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Uma bomba na monotonia

Em partida adiada da 20ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos viajaram de novo até Santa Maria da Feira, enfrentando em campo os fogaceiros da casa, num duelo que prometia ser uma verdadeira prova de fogo para ambas as equipas. Alertados dos perigos desta tarde/noite no Marcolino de Castro, os comandados de Jorge Simão não tremeram, dando mais uma vez provas do potencial desta equipa. O primeiro tempo revelou-se uma travessia por águas mornas, com ambas os conjuntos a discutir a posse de bola numa dança cautelosa pelo meio-campo. Apesar da maior iniciativa do Feirense e das tentativas de invasão à baliza, foram os Viriatos que lançaram os dois primeiros alertas, aos 12 e 14 minutos, com Gautier e Famana a acenderem as luzes encarnadas à guarda de Calai. Determinados e bem organizados, os homens de Viseu mostraram-se inabaláveis perante os esforços dos fogaceiros, terminando os primeiros 45 minutos por cima da partida. E se o primeiro tempo transcorreu num ritmo pouco entusiasmante, ao retornar dos balneários, a equipa de Jorge Simão manteve-se determinada em transformar o perigo em golos. E foi com sotaque brasileiro que a noite de glória começou. Na transformação de um canto, à passagem dos 62 minutos, a defensiva da casa tirou para fora da grande-área. Oportuno, "Marquinho Canarinho" recebeu e encheu o pé esquerdo ainda de longe, aplicando uma autêntica bomba na monotonia que se sentia, e que "estourou" nas mãos de Diego Calai. O guardião ainda lhe tocou, mas não evitou que a redondinha entrasse dentro da baliza, fazendo o 1-0. (Spoiler Alert - O médio não vai ficar por aqui). E se muitas vezes uma equipa relaxa após marcar, dando espaço ao adversário, foi precisamente o oposto que fez o Académico. Aos 69 minutos, ouviu-se novamente o grito de Viriato em Santa Maria da Feira. Após uma recuperação de bola em terreno atacante, Marquinho orquestrou um cruzamento para Famana Quizera, que vinha em velocidade-cruzeiro, e cujo remate falhado acabou por oferecer a André Clóvis o segundo golo da noite. A vibração dos cerca de cinquenta adeptos academistas presentes na Feira ecoou pelo estádio, reconhecendo-lhes o apoio incansável. Antes de confirmar a vitória, o Académico teve ainda outras duas grandes oportunidades, através de Clóvis e Igor Milioransa, que poderiam ter ampliado ainda mais o resultado. No entanto, foi aos 88 minutos que Gautier, com uma jogada brilhante de quem parecia ter entrado há segundos em jogo, ultrapassou meia defesa fogaceira pelo lado esquerdo do ataque. Após o cruzamento ser cortado, Messeguem chegou parecia uma mota, encostando para Marquinho que aguardava ansiosamente o seu bis. Poeticamente, o brasileiro rematou devagar (devagarinho) uma bola que ainda embateu no poste antes de entrar. A atuação de destaque de jovem médio, que marcou presença nos três golos viseenses, valeu-lhe o título de Homem do Jogo. Uma noite de festa e orgulho para os adeptos do Académico, que viram a sua equipa brilhar no relvado do Marcolino de Castro. Com as contas do calendário ajustadas, o caminho para o topo continua a ser perseguido pelos Viriatos, que agora olham ainda mais determinados para o horizonte. Ainda falta tanto, meus amigos.

