Equipa Profissional 2024-11-09

“Esta capacidade de entreajuda, foi no sentido de querermos ganhar e dedicar os três pontos ao Messeguem”

A equipa profissional do Académico de Viseu bateu, esta tarde, o CD Mafra. No encontro da 11ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos venceram os mafrenses por 0-2, com autogolo de Fabinho no primeiro tempo e golo de Marquinho na segunda parte.

Na conferência de rescaldo ao encontro com os mafrenses, o técnico academista Rui Ferreira quis dedicar o triunfo a Soufiane Messeguem, realçando o compromisso coletivo da equipa: “Quero dar um abraço ao Messeguem. Esta capacidade de entreajuda dos próprios jogadores, foi no sentido de querer ganhar e de lhe dedicar os três pontos. Entrámos muito bem, podíamos ter feito dois golos logo no início, mas, com o desenrolar do tempo, começámos a falhar algumas bolas que nos criaram alguma desconfiança. Na segunda parte tentámos dar alguma tranquilidade aos jogadores, explicando-lhes que tínhamos de ter mais bola. Sem dúvida que a entreajuda foi fundamental para aguardarmos pelo segundo golo. Foi uma vitória justa, frente a uma equipa boa e num jogo no qual era importante ganharmos. Pela primeira vez na história o Académico venceu em Mafra, também é um registo bonito para o clube”.

Questionado sobre as substituições que operou na segunda parte, Rui Ferreira assumiu a importância das mesmas, num momento crucial do encontro: “Temos a consciência de que hoje tivemos alguns jogadores abaixo do seu rendimento, também por isso não estávamos a conseguir pegar tanto no jogo. Os jogadores que entraram foram decisivos, mexeram muito bem no encontro. O segundo golo deu-nos a tranquilidade de que precisávamos, porque a qualquer momento podíamos sofrer algum dissabor”.

O treinador principal do emblema Beirão falou ainda da paragem de três semanas no campeonato. Rui Ferreira demonstrou a satisfação que sente o grupo de trabalho, afirmando a ânsia natural de querer mais e melhor: “A vitória antes da pausa deixa-nos tranquilos porque trabalharmos sobre triunfos é completamente diferente. São duas semanas em que vamos trabalhar tranquilamente e melhorar os aspetos necessários. Estamos muito satisfeitos com aquilo que os jogadores têm feito durante a semana, e estamos muito ansiosos para conseguir libertá-los e transportar o que fazemos no treino para o jogo. Quando conseguirmos isso em pleno, vamos ser muito mais confiantes”.   

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 18 pontos ao cabo de 11 jornadas do campeonato. Segue-se agora uma paragem de três semanas no calendário viseense. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os Beirões recebem no Fontelo o Leixões SC, em partida agendada para o dia 29 de novembro, às 18H.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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