Equipa Profissional 2026-08-20

Bruno Pinheiro: “Temos de ser mais pacientes e controlar as emoções”

Na antevisão ao jogo no Funchal, diante do igualmente promovido Marítimo, o treinador do Académico disse esperar uma equipa que junte à boa capacidade defensiva que mostrou na Luz uma vontade férrea de ter a bola, como fez frente ao Santa Clara. O segredo, segundo o treinador academista, pode estar na forma como a equipa souber ser paciente, de modo a cometer menos erros. Apesar da boa entrada do Marítimo na Primeira Liga, Bruno Pinheiro sente a equipa capacitada para ir à Madeira obter um bom resultado.

Marítimo tem coletivo muito idêntico ao da época passada. Académico venceu e empatou com o Marítimo. Bom prenúncio?

"Fiz a minha reflexão sobre o adversário e a verdade é que ambos os clubes mantiveram uma base substancial do plantel da época anterior, uma vez que tiveram sucesso. Mas os dois clubes também trocaram de treinador, pelo que serão realidades novas e estados de espírito diferentes, visto que o Marítimo surge extremamente motivado pelas duas vitórias. Mas nós também vamos estar preparados para fazer um bom jogo e vamos corrigir aquilo que foi feito de menos bom aqui em casa com o Santa Clara. Vamos à Madeira para discutir o resultado. Temos condições para fazer um jogo competitivo e lutar pelos 3 pontos."

O Marítimo costuma ser mais forte em casa. O que espera da equipa de Van der Gaag?

"Espero um Marítimo motivado e isso pode empurrá-los para a frente. Vão ter um estádio em polvorosa, em função dos dois resultados que já alcançaram. É sempre difícil jogar na Madeira, onde há um ambiente fantástico e favorável ao Marítimo. São uma equipa muito paciente quer com ou sem bola, não têm problemas em defender e são extremamente coesos. Toda a gente participa muito quer ofensiva quer defensivamente, eu gosto muito de ver isso nas equipas, pois acredito que as torna mais fortes e competentes. E o Marítimo destaca-se muito por essa solidariedade, e pela paciência na organização defensiva. É curioso o facto de ter menos posse de bola do que os adversários, mas tem sempre um ‘goal expected’ superior. Temos de estar alerta para isso, mas vamos estar preparados."

Já tem um onze-base que lhe dá confiança?

"Fazemos sempre essa reflexão durante a semana e a verdade é que temos tido algumas infelicidades, sobretudo a indisponibilidade do Gustavo e do Luís Silva. Ainda andamos à procura do melhor onze, mas em termos futebolísticos e não de nomes. Frente ao Santa Clara, o golo sofrido muito cedo acabou por condicionar o nosso rendimento. Senti uma equipa que quis muito dar a volta ao jogo. Todos correram muito, mas fora do lugar, fomos mais emotivos do que racionais e isso prejudicou-nos bastante. Acho que ainda estamos longe do nosso melhor onze em termos futebolísticos."

As duas primeiras jornadas trouxeram dificuldades diferentes. O grupo está ciente da exigência da Primeira Liga?

Temos essa consciência. Contra o Santa Clara perdemos devido a um golo de grande penalidade, não discuto se o foi ou não. Tentámos muito, mas fizemo-lo mais com o coração do que com a cabeça. Podíamos ter jogado mais uma hora com essa emotividade toda e iria ser difícil dar a volta ao resultado, porque faltou critério na forma como corríamos. Temos de errar menos e não ‘dar’ esses golos. Em termos de jogo e de individualidades podíamos ter trazido outro resultado. Fomos infelizes na forma como concedemos o golo e não fomos felizes na forma como procurámos virar o jogo.

Na Madeira vamos ver o Académico da Luz ou o do Fontelo contra o Santa Clara?

"São jogos muito diferentes. Frente ao Benfica, o facto de se esperar que tivéssemos de defender mais deixa sempre o jogador mais preparado mentalmente para sofrer. Aqui temos de aceitar que, ao contrário do ano passado em que éramos favoritos a obter a vitória, somos, sim, favoritos a discutir os pontos de forma mais equilibrada. Faltou um bocadinho isso no último jogo. [Na Madeira] poderemos ver o Académico de Viseu com a capacidade de pontuar que revelou na Luz, mas com vontade de ter a bola como mostrámos frente ao Santa Clara. É importante perceber onde errámos no último jogo: houve vontade a mais e lucidez a menos. Vamos ter de ser mais pacientes e controlar as emoções. Precisamos de vivenciar estes jogos e vamos crescer durante o campeonato e queremos fazê-lo bem para fazermos uma época o mais tranquila possível."