2024-02-21

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“Temos de continuar a trabalhar naquilo que temos feito”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida desta quarta-feira, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Santa Maria da Feira, onde irá defrontar o CD Feirense. Perspetivando o adversário de amanhã, Jorge Simão encarou a última vitória do Feirense, garantindo que este é um bom desafio para os beirões: “Não é pelo Feirense ter ganhado o último jogo, contra o Nacional da Madeira, que nós vamos ficar mais ou menos em estado de alerta. A nossa preocupação é analisar o adversário, não em função dos resultados que tem tido, mas sim em função dos comportamentos que faz o que procura fazer no campo. O Feirense é uma equipa diferente da maioria das equipas da segunda liga, que procura levar o jogo para uma tendência que é diferente da maior parte das restantes. Procura ligar muito o jogo entre os setores e fazer jogo posicional. Como treinador, acho que é um desafio importante também para nós, que vamos enfrentar uma equipa que vai procurar fazer coisas no jogo, distintas das que por norma encontramos pela frente”. Face ao crescimento da equipa, o técnico principal dos viseenses garantiu que o trabalho é para manter: “Temos de continuar a trabalhar naquilo que temos feito, para construirmos uma identidade clara. Para que quem nos veja a jogar, consiga perceber qual a nossa forma de estar em campo. Temos dado sinais claros nesse sentido”. O Académico de Viseu joga no Estádio Marcolino de Castro, às 18H de amanhã, em partida em atraso da 20ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, que terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

2024-02-20

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As Sete Torres vs O Castelo da Feira (Será Desta?)

Na tarde da próxima quarta-feira, em pleno tapete sagrado onde repousa o futebol, os nossos Viriatos deslocam-se ao Estádio Marcolino de Castro (outra vez). Em embate direto, as Sete Torres da Muralha viseense elevam-se, frente a frente, com o medieval Castelo de Santa Maria da Feira. São Francisco, a Senhora das Angústias, os Cavaleiros, São Sebastião, São Miguel, o Senhor Crucificado e São José, preparam-se para defender a nação beirã num lugar imponente, histórico e que desde a Idade Média é símbolo da nacionalidade lusitana.  Palco de ilustres batalhas defensivas, que preservaram a independência portuguesa ao longo dos séculos, Santa Maria da Feira é, hoje em dia, também por si só uma referência futebolística. Nessa mesma onda, às 18H de quarta-feira, fogaceiros e viriatos entrarão mais uma vez em campo para lutarem pelos três pontos, em alturas bastante distintas para cada lado. Do lado da casa, os azuis e brancos trazem consigo o aroma inconfundível das fogaças. Além disso, são acompanhados também pela união entre jogadores e adeptos, que procuram dar contornos diferentes aos últimos resultados da sua equipa. Apesar da vitória no último fim de semana, frente ao candidato CD Nacional, o CD Feirense somou apenas uma vitória nas últimas cinco jornadas. Será, esse mesmo, o principal fator a ter em conta quanto a este adversário, que de tudo fará para voltar a somar pontos em casa, afastando-se da cauda da tabela. Já do lado de Viseu, a alma Viriata que aumentou para 10 a série de jogos seguidos a pontuar, eleva-se sobre tradições e raízes que se entrelaçam com o pulsar do coração futebolístico. Academistas de gema, com o seu símbolo centenário ao peito, continuam a olhar para cima. Podem ser 11 as partidas seguidas sem conhecer o sabor da derrota, sequência essa que vai cimentando cada vez mais, a força, garra e determinação desta Equipa (com “E” maiúsculo). A cada ronda do campeonato, uma nova oportunidade de subir na tabela, de continuar a sonhar com uma nova realidade. As doces fogaças de Santa Maria da Feira, encontram um paralelo inusitado nos ainda mais saborosos Viriatos de Viseu, símbolos não só gastronómicos, mas também de resistência e determinação das duas regiões. Recordemos os duelos épicos, as reviravoltas emocionantes e os momentos de glória que moldaram o confronto entre estas duas equipas: são ao todo 55 jogos oficiais entre Académico e Feirense, que se reeditam desde 1966, entre as várias divisões do futebol nacional. Saindo por 12 vezes vitoriosos, os academistas venceram os dois últimos confrontos (na segunda volta da época passada (2-1 no Fontelo; e na primeira volta da presente temporada (2-0 novamente em Viseu). O Marcolino de Castro, espera-se inundado por cânticos apaixonados pelo nosso Académico, e por cores vibrantes que representam os corações viseenses. Da capital da Beira, viaja uma nação determinada em “saquear” (finalmente) um triunfo do Castelo. O palco está montado, as equipas preparadas, e até as forças de segurança farão o “jeitinho” de comparecerem. Está tudo pronto. Vamos por mais, Académico.

