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Equipa Profissional

“Esta capacidade de entreajuda, foi no sentido de querermos ganhar e dedicar os três pontos ao Messeguem”

A equipa profissional do Académico de Viseu bateu, esta tarde, o CD Mafra. No encontro da 11ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos venceram os mafrenses por 0-2, com autogolo de Fabinho no primeiro tempo e golo de Marquinho na segunda parte. Na conferência de rescaldo ao encontro com os mafrenses, o técnico academista Rui Ferreira quis dedicar o triunfo a Soufiane Messeguem, realçando o compromisso coletivo da equipa: “Quero dar um abraço ao Messeguem. Esta capacidade de entreajuda dos próprios jogadores, foi no sentido de querer ganhar e de lhe dedicar os três pontos. Entrámos muito bem, podíamos ter feito dois golos logo no início, mas, com o desenrolar do tempo, começámos a falhar algumas bolas que nos criaram alguma desconfiança. Na segunda parte tentámos dar alguma tranquilidade aos jogadores, explicando-lhes que tínhamos de ter mais bola. Sem dúvida que a entreajuda foi fundamental para aguardarmos pelo segundo golo. Foi uma vitória justa, frente a uma equipa boa e num jogo no qual era importante ganharmos. Pela primeira vez na história o Académico venceu em Mafra, também é um registo bonito para o clube”. Questionado sobre as substituições que operou na segunda parte, Rui Ferreira assumiu a importância das mesmas, num momento crucial do encontro: “Temos a consciência de que hoje tivemos alguns jogadores abaixo do seu rendimento, também por isso não estávamos a conseguir pegar tanto no jogo. Os jogadores que entraram foram decisivos, mexeram muito bem no encontro. O segundo golo deu-nos a tranquilidade de que precisávamos, porque a qualquer momento podíamos sofrer algum dissabor”. O treinador principal do emblema Beirão falou ainda da paragem de três semanas no campeonato. Rui Ferreira demonstrou a satisfação que sente o grupo de trabalho, afirmando a ânsia natural de querer mais e melhor: “A vitória antes da pausa deixa-nos tranquilos porque trabalharmos sobre triunfos é completamente diferente. São duas semanas em que vamos trabalhar tranquilamente e melhorar os aspetos necessários. Estamos muito satisfeitos com aquilo que os jogadores têm feito durante a semana, e estamos muito ansiosos para conseguir libertá-los e transportar o que fazemos no treino para o jogo. Quando conseguirmos isso em pleno, vamos ser muito mais confiantes”.    Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 18 pontos ao cabo de 11 jornadas do campeonato. Segue-se agora uma paragem de três semanas no calendário viseense. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os Beirões recebem no Fontelo o Leixões SC, em partida agendada para o dia 29 de novembro, às 18H.

2024-11-09

Equipa Profissional

"Estamos motivados com aquilo que fizemos de positivo nestes dois últimos jogos”

