Equipa Profissional 2025-01-23

Nigel Thomas é Viriato até junho de 2025

O avançado curaçauense-neerlandês é reforço da equipa de futebol profissional da Académico de Viseu FC, Futebol SAD. O jovem de 23 anos chega por empréstimo dos dinamarqueses do Viborg, após ter representado o CD Nacional na primeira metade da temporada. 

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação por empréstimo, até fim da presente temporada, do extremo Nigel Thomas. O jogador de 23 anos cumpre o segundo empréstimo da época, após ter estado ao serviço dos madeirenses do CD Nacional até janeiro. Pelos insulares, o jovem cumpriu uma dezena de jogos na primeira liga e na Allianz Cup.

Nascido em Roterdão, mas com passaporte de Curaçau, o extremo fez formação no PSV Eindhoven, até se transferir para a primeira liga portuguesa em 2022/2023, para o FC Paços de Ferreira. Pelos pacenses fez 38 jogos, e na temporada seguinte jogou na primeira divisão dinamarquesa, ao serviço do Viborg.

“Conheço o Nils Mortimer, é um bom amigo meu. Quando vi a oportunidade de vir para cá, perguntei-lhe como era o clube e ele deu-me um feedback positivo e depois, quando falei com o Académico, apresentaram-me um projeto fantástico e eu quero fazer parte dele” afirmou o jogador na sua apresentação.

Nigel não escondeu o entusiasmo pelo novo desafio e enumerou as suas principais características: “Diria que os meus pontos-chave ou caraterísticas principais são a rapidez, as jogadas no um contra um, a vontade de criar alguma coisa, e o facto de avançar sempre como avançado, de nunca ter medo de recuar perante ninguém”.

Para os adeptos, o extremo deixou uma mensagem de ambição: “Vamos tornar esta época mais bonita do que já tem sido, terminar com uma época forte, e ver o que o projeto nos vai trazer. Vamos Académico!”.

Chega neste mercado de inverno a Viseu, com vínculo de empréstimo válido até ao fim da temporada.

Bem-vindo e boa sorte, Nigel.

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"Não podemos esperar qualquer tipo de facilidades"

O treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, fez a antevisão ao jogo da 8ª jornada da Liga Portugal Betclic, com o Estoril – sábado dia 10 de outubro no Estádio do Fontelo pelas 20h30 – e rejeita qualquer cenário de excesso de confiança na receção aos canarinhos. Garante um Académico de Viseu preparado para um adversário que, apesar de ainda não ter vencido, considera ter qualidade para criar dificuldades. Admite que a paragem permitiu nivelar física e taticamente o plantel, incluindo os reforços chegados no final do mercado, e espera que o período de interrupção não tenha quebrado o bom momento da equipa. Bruno Pinheiro sublinha a ambição do grupo e deixa uma garantia: o Académico tudo fará para que os três pontos fiquem no Fontelo. – O Académico atravessou esta pausa num momento muito bom. Como foram estas três semanas? Houve algum impacto na equipa? Bruno Pinheiro: A ideia é continuar bem. Aproveitámos estes dias essencialmente para nivelar o grupo, quer física, quer taticamente. Havia jogadores que tinham chegado no final do mercado e tentámos igualar o conhecimento do jogo e a capacidade física dos jogadores, para termos um grupo mais competitivo e mais capaz. Basicamente, foi por aí. – Como está a motivação da equipa para a receção ao Estoril, último classificado, que ainda não venceu e pode chegar ao Fontelo motivado à procura da primeira vitória? Bruno Pinheiro: Não será surpresa nenhuma. Estamos conscientes disso. O grupo é humilde, tem consciência e já nos pusemos no lugar do Estoril: como é que nós entraríamos em campo se, à sétima jornada, não tivéssemos ganho? É uma opinião geral que o adversário vem com tudo. Acredito que venha com um sistema diferente, portanto, terão feito as suas adaptações. Para nós, taticamente, também será um desafio, porque acredito que venham jogar com três centrais, uma situação que esta época ainda não nos aconteceu. Não defrontámos nenhuma equipa com três defesas centrais. Há várias coisas que nos mantêm alerta e sabemos o que faríamos no lugar dos jogadores do Estoril. Não esperamos qualquer tipo de facilidades. Além disso, não podemos esquecer que muitos destes jogadores tiveram épocas muito boas no Estoril e já demonstraram ter uma qualidade individual muito boa. Poderia citar facilmente cinco ou seis nomes, como Holsgrove, Xeka, João Carvalho, Begraoui e Rafik Guitane, jogadores que nas últimas épocas estiveram no Estoril e fizeram um trabalho fantástico. A tabela classificativa não demonstra a qualidade individual da equipa. Estão a trabalhar com um treinador novo, que precisa do seu tempo para adaptar os novos jogadores. Tiveram agora estas três semanas e, certamente, virão mais fortes do que antes da paragem. Mas vai ter de dar. Vamos ter de ser capazes e vai ter de dar para o nosso lado. Tudo faremos para que caia a nosso favor. – Falou do sistema. Acha que o Académico se sente mais confortável quando não tem de assumir o jogo? Pergunto isto porque vai jogar em casa e, por vezes, parece sentir-se mais confortável quando não tem de assumir tanto. Bruno Pinheiro: Compreendo o que está a dizer. De qualquer forma, o que lhe posso dizer é que nós queremos sempre assumir o jogo. Uma coisa é assumir o jogo com responsabilidades; outra é tentar assumir o jogo quando há uma diferença grande entre os clubes e ninguém está à espera que a gente o consiga fazer. É provável que se sinta alguma diferença, mas acho que é, acima de tudo, pela expectativa que as pessoas criam. E o problema é mesmo esse: criar expectativas.Por exemplo, se agora estão à espera que o Académico vá golear o Estoril, estão com uma expectativa completamente errada, porque não há essa diferença de qualidade entre as equipas. Se olharem para a tabela, podem achar que isso pode acontecer, mas não nos podemos esquecer de que é muito cedo. Foram sete jornadas e, nesta fase do campeonato, a tabela ainda não mostra a realidade das equipas. Compreendo a sua pergunta, mas acho que isso acontece para quem está sempre com expectativas. ‘Hoje é um jogo que o Académico tem a obrigação de assumir’ e, se calhar, está à espera que o Académico assuma o jogo e consiga dominar o adversário. Na Primeira Liga não será fácil dominar adversários. Vão ser jogos extremamente competitivos. Acho que a expectativa das pessoas é que, quando jogamos com equipas maiores, sejamos, entre aspas, «amassados» e, quando isso não acontece, fica aquela sensação de «afinal, é bom». Depois, quando vem aquele jogo em que se pensa que o Académico vai conseguir fazer o mesmo, vê-se que, afinal, se calhar, não consegue estar aqui, só está aqui. Pode dar essa sensação. Julgo que será pelas expectativas que cada um tem. – O Académico começou a época, perdoe a expressão, como o «patinho feio», foi melhorando e, à sétima jornada, está onde está. Estava no melhor momento da época quando chegou esta paragem. A pausa veio ou não mudar alguma coisa? Bruno Pinheiro: Espero sinceramente que não. Não sendo hipócrita, estávamos num bom momento e teria sido bom continuar. Mas não pode servir de desculpa. Estamos aqui para ganhar jogos. A paragem tivemos de a usar, como digo, para melhorar o grupo. Acredito que trabalhámos para melhorar o grupo e acredito que vamos ter um grupo muito humilde, muito sério, mas também muito ambicioso.Como disse há pouco, vai ter de dar para o nosso lado. Queremos muito que os três pontos caiam para o nosso lado. Sabemos que o adversário vai jogar com níveis de concentração e agressividade muito elevados. Estamos preparados para isso, iremos dar uma resposta positiva. Acredito que, com muita dificuldade, também vai cair para o nosso lado, porque faremos tudo para que assim seja. Não poderá ser a paragem um problema para nós. Não pode ser. – Há pouco disse que aproveitou estas semanas para integrar os jogadores que chegaram no final do mercado. Vai manter a mesma estratégia? Ou esses reforços já poderão entrar no onze, tendo em conta que o leque de opções está agora mais alargado? Bruno Pinheiro: O leque de escolhas estará mais alargado. Poderá haver mexidas ou não, mas não lhe vou dizer hoje, até porque só amanhã é que os jogadores saberão quem irá jogar. Não iria cometer essa deselegância aqui. Além disso, ainda não tenho o onze definido. Para mim, o dia em que penso no onze é dois dias antes do jogo. Partem todos em igualdade. Observo sempre e faço uma análise da semana. Observo a semana toda de trabalho e só dois dias antes do jogo é que começo efetivamente, após a análise dos treinos da semana, a definir o onze.Portanto, não lhe posso dizer que vá haver alguma alteração no onze. Mas posso dizer-lhe que há um ou dois jogadores que somaram alguns pontos e que poderão ser, de facto, opções para serem titulares.

2026-10-08

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“Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela”

