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Equipa Profissional

"O mais importante foi ver este espírito de apoio dos nossos adeptos até ao fim”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou em casa, frente ao CD Tondela. Na receção aos tondelenses, os Viriatos empataram a um golo, conquistando novo ponto na tabela classificativa. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira admitiu o esforço ainda a fazer para ampliar vantagens no marcador, numa luta que é feita apenas para os campeões: “Queremos conseguir manter as vantagens, a jogar bem e a ter momentos com bola. Foi isso que fizemos em toda a primeira parte, controlámos o Tondela e dominámos a partida com muita confiança. Temos de ter a capacidade para continuar a ter bola e a pressionar alto. Os adversários são todos muito difíceis, nesta segunda volta reforçaram-se e mudaram completamente, também estamos a lutar contra essa adversidade. Temos de conseguir ampliar o marcador e não ficar só pelo primeiro golo marcado, mas vamos continuar a lutar porque isso é o processo dos campeões”. O treinador principal do Académico de Viseu falou também dos 11 jogos que faltam para o final do campeonato, nos quais o trajeto está bem definido: “Temos de ver o lado positivo, a equipa está a crescer em todos os momentos do jogo. Sabemos que temos de crescer ao longo da competição, são coisas que realmente mexem connosco e com as tomadas de decisão dos jogadores. O caminho está bem definido em termos coletivos e individuais, tem de haver espírito de sacrifício, mas os jogadores são seres humanos. Com o tempo, nós vamos conseguir ganhar o primeiro jogo da sequência de vitórias que pretendemos, ainda faltam 11 finais”. Questionado sobre o ambiente que viveu e a crença na conquista dos objetivos, Sérgio Vieira foi bem explícito: “O mais importante foi ver este espírito de apoio dos nossos adeptos até ao fim. Acredito muito, razão para isso é este campeonato onde qualquer equipa ganha e perde pontos. Pelo trabalho e pela mentalidade que nós incutimos no dia a dia, acredito que é uma questão de detalhe até conquistarmos os três pontos. Os jogadores têm qualidade e potencial para isso, têm de acreditar muito neles”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 32 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a equipa Beirã volta a jogar no Fontelo, diante do FC Felgueiras. O encontro da ronda 24 está marcado para sábado, dia um de março, às 11H.

2025-02-23

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"Queremos fazer uma grande partida e demonstrar uma forte energia junto dos nossos adeptos"

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 23ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao CD Tondela. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu assumiu o respeito pelo adversário, mas lançou o repto para a conquista dos três pontos: “Respeitamos muito o CD Tondela e aquilo que tem vindo a fazer durante este campeonato. O momento deles diz-nos que temos de respeitar muito a sua qualidade coletiva e individual. Teremos de ser uma equipa organizada defensivamente, como fomos nos últimos dois jogos. Queremos ser uma equipa capaz de criar situações de perigo, de ter bola e capaz de mandar em muitos momentos do jogo. Jogamos na nossa casa, e é muito importante atrair a energia dos nossos adeptos, para que sintam que temos essa capacidade (…) vamos tentar evoluir nesse sentido, até porque é um dérbi que temos de respeitar muito, pelas características deste jogo especial. Acima de tudo, também precisamos de conquistar os três pontos para nos colarmos ao pelotão da frente e para que, nos restantes 11 jogos, tudo fique em aberto”. Sérgio Vieira falou ainda da semana de trabalho, demonstrando a concentração da equipa na partida deste domingo: “Queremos lutar pelos objetivos que ainda estão em cima da mesa. A capacidade que o grupo nos tem demonstrado, indica-nos que  podemos ser uma equipa muito difícil. O foco desta semana foi evoluir as nossas ideias e o nosso modelo, temos de focar-nos sempre em nós e, neste caso, a particularidade do dérbi e dos nossos adeptos. Temos de perceber o que eles querem sentir quando estão de fora a olhar para dentro das quatro linhas. Queremos fazer uma grande partida e demonstrar uma grande energia”. O técnico do emblema Beirão referiu ainda a importância do jogo, reiterando a coragem que os jogadores devem ter: “Amanhã é um jogo muito importante para nós, sem dúvida, mas não é determinante. O que vai acontecer nas outras 11 jornadas ainda é muita coisa, há muitos confrontos entre todas aquelas equipas, nos quais muitas delas vão perder pontos. Com uma vitória ficamos a seis pontos do primeiro classificado, e nós temos a coragem de olhar para esse facto e de o incluir nas nossas reflexões para o conquistar. Os maiores rivais somos nós mesmos, temos de olhar para o que fizemos no último jogo, onde podíamos ter sido melhores e fortalecer-nos com isso”. O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o  CD Tondela a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Rui Silva.

