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"Houve mérito do Chaves, mas também demérito nosso em regras coletivas e individuais"

A equipa profissional do Académico de Viseu perdeu esta noite em casa do GD Chaves. Em partida que deu início à segunda volta do campeonato, os Viriatos foram derrotados por 3-0. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira reconheceu a má entrada da equipa em jogo, admitindo a frustração pelo resultado: “A história do jogo ficou muito condicionada pela nossa entrada, pelos primeiros segundos do jogo em que acontece o golo. Houve mérito do Chaves, mas também demérito nosso em regras coletivas e individuais. Não podemos entrar assim nos primeiros segundos. Naturalmente, é dececionante e frustrante para nós, porque trabalhamos para ter a atitude que só tivemos depois, de não permitir que o Chaves construísse à vontade, de ser pressionantes e obrigar o Chaves a esticar o jogo. Os lances de perigo, só aconteceram quando voltámos a cometer pequenos erros”.  O treinador Sérgio Vieira afirmou ainda o que deve mudar na postura tática do conjunto Beirão, assumindo que o segundo e terceiro golos foram determinantes para o resultado final: "Não queríamos deixar o Chaves jogar, só que também temos de ter bola e saber tê-la, sendo acutilantes e tendo grande volume de jogo ofensivo. Temos de conseguir criar muitas situações, com mobilidade e ataque à profundidade, ocupando bem as zonas de finalização. Infelizmente, no processo ofensivo não fomos aquilo que queremos e, com o passar do jogo, não conseguimos chegar ao empate e o segundo e terceiro golos decidiram o jogo”. Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os 26 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, os academistas regressam ao Fontelo. A receção ao CD Feirense está agendada para as 18h da próxima sexta-feira.

2025-01-17

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"Queremos estabilizar um sistema que nos permita evoluir de jogo para jogo e conquistar pontos”

O mister Sérgio Vieira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 18ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao GD Chaves. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico academista relevou as várias evoluções da equipa, afirmando que a semana de trabalho foi positiva: “Estamos mais confiantes para uma exibição mais positiva da que tivemos na estreia. Essa é a lógica que mais encaixa naquilo que aconteceu até ao momento. Foi uma semana curta, os nossos jogadores já estão recuperados. Trabalhámos bem dentro da intensidade que foi possível, aqueles que tiveram menos utilização ou que não foram utilizados, tiveram mais trabalho e foi muito positivo para todos. Dá-nos a confiança para chegar a Chaves e ter uma exibição melhor. Todos nós queremos mais e melhor e eu acredito que, à medida que o tempo vai passando, essa progressão, evolução e confiança vão aparecer”. Sérgio Vieira abordou ainda a consistência que exige ao trabalho diário, assumindo o desejo de atingir a estabilização de um 11 inicial e de um sistema tático: “Todas as coisas que nós vimos no trajeto desde o início da época, foram as alternâncias de sistema tático e de jogadores. A consistência e estabilidade trazem rendimento e performance, e é isso que nós queremos. É normal que depois se percam determinadas regras individuais e coletivas. Neste momento, estamos a tentar estabilizar a utilização de um 11 e de um sistema que sejam bem interpretados por todos os jogadores, e que nos permitam, rapidamente, evoluir de um jogo para outro e conquistar pontos. Para mim, ganhar jogos também é ter consequência de jogar bem. É essa alegria que podemos dar aos nossos adeptos, que merecem muito que nos esforçamos ao máximo para conquistar vitórias”. O treinador da equipa profissional do Académico de Viseu diz acreditar num jogo equilibrado, apontado à conquista dos três pontos: “Acredito que pode ser um jogo equilibrado. São duas equipas que têm bons valores individuais, que se encontram em diferentes momentos em termos coletivos. A nossa mais-valia poderá ser o foco em evoluir coletivamente, para tentar igualar depois individualmente. O Chaves é uma equipa que, em casa e com o apoio dos seus adeptos, é sempre difícil de defrontar. Acreditamos que nós podemos ir dar esse passo evolutivo, na melhoria da nossa equipa e ir lá tentar trazer lá os três pontos. Sabemos que o momento que atravessamos não é uma situação normal, eu entrei há pouco tempo, mas temos de compensar isso com a parte humana e mental”. O Académico de Viseu joga esta sexta-feira em Chaves. Os Viriatos visitam o terreno do Grupo Desportivo local, a partir das 20H15, em jogo com arbitragem de Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga e vídeo-arbitragem de Bruno Esteves, da Associação de Futebol de Setúbal.