2024-02-19

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“Não estou satisfeito. Estou muito satisfeito”

O Académico de Viseu empatou 2-2, na receção à UD Oliveirense. Na 22ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os Viriatos marcaram duas vezes por André Clóvis, garantindo um precioso ponto após jogaram mais de 45 minutos com menos um homem. Na conferência de rescaldo ao empate caseiro, o técnico Jorge Simão assumiu a satisfação com a exibição da equipa: “Não estou satisfeito, estou muito satisfeito. Este ponto foi conquistado em condições muito adversas, e à custa de coisas que eu ainda não tinha visto nesta equipa, que foi o exemplo do que é ser um conjunto com alma. Para mim é motivo de grande orgulho, que aquilo que nós conseguimos fazer hoje foi muito importante. Entrámos bem no jogo, mas até ao final da primeira parte fugir um bocadinho o controlo. A ideia era que na segunda parte voltássemos a estar como estivemos na primeira meia hora, mas a expulsão e o golo logo a seguir travaram as nossas intenções. Foi a equipa que resolveu o jogo e encontrou o empate, saiu das trevas. Foi a equipa que conseguiu construir aqueles dois golos. Não acabámos a defender, acabámos a construir oportunidades e situações de perigo”. O técnico academista desvalorizou o único ponto conquistado, apontando ao espírito que os jogadores tiveram em campo: “Para mim não foi um ponto, foram três. Isto significa que a exibição foi muito mais importante que o que conquistámos pontualmente. Hoje sou um treinador contente”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 31 pontos. Ao fim de 22 jornadas, o emblema viseense mantém o sétimo lugar da tabela classificativa, mas com um jogo em atraso.

2024-02-18

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A raça beirã que nos uniu

No coração de Viseu, onde os ventos da paixão pelo futebol sopram fortes, o Estádio do Fontelo foi palco de um emocionante jogo, no qual Académico de Viseu e UD Oliveirense escreveram versos de luta, num duelo que desafiou os limites do tempo e da bravura. Perante mais de 1200 fiéis academistas, os Viriatos ergueram a sua muralha, pressionando desde o primeiro instante, como guerreiros decididos a conquistar território. Miguel Bandarra, com um livre magistral aos 22 minutos, desafiou os céus com um grito de golo, apenas detido pelas mãos do guardião Arthur Augusto. 10 minutos depois, André Almeida esteve por duas vezes seguidas muito perto de inaugurar o marcador. Primeiro o poste direito da baliza aveirense, e depois Guilherme Soares, evitaram que de novo livre surgisse o primeiro tento da manhã. Terminavam os primeiros 45 minutos, onde faltaram os golos para fazer jus ao que se jogava em campo. Como sabemos, a sina do herói é marcada por momentos de glória e de adversidade. No iníco da etapa complementar, André Almeida, numa dança infeliz com o destino, recebeu o vermelho aos 48 minutos, após um lance infeliz onde entrou tarde sobre o jogador forasteiro. Contudo, os verdadeiros guerreiros não se dobram perante o infortúnio. O eco dos aplausos acompanhou-o na sua retirada, como uma homenagem ao sacrifício pelo bem maior. O golpe imediato da UD Oliveirense, foi como um raio que cortou o céu límpido. Kelechi, na sequência desse livre, desafiou a ordem estabelecida durante a primeira parte, marcando o primeiro tento. Cientes da missão em mãos, os beirões não viraram costas à luta, e responderam como só um Viriato sabe fazer: rápida e impetuosamente, como um trovão que ecoa nos vales da memória. Nem um minuto volvido, Gautier, o arquiteto do renascimento, encontrou Clóvis, o poeta da grande área, que com um toque divino de primeira, apareceu ao segundo poste e devolveu a esperança aos corações viseenses. Longe da batalha cessar, os desafios tornavam-se ainda maiores, com a desvantagem numérica a pesar como uma corrente de ferro. Schürrle, o intruso, aproveitou uma brecha à entrada da área academista e, num remate de ressaca, desferiu um duro golpe que gelou os ânimos nas bancadas. O relógio contava 66 minutos. Entretanto, as substituições trouxeram novas forças para os 11 Viriatos em campo. Arthur Chaves, Samba Koné, Steven Petkov e Martim Ferreira foram como reforços frescos, prontos para desafiar esta manhã que não nada queria connosco. E foi então que André Clóvis, o herói provável, emergiu das sombras para desenhar a sua obra-prima. Em cima dos 90, recebendo a bola como um presente dos deuses, lançou-se entre os defensores, rodopiando como uma estrela cadente antes de fulminar a baliza. O bis do canarinho ressuscitou o Fontelo, que via sete minutos de compensação serem mais que suficientes. Num pressing final, o Académico não foi capaz de marcar novamente. Num êxtase de emoção, o estádio tremeu com a esperança dos três pontos. O tempo, implacável, marchou inexorável até ao apito final. Fica na cabeça que, se mais uns minutos houvesse, teríamos chegado à reviravolta. Mesmo com um guerreiro a menos, este emblema ergueu-se como um colosso, garantindo um ponto na luta que é o futebol. Seguimos juntos.