2025-02-22

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Académico convida adeptos para Fan Zone no dérbi com o Tondela

No próximo domingo, 23 de fevereiro, o Académico de Viseu receberá, no Estádio do Fontelo, o CD Tondela, naquela que será mais uma reedição do eterno Dérbi Beirão. Esta partida estará assinalada pela realização de uma Fan Zone, em colaboração com o parceiro JOMA, que terá entrada livre e na qual os adeptos poderão aproveitar o bom ambiente de música, jogos, comes e bebes e muita animação. A Fan Zone será realizada no Parque do Solar do Dão, inserido no Complexo Desportivo do Fontelo, e estará aberta entre as 12H e as 15:30H de domingo. Este parque estará, estritamente, destinado à realização da Fan Zone no dia do jogo, e tornar-se-á privado e exclusivo à organização do evento a partir das 22H desta sexta-feira, dia 21 de fevereiro, até às 18H do próximo domingo, dia 23. Para além das limitações ao parque, também existirão ainda alguns constrangimentos ao tráfego, estando a Alameda Messias Fuschini bloqueada desde as 23H deste sábado, dia 22 de fevereiro. Da mesma forma, no dia de jogo, haverá uma obstrução na estrada do Pavilhão Desportivo do Fontelo, a partir das 11H da manhã. Para o público geral, estarão à disposição dois parques de estacionamento, sendo eles o Parque que, habitualmente, é destinado à Feira Semanal de Viseu, e o Parque da Radial de Santiago. Será desejável que, no dia do jogo, agendado para as 15:30H, todos os adeptos cheguem consideravelmente cedo, para poderem desfrutar das animações da Fan Zone, e para que sejam evitados constrangimentos nas entradas do Estádio do Fontelo. O mesmo terá abertura de portas por volta das 14:30H, cerca de 1H antes do apito inicial da partida. De forma a não haver complicações na orientação dos nossos adeptos e dos adeptos visitantes, todos os acessos ao Complexo Desportivo do Fontelo estarão devidamente sinalizados com placas sinaléticas. Vamos fazer deste um grande Dérbi Beirão.

2025-02-20

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O escorregão do azar

Sob o luar frio desta segunda-feira de batalha, o Académico de Viseu avançou sobre o Liz com a bravura de quem conhece o peso dos seus sonhos. Nas bancadas, os fiéis academistas desafiaram o tempo e a distância, apoiando os bravos Viriatos com o seu amor único a um escudo que lhes acelera o coração. O jogo desenhou-se como um duelo de vontades. O Académico, destemido, soube conter o ímpeto inicial do adversário, erguendo muralhas de organização e paciência. Com meia hora no cronómetro, o tempo corria em lume brando, como quem aguarda pelo ponto de ebulição. Foi num lampejo de astúcia e precisão que os viseenses fizeram estremecer o Municipal de Leiria. Aos 34 minutos, num contra-ataque veloz, Paulinho desferiu um tiro que obrigou Kieszek a uma defesa apertada. Mas o destino já sorria a essa altura a Samba Koné, que, na recarga, carimbou o golo que parecia traduzir a tímida superioridade academista. Na relva, a bola beijava as redes, enquanto nas bancadas os academistas erguiam os braços, abraçando a esperança. O Académico soube vestir-se de resistência, confortando-se na sua solidez. Porém, o futebol tem caprichos e, quando menos se espera, subtrai certezas. Já na reta final do encontro, quando o minuto 80 era Rei, um deslize cruel de Bruno Brígido ofereceu a Ryan Guilherme o caminho para a igualdade. Um remate forte, uma sentença dura. O guardião, que tanta calma e experiência nos veio acrescentar, caiu na armadilha do infortúnio. Mas a noite não se despedia sem deixar um último fôlego de verdade. Com a mesma coragem que os trouxe até ali, os homens de Viseu lutaram até ao apito final, recusando-se a sucumbir à injustiça de um jogo que lhes devia mais. Os adeptos, que nunca deixaram de acreditar, saíram de Leiria conscientes de que esta equipa não se verga. Porque o Académico não é apenas um símbolo, é a persistência de um sonho que nenhum escorregão pode apagar. Domingo vislumbra-se nova batalha. Vamos em frente.

