Equipa Profissional 2025-02-22

"Queremos fazer uma grande partida e demonstrar uma forte energia junto dos nossos adeptos"

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 23ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao CD Tondela.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu assumiu o respeito pelo adversário, mas lançou o repto para a conquista dos três pontos: “Respeitamos muito o CD Tondela e aquilo que tem vindo a fazer durante este campeonato. O momento deles diz-nos que temos de respeitar muito a sua qualidade coletiva e individual. Teremos de ser uma equipa organizada defensivamente, como fomos nos últimos dois jogos. Queremos ser uma equipa capaz de criar situações de perigo, de ter bola e capaz de mandar em muitos momentos do jogo. Jogamos na nossa casa, e é muito importante atrair a energia dos nossos adeptos, para que sintam que temos essa capacidade (…) vamos tentar evoluir nesse sentido, até porque é um dérbi que temos de respeitar muito, pelas características deste jogo especial. Acima de tudo, também precisamos de conquistar os três pontos para nos colarmos ao pelotão da frente e para que, nos restantes 11 jogos, tudo fique em aberto”.

Sérgio Vieira falou ainda da semana de trabalho, demonstrando a concentração da equipa na partida deste domingo: “Queremos lutar pelos objetivos que ainda estão em cima da mesa. A capacidade que o grupo nos tem demonstrado, indica-nos que  podemos ser uma equipa muito difícil. O foco desta semana foi evoluir as nossas ideias e o nosso modelo, temos de focar-nos sempre em nós e, neste caso, a particularidade do dérbi e dos nossos adeptos. Temos de perceber o que eles querem sentir quando estão de fora a olhar para dentro das quatro linhas. Queremos fazer uma grande partida e demonstrar uma grande energia”.

O técnico do emblema Beirão referiu ainda a importância do jogo, reiterando a coragem que os jogadores devem ter: “Amanhã é um jogo muito importante para nós, sem dúvida, mas não é determinante. O que vai acontecer nas outras 11 jornadas ainda é muita coisa, há muitos confrontos entre todas aquelas equipas, nos quais muitas delas vão perder pontos. Com uma vitória ficamos a seis pontos do primeiro classificado, e nós temos a coragem de olhar para esse facto e de o incluir nas nossas reflexões para o conquistar. Os maiores rivais somos nós mesmos, temos de olhar para o que fizemos no último jogo, onde podíamos ter sido melhores e fortalecer-nos com isso”.

O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o  CD Tondela a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Rui Silva.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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