Quais as diferenças que encontra para o Marítimo da época passada?

"Honestamente, não acompanhei muito o campeonato da Liga 2 na época passada, via mais a Primeira Liga. Este ano sinto um Marítimo tranquilo, sobretudo devido à boa entrada no campeonato. Estes triunfos tiram-lhes a ansiedade. Haverá períodos em que eles serão superiores a nós e outros em que estaremos nós por cima no jogo. Contra o Santa Clara, não conseguimos marcar no período em que fomos superiores e eles marcaram. É um Marítimo paciente e muito organizado. Vamos ter de ser pacientes para fazermos mais um golo do que o adversário."

De que forma foram trabalhadas as emoções do grupo. O porquê de não estarem totalmente controladas.

"É normal. Há 37 anos que o clube não jogava na Primeira Liga. Este é um grupo com um espírito competitivo tremendo e com muita vontade de ganhar. Na pré-época não cometemos esses erros que já tivemos nos jogos oficiais. Como é que se prepara isso? Temos de o fazer de forma tranquila, sermos honestos, reconhecer os erros e não encontrar desculpas. Temos de perceber onde erramos, por que é que erramos e saber como devemos seguir e controlar as emoções. Acredito que vamos entrar novamente numa fase de normalidade em termos emocionais e espero que isso nos traga mais pontos."

Gustavo Costa e Luís Silva disponíveis para este jogo?

"Provavelmente, poderão estar na lista de convocados. Mas não vão jogar de início, porque sofreram lesões traumáticas em jogos de preparação. Como tal, não estão disponíveis para o onze inicial, mas poderão ser convocados. O que é uma boa notícia porque permite ao treinador tem mais opções e analisar, em função do trabalho semanal, qual será o melhor onze."

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Juan Soriano reforça a baliza dos viriatos: “Quero passar a minha experiência ao plantel”

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD informa que chegou a acordo para a contratação do guarda-redes espanhol Juan Soriano, que assinou um contrato válido por duas temporadas, até junho de 2028. O guarda-redes espanhol Juan Soriano, de 28 anos, é o mais recente reforço do Académico. Com uma larga carreira construída no futebol espanhol, o guardião formado no Sevilha, que já disputou a Liga espanhola e a Segunda divisão do país vizinho, assinou por dois anos pelos Viriatos, sendo mais uma solução para o técnico Bruno Pinheiro atacar a época de regresso à Primeira Liga. Juan Soriano tem experiência ao mais alto nível e chegou a disputar a Liga Europa pelo Sevilha, em 2018/19, época em que os andaluzes ganharam o troféu. Depois representou ainda clubes como Leganés e Malága, estes por empréstimo do Sevilha, bem como o Tenerife.  Em 2024/25, Juan Soriano voltaria ao Leganés, para realizar mais duas épocas, antes de rescindir para aceitar o desafio do Académico e da Primeira Liga portuguesa, naquela que é a primeira experiência fora do seu país Natal. Conhecido pelos seus reflexos e pelo bom jogo de pés, Soriano tem demonstrado ainda uma regularidade assinalável: nas últimas cinco temporadas, o guarda-redes canhoto tem uma média de 36 jogos/época".  Pelo facto de já ter jogado em diferentes clubes e contextos, Soriano espera poder ajudar o grupo às ordens de Bruno Pinheiro. "Há vários anos que jogava em Espanha, onde acumulei bastante experiência, quero agora quero passar ao grupo. Pretendo ajudar em tudo o que for possível e conseguir o principal objetivo, que é permanecer na Liga portuguesa e jogar mais uma época nesta divisão", afirmou Juan Soriano nas suas primeiras declarações como jogador academista. Assumindo-se “disponível, caso o treinador necessite”, o guardião espanhol já viu o duelo contra o Santa Clara no Fontelo e gostou do ambiente de comunhão entre a equipa e os adeptos. “Espero que continue assim toda a época, porque o campeonato é longo. Precisamos do apoio dos adeptos tanto nos bons como nos maus momentos. E o objetivo da manutenção é conjunto, do plantel e dos adeptos”, referiu. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD dá as boas-vindas a Juan Soriano e deseja-lhe os maiores sucessos desportivos com a camisola do Académico.