2025-02-18

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“A nossa ambição faz-nos dizer que hoje, perdemos dois pontos”

O Académico de Viseu saiu com um empate a uma bola da deslocação ao terreno da UD Leiria. Na partida de encerramento da 22ª jornada do campeonato, o golo dos Viriatos foi apontado na primeira parte por Samba Koné.   Na conferência de rescaldo ao encontro com os unionistas, o treinador academista Sérgio Vieira começou por agradecer aos academistas presentes em Leiria: “Em primeiro lugar, quero agradecer aos nossos adeptos que, a uma segunda-feira, tiveram aqui presentes. Ajudaram-nos, aplaudiram-nos no fim, deram-nos energia e cobraram-nos como é normal, mas de uma forma positiva para que no próximo jogo estejamos ainda mais determinados e mais fortes”. O técnico dos Beirões reforçou ainda os dois pontos perdidos nesta partida, onde um detalhe fez toda a diferença: “Quanto ao jogo, nós estávamos muito bem, sem permitir praticamente nada à UD Leiria. Tentámos fazer um jogo completo, mas poderíamos ter tido momentos de maior posse. Isso não é um processo fácil porque, inconscientemente, os jogadores agarram os três pontos. Mesmo em vantagem, temos de conseguir ter o controlo do jogo. De resto, o nosso golo foi uma jogada muito bem construída, tivemos todo o mérito. Tivemos situações de perigo, muito organizados defensivamente. Infelizmente, aconteceu a escorregadela do Bruno Brígido, que é um excelente reforço pela maturidade que tem. O que falhou foi um pequeno detalhe. Em situação normal, conquistávamos os três pontos aqui. É nesta linha que temos de continuar, e jogo após jogo melhorar o volume ofensivo e os golos. Isto não acontece de um momento para o outro, temos de reforçar a nossa confiança. A nossa ambição faz-nos dizer que hoje, perdemos dois pontos. Temos de refletir sobre as melhores coisas que aconteceram hoje”. Questionado sobe se o resultado desta noite poderá ter impacto nos desafios que se avizinham, o técnico Sérgio Vieira foi bem claro: “Não impacta em nada, nem no próximo jogo nem nas nossas ambições no campeonato. Todos nós gostaríamos de estar mais próximos e envolvidos nos primeiros lugares. Estamos a uma ou duas vitórias consecutivas dessas posições, estamos a construir bases que nos permitam alcançar essa sequência. Temos agora dois jogos importantes em casa, vamos olhar para o próximo com muito respeito. Só jogo a jogo é que podemos crescer”. Com este resultado o Académico de Viseu soma agora 31 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses regressam ao Fontelo, para jogar o Dérbi da Beira. A receção ao CD Tondela está marcada para as 15H30 do próximo domingo.

2025-02-16

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“Temos de ter a ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia”

O mister Sérgio Vieira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 22ª jornada da Liga Portugal 2, frente à UD Leiria. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico academista falou da ambição de conquistar os três pontos, para manter viva a posição nos lugares mais altos do campeonato: “Vai ser um jogo difícil, contra que, coletiva e individualmente, tem valor e qualidade. Acima de tudo, temos de olhar para nós, nesta segunda liga não há equipas claramente destacadas ou extremamente fortes. Existe um campeonato muito equilibrado, e a União de Leiria é uma equipa difícil a jogar em casa. Temos toda a ambição de dar esta alegria aos nossos adeptos, jogadores e a toda a estrutura que trabalha diariamente connosco. Precisamos disto para mantermo-nos vivos nesta luta pelos lugares cimeiros da tabela”. Sérgio Vieira abordou ainda o jogo anterior, diante do FC Alverca, trazendo a exibição para o jogo desta segunda-feira: “A semana de trabalho correu muito bem e de uma forma muito positiva. Os nossos jogadores agarraram a primeira parte que nós tivemos contra o Alverca, que foi extremamente positiva. Depois de refletir sobre o jogo, se tivéssemos igualdade numérica até ao final da partida, muito provavelmente poderíamos ter conquistado os três pontos, e com todo o mérito. Com o mérito da organização, do desempenho coletivo, individual e da confiança. Com espírito de entreajuda, o apoio dos nossos adeptos, as saídas em transição e as situações onde podíamos ter feito o golo da vitória. Agarrámos as coisas positivas que aconteceram nesse jogo, foi demonstrado o caminho que temos de percorrer em Leiria e nas próximas jornadas”. O treinador dos Viriatos apontou também o que ainda há a melhorar, numa equipa que deve e pode sonhar com voos mais altos: “Ainda nos falta alguma consistência do desempenho coletivo e individual, e falta a performance estabilizar-se nos processos que evitem erros. Temos de transportar isso também para os jogos fora, independentemente de onde formos jogar. Temos de evitar cometer erros, manter-nos focados e agarrados às regras.  Quanto mais eles se agarrarem a essas regras, mais acredito que possamos estar próximos de estabilizar o desempenho. Acredito que, mais jornada menos jornada, vamos conseguir conquistar pontos fora. Mais do que conquistar pontos, queremos depois manter essa performance e essas conquistas fora de casa. Quem quer realmente andar nos lugares cimeiros e lutar pela subida, tem de ter essa ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia. Por isso, temos de continuar a insistir nos processos que nos darão essa possibilidade”. O Académico de Viseu joga esta segunda-feira em Leiria. Os Viriatos visitam o terreno da União a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda e vídeo-arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa.

