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Diário de um viriato: dia 231 sem derrotas em casa

3 de setembro de 2022. É essa a data da última derrota do Académico de Viseu no Fontelo, em contexto de campeonato. Nessa altura uma derrota caseira frente ao Torrense colocava fim a um mau começo de temporada, dando o pontapé de saída a um dos maiores ciclos de sempre sem derrotas no Estádio do Fontelo. No próximo sábado contabilizam-se 231 dias após o início do referido ciclo e a turma beirã entrará em campo, focada em aumentar esse número com novo triunfo frente às suas gentes. Podem ser 12 as partidas consecutivas sem perder em casa para a segunda liga. Além deste fator motivacional, a vitória é ainda mais prioritária tendo em conta o empate da última jornada onde a equipa merecia sair da capital com outro desfecho. Responder a um resultado menos positivo com os três pontos são as palavras de ordem em Viseu. E pela frente surge uma União Desportiva Oliveirense relativamente tranquila no 12º lugar com 34 pontos, que na verdade não se tem dado mal nos duelos com os beirões, que não vencem os aveirenses desde 2018. Mas para cada ciclo negativo há um término e nada melhor que quatro jogos seguidos sem perder, apenas uma derrota nos últimos nove e a vontade de recuperar um lugar no pódio, para servirem de alavanca na conquista dos três pontos no próximo sábado. Na última jornada, a turma que visita este fim de semana o Municipal do Fontelo, perdeu em casa frente a um dos outros conjuntos na luta pelos primeiros lugares, o Farense. Isto enquanto o Académico de Viseu empatou no Nacional do Jamor frente à BSAD. Escusado será dizer que ambas as equipas entrarão em campo para responder aos resultados da última jornada, e que podemos por isso esperar uma partida descomplexada, aberta e virada para o jogo positivo. A coesão defensiva com que os homens de Viseu se têm apresentado nos últimos jogos, serve de enquadramento para o que pode ser a sua atuação em mais uma final. Segurança na retaguarda, melhorando a chegada ao último terço, onde porventura a equipa pecou mais na partida em Lisboa não conseguindo desenlaçar o empate. No mítico Fontelo espera-se outra enchente no caminho que se coloca entre Viseu e a conquista dos seus objetivos. Os adeptos academistas têm sido decisivos, “levando às costas” um conjunto de jogadores revigorado e que se apresenta num bom estado físico e psicológico para estas últimas seis finais. Sim, porque só faltam mesmo seis e a nação de Viriato tem noção disso. A partida da jornada 29 da Liga Portugal 2 Sabseg está marcada para as 11H da manhã deste sábado, e conta com arbitragem de Manuel Mota, da Associação de Futebol de Braga. 

2023-04-20

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School On Tour: EB1 de Fragosela

