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Honrar a luta

A tarde vestia-se de azul no Olival, e o Académico trajava de bordô com a cor da nossa luta no coração. O apito soou, e os viseenses, intrépidos, lançaram-se ao duelo, mas cedo sentiram o peso da adversidade. Um golpe de Leonardo Vonic e outro de Melnichenko cavaram as primeiras feridas, ao primeiro minuto e aos 12. O relógio ainda respirava juventude, e já o Académico sentia o frio aço da desvantagem. No entanto, os Viriatos de Viseu não conhecem rendição. No relvado, a batalha não era só de pés e bola, mas de coração e crença. O destino sorriu-lhes, ainda que de forma duvidosa, e Diogo Almeida, da marca de castigo máximo, fez tremer a rede. 2-1. O Académico renascia. E quase explodia com o empate quando Yuri Araújo, no centro da grande-área, e Igor Milioransa, à barra, imbuídos com a fúria dos que não aceitam a derrota, ameaçaram a baliza contrária. O intervalo chegou, mas o fôlego academista não se esgotava. A segunda parte trouxe mais do mesmo: um Académico feroz, pressionante, inquieto na procura pelo empate. Mas o jogo, por vezes cruel, tem caprichos que a valentia não evita. Num lance de sombras e dúvidas, o apito apontou para o castigo máximo do outro lado. Vonic não desperdiçou, e o 3-1 caía como um trovão em tarde de tempestade. Seria esse o golpe final? Jamais. Quem veste de negro ao peito e sente Viseu no coração, não se rende ao inevitável. Igor, o incansável, cruzou com precisão, e Paulinho, feito relâmpago, rasgou a defesa e fez o 3-2. Um grito de esperança ecoou. O Académico apertou, forçou, acreditou. Os cantos sucederam-se, a bola rondou a baliza, mas a justiça do futebol, essa entidade caprichosa, negou-nos o prémio final. O apito selou a derrota, mas não silenciou o espírito. O Académico saiu vergado pelo resultado, mas não pelo esforço. Honrou-se na luta, na entrega, na crença inabalável. Há dias em que o marcador não reflete a alma de quem joga. E hoje, em terras do Dragão, o Académico mostrou que, mesmo na queda, a sua garra permanece intacta.

2025-02-01

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“Temos de continuar a trabalhar e a insistir, confiantes de que estamos no caminho certo”

O Académico de Viseu saiu derrotado da deslocação ao terreno do FC Porto B. Em partida da 20ª jornada do campeonato, os Viriatos perderam por 3-2. Na conferência de rescaldo ao encontro com os portistas, o treinador academista Sérgio Vieira falou da nova entrada em falso na partida, assumindo que o adversário soube aproveitar os erros viseenses: “Não foi uma entrada forte do FC Porto, houve muito demérito da nossa parte na entrada em jogo. Sabíamos que não podíamos dar espaço a estes jovens com qualidade. O FC Porto aproveitou os pequenos erros que nós cometemos, associados também a um ou outro lance em que podíamos ter sido mais eficazes”.   O técnico Sérgio Vieira falou ainda do lance que deu o terceiro golo ao FC Porto: “Também existiram aqui algumas situações da terceira equipa, um pouco aquém daquelas que achávamos ser as decisões certas, nomeadamente, o penálti em que o André Almeida toca só na bola. Isso teve interferência direta no resultado”. Sérgio Vieira apontou ainda para a continuidade do processo, destacando o espírito de luta que continua a crescer no centro do grupo de trabalho: “Isto já nos tinha acontecido em Chaves. Entrámos novamente com muita energia e a pressionar o adversário, mas depois temos de dar continuidade na organização defensiva. Temos de estar preparados para evitar que os adversários cheguem ao seu objetivo. Temos de continuar a melhorar, mas na atitude e no querer, estes jogadores foram excecionais. Esta é uma atitude de quem luta por objetivos diferentes. Temos de continuar a trabalhar e a insistir, confiantes de que estamos no caminho certo”. Com este resultado o Académico de Viseu mantém os 29 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses regressam ao Fontelo. O jogo frente ao FC Alverca, está marcado para as 14H do próximo domingo.

