Equipa Profissional 2025-01-12

“É preciso tempo para melhorar a qualidade da nossa equipa, mas não fugimos às responsabilidades”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou em casa, frente ao FC Vizela. Na receção aos nortenhos, os Viriatos empataram a zero, conquistando novo ponto na tabela classificativa, em partida em atraso da primeira volta do campeonato.

Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira sublinhou o processo de evolução da equipa, que deve focar-se nos aspetos positivos: “Não considero que tinha existido sorte. E não podemos falar de mérito, porque está relacionado com a igualdade das circunstâncias, e não estamos a competir em igualdade. Eu cheguei há quatro dias, o projeto do Vizela é um e o projeto do Académico é outro, tal como os momentos que se vivem em ambos. Não foi o jogo que idealizávamos, mas houve coisas muito positivas, principalmente a evolução da primeira para a segunda parte. Não houve o rigor defensivo que eu costumo exigir, mas aquilo que queremos é uma equipa competitiva, agressiva e compacta. O Vizela esteve muito à vontade, e eu não estava satisfeito com os nossos jogadores. Claro que faz parte da evolução, e temos de agarrar-nos à evolução da primeira para a segunda parte. O que conta são os aspetos positivos, mas temos de trabalhar sobre os aspetos negativos”.

Questionado sobre a sua chegada a Viseu, o técnico de 42 anos reforçou a mensagem de que o grupo não fugirá às suas responsabilidades: “Infelizmente, não tenho seis semanas de pré-temporada e temos um jogo já na sexta-feira. É muito importante que os nossos adeptos também entendam isto, porque é preciso tempo e semanas de trabalho para melhorar a qualidade da nossa equipa, mas não fugimos às responsabilidades. Temos de conquistar pontos para lutar pelo nosso objetivo. Já falei dos nossos objetivos mas, neste momento, vamos focar-nos simplesmente naquilo que nós controlamos. Nós vamos falar no dia 17 ou 18 de maio, a seguir à última jornada. Não podemos olhar lá para frente, e depois esquecer os detalhes. O potencial, toda a gente vê nestes jogadores. Agora é a minha vez de tentar fazer evoluí-los individual e coletivamente”.

Sérgio Vieira disse ainda que não se conforma com o resultado, numa partida onde desejava ter vencido: “Não fico contente com o resultado. Estamos perante os nossos adeptos, queríamos os três pontos e queríamos jogar melhor. Perante as circunstâncias, às vezes há equipas que passam o jogo todo sem fazer exatamente nada, vão lá uma vez e marcam”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 26 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a primeira da segunda volta do campeonato, a equipa Beirã desloca-se ao terreno do GD Chaves. O encontro da ronda que abre a segunda volta está marcado para a próxima sexta-feira às 20H15, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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