A saga das visitas do plantel principal do Académico de Viseu às escolas da região continua. Desta vez em Fragosela, foram o guardião Mbaye, o defesa Tiago Mesquita, o médio Ricardo Ramirez e o avançado Daniel Labila que fizeram as maravilhas de mais de uma centena de crianças da Escola Básica da freguesia. Entre autógrafos e a clássica “peladinha” que juntou alunos e jogadores, a coordenadora de estabelecimento, Belém Ferreira, admitiu aos canais oficiais do nosso clube que vê com muito bons olhos este tipo de iniciativas: “É uma mais-valia porque este é um clube da terra que está tão próximo de nós. Acho que é uma forma de cativar e chamar as crianças e os jovens para terem contacto com o Académico e, nomeadamente, com o futebol”. A representante da Escola Básica de Fragosela referiu também que os mais novos são, a partir destes convívios, ainda mais cativados à prática de desporto: “As crianças gostam de todos os desportos, mas sem dúvida que o futebol é a sua preferência. E tendo o Académico a vir ter connosco, através da sua equipa e dos seus jogadores, ajuda a transportar para casa a vontade dos viseenses participarem de forma mais ativa no clube. Ter contacto com esta modalidade, desperta neles (crianças) outras competências como o interesse pela atividade física. Ainda assim, é importante referir que nós (escolas) temos vindo a apelar todos os anos, em parceria com o Município e com o agrupamento, a prática do desporto em geral que tão importante é numa sociedade em que os jovens são muito sedentários”, reforçou Belém Ferreira. Já Duarte Pontes, aluno do quarto ano e adepto confesso do Académico, mostrou-se bastante animado quanto à presença dos jogadores do clube beirão na escola que frequenta: “Sinto-me feliz porque nem sempre temos a companhia dos jogadores para os podermos apoiar e eles nos darem os seus autógrafos”. O jovem aluno falou igualmente de um sonho que tem por cumprir: “Gosto muito de ver os meus amigos a apoiarem o Académico de Viseu, especialmente porque eles gostam muito do clube e eu sou sempre aquele que sabe as canções, e eles ao cantarem aprendem-nas melhor. O meu sonho é que o Académico suba para a primeira liga”.      O nosso site oficial aproveitou também para entrevistar o defesa academista, Tiago Mesquita. O jogador de 32 anos assinalou este evento como mais uma oportunidade de reunir a região beirã à volta do clube viseense: “Esta é uma ótima forma de tentar aproximar ainda mais a cidade do clube. Queremos que de jogo para jogo apareçam mais pessoas no Fontelo para nos apoiar, sentimos muito esse apoio dentro do campo. Para nós é sempre muito bom ter a moldura humana que temos tido nos últimos jogos”. A cumprir a terceira época com o símbolo de Viriato ao peito, Tiago Mesquita apontou a evolução pela qual o Académico de Viseu tem passado e que ajudará, a seu ver, a equipa a enfrentar os próximos confrontos decisivos que se avizinham: “O clube tem vindo a evoluir em diferentes áreas, e a parte do marketing e da comunicação não foge à regra. A evolução tem sido grande e é um bom presságio para aquilo que se aproxima e para as grandes batalhas que temos pela frente. Lutamos pelo continuar do crescimento do Académico e sentirmos o calor e a energia positiva de que precisamos nestes momentos é muito bom. São aspetos capitais para nos darem aquela força extra que nos irá ajudar nos momentos decisivos”.

2023-04-19

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Um dissabor chamado Jamor

De Viseu viajaram mais de três centenas. Mais de 300 adeptos beirões fizeram-se ouvir no mítico Estádio Nacional do Jamor, que recebeu a maior assistência da época em jogos da Liga Portugal 2. Este é o ponto de partida perfeito para ilustrar o jogo do último sábado onde o Académico de Viseu, apoiado incessantemente pelos seus adeptos, empatou a uma bola no terreno da BSAD. O sol brilhava sobre o velhinho Estádio Nacional, aquecendo o ambiente para uma partida bastante importante da ronda 25 da competição. Em confronto estavam polos totalmente contrários, com o 16º a receber o 3º classificado. Mas como sabemos e alertámos na crónica de antevisão, no futebol os números dizem muito pouco daquilo que pode acontecer em campo. E num embate entre equipas que precisavam (não pelos mesmos objetivos) de garantir os três pontos, a diferença na tabela ainda menos fazia prever o seu desfecho. Os primeiros minutos revelaram o que as expectativas escreveram antes do apito inicial: dois conjuntos bem abertos, a tentar jogar um futebol positivo e ofensivo. E tal vontade atacante provou-se no facto de que os únicos dois golos foram marcados ainda antes dos 25 minutos. No primeiro, onde a turma da casa se adiantou, Diogo Tavares fez Samuel Lobato irromper na grande área academista, tendo apenas de encostar para Fabrício Simões que enganou Gril, batendo o guardião esloveno aos 11 minutos. O Académico viu-se assim obrigado a ir em busca do prejuízo ainda muito cedo na partida. Depois de tomadas as rédeas do encontro, tarefa que nada foi facilitada pelo adversário, os comandados de Jorge Costa chegariam ao empate precisamente 11 minutos volvidos. Aos 22, Gautier Ott fez um cruzamento exemplar do flanco esquerdo para a entrada acrobática na pequena área do marcador de serviço brasileiro: Clóvis “25 golos”. Falta um André, apenas um. Após estes 25 primeiros minutos, o encontro concentrou-se maioritariamente no terreno ofensivo dos viriatos, que chocaram contra uma BSAD que baixou linhas e que colocou todas as suas fichas em transições atacantes. Perante a boa coordenação defensiva do Académico, esta foi uma tática que nunca surtiu verdadeiro perigo para a baliza à guarda de Domen Gril. Numa segunda metade onde o calor da capital também entrou em campo, a inclinação do mesmo foi ainda mais notória. Prova de tal facto são os 63% de posse de bola academista, as suas nove tentativas de golo (contra apenas duas do conjunto da casa) e os zero remates feitos à baliza beirã nos segundos 45 minutos. Ainda assim o Académico de Viseu foi incapaz de marcar o golo da vitória, que podia ter chegado aos 83 minutos. Em cima da linha Nuno Tomás negou um golo cantado a Ott, que tinha retirado da jogada o guarda-redes Gonçalo Tabuaço. O desporto rei é mesmo assim e dizem alguns que se o jogo durasse mais uma hora, o resultado não se alteraria. Há ainda a destacar a expulsão de Soufiane Messeguem, médio academista que levou o segundo cartão amarelo já para lá da hora (90+4´) e que falha a próxima jornada por castigo. Para Viseu regressou um conjunto de jogadores que tudo fez para alcançar e merecer a vitória, mas que não a conseguiu atingir. Regressou também uma das melhores molduras humanas visitantes desta temporada na segunda liga, que também merecia os três pontos e a manutenção do seu lugar no pódio do campeonato. Isto porque se olharmos para o pódio dos adeptos, os nossos serão sempre os primeiros classificados.

