Equipa Profissional 2025-08-29

Confiantes no “cenário perfeito” para alcançar a primeira vitória

O Académico de Viseu recebe, no próximo domingo, o FC Porto “B”, em jogo a contar para a 4.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador Sérgio Vieira sublinhou que a equipa está focada em evoluir dentro dos seus processos e acredita que chegou o momento de conquistar os primeiros três pontos.  

“Não é para nós darmos uma resposta aos resultados. Eu sei que eles são parte importante do processo, mas as respostas que temos de dar são internas, ao nosso grupo, aos nossos atletas e aos nossos processos. Cada um tem de olhar para o seu desempenho e melhorar, continuando o caminho de evolução que temos vindo a desenvolver desde o início”, destacou o técnico academista.

Sérgio Vieira reforçou que o contexto atual não se define apenas pelas vitórias ou derrotas, mas pela forma como a equipa reage aos momentos menos conseguidos. “As nossas respostas nunca serão em função dos resultados. São em função das decisões que os jogadores têm dentro de campo, com bola, sem bola e nas bolas paradas. Quer joguemos em casa, com os nossos adeptos, quer fora, num ambiente hostil, a nossa lógica é sempre a mesma: dar uma resposta melhor em relação ao que ficou para trás. Acredito que domingo vamos encontrar esse cenário perfeito e todos juntos agarrar a primeira vitória.”

Apesar de lamentar alguns erros nos jogos anteriores, o treinador lembrou que se tratam de detalhes que fazem parte da aprendizagem e crescimento do grupo. “Infelizmente, em Leiria e em Torres Vedras foram pequenos detalhes que fizeram a diferença, sobretudo em bolas paradas. Mas não fomos goleados, não fomos massacrados. Estivemos bem em largos períodos e até estivemos em vantagem. É preciso paciência, compreensão e união. Este é um grupo jovem, com muitos jogadores que chegaram há poucas semanas, e que precisa de tempo para assimilar regras e processos”.

O técnico apelou ainda à união de toda a família academista, sublinhando que a caminhada é longa e que os adeptos têm um papel fundamental. “Temos de estar juntos de verdade, nos bons e nos maus momentos. Não é no treinador, nas substituições ou no guarda-redes que devemos centrar o foco. O foco são os valores do Académico de Viseu e a causa comum de colocar o clube na Primeira Liga. Se formos um só, vamos ser felizes e criar um futuro sustentável”.

Pedro Barcelos: “Isto não é como começa, é como termina”

Na mesma conferência de imprensa, também o defesa-central Pedro Barcelos transmitiu confiança no trabalho desenvolvido pelo grupo, mesmo perante a pressão de ainda não ter somado vitórias.

“Temos completa noção de que a equipa foi formada para andar nos lugares de cima, mas hoje em dia é muito difícil ganhar jogos. Estamos num processo de evolução constante, como o mister referiu, e acredito que esta fase, que nos calhou logo no início, vai servir para nos tornar mais fortes e unidos. Todos os clubes vão passar por isto em algum momento. Nós estamos a passar por ele no início, e isso de certa forma faz-nos crescer e ficar mais fortes e unidos. Nós confiamos no mister e o mister em nós, tudo está a ser bem feito dentro desse processo”, começou por dizer o jogador.

Pedro Barcelos reforçou que a equipa está preparada para lidar com a cobrança e a ansiedade natural dos adeptos. “Entendo-os completamente. Tive até oportunidade de falar com alguns no final do último jogo e expliquei que isto não é como começa, é como termina. São 34 jornadas. O ano passado a equipa fez 10 pontos nas primeiras quatro e não subiu. A pressão externa é normal, faz-nos jogar mais. Tenho a certeza que as vitórias vão aparecer de forma natural, porque temos trabalhado de forma muito intensa e com energia e foco enormes”.

Para o central, a força do Académico reside no espírito de grupo. “Se tivesse de definir este grupo, diria que é um grupo de homens. Já vi balneários a partirem-se facilmente quando as coisas não correm bem. Aqui não: olhamo-nos nos olhos, cobramos uns dos outros e seguimos juntos. O grupo está a crescer diariamente, por isso os adeptos podem ficar tranquilos”.

O Académico de Viseu defronta o FC Porto “B” neste domingo, a partir das 14H no Estádio do Fontelo, na quarta jornada da Liga Portugal 2 Meu Super.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais