Notícias

Equipa Profissional

Dieser Sieg war für dich, Messeguem

No cenário de um jogo travado e sem grandes deslumbramentos, o Académico de Viseu construiu a sua vitória em terras mafrenses com precisão e paciência, aproveitando as escassas oportunidades e impondo-se com determinação. O jogo iniciou-se com um equilíbrio de forças no meio-campo e uma luta intensa por espaços. Os viseenses, meticulosos, surgiram perigosos pela primeira vez aos oito minutos, quando Nikos Michelis, após um desvio de cabeça de Sori Mané, teve uma chance clara, mas acabou por rematar ao lado, perdendo a possibilidade de um início avassalador. Com domínio estratégico, o Académico voltou a tentar a sorte aos 25 minutos, quando Soufiane Messeguem desviou um cruzamento e testou o guarda-redes adversário, Martin Fraisl. A partida prosseguia morna, com poucas incursões, mas o Académico foi paciente e aguardou a sua oportunidade com confiança. Aos 45+10 minutos, um lance inesperado rompeu o marasmo. Clóvis cruzou despretensiosamente, mas Fabinho, ao tentar cortar, desviou de forma caricata para a sua própria baliza, abrindo o marcador e abençoando o Académico com um golo inusitado que parecia improvável naquela primeira metade. Na segunda parte, os inatos Viriatos entraram com a mesma serenidade, mas foi no banco que o técnico viseense encontrou a chave para “fechar o jogo”. Aos 65 minutos, Marquinho irrompeu da linha lateral e logo mostrou ao que vinha. Aos 83 minutos, após um passe rasgado de Nils Mortimer, o médio brasileiro entrou na área sem pedir licença e, de pé esquerdo, finalizou com frieza, ampliando a vantagem e selando o destino do jogo. Apesar da pressão tardia do Mafra e algumas ameaças de Bryan Passi e Miguel Falé, a defesa viseense manteve-se sólida, com Domen Gril a assegurar a tranquilidade na baliza até ao apito final. O Académico mostrou-se eficaz, tático e resiliente, conquistando um valioso triunfo, ao qual adicionou uma excelente exibição. No final de uma partida dura, o Académico saiu de Mafra com um triunfo importante, mas com a celebração incompleta. Soufiane Messeguem, nome de a quem foi dedicada esta vitória, viu o jogo interrompido ao precisar de assistência urgente após um choque violento de cabeças. A força e resiliência com que jogou representam o espírito que guiou a equipa até o último apito. “Esta vitória”, tal como o título em alemão declara, “foi para ti, Messeguem” – um brinde à tua rápida recuperação.

2024-11-10

Equipa Profissional

“Esta capacidade de entreajuda, foi no sentido de querermos ganhar e dedicar os três pontos ao Messeguem”