O Mister Rui Ferreira e o defesa Henrique Gomes deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 11ª jornada da Liga Portugal 2, em casa do CD Mafra. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico principal do Académico de Viseu abordou as últimas duas partidas bem conseguidas pela equipa, salientando a importância da motivação para o próximo desafio: “É verdade que fomos ganhar a casa do líder, onde fizemos um belíssimo jogo e que recebemos, também, uma das melhores equipas do campeonato, numa partida onde só  pecámos na finalização. Podemos não ter ganhado, mas, no geral, foi um jogo muito bem conseguido. Vamos a Mafra jogar com uma equipa que mudou de treinador e que, a partir dessa alteração, teve uma vitória e um empate. É uma equipa forte, muito compacta que está motivada por esses resultados. Mas nós temos de saber estar motivados, com aquilo que fizemos de positivo nestes dois últimos jogos e no início da época. Foi dos melhores arranques que o Académico teve na sua história e não podemos esquecer isso. Há que dar continuidade, mas, acima de tudo, cimentar aquilo que temos vindo a fazer, para que possamos ser cada vez mais consistentes”. Rui Ferreira falou ainda do processo de crescimento em curso, assumindo a vontade da equipa em vencer todos os jogos: “Acho que estão reunidas as condições para nós criarmos aqui uma onda de equilíbrio. Queremos sempre ganhar, a equipa técnica está a trabalhar e os jogadores estão a assimilar aquilo que nós queremos que eles assimilem. Claro que demora tempo, mas vamos encarar esta tarefa para que as coisas possam seguir um caminho mais ambicioso e de luta por mais vitórias. O tempo encarrega-se de colocar as coisas no seu devido lugar”.   Também Henrique Gomes falou aos jornalistas. Em projeção à partida deste sábado, o defesa academista falou em nome do grupo de trabalho, deixando claro que os jogadores acreditam no processo idealizado pela equipa técnica: “Vamos a Mafra com o intuito de ganhar. É lógico que os três resultados são possíveis, mas é muito melhor trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas ou empates. Só temos um pensamento, que passa por ir lá ganhar. Trabalhámos a semana toda para chegarmos a esse objetivo, temos uma equipa que está do lado Mister, que aceita o processo que quer para nós e, com aquilo que treinamos durante a semana, estamos 100% confiantes de que vamos chegar à vitória”. O lateral português valorizou também as últimas exibições do plantel, reforçando a ambição de levar o clube mais além: “Vimos de dois jogos bastante positivos tanto na agressividade, como no futebol positivo que temos mostrado. Com um futebol atacante, temos permitido poucas ocasiões de golo aos adversários, e isso dá-nos uma certa confiança. Estou certo de que vamos continuar a trazer aquilo que de bom o Académico tem, que é um bom futebol e ofensivo. É para isso que nós cá estamos, para somar pontos e vitórias, porque todos queremos levar o Académico para a frente”. O Académico de Viseu joga este sábado em Mafra. Os Viriatos visitam o terreno do CD Mafra, a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Fábio Melo, e vídeo-arbitragem de Miguel Fonseca, ambos juízes da Associação de Futebol do Porto.

2024-11-08

Equipa Profissional

Ato número 10: responsabilidade do guardião

Que bela casa. Que belo Fontelo. Que belo espetáculo. Uma peça que quase nos deu o que precisávamos, na qual por pouco o golo da vitória não marcámos…reféns do que se passava no último terço, naquele espaço onde se mata ou se morre. Mas vamos perceber o que se passou até ao desfecho final: pressionantes, com a mão no pescoço do adversário que procurava ter mais bola no nosso estádio, foi assim que entrámos perante uma das melhores casas da temporada até agora. O SL Benfica B mal respirava, tal era a pressão dos homens vestidos de negro. A partir da primeira dezena de minutos, a festa começou. Aos 11 e aos 13, Gautier afinou a mira e obrigou o guardião André Gomes a esmerar-se, por duas vezes, para evitar o 1-0. Já aos 14, foi o jovem Michelis, titular por distinção e mérito, a surgiu no segundo poste para uma nova grande defesa do guarda-redes contrário. Em apenas 15 minutos, eram já três as oportunidades emergentes de golo. Com recurso a mais dois cantos e a um livre de Bandarra que saiu bem perto da baliza, lá chegámos ao golo. O minuto era o 20, o marcador brasileiro. Gautier bateu da direita uma bola cortada pela defensiva encarnada. Fora da área, Yuri Araújo esperou que a redondinha descesse para, sem pedir licença, rematar rasteiro de primeira e inaugurar o marcador. Na resposta, um penálti mal assinalado a favor dos forasteiros foi revertido pelo VAR, que para isso mesmo serve. Ânimos acalmados, numa primeira parte onde, claramente, o resultado pecava por escasso. Se os primeiros 45 minutos foram de sucesso, até aos 90 o tempo seria madrasto. Nem dois minutos volvidos do reatar da partida, João Rego cabeceou de costas para o fundo das malhas, na conversão de um canto à esquerda do ataque benfiquista. Um murro no estômago que ninguém viu chegar, deitou um pouco no chão as pretensões academistas para o que faltava da partida. No entanto, um Viriato não se deixa cair sem mais nem menos. Com um toque francês, respondemos afirmadamente ao desafio depois da hora de jogo. Gautier, isolado, acabou por perder uma excelente oportunidade ao permitir nova grande intervenção de André Gomes (para muitos, o man of the match). Até ao fim, o jovem entre os postes disse “não” a Paulinho, que rematou já dentro de área, e a barra gritou a mesma expressão a Quizera, já dentro do período de descontos. A partida não acabaria sem antes André Gomes voltar a brilhar. O suspiro do Fontelo persentia o golo, e Sori Mané também. Após um ressalto, o médio guineense rematou de primeira…a coruja já sabia que ela aí vinha, mas o guarda-redes encarnado tinha outra ideia: a de manter tudo empatado até ao fim. E foi mesmo esse o objetivo que alcançou após nova grande defesa que fez permanecer o empate a uma bola. Consistentes e cada vez mais capazes, é assim que guiamos o barco para uma nova rota: a dos pontos. Sábado em Mafra procuraremos fechar em beleza um ciclo que antecede três semanas seguidas de paragem. Até lá, academistas.

