Equipa Profissional 2025-01-12

O Primeiro Passo no Novo Caminho

Atenção, 2025. Entra em campo o Académico, e o Fontelo ergue-se como um baluarte de esperança. Este não foi apenas mais um jogo; foi o início de uma nova era. Sérgio Vieira, recém-chegado ao leme dos Viriatos, carregava nos ombros não apenas a responsabilidade de os comandar, mas também a de devolver aos viseenses o orgulho de um clube que sonha com palcos mais altos.

O apito inicial ecoou, e a partida começou com equilíbrio. Nos primeiros instantes, o Académico tentou demonstrar ímpeto, mas rapidamente o FC Vizela tomou as rédeas do jogo. Os visitantes jogavam com confiança. A equipa minhota desenhava ataques perigosos, enquanto os Beirões resistiam valentemente. Domen Gril, o guardião academista, começou cedo a mostrar porque seria uma das figuras do encontro, segurando remates com a serenidade de quem compreende o peso da glória.

Aos 35 minutos, o momento mais angustiante da primeira parte: uma cabeçada certeira de Heinz Mörschel encontrou a barra, deixando o Fontelo suspenso por um segundo interminável. Era o aviso claro de que o Vizela estava mais próximo do golo. Minutos depois, um disparo de Yannick Semedo obrigou Gril a uma intervenção sublime. O primeiro tempo terminou com um 0-0 que cheirava a esturro, enquanto o Académico ainda procurava encontrar o seu caminho.

Na segunda parte, o Vizela procurava continuar a comandar as operações, empurrando o Académico para as cordas. Gril, uma vez mais, manteve-se intransponível, segurando cada tentativa nortenha com mãos firmes e coração valente. Mas, à medida que o relógio avançava, começávamos a dar sinais de vida.

A pulsação aumentava, Sérgio Vieira mexeu na equipa e lançou sangue novo. Yuri Araújo, Samba Koné e Cihan Kahraman entraram para tentar mudar o rumo da história. Aos 86 minutos, Koné disparou forte, e a bola, desviada, quase encontrou as redes. Foi como se o coração do Académico batesse mais forte, acordando jogadores e adeptos. A esperança renascia, ainda que timidamente.

Nos últimos minutos, o Académico arriscou mais. Kahraman, de fora da área, obrigou o guarda-redes Ruly a uma defesa apertada. Era tarde, mas era um sinal de que a equipa estava viva, pronta para lutar até ao apito final.

Quando o árbitro decretou o fim do jogo, o empate sem golos parecia amargo, mas continha em si uma promessa. Sérgio Vieira, na sua estreia, viu a sua equipa lutar, resistir e crescer dentro do próprio jogo. Domen Gril destacou-se como a fortaleza que segurou o nulo, mas o conjunto academista mostrou algo mais: a capacidade de se reerguer, mesmo perante as adversidades.

Não foi uma vitória no marcador, mas foi o primeiro passo de um novo caminho. No Fontelo, sob o olhar atento dos seus adeptos, o Académico começou a desenhar o futuro. Um futuro de evolução, de entrega, e de sonhos renovados. Porque grandes palcos começam sempre com pequenos passos, e esta manhã foi o início de um caminho que promete conduzir o Académico de volta ao seu lugar de direito.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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