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As quatro cordas que deram música a uma centena de academistas em Alverca

Silêncio, que se vai cantar o fado viseense. Afinadamente, apresentamos a melhor composição musical da quarta jornada da Liga Portugal 2. Talvez por isso tenha sido, por felicidade, a que inaugurou a referida ronda do campeonato. Na segunda deslocação da temporada, o Académico de Viseu viajou até ao Ribatejo lusitano para reencontrar um velho conhecido. FC Alverca, de seu nome, redescobriu o caminho dos campeonatos profissionais na última temporada e fazia, neste final de tarde, a estreia da sua casa oficial na segunda liga. Enquanto bom convidado, o clube beirão priorizou desde cedo pelo respeito a um forte adversário, trazendo na comitiva uma bela centena de adeptos academistas espalhados pelo país. Incapazes de negar a sua génese, os comandados de Rui Ferreira esqueceram a entrada apagada da última jornada, repetindo os feitos das rondas um e dois. Pressionantes desde o início, o minuto 10 foi de entusiasmo nas bancadas do Estádio do FC Alverca. Da esquerda para o meio, Clóvis (que mais à frente completaria a sua estreia a marcar na nova temporada) encontrou a desmarcação primorosa do alemão Messeguem. Com um grande trabalho em plena grande-área, o médio academista descobriu o malabarista Yuri Araújo que, irrompendo nas costas do central mais à esquerda da defesa, fuzilou pela primeira vez as redes adversárias. Foi a terceira “cambalhota” brasileira na época, que venham mais Yuri. Pois nem quatro minutos depois, numa jogada que começa com uma recuperação de bola do Capitão André Almeida à entrada da nossa área, a redondinha mexeu-se de um lado ao outro num “tirinho”. Yuri, Messeguem, Marquinho e Paulinho tocaram no esférico antes do lateral-direito cruzar ao segundo poste para o imperador Clóvis, que conseguiu fazer o 2-0 antes do primeiro quarto de hora. Com duas das cordas a encantar os Viriatos nas bancadas com 100% de eficácia, outras duas iriam chegar para completar o quarteto perfeito de que necessitávamos. Contaram-se mais 20 minutos na partida, quando o inevitável voltou a acontecer. Livre lateral à esquerda, com Paulinho a dar em Gautier que despachou com sotaque francês para o corredor contrário. Apanhada em contrapé, a defensiva contrária não evitou que Clóvis chegasse primeiro à bola e que tivesse todo o tempo para tirar um cruzamento perfeito. Ao segundo poste, a torre Capitã (que tinha subido para o livre) esticou-se no relvado para levar a bola ao poste, ainda desta subir e ter a possibilidade, de cabeça, para fazer o terceiro. Entravam em êxtase os academistas ao verem mais três pontos a formarem-se. Tal como disse o nosso timoneiro, a partir deste momento tudo se simplificou. A iniciativa dada, propositadamente, ao FC Alverca serviu para poupar energias e reforçar a coesão na retaguarda, plano que também correr de feição. Quem esperava um início de segunda parte, diferente da primeira desenganou-se, imediatamente. Isto porque segundo da tarde estava reservado para os 49:52 minutos. Quem pestanejou, não o viu. Quem olhou no momento certo, deslumbrou-se com o remate de Paulinho. Após um contra-ataque rápido dos Beirões, o alívio trouxe até ao lateral-direito (que já tinha feito o gosto ao pé frente ao FC Porto B) a oportunidades perfeita para alvejar as redes contrárias. Receção e remate cruzado logo de seguida, da bitola dos 20 metros (mais coisa menos coisa). Estava fechado, ainda antes dos 50 minutos, o resultado que deixava tranquila uma equipa equilibrada, coesa e, acima de tudo, adulta. Seguem-se duas semanas de pausa, com o topo da classificação guardado nas Muralhas de Viseu. É mesmo no seu interior que iremos defendê-lo na próxima jornada, frente à UD Leiria. O Fontelo prevê-se cheio e entusiasmado…avante Académico.