A equipa profissional do Académico de Viseu bateu, esta tarde, o CD Mafra. No encontro da 11ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos venceram os mafrenses por 0-2, com autogolo de Fabinho no primeiro tempo e golo de Marquinho na segunda parte. Na conferência de rescaldo ao encontro com os mafrenses, o técnico academista Rui Ferreira quis dedicar o triunfo a Soufiane Messeguem, realçando o compromisso coletivo da equipa: “Quero dar um abraço ao Messeguem. Esta capacidade de entreajuda dos próprios jogadores, foi no sentido de querer ganhar e de lhe dedicar os três pontos. Entrámos muito bem, podíamos ter feito dois golos logo no início, mas, com o desenrolar do tempo, começámos a falhar algumas bolas que nos criaram alguma desconfiança. Na segunda parte tentámos dar alguma tranquilidade aos jogadores, explicando-lhes que tínhamos de ter mais bola. Sem dúvida que a entreajuda foi fundamental para aguardarmos pelo segundo golo. Foi uma vitória justa, frente a uma equipa boa e num jogo no qual era importante ganharmos. Pela primeira vez na história o Académico venceu em Mafra, também é um registo bonito para o clube”. Questionado sobre as substituições que operou na segunda parte, Rui Ferreira assumiu a importância das mesmas, num momento crucial do encontro: “Temos a consciência de que hoje tivemos alguns jogadores abaixo do seu rendimento, também por isso não estávamos a conseguir pegar tanto no jogo. Os jogadores que entraram foram decisivos, mexeram muito bem no encontro. O segundo golo deu-nos a tranquilidade de que precisávamos, porque a qualquer momento podíamos sofrer algum dissabor”. O treinador principal do emblema Beirão falou ainda da paragem de três semanas no campeonato. Rui Ferreira demonstrou a satisfação que sente o grupo de trabalho, afirmando a ânsia natural de querer mais e melhor: “A vitória antes da pausa deixa-nos tranquilos porque trabalharmos sobre triunfos é completamente diferente. São duas semanas em que vamos trabalhar tranquilamente e melhorar os aspetos necessários. Estamos muito satisfeitos com aquilo que os jogadores têm feito durante a semana, e estamos muito ansiosos para conseguir libertá-los e transportar o que fazemos no treino para o jogo. Quando conseguirmos isso em pleno, vamos ser muito mais confiantes”.    Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 18 pontos ao cabo de 11 jornadas do campeonato. Segue-se agora uma paragem de três semanas no calendário viseense. Na próxima ronda da Liga Portugal 2, os Beirões recebem no Fontelo o Leixões SC, em partida agendada para o dia 29 de novembro, às 18H.

2024-11-09

Equipa Profissional

"Estamos motivados com aquilo que fizemos de positivo nestes dois últimos jogos”

O Mister Rui Ferreira e o defesa Henrique Gomes deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 11ª jornada da Liga Portugal 2, em casa do CD Mafra. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico principal do Académico de Viseu abordou as últimas duas partidas bem conseguidas pela equipa, salientando a importância da motivação para o próximo desafio: “É verdade que fomos ganhar a casa do líder, onde fizemos um belíssimo jogo e que recebemos, também, uma das melhores equipas do campeonato, numa partida onde só  pecámos na finalização. Podemos não ter ganhado, mas, no geral, foi um jogo muito bem conseguido. Vamos a Mafra jogar com uma equipa que mudou de treinador e que, a partir dessa alteração, teve uma vitória e um empate. É uma equipa forte, muito compacta que está motivada por esses resultados. Mas nós temos de saber estar motivados, com aquilo que fizemos de positivo nestes dois últimos jogos e no início da época. Foi dos melhores arranques que o Académico teve na sua história e não podemos esquecer isso. Há que dar continuidade, mas, acima de tudo, cimentar aquilo que temos vindo a fazer, para que possamos ser cada vez mais consistentes”. Rui Ferreira falou ainda do processo de crescimento em curso, assumindo a vontade da equipa em vencer todos os jogos: “Acho que estão reunidas as condições para nós criarmos aqui uma onda de equilíbrio. Queremos sempre ganhar, a equipa técnica está a trabalhar e os jogadores estão a assimilar aquilo que nós queremos que eles assimilem. Claro que demora tempo, mas vamos encarar esta tarefa para que as coisas possam seguir um caminho mais ambicioso e de luta por mais vitórias. O tempo encarrega-se de colocar as coisas no seu devido lugar”.   Também Henrique Gomes falou aos jornalistas. Em projeção à partida deste sábado, o defesa academista falou em nome do grupo de trabalho, deixando claro que os jogadores acreditam no processo idealizado pela equipa técnica: “Vamos a Mafra com o intuito de ganhar. É lógico que os três resultados são possíveis, mas é muito melhor trabalhar sobre vitórias do que sobre derrotas ou empates. Só temos um pensamento, que passa por ir lá ganhar. Trabalhámos a semana toda para chegarmos a esse objetivo, temos uma equipa que está do lado Mister, que aceita o processo que quer para nós e, com aquilo que treinamos durante a semana, estamos 100% confiantes de que vamos chegar à vitória”. O lateral português valorizou também as últimas exibições do plantel, reforçando a ambição de levar o clube mais além: “Vimos de dois jogos bastante positivos tanto na agressividade, como no futebol positivo que temos mostrado. Com um futebol atacante, temos permitido poucas ocasiões de golo aos adversários, e isso dá-nos uma certa confiança. Estou certo de que vamos continuar a trazer aquilo que de bom o Académico tem, que é um bom futebol e ofensivo. É para isso que nós cá estamos, para somar pontos e vitórias, porque todos queremos levar o Académico para a frente”. O Académico de Viseu joga este sábado em Mafra. Os Viriatos visitam o terreno do CD Mafra, a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Fábio Melo, e vídeo-arbitragem de Miguel Fonseca, ambos juízes da Associação de Futebol do Porto.