2025-02-01

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“A preparação serviu para continuarmos a evoluir (...) e para estarmos muito mais próximos das vitórias”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 20ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Porto B. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu afirmou estar à espera de uma partida difícil, diante de uma equipa com muita qualidade individual: “Vai ser um jogo muito difícil, como são todos os jogos na segunda liga. Hoje em dia já não existem equipas pequenas ou grandes, bem ou mal posicionadas. Existem sim equipas que se preparam bem, e outras que se preparam menos bem. Não é o facto de o FC Porto estar numa posição indesejável, que faz com que deixe de ser uma equipa muito difícil, prova disso é o último jogo em casa com o CD Tondela. É uma equipa que tem qualidade individual, são jogadores que estão muito próximos de ter oportunidade na equipa principal de um clube grande. Não conseguiram pontuar o suficiente para estar numa boa posição da tabela, mas nós já temos todas as informações e detalhes que nos garantem que vai ser um jogo difícil. Preparámos-mos para tal e para que possamos ultrapassar as dificuldades que eles nos vão colocar”. Questionado sobre a integração dos reforços de Inverno, Sérgio Vieira garantiu que o processo da sua chegada ao Académico está a ser, na globalidade, um sucesso: “São jogadores que vêm para acrescentar. A integração está a ser excelente quer estruturalmente, quer humanamente. O Académico recebeu-os muito bem, e eles chegaram preparados para acrescentar valor a todos os níveis. Por isso é que são caracterizados como reforços. Os colegas receberam-nos muito bem, e continuaram a fortalecer o ambiente do grupo. Nesta semana, a preparação serviu para continuarmos a evoluir, a ser mais fortes e para estarmos muito mais próximos das vitórias. São opções para nós utilizarmos no objetivo do jogo, que é ganhar”. Académico de Viseu joga este sábado no Estádio Luís Filipe Menezes. Os Viriatos visitam o FC Porto B a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Anzhony Rodrigues, da Associação de Futebol de Madeira e vídeo-arbitragem de Rui Silva, da Associação de Futebol de Vila Real.

2025-01-31

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Bruno Brígido é Viriato até 2026

O guardião brasileiro é reforço da equipa de futebol profissional da Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD. Chega proveniente do CF Estrela da Amadora, SAD e rubrica um contrato válido por uma temporada e meia. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação do guarda-redes Bruno Brígido, de 33 anos. O atleta brasileiro cumpriu a primeira metade da época no escalão mais alto do futebol português, ao serviço do CF Estrela da Amadora, na qual realizou 19 partidas. Formado nos canarinhos do Criciúma Esporte Clube, clube que representou até 2015, Bruno Brígido passou ainda pelo Coritiba FC, Esporte Clube XV de novembro e Guarani FC, antes de se transferir para o CD Feirense em 2018/2019. Em Portugal, após quatro épocas nos fogaceiros, transferiu-se para o CF Estrela da Amadora em 2022/23. Na primeira época subiu de divisão e somou, até hoje, um total de 81 partidas. É agora reforço de inverno do Académico de Viseu, com vínculo fechado por uma época e meia. Bruno Brígido já falou em exclusivo aos canais de informação do emblema Beirão. O novo guardião academista abordou as bases do projeto a ele apresentado, falando também das razões que o levaram a aceitar a proposta: “O projeto do Académico é algo muito aliciante, é conhecido nacionalmente. As pessoas que cá estão, juntamente com os jogadores e todo o staff, fazem com que seja um projeto muito ambicioso, e esse foi o principal motivo da minha escolha. Quero participar neste projeto e tentar sair vitorioso”. Bruno Brígido afirmou ainda que vem para ajudar, naquela que não é uma luta desconhecida para o atleta: “Eu venho para ajudar, e para acrescentar ao plantel as minhas valências e qualidades. Acima de tudo, quero ajudar os mais novos, dentro daquilo que eu já passei e do caminho que já percorri. Também já estive na situação de lutar na segunda liga para subir, portanto espero que a minha experiência seja uma grande soma para os nossos jogadores e que, no fundo, consigamos tirar proveito de tudo isto”. Após as primeiras horas ao serviço do emblema Beirão, o guardião academista assumiu que irá dar o máximo, na procura do principal objetivo da temporada: “Posso prometer muita entrega e dedicação. Estou muito feliz e motivado por estar aqui, para mim é um motivo de muito orgulho. Vou dar o meu máximo para que, todos juntos, consigamos atingir o objetivo do Académico”. Bem-vindo e boa sorte, Bruno.