2024-08-31

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Arthur Chaves transferido a título definitivo para o Hoffenheim

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD informa que chegou a acordo com o TSG 1899 Hoffenheim para a transferência a título definitivo do atleta Arthur Chaves. Arthur Largura Chaves, defesa-central de 23 anos, deixa o Académico de Viseu após duas temporadas onde realizou 58 jogos, nos quais apontou quatro golos. Natural de Florianópolis, no Brasil, Arthur Chaves mudou-se para a equipa dos Viriatos em 2022, depois de dez anos ao serviço do Avaí, onde se formou. Durante os dois anos em Viseu, o clube proporcionou-lhe as condições ideais para continuar o seu desenvolvimento e crescimento enquanto jogador profissional, aprimorando qualidades como a velocidade, a força e a mentalidade. Muda-se, agora, para um dos campeonatos do top-5 europeu. “O Académico abriu-me as portas da Europa e vou ficar eternamente grato por isso, pois vai ficar para sempre gravado na minha história. Deixo a minha gratidão a todos, a toda a estrutura do Académico, aos adeptos que sempre me apoiaram e aos companheiros que sempre me ajudaram muito”, sublinhou o brasileiro aos canais de informação do Académico ao despedir-se do emblema beirão. Arthur Chaves parte na qualidade de defesa-central mais valioso da Liga 2. Em 2023 foi peça importante na seleção sub-23 do Brasil, que conquistou a medalha de ouro nos últimos Jogos Pan-Americanos, disputados no Chile, sendo titular e totalista nos cinco jogos disputados. O central esteve, também, entre os titulares no Torneio Pré-Olímpico, disputado na Venezuela. Na hora da despedida, o defesa-central deixa um pedido especial aos adeptos: “Peço-lhe que continuem a apoiar esta equipa. Confio muito nesta equipa técnica e quero muito que todos os objetivos desta época sejam alcançados”, reiterou o defesa, que acredita que este pode não ser um adeus, mas antes um até já: “Espero voltar um dia a Viseu e que o Académico esteja em grandes voos, na primeira divisão e até sonhando com coisas maiores. Mas de certeza que vou voltar para rever todos um dia”. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD agradece o empenho e dedicação que Arthur Chaves sempre manifestou enquanto jogador deste emblema e deseja-lhe felicidades para a sua carreira.

2024-08-31

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“Esperamos uma equipa motivada por receber um Académico na primeira posição”

O mister Rui Ferreira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da quarta jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Alverca. Face as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC abordou as especificidades do adversário desta sexta-feira, garantindo estar à espera de uma boa coesão defensiva da turma da casa: “Nesta competição não há equipas acessíveis. Vamos encontrar um conjunto que tem demonstrado querer encontrar o seu caminho, acabadinha de chegar à segunda liga. É uma equipa que precisa de crescer e sabe a necessidade de ter uma boa organização defensiva. Quando baixam, a linha de cinco dá-lhes essa tranquilidade e confiança. Vai ser uma equipa forte, nós teremos de estar ao nosso melhor para poder vencer o jogo. Não esperamos facilidades. Esperamos uma equipa motivada por receber um Académico na primeira posição, com um estímulo para vencer maior nesse sentido para vencer”. O técnico academista reconheceu que o facto de ter tido menos dois dias que o FC Alverca para preparar o encontro, não terá na sua opinião qualquer influência na partida: “Não creio que isso pese. Hoje, as equipas estão bem estruturadas e têm um conhecimento muito maior quanto à recuperação dos jogadores. Não irá ter impacto. Foi uma boa semana de trabalho e mais extensa, com possibilidade para assimilarmos melhor as nossas ideias. Não esperamos facilidades, não podemos entrar à espera disso porque então vamos dar-nos mal. Temos de ser humildades e respeitar o adversário”. Quanto à paragem nos campeonatos profissionais, agendada para as próximas duas semanas, Rui Ferreira explanou que o sentimento durante esse período será, naturalmente, condicionado pelo resultado nesta ronda: “Se ganharmos, vai ser ótimo. Se perdermos, será péssimo porque estaremos com muito tempo a querer dar a volta. Não queremos pensar nisso, mas nesses 15 dias queremos voltar a desenvolver o nosso trabalho e dar ritmo aos jogadores menos utilizados. Estamos focados no imediato”. O Académico de Viseu joga esta sexta-feira em Alverca. Os Viriatos visitam o terreno do FC Alverca, a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Iancu Vasilica, da Associação de Futebol de Vila Real e vídeo-arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda.

