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As recuperações de André Almeida e de Issoufi Maiga: “Estamos no mesmo bote”

O Académico de Viseu acompanha de perto a recuperação de dois dos seus atletas do plantel principal: André Almeida e Issoufi Maiga. Ambos enfrentam lesões prolongadas, partilhando agora o processo de reabilitação lado a lado, numa jornada marcada pelo esforço, pelo apoio da estrutura e do grupo e pela vontade de regressar aos relvados.  André Almeida descreveu o momento atual com serenidade e confiança:“Neste momento sinto-me muito bem, já tive tempo de fazer o luto da lesão. O facto de já termos tido jogadores que passaram por esta situação, como o Chian ou o Maiga, tem me ajudado muito porque ainda têm bem vivas na memória todas as fases da recuperação, e vão me dando feedbacks positivos de coisas que são perfeitamente normais de se sentir. Já dá para perceber que ele (Maiga) está quase a voltar, portanto seguindo o mesmo trajeto vai correr tudo bem”. O defesa-central academista não escondeu a dureza do processo desde o momento da lesão, sublinhando o apoio irrepreensível que recebeu: “No momento em que me lesionei, tive logo noção do que estava a acontecer. A verdade é que um jogador sente quando é uma coisa mais grave. Desde o início, o clube foi impecável, não tenho palavras. Como apanhei o período de verão, nunca deixei de vir todos os dias, o que é de louvar da parte da estrutura porque tinha sempre alguém para mim. Já para não falar no Jorge (Cunha), o nosso fisioterapeuta, que abdicou das férias dele para me ajudar no pós-operatório. No dia em que saí do hospital, assim que cheguei a casa ele estava pronto para iniciarmos a fisioterapia. Não há nada que eu possa dizer ou fazer para mostrar a minha gratidão a toda a gente, incluindo o Ergi (Symsek) que tem sido completamente inexcedível em todos os dias e em todos os treinos. Sinto uma diferença brutal desde o início, de dia para dia cada vez melhor e tudo se deve, claro, ao meu trabalho, mas, acima de tudo, às pessoas que que me rodeiam no clube”. A cumplicidade com Maiga tem sido, nas palavras de André Almeida, essencial nesta fase: “Eu e o Maiga trabalhamos diariamente juntos, puxamos um pelo outro e isso acaba por ser muito positivo. Quando temos o Ergi a puxar-nos ‘para baixo’ no sentido de dar-nos muita carga, somos nós que nos puxamos para cima e nos incentivamos. Podemos dizer que o clube todo está no mesmo barco, e eu e o Maiga estamos no mesmo bote. É isso que nos torna mais fortes, apesar de ser uma infelicidade para os dois”. André Almeida confessou ainda a dor de acompanhar os jogos da equipa fora das quatro linhas: “É muito mais difícil do que estar dentro de campo ou mesmo no banco. Sentimo-nos completamente impotentes, queremos ajudar e não conseguimos, custa muito sofrer do lado de fora. Mas a equipa também nos tem ajudado muito nesse sentido, porque sabem que o pior que um jogador pode ter é estar lesionado. Têm sempre uma palavra amiga, encorajadora e isso também é muito importante porque às vezes o jogador lesionado sente-se de parte, é perfeitamente normal no futebol. Não vai para o campo, não está nas dinâmicas de autocarro, mas, a verdade, é que este grupo tem sido impecável, incluiu-nos sempre em tudo”. A motivação, porém, mantém-se alta: “Estou muito ansioso por voltar. Neste momento faltam talvez cinco meses, é essa a meta. Tento não pensar muito nisso, até porque a dinâmica do grupo e deste clube é focada no dia a dia, treino a treino, momento a momento”. Já Issoufi Maiga, jovem atacante da formação academista, partilhou a mesma confiança no futuro. O maliano reconheceu a dureza do processo, mas disse sentir-se mais próximo do regresso aos relvados: “Estou a recuperar muito bem, este tipo de lesão é muito difícil para qualquer tipo de jogador, toda a gente sabe disso. Não foi fácil no começo, mas dia a dia e com tempo, estou a recuperar aos poucos com a ajuda de todos os elementos da equipa técnica e da equipa médica. Ajudaram-me desde o início, e agora estou quase a voltar. Sinto algo muito bom, estou muito feliz. Tive de lutar todos os dias, a dar sempre o meu máximo. Tive de manter-me forte mental e fisicamente e com muita força, porque não é fácil. Dormir não é fácil, ir ao treino e não jogar não é fácil, ver os meus colegas no treino e no autocarro e eu no ginásio todos os dias não é fácil. É a vida, faz parte do nosso trabalho que é o futebol, temos de trabalhar diariamente”. O atleta de 23 anos não esqueceu o papel que André Almeida tem tido neste processo: “Estive com o André nos últimos meses, e ele é uma boa pessoa, um dos nossos capitães. Estamos juntos todos os dias no ginásio, trabalhamos muito duro. Há um ambiente muito bom entre nós, estou feliz por nos ajudarmos um ao outro e por termos o nosso espírito de sacrifício. É algo que faz parte das regras da nossa equipa, que é muito positivo para nos ajudarmos a toda a hora. Vou voltar mais forte física e psicologicamente, mesmo o resto da equipa tem-nos ajudado muito, com muitos conselhos”. Na adaptação a Portugal, Maiga revelou ter encontrado um ambiente acolhedor que também o ajudou nesta fase de recuperação: “O meu primeiro ano não foi fácil, o francês tem parecenças com o português, mas é muito diferente. Sou alguém muito sociável, gosto de brincar com toda a gente e considero-os meus amigos. Eles ajudam-me a aprender muitas coisas, tudo o que eu não percebo eu pergunto. Gosto da língua portuguesa e sinto que já falo bem. Estou a viver e a jogar em Portugal, é normal que tenha de aprender a língua, é muito importante para mim e para todos os que querem viver cá”. Tal como André, também Maiga se mostrou ansioso pelo regresso:“Quando estou no camarote a ver os jogos, fico muito ansioso por voltar e por ajudar a equipa. Claro que tenho de o fazer dentro e fora de campo, é algo normal. Quero voltar o mais rápido possível, para alcançar os nossos objetivos. É uma meta que está aqui presente todos os dias, todas as horas e todos os minutos”.