2026-08-19

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“Saímos desiludidos; os nossos adeptos apoiaram o tempo todo”

Bruno Pinheiro, treinador do Académico, foi claro na análise da derrota frente ao Santa Clara, jogo que assinalou o regresso do Fontelo à primeira liga, 37 anos depois. O Académico teve um “apagão generalizado” na primeira parte; a frustração, contudo, também chegou acompanhada de uma palavra para os adeptos; e de outra para os jogadores, sobretudo quando se falou de mercado: “Os jogadores que cá estão são uns verdadeiros Viriatos e confiamos imenso neles”. Eis a conferência de Imprensa do técnico academista: Se o Académico merecia ter sido mais feliz com as oportunidades no final do jogo. “Tivemos talvez as oportunidades de fazer o empate; mas a realidade é que saio dececionado com a primeira parte, eu e os jogadores. Demos uma primeira parte de avanço e isso paga-se caro. Ponto final.” Sobre a as dificuldades de André Clóvis em impor a habitual influência ofensiva. O André Clóvis é um jogador que participa em demasia no jogo, é um jogador que faz golos, bate de direita, bate de esquerda, faz golos de cabeça. Ele estava a queixar-se em termos musculares, daí a substituição. Entendi por bem tirá-lo, não fosse acontecer algo de grava e perdermos o Clóvis em mais jogos. Mas o jogo também não permitiu que o Clóvis participasse mais. Não foi o André Clóvis, foi um apagão generalizado da equipa, que me custou imenso, a mim e aos jogadores, porque tínhamos ambições. Estávamos a jogar na nossa casa, os nossos adeptos apoiaram o tempo todo, e saímos desiludidos connosco e não ter correspondido com outro resultado. Sobre o impacto das substituições na segunda parte; se tem esperança na temporada que a equipa vai realizar; e a opinião sobre o lance do penalty. Esperança eu tenho. Vai ser uma época difícil para nós, mas vai ser o mesmo para outras equipas. Precisamos de um período de adaptação, na primeira liga os erros pagam-se caro, e o penalty é exemplo disso. Os jogadores que entraram, estiveram bem porque também entraram num momento em que a equipa estava a crescer. A penalidade... não gosto de falar de árbitros, muito menos quando perco; acho que há uma dualidade de critérios com estas novas regras, mas não quero tocar nesse assunto hoje, porque soa a desculpa. Se a equipa esteve mais equilibrada no segundo tempo. Na maioria das vezes o problema das transições ofensivas deve-se ao local onde perdemos a bola. Quando perdemos a bola no meio-campo ofensivo, normalmente conseguimos fazer um controlo sobre os adversários que estão a fazer a saída. Quando perdemos a bola no meio-campo defensivo, esse controlo é muito mais difícil e há muito menos tempo para reagir. O problema é a forma como perdemos a bola, e não a linha defensiva. Na primeira parte perdemos muitas bolas em zonas onde não devíamos; foi um primeiro da forma como perdemos a bola. Se o rendimento na primeira parte foi razão para substituir dois defesas ao intervalo. Não teve nada ver com o penalty, no caso do Igor, são situações que acontecem. Senti que o Ruben e o Igor estavam desgastados e se ficassem no campo iam prejudicar a performance deles. Acho que troquei bem, honestamente; pode fazer confusão trocar dois defesas, mas acho os jogadores que entraram trouxeram outra energia defensiva e ofensiva, porque tinham outra disponibilidade física. Se ainda espera reforços neste mercado de transferências. As mais-valias são sempre bem-vindas. Mas trazer jogadores por trazer, já frisei isso... este grupo é fantástico no trabalho! Acredito que podem entrar mais jogadores, mas têm de ser considerados por toda a estrutura, administração, direção desportiva, treinador, como não havendo dúvidas de que vêm acrescentar valor. Os jogadores que cá estão são uns verdadeiros Viriatos e confiamos imenso neles.