2024-08-29

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Três pontos foram a tradução de “Personalidade”

2363 é um dos números do momento. Na segunda casa da época, o Fontelo registou novamente uma assistência acima dos dois mil lugares, numa manhã de verão que até foi meiga no que à temperatura diz respeito, mas que bem chegou para deixar em fogo os corações academistas. O adversário trazia consigo a irreverência e juventude para as quais já tínhamos alertado. Vindos da Invicta, os jovens Dragões chegavam a Viseu motivados por uma quase reviravolta na jornada anterior (jogada bem aqui ao lado) que provou a sua perigosa resiliência. Já no núcleo Viriato viva uma equipa que procurava nova vitória em casa, a segunda em outros tantos jogos, abrindo caminho à sua permanência nos lugares que deseja continuar a espreitar, sorrateiramente, em bicos de pés. A entrada voltou a ser intensa, mas talvez um pouco distinta das duas anteriores. Diante de um personalizado FC Porto B, o Académico sentiu algumas dificuldades nos primeiros dez minutos, antes de conseguir equilibrar o encontro e chegar ao seu primeiro remate: Milioransa arrancou um cruzamento na projeção da área visitante, para o titular Aidara desviar o esférico rumo ao Imperador Clóvis. Cabeceando de primeira, foi por muito pouco que o marcador não era inaugurado aos 16 minutos. Cansado de aguardar, Yuri Araújo sacou da cartola sem ninguém se aperceber, e preparou o truque de magia que vingaria aos 24 minutos, logo após uma grande intervenção de Gril. Os passos da ilusão foram simples mas, como sempre, deixaram todos colados ao momento enquanto ouviam o samba brasileiro de fundo: a recuperação foi o jovem Marquinho, que junto ao meio campo jogou para o ponta; Clóvis, sempre combativo, tocou de primeira para a desmarcação do pequenino Yuri, que se apresentava a mais de 20 metros da baliza; e quando todos previam uma receção, a cartola de que falávamos surgiu e a pomba voou em forma de bola de futebol; de primeira, o pé esquerdo do canarinho enviou um autêntico foguete ao canto da coruja, onde nem o mais ágil dos guardiões chegaria. Explodia de alegria o renovado Fontelo para o 1-0. Não sei quanto a vocês, mas o “bruaá” de golo em nossa casa tem um canto e encanto diferentes…que arrepio. Seguiu-se um período de “vigília”. Compactados, com a personalidade que os tem caracterizado, os homens de Rui Ferreira deixaram de permitir tanta bola ao FC Porto B, enquanto também negavam várias das suas tentativas de aproximação com perigo. Foi mesmo num desses momentos que se criou o “bruaá” número dois. Já para lá dos 45, Ott foi preponderante a cortar um cruzamento que sobrou para Marquinho. Do meio para a esquerda, Milioransa recebeu na linha e viu a seta francesa a sair disparada no flanco. Ganhando a linha final, o jovem extremo cruzou para Clóvis, mas seria um outro Viriato a decidir: o lateral Paulinho chegou em pezinhos de lã e antecipou-se ao defensor portista; com a peitaça recebeu, com o pé direito o lado escolheu. 2-0 no marcador. Numa etapa complementar muito mais pausada e controlada, Kahraman foi o primeiro a deixar o aviso. Aos 52 minutos, o turco nascido em Berlim entrou de rompante num lance à entrada de área e nem deixou a bola cair: com um remate prodigioso, foi por muito pouco que não ampliou a vantagem. A partir daqui, foi Gril a entrar em cena: ao 72’ e aos 78’ brilhou entre os postes, antes de Quizera fazer o 3-0, mas em fora-de-jogo, e de Marineli (entrado no segundo tempo) se isolar e ficar muito perto de fazer o segundo golo com esta bonita camisola. O jogo não terminaria sem novo momento de brilho com sotaque esloveno: após uma grande penalidade cometida com o braço de Aidara, Gabriel Brás tentou enganar o guarda-redes academista, que coroou uma grande exibição individual e coletiva, adivinhando e lado e mantendo, pela primeira vez na nova época, a baliza a zero. Sete pontos na bagagem, outros três por conquistar na próxima sexta-feira. Às 18H, em Alverca, a Nação Academista voltará a encontrar-se. Até lá, Viriato.