2025-09-08

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A primeira vitória: suada, contra tudo e contra todos

O Académico viveu esta tarde uma jornada especial no Estádio do Fontelo, ao conquistar a sua primeira vitória oficial da época, diante do FC Porto “B”, por 2-0. Numa exibição de autoridade e maturidade, a equipa academista impôs-se desde cedo e confirmou, com justiça, o favoritismo perante o seu público. O jogo começou com uma breve investida portista, num canto aos três minutos, facilmente controlado pela defesa beirã. A partir daí, o Académico assumiu a iniciativa e esteve perto de inaugurar o marcador, com Clóvis a falhar por centímetros a emenda a um cruzamento da esquerda. Pouco depois, foi Nils Mortimer quem brilhou com uma jogada individual de grande qualidade, que apenas pecou no cruzamento final. A superioridade academista foi crescendo, mas a eficácia só surgiu à beira do intervalo. Aos 45 minutos, após cruzamento venenoso da esquerda de Gustavo Costa (em estreia absoluta na equipa principal), Diogo Fernandes falhou a intervenção e a bola sobrou para Soufiane Messeguem, que empurrou para o fundo das redes. O 1-0 refletia a entrega da equipa que mais procurou o golo e mais entusiasmo levou às bancadas repletas de academistas. Na segunda parte, o FC Porto “B” tentou reagir com maior posse de bola, mas nunca conseguiu abalar a segurança defensiva viseense. Pelo contrário, a turma Beirã voltou a marcar cedo, aos 52 minutos, por intermédio de Clóvis. Contudo, o árbitro Fábio Melo anulou o lance por alegada falta ofensiva do avançado brasileiro. Veja aqui o lance. Aliás, a marcação da falta por suposto empurrão nas costas, faz lembrar o golo sofrido na passada jornada, em casa do SCU Torreense, que ditou a derrota por 2-1. Reveja aqui o lance. O momento acabou por marcar negativamente a arbitragem. Fábio Melo, da AF do Porto, mostrou desde cedo querer assumir um protagonismo excessivo, interrompendo constantemente o ritmo do jogo com faltas de critério. No lance do golo de Clóvis, tomou a decisão mais infeliz da sua tarde no Fontelo, invalidando um golo limpo e negando ao Académico aquele que seria o prémio merecido pelo esforço coletivo. Foi um erro grave que não apagou a exibição segura dos viseenses, mas que manchou a atuação do juiz da partida.