2025-02-16

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Contem connosco

Na fria tarde viseense, sob o manto de um Fontelo vibrante, ergueu-se um Académico de ambição afiada, de alma incandescente. Entrou no relvado como quem escreve um poema em cada passe, em cada finta, em cada olhar faminto por glória. Desde o primeiro toque, sentia-se nas bancadas que a equipa se afirmava senhora do seu destino, ditando o ritmo, impondo a sua lei contra um adversário direto, que cedo sentiu o peso de enfrentar-nos embalados pelo fervor dos academistas. Tomámos a dianteira com a naturalidade de quem comanda, com a fome de quem sabe o que quer. No coração da grande área, aos 10 minutos, Nikos Michelis surgiu como um raio, uma silhueta voraz na penumbra da defesa adversária. A bola sobrevoou o perigo, ficou presa no ressalto e, no meio do caos, o sorriso foi grego. O Alverca tentava responder, mas era um grito sem eco, abafado pela muralha viseense. Não recuávamos, empurrávamos, construíamos e insistíamos. E se a sorte sorri aos audazes, o Académico foi, mais uma vez, o rosto do contrário. Aos 19, Brenner Lucas apareceu dentro da grande-área e, no sítio onde ninguém previa que chegasse, enviou a bola direita para o empate. Com a frieza dos predestinados, o capitão André Almeida não se fez rogado. O Académico pressionava, deixava o Alverca retido na inferioridade e, com recurso a um canto à esquerda, o homem número quatro chegou mais cedo, cabeceou com precisão e fez explodir o Fontelo em êxtase. Era a justiça, a materialização de uma superioridade inequívoca. Mas o futebol, caprichoso, tece histórias de reviravoltas impiedosas. A tarde que era aquecida pelo calor vestido de negro, conheceu o seu primeiro véu de sombra quando Diogo Almeida, num desabafo de ímpeto, viu a sua caminhada interrompida pela cor rubra do cartão. Reduzido a dez, o Académico viu-se forçado a reinventar-se, a dobrar-se sem quebrar, a resistir sem abdicar do seu espírito combativo. O Alverca, sentindo a vantagem numérica, lançou-se sobre o campo como uma tempestade desgovernada, procurando diluir a muralha de preto e branco na segunda parte. E foi num daqueles instantes em que o destino se impõe, em que um detalhe altera o enredo, que Eduardo Ageu encontrou espaço para o improvável. Recolheu uma bola perdida na grande-área, armou o remate e desferiu um golpe cruel, de precisão milimétrica. A bola encontrou o ângulo que era preciso, traçando um empate que se tornava injusto para a bravura academista. Nos minutos finais, o coração do Fontelo pulsava num descompasso entre o receio e a esperança. O Alverca, sedento pelo golpe final, investia sem clemência. O Académico ferido, mas indomável, reerguia-se a cada investida, com os seus homens a defenderem não apenas um resultado, mas um símbolo, uma identidade, uma nação unida pela paixão. Marinelli e Messeguem ainda fizeram tremer as bancadas com remates audaciosos, mas o destino decidiu que este domingo seria de resistência, não de glória total. O apito final soou como um grito coletivo, um suspiro entre o alívio e a frustração. Dois pontos escaparam, mas uma verdade inegável emergiu entre as sombras de cinza: este não é apenas um grupo de jogadores, é uma equipa, uma nação academista mais forte e mais unida do que nunca. No Fontelo, onde se semeiam sonhos e se colhem lutas, ficou a certeza de que a história continua, e que a cada batalha, o Académico de Viseu se firma mais como uma equipa de alma imortal. Vai dar certo.