2024-08-25

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“Vencemos um jogo muito importante para nós”

A equipa profissional do Académico de Viseu venceu pela segunda vez consecutiva em jogos no Estádio do Fontelo. Na receção ao FC Porto B, os viriatos ganharam por 2-0, conquistando novo triunfo após o empate na jornada anterior. Na conferência de rescaldo ao encontro com os Dragões, o técnico academista Rui Ferreira sublinhou a qualidade demonstrada pelo adversário, reforçando a importância desta vitória: “O jogo foi uma demonstração clara da qualidade dos miúdos e de jogo do FC Porto B. Nós tínhamos que perceber isso e saber interpretar este jogo. Tínhamos como grande prioridade vencer, mas também sermos seguros a defender e perceber que, a dado momento, tínhamos que me ferir o FC Porto B. Os jogadores foram sérios, bons profissionais e, acima de tudo, humildes. Entrámos com algum nervosismo e alguma ansiedade devido à exigência e pressão que também colocamos nos jogadores do Académico. Vencemos um jogo muito importante para nós”. Questionado sobre o facto de o Académico não ter sofrido golos pela primeira vez no campeonato, Rui Ferreira destacou o trabalho de todos os setores, apontando forças para manter o ritmo e exigência até aqui criados: “Temos trabalhado no sentido de ter uma boa organização defensiva, que não é só a linha mais recuada. É um trabalho de toda a equipa que começa lá na frente. Estivemos próximos de sofrer um golo, que era algo que não queríamos. O Domen correspondeu da melhor maneira, portanto estamos muito satisfeitos. Agora temos de continuar a trabalhar dentro deste registo de não facilitismos, e perceber que cada vez mais as equipas olham para nós como uma equipa difícil. Por isso mesmo temos que ir à luta, trabalhando diariamente dentro do registo que temos mantido”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora sete pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a equipa Beirã desloca-se ao terreno do FC Alverca. O encontro da ronda número quatro do campeonato está marcado para a próxima sexta-feira às 18H, no Estádio FC Alverca.

2024-08-25

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“Queremos muito vencer por uma razão simples: porque jogamos em casa”

O mister Rui Ferreira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da terceira jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Porto B. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC afirmou que no campeonato não existem adversários fáceis de enfrentar, assumindo que a equipa terá de manter o que tem feito de melhor até agora: “Equipas acessíveis não existem na segunda liga. Todas elas são competitivas. O Futebol Clube do Porto B para além de competitivo, tem qualidade de jogo com miúdos em constante evolução. É uma equipa que gosta de jogar e que será um grande problema para nós e se não formos competentes e se os deixarmos ter confiança durante a partida. Por isso mesmo, temos de continuar a fazer o que temos feito de melhor até agora. Vai ser difícil, mas temos de contrariar o adversário”. Rui Ferreira relembrou o jogo anterior, em Santa Maria da Feira, alertando para os momentos de facilitismo pelos quais os Viriatos não devem voltar a passar: “Acreditamos muito no que fazemos, mas temos de ser uma verdadeira equipa que não facilite desde o primeiro momento. No jogo anterior tivemos alguns momentos de facilitismo e não queremos que se volte a repetir. Queremos voltar a entrar em força e marcar cedo, mas mantendo depois os níveis de foco e concentração”. O técnico academista referiu ainda que jogar em casa é sempre sinónimo de querer vencer, numa missão que passa por envolver os adeptos numa autêntica “onda de entusiasmo”: “A pressão já a temos cá, diariamente, querendo fazer mais e melhor que no ano anterior. Todas as equipas são fortes e difíceis de enfrentar, mas acreditamos que temos um plantel com garantias de andarmos a lutar pelos lugares cimeiros (acima do sétimo lugar, melhorando a classificação do ano passado). Queremos muito vencer por uma razão muito simples: porque jogamos em casa. Se queremos criar uma onda de entusiasmo nos nossos adeptos, um hábito de vitórias em casa, então temos de partir com a ambição de conquistar os três pontos”. O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem o FC Porto B a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Flávio Jesus, da Associação de Futebol de Aveiro e vídeo-arbitragem de José Rodrigues, da Associação de Futebol de Lisboa.

2024-08-24