2025-01-28

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Renascimento no Fontelo

Nas Terras de Viriato, o passado cruza-se com o presente e, envolto em vida natural, o Fontelo é para sempre o nosso anfiteatro de sonhos. No palco desta tarde/noite, o Académico de Viseu ergueu-se como um gigante adormecido, saiu das amarras pontuais saiu determinado a reescrever a narrativa que há quatro jornadas o afastava das vitórias. Sob a batuta do timoneiro Sérgio Vieira, um estratega que molda homens e forja lendas, os academistas encararam o CD Feirense como verdadeiros Viriatos num campo de batalha. Os primeiros minutos foram de domínio caseiro, um aviso de que o Académico vinha com sede de triunfo. Aos 16, como que guiado por um destino inevitável, Marquinho lançou um cruzamento perfeito vindo da esquerda. Lá estava Diogo Almeida, numa dança precisa com o esférico, a cabecear com alma. A bola beijou as redes e, com ela, explodiu o coração dos viseenses. Era o primeiro golo do jovem avançado, uma estreia gravada com a tinta dourada que nos promete qualquer coisa para o futuro. Mas o futebol, com a sua imprevisibilidade, trouxe um revés. No acaso da primeira parte, Leandro Antunes aproveitou um momento de desatenção e devolveu o equilíbrio ao marcador. Foi um golpe, mas não um fim, isso não seria. O intervalo trouxe reflexão, e Sérgio Vieira, com a calma de um comandante experiente, orquestrou as mudanças que transformariam o jogo. O segundo tempo foi de luta. Impulsionados pelos academistas, firmes e resilientes, aproximávamo-nos da vitória como um barco que enfrenta a tempestade, mas que não se desvia do rumo. Quando as forças pareciam titubear, eis que o destino ergueu um herói já esperado: Yuri Araújo. Aos 78 minutos, numa jogada onde o caos e a sorte se misturaram, a bola sobrou-lhe como um presente divino. E Yuri, com a precisão de um artesão e a força de um Viriato, disparou para o fundo da baliza. O Fontelo explodiu. Não foi apenas um golo, foi um rugido de afirmação, um grito de quem sonha e luta. O apito final veio como uma redenção. Os três pontos ficaram em casa, e o Académico de Viseu regressou ao caminho das vitórias. Na relva, sob os olhares dos adeptos, colocou-se de pé uma equipa que não apenas venceu, mas que provou ser capaz de desafiar os céus. Sérgio Vieira, o maestro desta sinfonia, vê agora o seu trabalho refletido na evolução da equipa. De jornada em jornada, o Académico aproxima-se dos lugares cimeiros, um passo de cada vez, como quem sobe uma montanha onde o topo é sinónimo de glória. O Fontelo iluminou-se com o brilho da superação, da paixão e da crença inabalável destas gentes. E assim, com a alma renovada, continuamos a nossa caminhada.