2024-11-08

Equipa Profissional

Ato número 10: responsabilidade do guardião

Que bela casa. Que belo Fontelo. Que belo espetáculo. Uma peça que quase nos deu o que precisávamos, na qual por pouco o golo da vitória não marcámos…reféns do que se passava no último terço, naquele espaço onde se mata ou se morre. Mas vamos perceber o que se passou até ao desfecho final: pressionantes, com a mão no pescoço do adversário que procurava ter mais bola no nosso estádio, foi assim que entrámos perante uma das melhores casas da temporada até agora. O SL Benfica B mal respirava, tal era a pressão dos homens vestidos de negro. A partir da primeira dezena de minutos, a festa começou. Aos 11 e aos 13, Gautier afinou a mira e obrigou o guardião André Gomes a esmerar-se, por duas vezes, para evitar o 1-0. Já aos 14, foi o jovem Michelis, titular por distinção e mérito, a surgiu no segundo poste para uma nova grande defesa do guarda-redes contrário. Em apenas 15 minutos, eram já três as oportunidades emergentes de golo. Com recurso a mais dois cantos e a um livre de Bandarra que saiu bem perto da baliza, lá chegámos ao golo. O minuto era o 20, o marcador brasileiro. Gautier bateu da direita uma bola cortada pela defensiva encarnada. Fora da área, Yuri Araújo esperou que a redondinha descesse para, sem pedir licença, rematar rasteiro de primeira e inaugurar o marcador. Na resposta, um penálti mal assinalado a favor dos forasteiros foi revertido pelo VAR, que para isso mesmo serve. Ânimos acalmados, numa primeira parte onde, claramente, o resultado pecava por escasso. Se os primeiros 45 minutos foram de sucesso, até aos 90 o tempo seria madrasto. Nem dois minutos volvidos do reatar da partida, João Rego cabeceou de costas para o fundo das malhas, na conversão de um canto à esquerda do ataque benfiquista. Um murro no estômago que ninguém viu chegar, deitou um pouco no chão as pretensões academistas para o que faltava da partida. No entanto, um Viriato não se deixa cair sem mais nem menos. Com um toque francês, respondemos afirmadamente ao desafio depois da hora de jogo. Gautier, isolado, acabou por perder uma excelente oportunidade ao permitir nova grande intervenção de André Gomes (para muitos, o man of the match). Até ao fim, o jovem entre os postes disse “não” a Paulinho, que rematou já dentro de área, e a barra gritou a mesma expressão a Quizera, já dentro do período de descontos. A partida não acabaria sem antes André Gomes voltar a brilhar. O suspiro do Fontelo persentia o golo, e Sori Mané também. Após um ressalto, o médio guineense rematou de primeira…a coruja já sabia que ela aí vinha, mas o guarda-redes encarnado tinha outra ideia: a de manter tudo empatado até ao fim. E foi mesmo esse o objetivo que alcançou após nova grande defesa que fez permanecer o empate a uma bola. Consistentes e cada vez mais capazes, é assim que guiamos o barco para uma nova rota: a dos pontos. Sábado em Mafra procuraremos fechar em beleza um ciclo que antecede três semanas seguidas de paragem. Até lá, academistas.

2024-11-03