2025-01-16

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O Primeiro Passo no Novo Caminho

Atenção, 2025. Entra em campo o Académico, e o Fontelo ergue-se como um baluarte de esperança. Este não foi apenas mais um jogo; foi o início de uma nova era. Sérgio Vieira, recém-chegado ao leme dos Viriatos, carregava nos ombros não apenas a responsabilidade de os comandar, mas também a de devolver aos viseenses o orgulho de um clube que sonha com palcos mais altos. O apito inicial ecoou, e a partida começou com equilíbrio. Nos primeiros instantes, o Académico tentou demonstrar ímpeto, mas rapidamente o FC Vizela tomou as rédeas do jogo. Os visitantes jogavam com confiança. A equipa minhota desenhava ataques perigosos, enquanto os Beirões resistiam valentemente. Domen Gril, o guardião academista, começou cedo a mostrar porque seria uma das figuras do encontro, segurando remates com a serenidade de quem compreende o peso da glória. Aos 35 minutos, o momento mais angustiante da primeira parte: uma cabeçada certeira de Heinz Mörschel encontrou a barra, deixando o Fontelo suspenso por um segundo interminável. Era o aviso claro de que o Vizela estava mais próximo do golo. Minutos depois, um disparo de Yannick Semedo obrigou Gril a uma intervenção sublime. O primeiro tempo terminou com um 0-0 que cheirava a esturro, enquanto o Académico ainda procurava encontrar o seu caminho. Na segunda parte, o Vizela procurava continuar a comandar as operações, empurrando o Académico para as cordas. Gril, uma vez mais, manteve-se intransponível, segurando cada tentativa nortenha com mãos firmes e coração valente. Mas, à medida que o relógio avançava, começávamos a dar sinais de vida. A pulsação aumentava, Sérgio Vieira mexeu na equipa e lançou sangue novo. Yuri Araújo, Samba Koné e Cihan Kahraman entraram para tentar mudar o rumo da história. Aos 86 minutos, Koné disparou forte, e a bola, desviada, quase encontrou as redes. Foi como se o coração do Académico batesse mais forte, acordando jogadores e adeptos. A esperança renascia, ainda que timidamente. Nos últimos minutos, o Académico arriscou mais. Kahraman, de fora da área, obrigou o guarda-redes Ruly a uma defesa apertada. Era tarde, mas era um sinal de que a equipa estava viva, pronta para lutar até ao apito final. Quando o árbitro decretou o fim do jogo, o empate sem golos parecia amargo, mas continha em si uma promessa. Sérgio Vieira, na sua estreia, viu a sua equipa lutar, resistir e crescer dentro do próprio jogo. Domen Gril destacou-se como a fortaleza que segurou o nulo, mas o conjunto academista mostrou algo mais: a capacidade de se reerguer, mesmo perante as adversidades. Não foi uma vitória no marcador, mas foi o primeiro passo de um novo caminho. No Fontelo, sob o olhar atento dos seus adeptos, o Académico começou a desenhar o futuro. Um futuro de evolução, de entrega, e de sonhos renovados. Porque grandes palcos começam sempre com pequenos passos, e esta manhã foi o início de um caminho que promete conduzir o Académico de volta ao seu lugar de direito.