2023-04-16

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“Criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado”

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu empatou a uma bola frente à BSAD, em partida referente à 28ª jornada da segunda liga, que decorreu no Estádio do Jamor na manhã de hoje. No rescaldo do encontro o técnico principal dos viriatos, Jorge Costa, admitiu que a equipa não entrou bem em jogo, mas que fez mais do que era necessário para sair da capital com a vitória: “Temos responsabilidade neste empate, especialmente nos primeiros 20/25 minutos da primeira parte em que demorámos muito a entrar em jogo e onde concedemos o golo da BSAD. Após isso acho que criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado. Foi um jogo quase de sentido único, e que não deve ter sido muito bonito de ver, tanto para quem veio ao estádio como para quem viu em casa”. O treinador de 51 anos analisou ainda as consequências da perda de dois pontos fora de portas. Jorge Costa referiu que apesar da descida na tabela classificativa, este empate em nada muda o foco da equipa em vencer os restantes jogos do campeonato: “A implicação direta é descermos ao quarto lugar. Não podemos fugir às nossas responsabilidades, mas não era de todo previsto estarmos nesta situação a esta altura do campeonato. Estamos numa luta que não é a nossa, mas da qual não fugimos e por isso mesmo vamos continuar a tentar jogar bem, a divertirmo-nos e a lutarmos nos seis jogos que faltam pelos três pontos”. Com esta igualdade o Académico de Viseu soma agora 49 pontos na Liga Portugal 2 Sabseg, e cai para o quarto lugar da classificação por troca com o Farense, que soma mais um ponto que os viseenses. Na próxima jornada, o conjunto beirão recebe no Estádio do Fontelo a equipa da Oliveirense, em jogo marcado para as 11H do próximo sábado.

2023-04-15

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André Almeida: “Queremos regressar a Viseu todos contentes”

O central português do Académico de Viseu, André Almeida, fez a antevisão à partida deste sábado, em que os academistas visitam o Estádio Nacional do Jamor para jogar frente à BSAD. Na projeção do encontro da jornada 28 da segunda liga, o defesa afirmou que a equipa se preparou para vencer o próximo jogo, não dando grande atenção ao que podem fazer os adversários diretos nesta jornada: “Foi mais uma semana de trabalho onde estivemos motivados pela última vitória, frente a um adversário direto, mas também pelas outras vitórias anteriores. Preparámo-nos para ganhar e assumir o jogo, é isso mesmo que vamos fazer no Jamor. Sabemos que temos de fazer o nosso trabalho, porque acima de tudo dependemos de nós. Não olhamos para os resultados das outras equipas e concentramo-nos apenas no nosso”. Na análise ao próximo adversário, André Almeida disse esperar um conjunto que irá tentar assumir o jogo, mas deixou a certeza de que a turma viseense está bem ciente da missão que tem pela frente: “É uma equipa que precisa igualmente dos três pontos, mas não pelos mesmos motivos que nós. Sabemos que nesta fase todos os jogos são complicados, porque tanto as equipas nos primeiros lugares como as que lutam pela manutenção, precisam de pontos. Sabemos que vamos apanhar uma equipa que vai querer assumir o jogo, porque vai precisar dele, mas nós também estamos preparados para isso. Sabemos que vão existir momentos em que não vamos ter bola e em que teremos de baixar, mas estamos totalmente confortáveis com isso”. A realizar a primeira temporada ao serviço do Académico de Viseu, o central de 27 anos aproveitou para retratar o seu desempenho individual e também o momento do grupo de trabalho: “Sinto-me muito bem e bastante motivado pelo atual momento da equipa. No ano passado, a pressão era completamente diferente nesta altura do campeonato, via o topo da tabela por mera curiosidade. As coisas estão a correr muito bem, vamos lutar por ficar o mais acima possível. Pessoalmente, tem sido muito gratificante trabalhar com uma equipa recheada de tanto talento e acompanhar o seu dia a dia. A confraternização do balneário tem sido incrível”. Numa altura em que são esperadas perto de duas centenas de adeptos viseenses no Jamor, André Almeida deixou o mote de como os jogadores esperam agradecer o apoio dos academistas: “Tem sido um apoio incrível. Amanhã o jogo será cedo, e já estão confirmados muitos adeptos no Jamor, vai parecer que estaremos a jogar em casa mesmo que a distância do Fontelo seja de 3/4 horas. Sabemos que os academistas vão aparecer em massa, e a única coisa que nós podemos fazer é agradecer-lhes com o nosso trabalho dentro de campo, dando-lhes a vitória e um bom espetáculo. Queremos regressar a Viseu todos contentes, jogadores e adeptos”.  