2024-02-18

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“O nosso foco é ganhar”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, em que o Académico de Viseu recebe o conjunto da UD Oliveirense, em jogo a contar para a jornada número 22 da Liga Portugal 2. Perante a presença dos jornalistas, o treinador principal do Académico de Viseu, Jorge Simão, abordou os últimos resultados de ambas as equipas, reconhecendo que não vê tais dados terem impacto no jogo de amanhã: “Não gosto de pensar que isso possa ter qualquer tipo de influência no jogo. Cada jogo e é uma oportunidade para conquistar os três pontos e, segundo esta linha de raciocínio, não faz sentido achar que o histórico recente possa ter algum tipo de influência. O meu foco é preparar, diariamente, os jogadores para que consigamos atingir o resultado que queremos, obviamente a vitória”. Quanto ao adversário, o técnico dos viriatos reiterou o foco nos três pontos, afirmando que a equipa tem de estar preparada para tudo: “Pela experiência que eu já vou tendo nesta segunda liga, nem as equipas que estão nos primeiros lugares conseguem esmagar territorialmente os adversários. Há diferenças entre as equipas, há umas melhores do que outras, mas essa superioridade não é assim tão evidente em jogo. Não consigo dizer qual será a tendência do jogo, mas consigo dizer qual será a tendência que eu gostava que o jogo tivesse. No entanto, se essa tendência não acontecer, temos que estar preparados para ter outro tipo de comportamentos, para que no fim do jogo consigamos os três pontos”. O Académico de Viseu joga no Estádio Do Fontelo, às 11H de amanhã, em partida referente à 22ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Anzhony Rodrigues, da Associação de Futebol da Madeira.