2024-11-03

Equipa Profissional

Liberdade no 25 de abril

Livres e tranquilos, como peixes dentro de água ou, melhor dizendo, como Viriatos em plena guerra. Levados ao colo pelo espírito de rendição, mudança e lealdade às suas gentes, os academistas entraram num campo matinal com sotaque do Norte, onde morava até então o conquistador do pelotão da frente da tabela classificativa. Penafiel, de seu nome, encarava-nos no Municipal 25 de abril sem qualquer derrota para o campeonato na presente temporada, mas com mais 120 minutos nas pernas, após a eliminação caseira da Taça na passada segunda-feira. O líder partia em vantagem teórica mas, deste lado, existiam contas a acertar com o destino e com a sorte. E que melhor forma de o fazer, senão numa manhã de névoa, onde as somas e subtrações do passado estavam em jogo? O começo da batalha desenrolou-se em todos os pontos possíveis do seu campo. No meio-campo, na defesa ou na metade atacante, os duelos pela posse iam intensificando-se até às primeiras duas aproximações das balizas: aos oito, Clóvis cabeceou frouxo antes de, 11 minutos depois, disparar com pólvora seca um remate fácil para o guardião Manuel Baldé. A resposta dos da casa apareceu entre nuvens em cima da primeira meia hora, mas o remate de João Silva subiu demasiado e não afetou o nosso príncipe esloveno entre os postes. No entanto, os bravos viseenses eram mais intensos, tinham mais bola e trocavam-na melhor entre si. Yuri Araújo, de braçadeira envergada, conduzia as operações lá na frente, mas nem um segundo cabeceamento de André Clóvis aos 33 (o que seria se marcasse neste minuto), nem o facto de ter aparecido, em cima dos 45, frente a frente com o guarda-redes penafidelense, foram capazes de mudar o rumo dos acontecimentos do primeiro tempo. 0-0 e tudo para os balneários. A segunda parte prometia tudo aquilo que conseguíssemos desejar ao intervalo, e quem pediu dois golos sem resposta teve a sorte grande. Apesar da boa entrada do Penafiel, com oportunidades nos pés de Gabriel Barbosa, Robinho e João Miguel, o Académico mantinha a superioridade na posse e, acima de tudo, inverteu uma tendência de brutal importância no seu jogo: a tranquilidade e coesão defensivas. Serenos e conscientes da sua valia, vislumbraram a investida contrária, sustendo a respiração e unindo esforços, aspetos que reconstruiram a muralha Beirã. Podendo respirar de novo, era hora de responder em força e, a quinze minutos do fim, o grito mais bonito do futebol foi entoado com sotaque academista. Numa enormíssima jogada coletiva, Samba Koné fez o esférico sobrevoar até ao lado direito do movimento ofensivo, onde Paulinho surgiu em pezinhos de lã. O lateral subiu à linha final e levou na frente tudo e todos, até cruzar para uma defesa incompleta do guarda-redes, que precedeu o desvio final de André Clóvis para o 0-1. Impotentes nos minutos seguintes, os nortenhos não mais ameaçaram a baliza de Gril, que de longe viu, aos 87 minutos, a estocada final. De um livre lateral de Gautier, Sori Mané ganhou na dividida aérea, que levou a bola à altura perfeita. Sem deixá-la cair, e com recurso ao pior pé (o esquerdo), Samba Koné rematou de primeira e fuzilou (quase literalmente) a baliza adversária, completando a sua estreia a marcar pelo Académico de Viseu em jogos oficiais. A cereja no topo do bolo só ficou corretamente colocada quando, no jogo em que Yuri Araújo se tornou no internacional com mais jogos de sempre pelo emblema beirão (195), Simão Silva também conheceu um dos momentos da sua jovem carreira: após a estreia pela equipa principal na Taça de Portugal, cumpriu hoje o primeiro jogo nas competições profissionais. Esta é uma história de luta, confiança, competência mas, sobretudo, de liberdade. Liberdade de pensamento, de qualidade, liberdade das amarras do passado. Liberdade de acreditarmos de, no futuro, sermos e sonharmos com o que quisermos. Fiquem desse lado e esperem pelos próximos episódios. Avante, Académico.