2025-08-31

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Confiantes no “cenário perfeito” para alcançar a primeira vitória

O Académico de Viseu recebe, no próximo domingo, o FC Porto “B”, em jogo a contar para a 4.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador Sérgio Vieira sublinhou que a equipa está focada em evoluir dentro dos seus processos e acredita que chegou o momento de conquistar os primeiros três pontos.   “Não é para nós darmos uma resposta aos resultados. Eu sei que eles são parte importante do processo, mas as respostas que temos de dar são internas, ao nosso grupo, aos nossos atletas e aos nossos processos. Cada um tem de olhar para o seu desempenho e melhorar, continuando o caminho de evolução que temos vindo a desenvolver desde o início”, destacou o técnico academista. Sérgio Vieira reforçou que o contexto atual não se define apenas pelas vitórias ou derrotas, mas pela forma como a equipa reage aos momentos menos conseguidos. “As nossas respostas nunca serão em função dos resultados. São em função das decisões que os jogadores têm dentro de campo, com bola, sem bola e nas bolas paradas. Quer joguemos em casa, com os nossos adeptos, quer fora, num ambiente hostil, a nossa lógica é sempre a mesma: dar uma resposta melhor em relação ao que ficou para trás. Acredito que domingo vamos encontrar esse cenário perfeito e todos juntos agarrar a primeira vitória.” Apesar de lamentar alguns erros nos jogos anteriores, o treinador lembrou que se tratam de detalhes que fazem parte da aprendizagem e crescimento do grupo. “Infelizmente, em Leiria e em Torres Vedras foram pequenos detalhes que fizeram a diferença, sobretudo em bolas paradas. Mas não fomos goleados, não fomos massacrados. Estivemos bem em largos períodos e até estivemos em vantagem. É preciso paciência, compreensão e união. Este é um grupo jovem, com muitos jogadores que chegaram há poucas semanas, e que precisa de tempo para assimilar regras e processos”. O técnico apelou ainda à união de toda a família academista, sublinhando que a caminhada é longa e que os adeptos têm um papel fundamental. “Temos de estar juntos de verdade, nos bons e nos maus momentos. Não é no treinador, nas substituições ou no guarda-redes que devemos centrar o foco. O foco são os valores do Académico de Viseu e a causa comum de colocar o clube na Primeira Liga. Se formos um só, vamos ser felizes e criar um futuro sustentável”. Pedro Barcelos: “Isto não é como começa, é como termina” Na mesma conferência de imprensa, também o defesa-central Pedro Barcelos transmitiu confiança no trabalho desenvolvido pelo grupo, mesmo perante a pressão de ainda não ter somado vitórias. “Temos completa noção de que a equipa foi formada para andar nos lugares de cima, mas hoje em dia é muito difícil ganhar jogos. Estamos num processo de evolução constante, como o mister referiu, e acredito que esta fase, que nos calhou logo no início, vai servir para nos tornar mais fortes e unidos. Todos os clubes vão passar por isto em algum momento. Nós estamos a passar por ele no início, e isso de certa forma faz-nos crescer e ficar mais fortes e unidos. Nós confiamos no mister e o mister em nós, tudo está a ser bem feito dentro desse processo”, começou por dizer o jogador. Pedro Barcelos reforçou que a equipa está preparada para lidar com a cobrança e a ansiedade natural dos adeptos. “Entendo-os completamente. Tive até oportunidade de falar com alguns no final do último jogo e expliquei que isto não é como começa, é como termina. São 34 jornadas. O ano passado a equipa fez 10 pontos nas primeiras quatro e não subiu. A pressão externa é normal, faz-nos jogar mais. Tenho a certeza que as vitórias vão aparecer de forma natural, porque temos trabalhado de forma muito intensa e com energia e foco enormes”. Para o central, a força do Académico reside no espírito de grupo. “Se tivesse de definir este grupo, diria que é um grupo de homens. Já vi balneários a partirem-se facilmente quando as coisas não correm bem. Aqui não: olhamo-nos nos olhos, cobramos uns dos outros e seguimos juntos. O grupo está a crescer diariamente, por isso os adeptos podem ficar tranquilos”. O Académico de Viseu defronta o FC Porto “B” neste domingo, a partir das 14H no Estádio do Fontelo, na quarta jornada da Liga Portugal 2 Meu Super.