2024-02-17

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Este Viriato que vos fala

Este Viriato que vos fala, entre memórias de pedra e de história que se entrelaçam, vislumbra o horizonte tingido de preto e branco. Num domingo matinal, quando o sol desperta sobre o Fontelo, eleva-se a alma do Académico de Viseu para mais uma batalha na Liga Portugal 2. Do outro lado do campo, espera-nos a UD Oliveirense, pronta para desafiar o ímpeto viseense. Nas vielas de Viseu e nas ruelas de Oliveira, a paixão pelo futebol corre nas veias dos seus filhos. Do Fontelo ao Carlos Osório, das margens do Dão ao Cértima que serpenteia, estas duas cidades escrevem linhas de fervor e tradição nos relvados que as unem. No embate da última semana, diante do Penafiel, o Fontelo viu-se banhado em glória, reverberando os cânticos dos fiéis. Agora, já de olhos postos na turma de Azeméis, a serenidade do passado não pode toldar a vontade de vencer. E certo é que a batalha será árdua. A Oliveirense não se apresentará como adversária fácil, mas é na luta que encontramos a nossa força. Há quatro jogos sem vencer, e com uma vitória nos últimos 12 encontros, a equipa do Distrito de Aveiro quer sair desta onda negativa, vendo no Fontelo uma oportunidade para voltar a pontuar e afastar-se da linha de água. Mas aqui, mandamos nós. Nós mesmos que estamos a um jogo, de completar uma dezena seguida a somar pontos, naquela que é a melhor série da temporada. Aliás, em casa já não conhecemos nenhum dissabor desde outubro, e assim lutaremos por continuar. Não nos iludamos com utopias distantes, mas deixemos que a ambição seja a chama que nos guia. Este Viriato que vos fala, não vos mente. Não vos mente, mas acompanha-vos nos vossos sonhos. Mantemos os pés firmes no chão, no entanto erguemos o olhar para as estrelas, conscientes do potencial que reside nesta equipa aguerrida. Unidos, tecemos o futuro com os fios da esperança, da valentia e da determinação. O Fontelo quer voltar a ser testemunha da nossa entrega, e os Deuses do futebol desejam sorria novamente perante os nossos esforços. Que este Viriato que vos fala seja apenas uma voz entre muitas, ecoando o orgulho de vestir as cores do nosso Académico. Porque aqui, neste Fontelo que é tão nosso, somos mais do que onze em campo. Somos uma família, somos uma cidade, somos uma paixão que não se esmorece. Que domingo seja dia de festa, de vitória, de celebração. Porque hoje e sempre, é o Académico que nos une, que nos emociona, que nos faz sonhar. Força Viriatos, rumo à vitória!

2024-02-14

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“Capitão! Meu Capitão!”

No confronto entre Académico de Viseu e Penafiel, o Estádio do Fontelo testemunhou um embate de vontades e estratégias. E na manhã fria e chuvosa que se abateu na Beira Alta, e que tem vindo a fazer jus às condições climatéricas dos últimos dias, foi preciso subir mais alto, de braçadeira investida, para arrancar mais três importantes pontos. O Académico, em sua casa, procurava dar sequência aos oito jogos seguidos a pontuar para o campeonato, entre vitórias e empates. No entanto, à sua frente, surgia um Penafiel ainda longe de estar tranquilo, a precisar de pontos para se afastar ainda mais dos lugares perigosos da tabela. Os primeiros 45 minutos, reconheça-se, marcaram pela escassez visível de oportunidades, com ambas as equipas bastantes encaixadas e coesas. As investidas do ataque academista resultaram, ainda assim, num canto “cantado”, onde João Pinto quase inaugurava o marcador. O defesa beirão desviou ao primeiro poste, esbarrando com estrondo na trave, que o impediu de inaugurar o marcador. Num parágrafo apenas, consegue escrever-se o grosso do que se passou no primeiro tempo. Perante os quase 500 academistas nas bancadas, o sol ia aparecendo, timidamente, no meio de tanta nuvem negra. E foi envolto nesse mesmo espírito que o nosso Capitão, tantas vezes exemplo, tantas vezes decisivo, decidiu tentar tocá-lo numa das poucas vezes em que o mesmo apareceu. Com os olhos focados na bola, mas num salto digno de olimpíadas, André Almeida entrou de rompante na segunda parte, cabeceando com tanta força em direção ao golo, que nem o guardião Pedro Silva foi capaz de o evitar. Apenas dois minutos após o início da etapa complementar, o Fontelo saltava de alegria, de braços abertos aos três pontos. Com o objetivo de ir atrás do segundo, mas também focados em consolidar o jogo, os bravos viriatos mantiveram-se coesos, admitindo até alguma posse de bola ao adversário. E para cumprir a missão, muito tiveram de contar com outra das peças-chave do plantel academista: Domen Gril. Aos 61 e aos 75 minutos, Domen “O Seguríssimo Entre os Postes” Gril, disse “não” a Robinho e a Reko, mantendo imaculada a baliza do Académico. E desta forma, “levados ao colo” pelo nosso Capitão, conquistamos mais uma vitória, somando agora nove jogos seguidos sem perder. Esta muralha, que como já tínhamos dito está em reconstrução, terá nova batalha dentro do seu recinto, já no próximo domingo. No fim desta dupla jornada caseira, esperamos continuar a gritar vitória, que nos permita também manter a cabeça a olhar lá para cima. Porque no meio de tanta nuvem, a nação Viriathus fez com que o sol brilhasse mais uma vez. Assim lutaremos, hoje e sempre.