2024-10-26

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"Estamos todos de parabéns pelo grande resultado que fizemos"

A equipa profissional do Académico de Viseu venceu, esta manhã em casa do FC Penafiel, por 2-0. Ambos os golos da turma viseense foram apontados na segunda parte, por intermédio de André Clóvis e Samba Koné. Em reação exclusiva aos canais de informação do clube beirão, no final da partida que trouxe o Académico de regresso às vitórias para o campeonato, o Capitão André Almeida destacou a qualidade da equipa neste jogo, onde a raça foi determinante: “Toda a gente sabe que jogar aqui é sempre muito complicado, é um campo historicamente difícil. Por vezes, aqui não dá para jogar bonito mas sim na raça, e hoje foi isso mesmo que fizemos. Há que salientar a união da equipa, num jogo onde tivemos muitos momentos com qualidade e, acima de tudo, onde fizemos uma exibição segura e completamente confortável. Estamos todos de parabéns pelo grande resultado que fizemos”. O defesa-central academista realçou ainda a tranquilidade emocional que a equipa apresentou durante os 90 minutos, que a levou a alcançar uma justa vitória: “Foi dos jogos em que senti que, emocionalmente, estivemos mais estáveis. Sabíamos que, com o decorrer do jogo, os espaços iriam abrir e bastava mantermos a coesão defensiva que conseguimos produzir. E foi isso mesmo que aconteceu, ficámos mais perto do golo mas sempre com segurança defensiva. Numa das muitas vezes que fomos lá, conseguimos fazer o golo e sabíamos que o Penafiel vinha atrás de nós. Mas, seguros defensivamente e estáveis emocionalmente, chegámos ao segundo golo que foi muito meritório”. Com este resultado o Académico de Viseu subiu, provisoriamente, ao quarto lugar da Liga Portugal 2, somando agora 14 pontos. Na próxima jornada, agendada para dia dois de novembro, os Viriatos enfrentam o SL Benfica B no Estádio do Fontelo, a partir das 11H. 

2024-10-26

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“Estamos desejosos por mudar o ciclo negativo que atravessamos”

O defesa-central e capitão André Almeida deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da nona jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Penafiel. Face as questões dos órgãos de comunicação social, o atleta da equipa profissional do Académico de Viseu FC demonstrou vontade em terminar com a série de jogos sem vencer, garantindo que a equipa está preparada para enfrentar o adversário deste sábado: “Estamos desejosos por mudar o ciclo negativo que atravessamos. Vamos jogar com a equipa que, neste momento, está em primeiro lugar e isso dá-nos ainda mais motivação, porque ocupam o nosso lugar. Sentimos que, desde o início, aquele lugar é o que nós queremos, portanto eles são o nosso alvo número um a abater. É essa a nossa motivação, que se junta à motivação que já temos para acabar com este ciclo negativo”. O Capitão dos academistas valorizou ainda a união entre o grupo, deixando o alerta de que o foco dos jogadores está em dar a melhor resposta possível em Penafiel: “Toda a gente está ciente do que aconteceu nas últimas semanas, simplesmente, metemos para o lado mesmo não esquecendo. O nosso foco está em dar uma resposta a todos, porque temos a perfeita noção do descontentamento dos adeptos e é isso mesmo que nós vamos demonstrar já amanhã. Queremos mostrar que estamos todos a remar para o mesmo lado, unidos e na busca dos três pontos, tanto nós como os adeptos”. Questionado sobre o que tem faltado ao Académico nos últimos encontros, André Almeida reconheceu uma lacuna no que toca ao controlo emocional, reforçando o trabalho diário em fazer crescer o desempenho coletivo nos vários momentos de jogo: “Acho que talvez falte um pouco de estabilidade emocional e, claro, tudo o que isso acarreta. Por exemplo, a experiência para conseguir perceber os momentos e as fases do jogo, saber acalmá-lo e perceber o que realmente está a falhar. Falta-nos, talvez, um pouco dessa matreirice para conseguir contrariar esses momentos. Temos de começar a ser mais duros e mais agressivos, porque sabemos que qualidade não nos falta e as semanas de trabalho demonstram isso mesmo”. O Académico de Viseu joga este sábado em Penafiel. Os Viriatos visitam o terreno do FC Penafiel, a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Bruno Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo e vídeo-arbitragem de Bruno Esteves, da Associação de Futebol de Setúbal.

2024-10-25