2025-08-29

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Entrada forte não impediu derrota em Torres Vedras

O Académico de Viseu saiu de Torres Vedras sem pontos, mas com sinais de grande personalidade, depois da derrota frente ao SCU Torreense (2-1), em jogo da terceira jornada da Liga Portugal 2 Meu Super. Logo aos 2 minutos, a equipa academista mostrou eficácia e ambição, inaugurando o marcador numa jogada de belo efeito coletivo. Após um canto batido à direita do ataque, André Clóvis ganhou de cabeça e serviu Anthony Correia, que não perdoou na cara do guarda-redes adversário. Um arranque ideal para os viseenses, que voltaram a demonstrar a sua capacidade de entrar determinados e concentrados em jogos de grande exigência. Apesar da reação da equipa da casa, o Académico manteve-se organizado defensivamente e soube discutir o encontro de igual para igual, nunca baixando a intensidade e procurando surpreender no contra-ataque. A maior posse de bola do Torreense acabou por ditar o empate aos 64 minutos, com Stopira a marcar de cabeça após canto. Já na reta final, aos 78 minutos, Pitê fez o 2-1, novamente na sequência de bola parada. Até ao apito final, os viseenses não desistiram de procurar a baliza e deram tudo para chegar ao golo, mas a solidez defensiva adversária acabou por impedir a recuperação. O Académico regressa agora ao Estádio do Fontelo, onde no próximo fim de semana recebe o FC Porto B, confiante de que o caminho percorrido está a cimentar uma equipa combativa e pronta para lutar por cada ponto na Liga Portugal 2 Meu Super.

2025-08-23

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Álvaro Zamora chega por empréstimo do FC Aris Thessaloniki

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação por empréstimo de um ano do internacional costa-riquenho. Álvaro Zamora é o mais recente reforço da equipa profissional do Académico de Viseu. O jovem sul-americano de 23 anos chega para reforçar o ataque Beirão, após duas temporadas no emblema grego FC Aris Thessaloniki, aguardando pela resolução de algumas formalidades da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo - para poder constar nas opções de Sérgio Vieira. A SAD Academista garante ainda uma opção para a compra dos direitos federativos do jogador. Com passagens por clubes americanos como o LD Alajuelense, o Orlando City, o CS Herediano e o Deportivo Saprissa, o atacante chegou à Europa em 2024 pelas portas do emblema grego, no qual cumpriu mais de 60 jogos em duas temporadas. Internacional pela Costa Rica, Álvaro Zamora conta ainda com presenças no Campeonato do Mundo do Catar, em 2022, na Copa América de 2024 e na última edição da Gold Cup. Aumenta agora o número de opções no ataque academista, acertando um contrato de empréstimo válido para a temporada 2025/2026. Em declarações exclusivas aos canais de informação da Académico de Viseu FC, Futebol SAD, o jovem extremo contou os motivos que o fizeram viajar para Viseu: “Desde o primeiro dia, mostraram-me muito carinho e mostraram-me um projeto que me convenceu bastante. Estou seguro de que tomei uma boa opção”. O internacional costa-riquenho garantiu ainda esforço máximo pelos objetivos da equipa: “Sou um jogador que ataca muito e bastante solidário. Posso apresentar boas ações e golos, por isso considero-me muito ofensivo. Vou dar tudo em campo, o máximo esforço por esta equipa para conseguirmos atingir o nosso objetivo”. Bem-vindo, Álvaro.