O Académico de Viseu desloca-se este fim de semana a Rio Maior para defrontar o Estrela da Amadora, na 7.ª jornada da Liga, num encontro que coloca frente a frente duas equipas em momentos distintos: o conjunto da casa ainda não conheceu a derrota no campeonato, enquanto os viseenses chegam ao desafio depois de duas vitórias consecutivas. Na antevisão, Bruno Pinheiro destacou o percurso do adversário e assumiu a ambição de travar a invencibilidade do Estrela, apontando também a margem de progressão que o Académico ainda tem no processo de adaptação ao principal escalão. - Queria perguntar o que espera do próximo jogo, frente a um Estrela que ainda não perdeu, num jogo fora de casa e fora do seu habitat natural, digamos assim. Bruno Pinheiro: Acho que sobre o Estrela já disse quase tudo, que é o facto de ainda não ter perdido. Eu acrescentaria que já defrontou equipas que, por norma, acabam no top 4, que são o Sporting e o Braga. Acrescentaria ainda que os seus homens da frente estão num momento muito bom, cada um deles com quatro golos e uma assistência. E acho que, por aí, está tudo dito. O facto de jogarem fora do seu recinto acho que não deve ser um problema para eles, porque ganharam ao Braga já fora de portas. Portanto, não me parece que seja uma vantagem, tendo em conta aquilo que já fizeram contra o Braga. - E como é que está o Académico para enfrentar este Estrela da Amadora, depois de duas vitórias? Bruno Pinheiro: Acho que vamos estar bem. Obviamente, trabalhamos sempre com a ambição de ganhar. Isso é indiscutível, nem poderia ser de outra forma. A verdade é que as vitórias ajudam a dar confiança. Pessoalmente, senti diferença da vitória de Barcelos para a vitória aqui contra o Vitória. Apesar de o jogo contra o Vitória ter sido muito difícil e poder cair para qualquer um dos lados, senti que houve, de parte a parte, possibilidade de se ganhar o jogo… em Barcelos não senti tanto essa capacidade da equipa. Portanto, acho que trabalhar com vitórias traz essa confiança. Vamos com duas vitórias, vale o que vale, mas acho que vamos fazer um jogo competente. Vamos ombrear com o Estrela e, depois, obviamente, esperamos sempre jogar mais e melhor do que o adversário para aumentar as probabilidades de ganhar. É o que vamos fazer: trabalhar para aumentar as probabilidades de ganhar. — O Mister tem dito nas suas conferências que o Académico gradualmente iria adquirir esta nova forma de estar no primeiro escalão, sendo a equipa composta por jogadores que vieram da Segunda Liga. Acha que já está nesse processo, em termos de intensidade de jogo no contexto do primeiro escalão, ou ainda acha que há margem para melhorar? Bruno Pinheiro: Acho que ainda há margem para melhorar. Haverá sempre margem para melhorar. O que senti, por exemplo, é que fomos mais capazes de identificar aquilo que se pede. Se vocês analisarem o jogo com o Vitória de Guimarães, o Vitória fez uma pressão muito alta. O avançado punha pressão na bola e os dois extremos eram muito agressivos nos centrais. Obrigava muito ao passe atrasado, que muitas vezes os adeptos não gostam, mas a verdade é que depois, quando chegava a bola, o Everton libertava o Gustavo e o Robinho, que recebiam as bolas e, a partir daí, tentávamos desbloquear. Portanto, houve essa capacidade. E o que mais me agradou foi que não era o plano de jogo. Nós tínhamos previsto um Vitória dentro da sua normalidade, com 4-4-2. A verdade é que eles, provavelmente por identificarem que teríamos alguma capacidade de saída de bola, trouxeram uma pressão diferente e a equipa soube adaptar-se a essa pressão. Isso, de facto, é algo que tranquiliza e mostra que estamos no caminho certo. Os jogadores conseguiram trabalhar numa coisa e, num jogo, ser completamente diferente e identificar aquilo que era necessário. Portanto, acho que, nesse sentido, estamos a crescer. Os limites, não gosto de pôr limites. Não vou dizer que estamos perto ou que estamos longe. Honestamente, não gosto de pôr limites em nada. Gosto de trabalhar, de desafiar e desafiar todos os dias, e o limite não existe. Portanto, não lhe sei dizer se estamos longe ou não do nosso máximo, mas acredito que ainda temos alguma margem considerável de progressão. - A mudança de relvado representa menos uma hora de viagem, em Rio Maior em vez da Amadora. Gostaria de saber se, para o Académico, é mais vantajoso, na medida em que também há mais possibilidade de ter adeptos de Viseu a apoiar o clube e porque os próprios acessos a Rio Maior são muito mais fáceis. Isso facilita o trabalho da equipa técnica e da equipa? Bruno Pinheiro: Não, em termos de equipa não altera nada, porque fazemos sempre as viagens atempadamente. Temos sempre em conta o número de horas, o descanso necessário, os horários da alimentação. Portanto, não altera nada. Quando muito, há um ajuste na hora de saída de Viseu e pouco mais. Quanto aos adeptos, acredito que seja melhor deslocarem-se a Rio Maior do que à Amadora. É mais perto e, nesse sentido, espero que eles possam comparecer. Não sei se em grande número, não tenho qualquer indicação até ao momento, mas, se fizerem ouvir-se como fizeram em Barcelos, já ficarei muito satisfeito. Tenho a convicção de que será uma enorme ajuda para os jogadores. Portanto, ficaria satisfeito com o apoio que tivemos em Barcelos. - Do histórico que vi, e corrija-me se estiver enganada, acho que o Académico nunca conseguiu sequer um empate com o Estrela da Amadora [na I Divisão]. Eu sei que são equipas totalmente diferentes e épocas totalmente diferentes. A minha pergunta é se tem esse histórico presente e se a motivação também passa por fazer história. Bruno Pinheiro: Eu arranjo uma motivação de qualquer forma: o facto de o Estrela não ter ainda perdido qualquer jogo esta época é, pessoalmente para mim, motivacional. Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela e, só por si, já é um fator de motivação.

2026-09-18

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