2025-01-24

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“Ganhar é importante, mas mais importante é a forma como se ganha”

A equipa profissional do Académico de Viseu regressou, esta sexta-feira, às vitórias na Liga Portugal 2. Na receção ao CD Feirense, os Viriatos ganharam por 2-1, conquistando o primeiro triunfo da segunda volta do campeonato. Na conferência de rescaldo ao encontro com os fogaceiros, o técnico academista Sérgio Vieira falou da mudança de sistema que operou na equipa, reforçando o compromisso que os jogadores precisam de continuar a sentir: “Chegámos à conclusão que, nesta etapa, era o sistema mais lógico para as características dos jogadores. Vamos insistir em aperfeiçoar este sistema, melhorando muito mais do que aquilo que aconteceu hoje. Foi um passo evolutivo em relação ao último jogo de Chaves, e nós queremos sempre essa perspetiva de evolução. Isto requer tempo, felizmente hoje além da nossa atitude, além da confiança em alguns momentos, tivemos também o mérito de conseguir fazer dois golos e garantir os três pontos. Temos de ter esse compromisso e essa responsabilidade, sentir que só dessa forma é que estamos mais próximos do objetivo”. Em resposta às questões dos jornalistas, Sérgio Vieira retratou ainda a importância de vencer afirmativamente: “Ganhar é importante, mas mais importante é a forma como se ganha. É a sustentabilidade da vitória e a forma como ganhamos. Dessa maneira estaremos preparados para que, no jogo seguinte, consigamos evoluir ainda mais”. O técnico dos Beirões abordou também a chegada dos novos reforços ao plantel: “Acima de tudo vão trazer qualidade e experiência. Ambos estavam a competir na primeira liga, precisam agora de algum tempo para voltar a adquirir a intensidade e o ritmo competitivos. Ao Luís toda a gente reconhece o caráter, a personalidade, o exemplo e a liderança que tem. O Nigel é um jovem com muito potencial, já o demonstrou na primeira liga no Paços de Ferreira e no Nacional. Tem muita qualidade e precisa de continuar a aperfeiçoar-se. Vamos ajudá-los assim como eles a nós”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 29 pontos. Na próxima jornada os Viriatos deslocam-se ao Olival. O encontro com o FC Porto B está marcado para o próximo sábado, às 15H30 no Estádio Luís Filipe Menezes.

2025-01-24

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Nigel Thomas é Viriato até junho de 2025

O avançado curaçauense-neerlandês é reforço da equipa de futebol profissional da Académico de Viseu FC, Futebol SAD. O jovem de 23 anos chega por empréstimo dos dinamarqueses do Viborg, após ter representado o CD Nacional na primeira metade da temporada.  A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação por empréstimo, até fim da presente temporada, do extremo Nigel Thomas. O jogador de 23 anos cumpre o segundo empréstimo da época, após ter estado ao serviço dos madeirenses do CD Nacional até janeiro. Pelos insulares, o jovem cumpriu uma dezena de jogos na primeira liga e na Allianz Cup. Nascido em Roterdão, mas com passaporte de Curaçau, o extremo fez formação no PSV Eindhoven, até se transferir para a primeira liga portuguesa em 2022/2023, para o FC Paços de Ferreira. Pelos pacenses fez 38 jogos, e na temporada seguinte jogou na primeira divisão dinamarquesa, ao serviço do Viborg. “Conheço o Nils Mortimer, é um bom amigo meu. Quando vi a oportunidade de vir para cá, perguntei-lhe como era o clube e ele deu-me um feedback positivo e depois, quando falei com o Académico, apresentaram-me um projeto fantástico e eu quero fazer parte dele” afirmou o jogador na sua apresentação. Nigel não escondeu o entusiasmo pelo novo desafio e enumerou as suas principais características: “Diria que os meus pontos-chave ou caraterísticas principais são a rapidez, as jogadas no um contra um, a vontade de criar alguma coisa, e o facto de avançar sempre como avançado, de nunca ter medo de recuar perante ninguém”. Para os adeptos, o extremo deixou uma mensagem de ambição: “Vamos tornar esta época mais bonita do que já tem sido, terminar com uma época forte, e ver o que o projeto nos vai trazer. Vamos Académico!”. Chega neste mercado de inverno a Viseu, com vínculo de empréstimo válido até ao fim da temporada. Bem-vindo e boa sorte, Nigel.