2025-01-12

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“É preciso tempo para melhorar a qualidade da nossa equipa, mas não fugimos às responsabilidades”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou em casa, frente ao FC Vizela. Na receção aos nortenhos, os Viriatos empataram a zero, conquistando novo ponto na tabela classificativa, em partida em atraso da primeira volta do campeonato. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira sublinhou o processo de evolução da equipa, que deve focar-se nos aspetos positivos: “Não considero que tinha existido sorte. E não podemos falar de mérito, porque está relacionado com a igualdade das circunstâncias, e não estamos a competir em igualdade. Eu cheguei há quatro dias, o projeto do Vizela é um e o projeto do Académico é outro, tal como os momentos que se vivem em ambos. Não foi o jogo que idealizávamos, mas houve coisas muito positivas, principalmente a evolução da primeira para a segunda parte. Não houve o rigor defensivo que eu costumo exigir, mas aquilo que queremos é uma equipa competitiva, agressiva e compacta. O Vizela esteve muito à vontade, e eu não estava satisfeito com os nossos jogadores. Claro que faz parte da evolução, e temos de agarrar-nos à evolução da primeira para a segunda parte. O que conta são os aspetos positivos, mas temos de trabalhar sobre os aspetos negativos”. Questionado sobre a sua chegada a Viseu, o técnico de 42 anos reforçou a mensagem de que o grupo não fugirá às suas responsabilidades: “Infelizmente, não tenho seis semanas de pré-temporada e temos um jogo já na sexta-feira. É muito importante que os nossos adeptos também entendam isto, porque é preciso tempo e semanas de trabalho para melhorar a qualidade da nossa equipa, mas não fugimos às responsabilidades. Temos de conquistar pontos para lutar pelo nosso objetivo. Já falei dos nossos objetivos mas, neste momento, vamos focar-nos simplesmente naquilo que nós controlamos. Nós vamos falar no dia 17 ou 18 de maio, a seguir à última jornada. Não podemos olhar lá para frente, e depois esquecer os detalhes. O potencial, toda a gente vê nestes jogadores. Agora é a minha vez de tentar fazer evoluí-los individual e coletivamente”. Sérgio Vieira disse ainda que não se conforma com o resultado, numa partida onde desejava ter vencido: “Não fico contente com o resultado. Estamos perante os nossos adeptos, queríamos os três pontos e queríamos jogar melhor. Perante as circunstâncias, às vezes há equipas que passam o jogo todo sem fazer exatamente nada, vão lá uma vez e marcam”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 26 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a primeira da segunda volta do campeonato, a equipa Beirã desloca-se ao terreno do GD Chaves. O encontro da ronda que abre a segunda volta está marcado para a próxima sexta-feira às 20H15, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira.

2025-01-12

Equipa Profissional

“Temos de ser mais equipa, mais organizados e mais fortes que os nossos adversários, em todos os momentos”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 16ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Vizela. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC antecipou a sua estreia no comando técnico Beirão: “Podemos afirmar que vamos trabalhar para subir, muitas vezes contra nós próprios. Quando temos qualidade e ela não é colocada em jogo, os maiores adversários somos nós. Temos de ser mais equipa, ser organizados e mais fortes que os nossos adversários, em todos os momentos. Dessa forma, estaremos mais próximos de cumprir um objetivo que é muito importante para o projeto, para a cidade e para toda a região. Não vamos fugir a essa responsabilidade e a esse querer, independentemente do que aconteça. As circunstâncias nem sempre são aquelas que nós queremos, mas não podemos fugir. Podemos prometer que vamos trabalhar de forma muito rigorosa e detalhada, para perceber porque ganhamos ou porque perdemos, o que falta em cada jogador, à equipa e o que podemos melhorar a curto prazo. Queremos mais para que, no final da temporada, possamos olhar para cima sem ninguém à nossa frente na tabela”. Questionado sobre o mercado de transferências que está em andamento, Sérgio Vieira afirmou a confiança total no plantel: “Debilidades existem sempre, quer em termos coletivos quer individuais. Tudo isto é um processo que vai sendo feito durante os próximos dias e as próximas semanas. Estamos felizes com os jogadores que temos e com o potencial que sentimos. A melhor versão de cada jogador ainda está por vir, cada um tem de se focar em melhorar e evoluir. Acredito que esta base é muito boa, já mostrou em muitos momentos da época que pode lutar por estes objetivos”. Sérgio Vieira falou ainda das características habituais dos seus plantéis, que devem procurar sempre o constante aperfeiçoamento: “As minhas equipas são feitas de pessoas. Pessoas que estão aqui no dia-a-dia, que têm de querer sempre mais e melhor. Essa é a lógica da vida, chama-se ambição. As minhas equipas têm de ter isso, ambição de conquistar tudo aquilo que existe para conquistar. Todos têm de aproveitar o tempo para se transformarem em todos os níveis, serem mais evoluídos e organizados, tática e fisicamente. As minhas equipas caracterizam-se desta forma, com muita responsabilidade porque criámos expectativas muito grandes a toda a gente muita”. Sobre o adversário deste domingo, o mister academista alertou para a qualidade do FC Vizela, garantindo que acredita numa boa partida de futebol: “O FC Vizela também trocou de treinador recentemente. Está com uma energia renovada, com duas vitórias recentes. Individualmente, tem qualidade coletiva e está a assimilar as ideias do Fábio (Pereira), acredito que vem motivada para conquistar os três pontos. Também acredito que pode ser um bom jogo, que todos os adeptos presentes no estádio desfrutem e aproveitem dessa oportunidade. Nós iremos lutar muito, acredito que vai ser um adversário muito difícil. Tem ainda rotinas da primeira liga, a nível estrutural e a nível de ambições. Não está na posição da tabela que mais ambicionava, mas inconscientemente o ADN de primeira liga está lá. Terá sempre de ser respeitada como tal e nós, de uma forma humilde, iremos ter de trabalhar muito se quisermos os três pontos”. O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem o FC Vizela a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Luís Carlos Filipe, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Sílvia Domingues, da Associação de Futebol de Setúbal. A receção aos vizelenses marca o término da primeira volta do campeonato.