2023-04-14

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“Estamos preparados para voltar a Viseu com os três pontos”

O Académico de Viseu visita o Estádio Nacional do Jamor na manhã deste sábado, para entrar em campo na 28ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg. A partida no terreno da BSAD terá início às 11H, e o treinador principal dos viriatos, Jorge Costa, fez esta sexta-feira a conferência de antevisão à mesma. No lançamento do encontro, o técnico academista assumiu o respeito que a equipa tem pelo adversário de amanhã, mas afirmou o foco em dar o melhor para trazer os três pontos para Viseu: “Estamos preparados para ir ao Jamor, e regressar a Viseu com os três pontos. Vamos jogar contra uma BSAD que merece todo o respeito. Tivemos a oportunidade de analisar, em conjunto com os jogadores, o adversário de amanhã que irá exigir de nós o nosso melhor. Estamos numa fase boa, e é preciso termos consciência de que nada acontece por acaso. Temos de ser ainda mais humildes do que o normal e respeitar profundamente a BSAD, não perdendo aquilo que é a nossa identidade. Temos de estar no nosso melhor a todos os níveis”. Jorge Costa falou também do atual momento das duas equipas que se defrontam, numa partida onde a seu ver há muito a ganhar: “São duas equipas que, apesar de estarem em polos opostos na tabela, ambas têm as suas necessidades. Não é aquele típico jogo de “há pouco a perder”, antes pelo contrário. Há muito a perder, ou melhor, há muito a ganhar. E nós queremos muito ganhar os três pontos que normalmente fazem sempre falta, mas que nesta fase podem fazer muita diferença”. Especificamente sobre o conjunto que o Académico enfrenta no dia de amanhã, o técnico dos viriatos analisa uma equipa forte defensivamente, mas com naturais debilidades que devem ser aproveitadas: “É uma equipa que mudou um pouco a sua forma de jogar com o novo treinador. É muito organizada, defensivamente sólida e comete poucos erros. Não sabemos qual vai ser a abordagem da BSAD no jogo de amanhã, e por isso mesmo temos de nos concentrar muito naquelas que são as nossas capacidades. Vamos ter de explorar as debilidades do adversário, sabendo que tem pontos fortes com os quais temos de ter algum cuidado”. O treinador academista disse ainda que se a equipa conseguir adiantar-se no marcador, tanto melhor, apesar desta condição não ser decisiva para o resultado final: “Não é imperial marcarmos primeiro. Mas sabendo que as equipas defensivamente sólidas, quando se apanham a ganhar tornam o jogo ainda mais complicado, é importante sermos nós os primeiros a marcar para libertar a nossa ideia de jogo. No final, o que eu quero é marcar mais golos do que a BSAD”. O Académico de Viseu joga amanhã em Lisboa. O encontro com a BSAD está agendado para as 11H deste sábado, no Estádio Nacional do Jamor, e contará com arbitragem do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

2023-04-14

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Bola pra a frente, que na frente ainda vai gente

