter”

O Académico de Viseu saiu derrotado da deslocação ao terreno do CD Tondela. No Dérbi Beirão que marcou o regresso ao campeonato, os Viriatos perderam por 4-1.   Na conferência de rescaldo ao encontro com os tondelenses, o treinador academista Rui Ferreira avaliou a má entrada no primeiro tempo, assumindo que existe a obrigatoriedade de fazer mais e melhor: “Foi um jogo que não nos correu bem pela forma como entrámos na primeira parte. Faltou-nos muita coragem de tentar fazer bem as coisas e de ter bola. Tivemos receio e medo, fomos medrosos. Na segunda parte arriscámos, mudámos a nossa e poderíamos ter feito um golo determinante na bola do Famana. Ao ficarmos reduzidos a 10 elementos tornou-se quase impossível e, portanto, acabámos por perder o jogo. Fomos extremamente tímidos e medrosos, hoje não honrámos um clube que nos tem dado todas as condições para que nada nos falte. Por isso mesmo, temos a obrigação de ser muito, mas muito mais corajosos. Há que trabalhar no sentido de nos prepararmos emocionalmente, porque uma equipa que quer estar nos lugares cimeiros, não pode sofrer golos como nós temos vindo a sofrer”. O técnico Rui Ferreira deixou ainda os aspetos nos quais a equipa precisa de trabalhar, lançando um repto sobre a exigência do dia a dia dos atletas: “Esta primeira parte não reflete em nada o que quero para a equipa. Podemos não jogar nada, mas coragem de chegar e jogar nós temos de ter. Se calhar estamos numa posição da tabela classificativa que nos traz a humildade suficiente para abordar este tipo de jogos. Não podemos pensar que está feito ao fim de um mês, nada está feito. Isto tem muito para andar, faltam 9 meses e se não tivermos uma mentalidade competitiva, pouco ou nada conseguiremos alcançar. Queremos elevar a fasquia e representar o Académico nos lugares cimeiros, mas precisamos de ter a capacidade de lidar com isso. Temos de ser muito mais humildes na forma como lidamos com a tabela, com as nossas exibições, com o nosso dia a dia, com as decisões e com as regras do grupo e do clube. Nunca me identifiquei com comodismo, é importante trabalhar em perceber que, para atingir um patamar maior, temos de ter muita capacidade de trabalho”. Com este resultado o Académico de Viseu mantém os 10 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses têm nova jornada longe de casa. O jogo frente ao FC Felgueiras está marcado para as 11H do próximo sábado, no Estádio Municipal Dr. Machado de Matos.

2024-09-28