2025-08-21

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Antevisão vs SCU Torreense

O Académico joga este sábado a terceira jornada da Liga Portugal 2 Meu Super, marcada pela deslocação ao Estádio Manuel Marques, casa do SCU Torreense. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador Sérgio Vieira e o defesa Anthony Correia abordaram o adversário deste fim de semana, assumindo o desejo de conquistar os três pontos. Sérgio Vieira começou por sublinhar a importância de encarar o SCU Torreense com respeito, mas garantiu que o foco da sua equipa está, acima de tudo, nos próprios processos de evolução: “As adversidades são várias. Desde logo a motivação que o Torreense ganhou no último fim de semana, ao vencer por 3-0 em casa do Farense, uma das equipas que desceu da Primeira Liga e que provavelmente terá como objetivo voltar a subir. Esse é um fator motivacional para eles. Mas, como fazemos sempre, conhecemos bem o adversário, os jogos da pré-época, os jogadores, o treinador principal e o projeto que têm. Sabemos que será difícil, mas o nosso foco não é o adversário. O nosso foco somos nós. Estamos preparados a nível mental, tático, técnico e físico para sermos superiores”, destacou o técnico academista. O treinador lamentou ainda não poder estar no banco devido a castigo, mas reforçou que a equipa tem de manter uma lógica de evolução jornada após jornada: “Independentemente do adversário, o que importa é que os nossos processos evoluam. Contra o Paços de Ferreira praticamente não permitimos nada do ponto de vista defensivo, mas ofensivamente temos de ser mais incisivos nos movimentos, nas combinações, na finalização. O mais importante é que estamos a consolidar processos que nos tornarão mais fortes ao longo da época. Queremos sempre os três pontos e assumimos desde o início a responsabilidade de lutar pelos primeiros lugares”, acrescentou Sérgio Vieira. O treinador academista frisou ainda que evolução e transformação são palavras-chave para o grupo: “Estabilidade emocional, evolução e transformação. É isso que exigimos a cada treino e a cada jogo. Não há grandes equipas na Segunda Liga. Todas têm histórias e condições diferentes, mas o equilíbrio é total. O que nos vai diferenciar é estarmos blindados mentalmente, focados nos nossos processos. Nós sabemos onde queremos estar quando o campeonato terminar e não negligenciamos essa responsabilidade”, garantiu. Já o defesa-central Anthony Correia, reforço desta temporada, mostrou-se totalmente adaptado à realidade do clube e confiante para o encontro em Torres Vedras. “A adaptação tem sido fácil. O grupo acolheu-me muito bem, assim como a equipa técnica e o staff. Isso é meio caminho andado. Temos trabalhado muito bem em todos os setores e estamos preparados para um bom jogo. A cada semana temos de dar respostas, e ao fim de semana essa resposta tem de ser sempre positiva. Queremos inverter os resultados das primeiras jornadas e conquistar já os três pontos frente ao Torreense”, afirmou o jogador. O Académico de Viseu defronta o SCU Torreense neste sábado, a partir das 15H30 no Estádio Manuel Marques, na terceira jornada da Liga Portugal 2 Meu Super.

2025-08-21

Formação SAD

Primeira derrota banhada por escassez de tempo útil

Está confirmado o primeiro deslize do Académico de Viseu na Liga Revelação 2024-25. Na receção ao Gil Vicente FC, a turma Sub-23 de Nuno Braga saiu derrotada por 2-1, em partida realizada no Estádio Municipal do Fontelo. Foi de novo através de um bom e pressionante início de encontro, que o Académico impôs muitas dificuldades na saída de bola do adversário. Antes dos cinco minutos Afonso Sousa apareceu isolado, mas permitiu a defesa do guardião gilista. No entanto e, contra a corrente do jogo, os forasteiros chegaram à vantagem ao minuto 10. João Pinto aproveitou o espaço concedido à entrada da área viseense, para inaugurar o marcador. O conjunto Beirão respondeu em força e somou outras duas oportunidades pelos pés de Afonso Sousa, que numa tarde de pouca sorte não conseguiu reestabelecer a igualdade. Com domínio evidente em campo, foi novamente João Pinto a surpreender o público do Fontelo, ao fazer o 2-0 aos 28 minutos, numa transição rápida que aumenta a injustiça no resultado. Com um poderio físico considerável, a equipa nortenha foi sendo mais forte nos duelos, chegando mesmo ao intervalo em vantagem. Já no segundo tempo, a entrada de Kelve Semedo veio agitar as águas. Aos 67 o ponta-de-lança santomense ameaçou com um remate por cima, antes de faturar mesmo três minutos depois, relançando o resultado. Quebrando o ritmo de jogo e sendo astuto nessa gestão, o Gil Vicente FC conseguiu sair com os três pontos de Viseu, sendo a primeira equipa da época a derrotar o conjunto Sub-23 do Académico. Em rescaldo ao encontro desta terça-feira, o capitão academista Maga destacou a personalidade do coletivo, admitindo que faltou concretizar todas as boas oportunidades criadas: “Apesar desta ter sido a nossa primeira derrota, foi o jogo em que tivemos mais personalidade e em que mandámos mais. Tivemos mais bola e criámos o suficiente para sair daqui com a vitória, faltou-nos o golo. Na primeira parte falhámos na transição à perda mas estamos no caminho certo. Jogar aqui é sempre melhor, estamos na nossa cidade com mais adeptos, o campo é melhor e maior. Estamos um pouco tristes pela derrota mas vamos continuar a trabalhar muito”. Já o Mister Nuno Braga foi claro quanto à quebra de ritmo originada pelo adversário, afirmando que os academistas devem sentir orgulho na prestação da equipa: “Fomos claramente superiores, tivemos muita personalidade e uma capacidade muito grande de ter a bola. Cometemos dois erros que geraram os dois golos, chegando ao intervalo com uma desvantagem injusta. Só uma equipa tentou jogar, tenho dúvidas que a segunda parte tenha tido mais de 20 minutos de jogo útil, algo que não dignifica a Liga Revelação. Neste jogo fomos superiores do início ao fim, não contabilizei a quantidade de oportunidades que tivemos. Os adeptos viseenses devem estar orgulhosos do jogo que nós fizemos aqui, embora não tenhamos saído com os três pontos”. O Académico de Viseu perde assim a liderança isolada do campeonato, partilhando-a à condição com o FC Vizela, ambos com sete pontos. Na próxima jornada, os Viriatos visitam o terreno do FC Famalicão, atual sexto classificado. O encontro na cidade nortenha está pré-agendado para dia 18 de setembro, às 15H.