A hora repete-se e o dia da semana também. O próximo jogo do Académico de Viseu é uma cópia horária da última jornada e se aos academistas oferecessem também um gémeo exemplar do resultado final e da exibição, dúvidas não restam de que todos assinariam por baixo. Mas cada partida tem as suas próprias características, a sua própria beleza. E é também por isso que o futebol é tão apaixonante. No entanto, há coisas que não mudam, que ficam intactas de jornada para jornada, semana após semana: a vontade e o querer, condições que não faltam a estes viriatos. No mítico Jamor entrarão em confronto dois perfeitos opostos: o Académico de Viseu visitante e atual terceiro classificado da Liga Portugal 2 SabSeg, em terreno de Play-Off de subida; e uma BSAD visitada no 16º lugar, que diz respeito ao outro Play-Off da tabela, o de manutenção. Na primeira volta, um golo de André Clóvis e outro de Yuri Araújo deram os três pontos à turma de Jorge Costa, embrulhados numa série de 20 jogos consecutivos em que a equipa não perdeu. Uma ronda completa ao calendário volvida, o panorama dos dois clubes é diametralmente oposto, mas não estivéssemos nós a falar da segunda liga portuguesa, esta análise bastava para adivinhar um possível desfecho. Mas não, neste campeonato tudo pode acontecer, todos podem roubar pontos a todos e os níveis de atenção e alarme têm de estar 100% despertos, principalmente quando se joga, a sete jornadas do fim, contra uma equipa que precisa de salvar a sua pele. Por isso, Jorge Costa e os seus rapazes irão entrar em campo com foco e esforço redobrados, até porque deste lado também há objetivos a cumprir. E que objetivos…em caso de vitória, os academistas dormirão pelo menos duas noites na segunda posição da tabela, não sendo difícil prever o quão confortável será a cama onde poderão repousar. Pela frente, um conjunto de jogadores que triunfou na última jornada, quando visitou o terreno do SL Benfica B, alimentando a sede da manutenção a tão poucos jogos do fim. Se vencerem neste sábado, também eles podem passar uma noite destapados dos lençóis que cobrem os perigosos lugares de descida. E por isso será tão importante travar o ímpeto com que vão chegar os homens do treinador Zé Pedro. Para tal, nada melhor que olhar para os dois últimos compromissos do nosso Académico, marcados por duas entradas fortíssimas em jogo que atordoaram dois adversários, incapazes de responder, eficazmente, ao ponto de evitarem a derrota. É essa a premissa para mais uma partida, que pode ditar o segundo triunfo consecutivo fora do Fontelo, e o quarto seguido no campeonato. Domen Gril e Messeguem regressam ao lote de disponíveis para a visita à Capital e seguem para o Jamor num autocarro repleto de atletas que deram uma resposta exemplar no último sábado, onde mesmo os que não costumam ter tantos minutos, brilharam. Enquanto isso, os viseenses acorrem o mais rápido que podem aos bilhetes para mais uma final. O seu desejo, como que de uma criança a dormir se tratassem, é pintar o Estádio Nacional de preto e branco, para que a nação academista continue a acreditar que todos os sonhos, são passíveis de se tornar realidade.

2023-04-13

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É um “show” viseense, com certeza