2024-02-10

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“Estou muito contente pelos jogadores”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do Futebol Clube de Penafiel. À 21ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos voltaram aos triunfos em casa, derrotando os nortenhos pela margem mínima, com golo do capitão André Almeida. Desta forma, a turma viseense aumenta para nove, o número de jogos seguidos sem perder. Na conferência de rescaldo a mais uma vitória beirã, o técnico academista, Jorge Simão, assumiu a felicidade pela vitória, num jogo em que foi preciso sofrer para conquistar os três pontos: “Fizemos uma boa primeira parte, com uma superioridade evidente. Aqui ou ali faltaram-nos alguns movimentos de rotura no último terço, podíamos ter sido mais acutilantes. Faltava-nos o golo, que aparece na sequência de um livre lateral. Após isso, acho que o jogo mudou a sua tendência, e a mesma não tinha de ser tão evidente após ficarmos em vantagem, temos de trabalhar sobre isso. Ainda assim, e mesmo com uma ou outra bola de perigo do Penafiel, onde o Domen foi decisivo, podíamos ter feito o segundo golo. Dito isto, estou muito contente pelos jogadores, adoro vê-los felizes pelas vitórias”. Questionado sobre a boa série de jogos consecutivos a pontuar, Jorge Simão colocou os “pés na terra” e relembrou que o foco da equipa está jogo a jogo: “É uma pergunta com toda a lógica, e a minha resposta também vai ser: Não faço ideia. O que é importante é conseguirmos estar mentalmente fresquinhos, para abordar cada jogo, para somar mais pontos. A minha meta temporal é o próximo jogo, não consigo sequer pensar no jogo a seguir a esse”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 30 pontos. Ao fim de 21 jornadas, o emblema viseense sobe ao sétimo lugar da tabela classificativa, com 30 pontos, mas com um jogo em atraso.

2024-02-10

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“Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a já habitual conferência de imprensa, de lançamento ao jogo deste sábado, frente ao FC Penafiel. Face às questões dos órgãos de comunicação social presentes, o técnico principal dos viriatos falou sobre as condições atmosféricas adversas, mostrando-se confiante quanto ao estado do relvado do Fontelo: “Tem chovido intensamente nos últimos dias, mas o nosso campo tem aguentado de uma forma, que até a mim me tem surpreendido. Está em excelentes condições e acredito que, se a chuva abrandar durante o dia de hoje, estará num estado muito bom para que a bola role rápido no chão”. Questionado sobre o possível favoritismo perante os penafidelenses, Jorge Simão descartou tal posição, reafirmando a competitividade da segunda liga: “A questão do favoritismo num campeonato como a segunda liga, esbate-se completamente quando vemos as equipas do fundo da tabela, a tirarem pontos aos da frente. Quanto à nossa motivação, há aqui um ponto importante, relacionado com o facto de não termos jogado na última semana. Tentámos ao máximo reproduzir as condicionantes que iríamos ter nesse jogo, replicar aquilo que iríamos enfrentar mas, de resto, estes jogadores têm de estar no limite das suas capacidades, não só físicas como técnico-táticas. Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos, seja no jogo, seja no treino”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao FC Penafiel. A partida da jornada número 21 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto.

2024-02-09