2024-08-27

Formação SAD

Novo triunfo em casa abre caminho à liderança isolada

O Académico de Viseu de Nuno Braga voltou a vencer para o campeonato. A vitória caseira por 3-2 sobre o até agora líder da Série A da Liga Revelação, SC Braga, isolou os jovens Viriatos no primeiro lugar da classificação. Foi com um começo atrativo, envolvido num futebol atacante que Académico e SC Braga deram o pontapé de saída no encontro desta tarde, entre os primeiros dois classificados da tabela à entrada para esta jornada. Pautado por uma objetividade mais elevada, o conjunto de Nuno Braga foi, progressivamente, tomando conta da partida e chegando cada vez com mais perigo à baliza bracarense. Aos 21 minutos, o marcador foi inaugurado pelo suspeito do costume: Simão Silva, à entrada da grande-área, recebeu a assistência de Bruno Branco e rematou rasteiro para o 1-0. Nem dois minutos volvidos, Facundo Alarcón aproveitou uma desatenção da defensiva adversária, para dobrar a vantagem viseense. Não deixando respirar os minhotos, a pressão academista manteve-se e, aos 37 minutos, Bruno Branco aproveitou uma assistência primorosa de Alarcón para se isolar perante Tai Znuderl. Após serpentear o guarda-redes, o avançado brasileiro encostou com calma para o 3-0. Antes do final do primeiro tempo, o SC Braga ainda foi a tempo de reduzir, por intermédio de Afonso Duarte. Já na etapa complementar, foi a equipa visitante a entrar melhor. O número 10 dos minhotos bisou na partida e reduziu o placar para a margem mínima. Com um 3-2 no resultado, a turma beirã resistiu às investidas do conjunto da Cidade dos Arcebispos, que não mais conseguiu incomodar realmente a baliza à guarda de Gomes Gerth. Seria mesmo com este resultado que terminaria a partida. Em reações à segunda vitória em três jogos, o treinador academista Nuno Braga assumiu a justiça do triunfo, apontando já baterias ao próximo jogo em casa: “Entrámos de forma muito forte e intensa no jogo, com a qual conseguimos criar o 3-0. É normal que essa intensidade tenha gerado alguma quebra física, originada também pelo intervalo que não foi benéfico para nós e, para o qual, até podíamos ter saído com uma vantagem maior. Depois disso foi um jogo de resiliência e de espírito de sacrifício. Tivemos de entender os momentos do jogo e admitir que nem sempre dá para fazermos o que queremos. O SC Braga é uma equipa com muitas mais-valias vindas do banco mas penso que a vitória só assentava bem ao Académico. Fomos superiores no jogo todo, mesmo que na segunda parte tivéssemos entrado com um ritmo menor. Os três pontos em mais um jogo em casa eram muito importantes, queremos já aproveitar o próximo jogo para voltarmos a vencer”.   O Académico de Viseu é agora líder isolado da Série A da Liga Revelação, com sete pontos. Na próxima ronda, os Viriatos voltam a jogar em casa. O jogo frente ao Gil Vicente FC está marcado para a próxima terça-feira, às 16H.

2024-08-20