2025-01-11

Equipa Profissional

“Senti um querer muito grande de toda a estrutura”

Equipa técnica de Sérgio Vieira já arrancou os trabalhos ao serviço do Académico de Viseu. O novo treinador dos Viriatos falou da crença no projeto e traçou, objetivamente, os passos a dar no que resta da temporada. Após a apresentação oficial, no dia de ontem, Sérgio Vieira já falou em exclusivo aos canais de comunicação do Académico de Viseu. O novo técnico academista começou por reconhecer o que o levou a aceitar a proposta viseense: “O que me motivou foi o acreditar no projeto, que pressupõe lutarmos e conseguirmos ir para a primeira liga. Foi essa crença de que é possível e de que, juntos, podemos fazer a história que todos os Viriatos desejam. Há 36 anos que todos querem sentir esse prazer desportivo. De certeza que, com a energia e apoio de todos, vamos sentir-nos muito mais fortes no dia-a-dia. É possível conseguirmos este marco histórico no futebol português”. Em declarações no final do primeiro treino com o símbolo Beirão, Sérgio Vieira falou sobre as primeiras sensações que teve de toda a estrutura, afirmando o rigor com que irá trabalhar: “Senti um querer muito grande de toda a estrutura, essa vontade de conquistar aquilo que está em causa na época. Sabemos que, pelo que tem vindo a ser feito nos últimos anos, o Académico é cada vez mais uma referência enquanto projeto. Agora, falta esta etapa, que é voltar à elite do futebol português, e fazer felizes todas as pessoas que têm o Académico no seu coração. É para isso que vamos trabalhar, de forma muito exigente, rigorosa e unida”. O novo treinador da equipa profissional do Académico de Viseu deixou ainda uma mensagem aos academistas. Sérgio Vieira disse contar com todos, num trajeto que se propõe a devolver o clube a outros patamares: “Eu sei que a lógica das pessoas vai muito para o “ganhar ou perder”. Aquilo que vamos fazer, é entregar tudo o que nós temos para conquistar as vitórias. Essa é a nossa forma de estar e lutar em todos os jogos. Queremos que, nesta etapa do projeto, todos os nossos adeptos nos apoiem muito. Que deixem de lado as diferenças de opinião, quanto ao sistema de jogo ou se joga este ou aquele, se jogamos bem ou mal porque, por vezes, é algo momentâneo. Acho que vai ser muito gratificante se conseguirmos viver este momento, para todas as pessoas da Cidade, do Distrito e de Portugal. Estamos a falar numa distância cronológica muito grande, 36 anos é muito tempo. Há crianças e adultos, que nunca viram o Académico a desfilar pelos estádios da primeira liga”. O mister agora à frente da turma viseense reiterou o bom trabalho até agora feito, apontando energias para criar uma forte envolvência em torno do Fontelo: “Acho que é momento de nos unirmos todos, de deixar de lado o que aconteceu de menos bom, na opinião de cada um. Há que trazer as coisas muito boas feitas nos últimos anos. É altura de deixar as coisas más de lado e, nestes próximos quatro meses e meio, que é o que falta até à última jornada, deixarmos o Fontelo com uma energia e espírito enormes. Vamos ter de ser muito guerreiros para darmos alegrias aos nossos adeptos, é um compromisso que estabeleço já com eles. Está tudo nas nossas mãos. Não é algo inalcançável, por isso é que eu estou aqui. Espero que toda a gente acredite muito, porque é claramente possível”.