2025-02-09

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“O caminho é este, com o apoio dos nossos adeptos sentimos uma energia muito grande”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou em casa, frente ao FC Alverca. Na receção aos alverquenses, os Viriatos empataram a dois golos, conquistando novo ponto na tabela classificativa. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira afirmou que a exibição demonstrou o bom caminho que a equipa está a fazer, admitindo que foi nos pormenores que escaparam dois pontos: “Nós entrámos bem no jogo, a querer cumprir, taticamente, com aquilo que definimos. Podíamos até ter chegado ao 3-1 antes de sofrer a expulsão. Infelizmente, foi um lance que mexeu connosco nesta etapa, talvez daqui umas semanas ou daqui a um mês já estejamos preparados para continuar a ser perigosos e agressivos. O subconsciente dos jogadores acaba por ser condicionado com esse aspeto da inferioridade numérica, mas levamos muitas coisas: levamos a confiança para jogar, a confiança do trabalho que tem sido feito nas bolas paradas e o rigor defensivo. Infelizmente, sofremos aquele segundo golo com menos um jogador num “pormenorzinho”, porque senão tínhamos aguentado a vantagem e conquistado os três pontos. O caminho é este, com o apoio dos nossos adeptos sentimos uma energia muito grande. A nossa claque recebeu-nos, esteve connosco durante a semana e, agora, temos de acreditar até ao fim que vamos conseguir encurtar e ultrapassar os nossos adversários”. O treinador principal do Académico de Viseu lançou já a próxima partida, adiantando que a confiança e segurança dos jogadores serão fatores determinantes: “Contra a União temos de manter esta confiança. Hoje mostrámos que a ansiedade, o stress e a pressão não mexeram connosco. Vimos diferentes ações muito boas da nossa equipa, que demonstram que não temos receio de jogar. Estamos a lutar e a caminhar para sermos uma equipa cada vez mais perfeita, sabendo que isso é difícil de alcançar. O jogo tem dando muita confiança aos nossos jogadores, eles precisam disso. Enquanto estivemos em igualdade numérica, fomos excelentes”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 30 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a equipa Beirã desloca-se ao terreno da UD Leiria. O encontro da ronda 22 está marcado para segunda-feira, dia 17 de fevereiro, às 18H, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa.

2025-02-09

Equipa Profissional

"Temos de ser resilientes porque acreditamos que podemos encaixar uma sequência positiva de resultados"

O Mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da jornada 21ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Alverca.  Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu reforçou a boa atitude da equipa na última partida, demonstrando a importância de não voltar a cometer alguns erros: “Em relação ao último jogo, obviamente não era o resultado que queríamos. Tivemos uma atitude de muita ambição desde o apito inicial. Cometemos erros que se pagaram de forma muito dura para nós. No plano tático, ainda não estamos totalmente sincronizados nem a tomar, a 100%, as melhores decisões. No entanto, a atitude foi excelente e temos de a manter. Amanhã, temos de respeitar muito o Alverca, que é uma equipa que nada tem a ver com o que foi no início do campeonato. Nas segundas voltas, as equipas são muito mais difíceis e é muito mais complicado ganhar jogos. Queremos ser muito competitivos, intensos e não dar espaços para o adversário criar oportunidades nem para se sentir à vontade. Também não podemos cometer erros que nos custem os pontos, o passo seguinte é mantermos essa competitividade, mas evitar os erros que acontecem ao longo do jogo. Isto tudo para que, no fim, os três pontos sejam para nós. Logo nos primeiros segundos de jogo, temos de mostrar ao que viemos". Sérgio Vieira falou alertou ainda para a dificuldade das segundas voltas, assumindo o querer que os Viriatos têm dentro do grupo de trabalho: “Para amanhã, queremos levar as coisas boas que temos feito. Todos os jogos vão ser muito difíceis, por vezes as partidas com as equipas do cimo da tabela até são os melhores para ganhar. Os jogos mais difíceis podem ser, muitas vezes, aqueles com as equipas da segunda metade da classificação. Por isso mesmo, temos de ir jogo a jogo, treino a treino e é isso que estou a sentir no nosso grupo. Os nossos jogadores querem muito, o grupo está a evoluir como um todo. Temos de ser resilientes e determinados porque acreditamos que, em algum momento, podemos encaixar uma sequência positiva de resultados”.  O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o FCV Alverca a partir das 14H, em jogo com arbitragem de Pedro Fonseca, da Associação de Futebol de Santarém e vídeo-arbitragem de David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto.

2025-02-08