E não é que foi mesmo? O Fontelo assistiu a uma das melhores partidas que o Académico de Viseu fez na segunda metade do campeonato, e viu a equipa a completar um ciclo difícil de três vitórias consecutivas. Mas mais do que isso foi o ambiente, foi a comunhão entre jogadores e adeptos, foi sobretudo a certeza de que juntos iriam vencer, sem nunca levantar qualquer dúvida. Foi mais ou menos isto que o Estádio Municipal do Fontelo viveu na manhã do último sábado. Uns espetaculares 4085 viseenses deslocaram-se ao forte academista para “levar ao colo” (não fosse gigante a energia que passaram para o relvado) uma equipa confiante, competente, ciente do que queria fazer e com muito respeito pelo adversário. Mas vamos ao jogo, antes que percamos a preparação da deslocação ao Jamor, na próxima jornada. À priori teórica, este seria o compromisso oficial mais difícil até ao fim da temporada, não estivéssemos a falar de uma equipa em quinto lugar, a apenas quatro pontos de distância e que vinha de uma sequência de quatro jornadas sem derrotas. Digamos que não era uma final, dados os sete jogos que ainda restam, mas sim uma meia-final na corrida pelo pódio, onde quem perdesse via as suas esperanças a desvanecerem-se. Por esse fator, mas também pela sede e vontade de sempre conquistar mais três pontos, o Académico de Viseu entrou em campo frente ao Vilafranquense a querer mandar no jogo e com uma postura atacante felina, prova disso mesmo foi a forma como surgiu o primeiro golo, aos 15 minutos. Apesar de ter sido através de um penálti cobrado por André “23 golos” Clóvis, após falta sofrida por Gautier Ott, não podemos esquecer que toda a jogada nasceu de um canto a favor do adversário. Primeiro quarto de hora, primeira explosão de alegria no Fontelo, com mais de quatro mil a dizerem alto e em bom som o apelido do avançado brasileiro. E tal como tinha acontecido em Matosinhos, os pupilos de Jorge Costa não deixaram o adversário ter sequer tempo para pensar e responder ao golo sofrido. Apenas nove minutos depois, ainda antes da meia hora, o Municipal lançava um “bruaá” ao ver Rafael Bandeira a cruzar da direita para dentro da grande área…tudo porque quem recebia essa bola, era o renovado André “24 golos” Clóvis, que após ajeitar com o pé esquerdo, fuzilou Pedro Trigueira com o direito, apontado o segundo bis consecutivo na época. Palavras para quê? Foi dedicar o golo à família, com as bancadas em apoteose, como que a afirmar a sua vontade de chegar o mais rápido possível ao recorde de golos numa só edição da segunda liga deste século. Já só faltam dois. Agora sim, havia espaço para melhorar o que foi feito na última jornada: a gestão. E digamos que a mesma foi perfeita. Apesar de uns 10 últimos minutos da primeira parte pressionantes, e de um segundo tempo parecido, o Vilafranquense nunca conseguiu incomodar o guardião Momo Mbaye, que regressou aos relvados quatro meses depois com uma segurança e competência de assinalar. Está bem guardada a nossa baliza. Deixar apenas mais uma palavra aos adeptos academistas…criaram as condições perfeitas para que tudo corresse como planeado. Com esta força, decerto será mais fácil atingir os objetivos que ainda faltam cumprir nesta época. Obrigado, viseenses. Neste momento, faltam apenas sete jornadas. São 21 pontos em discussão, para três lugares apenas. O terceiro posto foi recuperado, após o Farense ter também vencido nesta jornada, mas sobretudo foi diminuída a distância para o Estrela da Amadora, que é segundo classificado. São agora apenas dois os pontos a separar o fundo do pódio. Como diz o outro…vai ser mesmo até ao fim.

2023-04-10

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“Vamos ver o que o futuro nos reserva”

O Académico de Viseu bateu hoje a equipa da União Vilafranquense, por 2-0. Numa partida decidida ainda na primeira parte, André Clóvis voltou a ser destaque no conjunto beirão, ao assinalar os dois golos com que os viriatos conquistaram mais um triunfo. No final da partida, e em conferência de imprensa, o técnico principal dos viseenses abordou a questão da pressão que os jogadores continuam a sentir, que a cada semana que passa é cada vez mais saudável. Jorge Costa deixou ainda o destino nas mãos do futuro, com referência a uma velha expressão portuguesa: “Não sei se eles se sentiram verdadeiramente pressionados, e esse foi um tema que eu abordei na palestra antes do jogo. Acho importante não fugirmos à realidade, e por muito que eu não lhes queira meter pressão, ela vem de todo o lado. Mas o bom desta pressão é que a maioria destes mesmos jogadores, no ano passado, estavam em zona de descida com outro tipo de pressão horrível. A que estamos a viver é uma pressão de sonho, é boa e muito positiva. Andamos em lugares estranhos, mas como se costuma dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, e iremos continuar com este mesmo espírito e qualidade, com a vontade de crescer e trabalhar diariamente. Vamos ver o que o futuro nos reserva”. Já sobre mais uma exibição de classe do ponta de lança brasileiro André Clóvis, o treinador academista admite que o trabalho e sucesso também dependem da equipa, não esquecendo a importância que tem tido o avançado na presente época: “Espero que o Clóvis bata a marca do melhor marcador da segunda liga, neste século, ele está a fazer a época da vida dele, tudo lhe sai bem. Mas também trabalha muito, tal como a equipa, porque o Clóvis sozinho não ganha jogo nenhum. O que é certo é que tem estado sempre no sítio certo, à hora certa, e tem sido claramente uma mais-valia para nós”. O Académico de Viseu soma agora 48 pontos na tabela classificativa, assegurando o terceiro lugar com que entrou para esta jornada. Os viriatos começam nos próximos dias a preparar a deslocação ao Jamor, no próximo sábado, onde irão defrontar a BSAD.

2023-04-08