2025-01-23

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“Não vamos parar no objetivo de evoluirmos (…) temos de focar-nos na atitude”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 19ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao CD Feirense. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu reforçou o trabalho que a equipa tem feito durante a semana, num caminho evolutivo que já deixou marcas nos primeiros dois jogos: “Queremos continuar esse processo de evolução da equipa, para que seja mais organizada, competitiva e capaz de defender bem. Queremos realmente ser uma equipa que luta pelos lugares cimeiros de forma sustentada, queremos jogar este futebol que estou a caracterizar, com e sem bola.  Queremos dominar os jogos e ter um futebol que envolva, emocionalmente, não só os nossos jogadores como também os nossos adeptos, que é por isso que eles nos acompanham e acreditam em nós. Outro objetivo é também conquistar os pontos, e sentimos que do jogo do FC Vizela para o jogo do GD Chaves, evoluímos nessa coragem e determinação, apesar da derrota”. Sérgio Vieira quis deixar ainda uma palavra de tranquilidade aos academistas, reiterando que o grupo de trabalho está focado no querer: “Não vamos parar no objetivo de evoluirmos, temos de focar-nos na atitude. Acho que os nossos adeptos devem cobrar-nos a atitude, a ambição, o compromisso e a raça. Sobre os pequenos erros que se cometem no jogo, podem ficar muito tranquilos porque nós vamos trabalhar bastante para elucidar os jogadores”. O técnico do emblema Beirão voltou a demonstrar o objetivo coletivo que sente no dia-a-dia do clube, afirmando a importância do apoio de todos os academistas: “Deparei-me com uma inconstância a todos os níveis. Os nossos jogadores e a equipa têm de estabilizar o seu desempenho. Pelo que vejo, internamente, os jogadores, a administração e o staff querem muito voltar a colocar o Académico na primeira liga. Já sentia isso de fora e agora, cá dentro, sinto ainda mais. Sei que, por vezes, existe a frustração por algumas decisões que aconteceram, mas eu dou a minha palavra que aquilo que eu vejo aqui é um querer muito grande de todos. Nota-se que os adeptos, a cidade e a região querem muito, portanto temos é de caminhar todos juntos. Não podemos deixar que os momentos negativos, de derrotas e de frustração se apoderem de nós. Temos de lutar e sofrer juntos. Agradecemos muito o facto dos nossos adeptos, mesmo com o frio que estava em Chaves, terem-nos apoiado e mostrado a frustração no fim do jogo. Nós aceitamos essa frustração e lutamos por eles”. O Académico de Viseu joga esta sexta-feira no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o CD Feirense a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Flávio Lima, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Vasco Santos, da Associação de Futebol do Porto.

2025-01-23

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Luís Silva é Viriato até junho de 2025