2025-01-08

Equipa Profissional

Sérgio Vieira assume comando técnico

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD comunica, por este meio, a contratação do técnico Sérgio Vieira, como novo treinador da sua equipa principal. O treinador de 41 anos assina até final da temporada. O novo treinador academista, que assina até 30 de junho de 2025, começa já hoje a orientar a equipa Beirã. Sérgio Vieira chega a Viseu acompanhado pelos treinadores-adjuntos Gabriel Santos, Hugo Ferreira e Sérgio Querido, e ainda pelo treinador de guarda-redes Ricardo Silva. A estreia à frente dos Viriatos está agendada para o próximo domingo. A receção ao FC Vizela, que marca também o fim da primeira volta da Liga Portugal 2, inicia-se às 11H no Estádio do Fontelo. Como técnico principal, este é o sexto clube português de Sérgio Vieira. Em 2017/2018, assegurou a manutenção no principal escalão do futebol nacional, ao serviço do Moreirense FC. Na época seguinte, representou o FC Famalicão em ano de subida de divisão. Nos dois projetos que se seguiram, no SC Farense e no CF Estrela da Amadora, o treinador natural de Póvoa de Lanhoso alcançou duas subidas de divisão e duas manutenções seguidas na 1ª Liga. Esta temporada, iniciou o campeonato ao serviço do Portimonense SC. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD deseja a Sérgio Vieira e aos respetivos elementos da nova equipa técnica, os maiores sucessos e acredita que, juntos, alcançaremos os objetivos traçados para o que falta da presente temporada.

2025-01-07

Equipa Profissional

Luta sem Recompensa

Sob o céu cinzento de Paços de Ferreira, do qual a chuva caía sem misericórdia, o Académico de Viseu entrou no Estádio da Capital do Móvel com o peso da responsabilidade, e a ambição de voltar a casa com um resultado positivo. O relvado, húmido pelos aguaceiros que até pareciam (pareciam?) dar tréguas, prometia ser palco de um espetáculo vivo até ao último minuto. O que ninguém imaginava, era o verdadeiro turbilhão de emoções que à nossa espera estavam. O início foi frenético e a primeira parte academista. Pautando o ritmo, Cihan Kahraman estreou-se a marcar de Viriato ao peito aos 20 minutos. O turco, que já tinha ameaçado aos nove, foi assistido por Samba Koné, puxou para dentro à entrada da área, e bateu Marafona de forma colocada. Canto atrás de canto, os Beirões ameaçavam o 2-0, mas Uilton Silva e Ícaro responderam com perigo. Aos 29, Rui Fonte reestabeleceu o empate, mesmo antes do momento do jogo. O Académico respondeu, rapidamente, com Miguel Bandarra a converter um livre magistral aos 31 minutos, devolvendo a esperança aos adeptos viseenses que, incansáveis, apoiavam a equipa. Na sequência do 2-1, existiram 10 minutos que podemos apelidar de “ingratos”. Foram seis (seis!) as oportunidades de golo, que ampliariam, justamente, a vantagem academista. Aos 32, Paulinho esbarrou no ferro mais alto e, um minuto volvido, Cihan Kahraman ficou perto de bisar. Aos 34, Famana Quizera obrigou Marafona a evitar o golo, antes mesmo de Miguel Bandarra ameaçar novo tento na partida. Ficaríamos por aqui? Nada disso. O ponta de lança Diogo Almeida e o médio Samba Koné, quase faziam o 1-3 por mais duas vezes, aos 37 e aos 39. Mas o futebol é ingrato. Ingrato e madrasto. Contra a corrente do jogo, Rui Fonte bisou e levou o empate a dois para o intervalo, após ter marcado aos 41 minutos. O segundo tempo trouxe ainda mais intensidade e emoção. Logo aos 55, Miguel Bandarra avisava ao que vinha e, de pé esquerdo (o seu segundo na tabela de preferências) voltou a dar justiça ao resultado. 2-3. Nos últimos 20 minutos, perante um pesado relvado, o pressing do Paços foi notório. Costinha e Diegão tinham ameaçado, e Lumungo fez o 3-3 aos 77. O Académico responderia aos 84 minutos, com Marinelli muito perto do 4-3. A balança dançava de um lado para o outro, tal era a chuva e os ataques em ambos os extremos. E quando o empate parecia encaminhar-se para o apito final, surgiu o golpe fatal. Aos 91 minutos, Lumungo irrompeu pela esquerda e fez o 4-3 para o Paços de Ferreira, deixando-nos de joelhos no relvado. Apesar da derrota, os jogadores viseenses saíram de campo com a cabeça erguida. Lutaram até ao último instante e deram aos adeptos uma exibição de garra e entrega. No regresso a Viseu, a mensagem é clara: ainda há um longo caminho a percorrer, mas o coração desta equipa nunca será colocado em causa. Cada batalha, independentemente, do resultado, serve para fortalecer a alma academista e alimentar o sonho de conquistas futuras. Em frente, Académico.

2025-01-06