Equipa Profissional 2025-01-11

“Temos de ser mais equipa, mais organizados e mais fortes que os nossos adversários, em todos os momentos”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 16ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Vizela.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC antecipou a sua estreia no comando técnico Beirão: “Podemos afirmar que vamos trabalhar para subir, muitas vezes contra nós próprios. Quando temos qualidade e ela não é colocada em jogo, os maiores adversários somos nós. Temos de ser mais equipa, ser organizados e mais fortes que os nossos adversários, em todos os momentos. Dessa forma, estaremos mais próximos de cumprir um objetivo que é muito importante para o projeto, para a cidade e para toda a região. Não vamos fugir a essa responsabilidade e a esse querer, independentemente do que aconteça. As circunstâncias nem sempre são aquelas que nós queremos, mas não podemos fugir. Podemos prometer que vamos trabalhar de forma muito rigorosa e detalhada, para perceber porque ganhamos ou porque perdemos, o que falta em cada jogador, à equipa e o que podemos melhorar a curto prazo. Queremos mais para que, no final da temporada, possamos olhar para cima sem ninguém à nossa frente na tabela”.

Questionado sobre o mercado de transferências que está em andamento, Sérgio Vieira afirmou a confiança total no plantel: “Debilidades existem sempre, quer em termos coletivos quer individuais. Tudo isto é um processo que vai sendo feito durante os próximos dias e as próximas semanas. Estamos felizes com os jogadores que temos e com o potencial que sentimos. A melhor versão de cada jogador ainda está por vir, cada um tem de se focar em melhorar e evoluir. Acredito que esta base é muito boa, já mostrou em muitos momentos da época que pode lutar por estes objetivos”.

Sérgio Vieira falou ainda das características habituais dos seus plantéis, que devem procurar sempre o constante aperfeiçoamento: “As minhas equipas são feitas de pessoas. Pessoas que estão aqui no dia-a-dia, que têm de querer sempre mais e melhor. Essa é a lógica da vida, chama-se ambição. As minhas equipas têm de ter isso, ambição de conquistar tudo aquilo que existe para conquistar. Todos têm de aproveitar o tempo para se transformarem em todos os níveis, serem mais evoluídos e organizados, tática e fisicamente. As minhas equipas caracterizam-se desta forma, com muita responsabilidade porque criámos expectativas muito grandes a toda a gente muita”.

Sobre o adversário deste domingo, o mister academista alertou para a qualidade do FC Vizela, garantindo que acredita numa boa partida de futebol: “O FC Vizela também trocou de treinador recentemente. Está com uma energia renovada, com duas vitórias recentes. Individualmente, tem qualidade coletiva e está a assimilar as ideias do Fábio (Pereira), acredito que vem motivada para conquistar os três pontos. Também acredito que pode ser um bom jogo, que todos os adeptos presentes no estádio desfrutem e aproveitem dessa oportunidade. Nós iremos lutar muito, acredito que vai ser um adversário muito difícil. Tem ainda rotinas da primeira liga, a nível estrutural e a nível de ambições. Não está na posição da tabela que mais ambicionava, mas inconscientemente o ADN de primeira liga está lá. Terá sempre de ser respeitada como tal e nós, de uma forma humilde, iremos ter de trabalhar muito se quisermos os três pontos”.

O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem o FC Vizela a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Luís Carlos Filipe, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Sílvia Domingues, da Associação de Futebol de Setúbal. A receção aos vizelenses marca o término da primeira volta do campeonato.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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