O médio Luís Silva é reforço da equipa de futebol profissional da Académico de Viseu FC, Futebol SAD. O experiente jogador de 32 anos rubrica vínculo até final da temporada. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação do médio português Luís Silva. O jogador de 32 anos que estava sem clube, após rescindir contrato com a AVS, Futebol SAD, chega agora a Viseu e já treinou esta manhã às ordens do mister Sérgio Vieira. Luís Silva iniciou a carreira com formação no Leixões SC, clube no qual se estreou na primeira liga antes de se transferir em 2013/2014 para o SC Braga, período onde também representou as seleções nacionais de Sub-20 e Sub-21. Com uma vasta experiência nas competições profissionais portuguesas, o médio soma já mais de 300 jogos na segunda liga, competição na qual atingiu por duas vezes a promoção, e quase meia centena na primeira divisão, entre passagens por clubes como Gil Vicente FC, GD Chaves, CF “Os Belenenses” e Varzim, entre outros. É agora reforço de inverno do Académico de Viseu, com contrato válido até 30 de junho de 2025. Após as primeiras horas no emblema Beirão, Luís Silva já falou em exclusivo aos órgãos de comunicação do Académico. O primeiro reforço do mercado de janeiro assumiu o que o levou a abraçar o novo desafio: “Levar este clube à primeira liga é o meu grande objetivo nestes cinco meses. Gostei muito das pessoas e da maneira como me foi apresentado o projeto, de uma forma clara e com um objetivo final muito bem delineado por parte de todos. Não tive qualquer dúvida em aceitar a proposta do Académico, e tenho plena convicção de que no fim vamos ser felizes”. Luís Silva prometeu ainda muita dedicação e o uso da experiência que tem no futebol português: “O que eu posso prometer é o mesmo de sempre: muito trabalho. Esperem um jogador que vai dar tudo em campo, que nunca vai dar um lance por perdido. Fora do campo, vou tentar ajudar todos os meus colegas a atingir o rendimento máximo, dar uma palavra amiga de vez em quando, e às vezes uma de correção, que também faz parte. Acho que a minha experiência pode, por vezes, ajudar os mais novos a “mudar o chip””. Quanto aos academistas, o novo médio viseense pediu ainda o máximo apoio para o resto da temporada: “Venham apoiar-nos. Vamos ter momentos complicados durante estes 16 jogos, faz parte. Nem sempre vamos estar por cima do jogo, e é nesses momentos que vamos precisar deles para nos poderem alavancar e dar aquela força extra, serem aquele 12º jogador que eu tenho certeza de que eles vão ser”. Bem-vindo e boa sorte, Luís.

2025-01-22

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Há passos que parecem recuos, mas que servem de balanço

Em Trás-os-Montes, local português onde as montanhas são tão altas quanto as ambições humanas, o Académico de Viseu chegou como quem enfrenta uma escalada, com nada além de coragem e um coração que bate mais forte a cada batalha. A jornada até Chaves não era apenas uma deslocação física. Era um grito de quem quer mais, de quem acredita que o futuro se constrói passo a passo, mesmo quando o caminho é íngreme e pedregoso. Logo no dealbar do jogo, o GD Chaves lançou uma estocada precoce. Rui Gomes, em apenas dois minutos, marcou o golo que abriu o marcador. O Académico sentiu o golpe, mas não recuou. Com a alma ferida, mas indomável, tentou responder com iniciativa, encurralando o adversário em momentos de luta intensa. Os cantos sucederam-se, os duelos no meio-campo eram bravas lutas pela posse. A esperança resistia, embalada pelos cânticos dos academistas que cruzaram montanhas para nos apoiar. O intervalo trouxe a promessa de recomeço, mas a segunda metade não sorriu aos viseenses. Foi um novo ato, dominado por um Chaves que não vacilava. Aos 53 minutos, Higor Platiny ampliou a vantagem. A muralha adversária tornava-se mais alta, mas a essência dos bravos Viriatos não é desistir, e as substituições carregaram não só novos jogadores, como também fragmentos de esperança. Contudo, o destino parecia traçado, e Pedro Pinho, aos 81 minutos, selou o marcador. Três golpes, três marcas na história desta noite. No relvado, o Académico lutou até ao fim, ainda que a inspiração parecesse uma aliada distante. Nas bancadas, os adeptos brilharam como um farol. Não celebravam um resultado, mas algo maior: a paixão por um clube que é família, história e coragem. Não vieram por vitórias fáceis; vieram porque sabem que “há passos que parecem recuos, mas que servem de balanço”.

2025-01-18