2026-08-15

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Bruno Pinheiro: “Temos que saber sofrer quando for para sofrer e jogar quando for para jogar”

Na antevisão ao primeiro jogo do Académico de Viseu no Fontelo no regresso à Primeira Liga, 37 anos depois, o treinador Bruno Pinheiro perspetivou esta quinta-feira, 13, o encontro da 2.ª jornada da Liga Portugal Betclic, frente ao Santa Clara. Depois do empate conquistado na estreia, diante do Benfica, o técnico academista destacou a importância de dar continuidade ao resultado alcançado na Luz, mas alertou para as características de um adversário com maior experiência de Primeira Liga e com uma ideia de jogo consolidada. Para Bruno Pinheiro, o controlo das emoções será determinante num encontro em que o Académico terá de saber aceitar os momentos em que o adversário dominará com bola, sem abdicar da sua identidade e ambição. O treinador espera ainda um Fontelo com uma “moldura humana muito bonita” e assume como objetivo procurar os três pontos. Eis a conferência de imprensa na íntegra: - Sobre as diferenças entre o jogo com o Benfica e o Santa Clara. - “São jogos completamente diferentes. Se num jogo nós já sabemos o que é que vai dar e estamos preparados mentalmente para passar muito tempo no processo defensivo, acho que este jogo com o Santa Clara, o controlo das emoções vai ser muito importante. Queremos tentar dominar os jogos e, se possível, controlá-los com bola. A verdade é que o adversário vai ter qualidade e vai haver momentos, ou senão até a maioria do jogo, em que será o adversário a controlar o jogo. É importante estarmos mentalmente preparados e controlar as emoções para aceitar que, se calhar, não vamos conseguir ter o controlo do jogo que gostaríamos de ter. Temos que aceitar que o adversário tem essa capacidade. Temos que ter a noção de que o Santa Clara é um adversário com qualidade, que joga bem com bola, tem bons jogadores e que vai haver momentos em que se calhar não vamos conseguir impor o nosso jogo. Vamos ter que saber sofrer quando for para sofrer e jogar quando for para jogar.” - Sobre o regresso ao Fontelo e o ambiente esperado. - “Acho que é um momento histórico e estamos todos muito entusiasmados com o facto de jogarmos na nossa casa. Acreditamos que vamos ter uma moldura humana muito bonita e temos a certeza de que vai ser um Fontelo muito animado. Esperamos estar à altura do jogo e, se possível, ganhar os três pontos, que é esse o grande objetivo.” - Sobre o Santa Clara. - “Estamos à espera de um Santa Clara com qualidade. Tem um treinador com muita experiência, muitas épocas de futebol, e sabe bem o que faz. As suas equipas, por norma, são extremamente competitivas. Tem uma base de trabalho que já vem do ano passado e, na minha opinião, é uma equipa com qualidade técnica, com capacidade individual para ter a bola em todos os setores.” - Sobre Luís Silva e Gustavo. - “O Luís Silva não vai estar disponível. Foi uma lesão traumática, numa entrada num jogo de treino. O Gustavo também, no torneio em Varzim, na sequência de um contacto, acaba por cair e ter uma lesão traumática no ombro. Ambos estão a recuperar. O Luís Silva até se esperava que fosse um bocadinho mais rápido, mas não foi. Julgo que em breve estarão disponíveis para trabalhar com a equipa, ou pelo menos assim espero.” - Sobre os reforços Babić e Bouldini. - “O Bouldini dá-nos, em teoria, uma capacidade mais forte para segurar a bola. O André Clóvis é um jogador que procura mais atacar a profundidade. Acredito que, em determinados jogos, nomeadamente quando as equipas estão a sofrer uma forte pressão do adversário, vão pôr muita gente na área e muitas vezes vamos ter que tirar a bola para longe. É importante ter um avançado com capacidade para segurar a bola e esperamos que o Bouldini nos traga essa capacidade. Para além de ser um finalizador, é um jogador dentro da área que tem uma capacidade tremenda para finalizar, nomeadamente de cabeça. O Babić é um jogador para desenvolver, que tem muita intensidade. É um jogador com mais potencial defensivo do que ofensivo, que cobre muito campo para defender. É muito agressivo, ganha muitas bolas no contacto físico e será um jogador mais médio defensivo, box-to-box, que nos pode ajudar mais na recuperação da bola e no contacto físico.” - Sobre a possibilidade de novos reforços até ao final do mercado. - “Acho que o presidente terá dito tudo ao falar em oportunidades de negócio. Não será num setor ou noutro. Será oportunidade de jogadores que possam estar disponíveis no mercado e que se possa perspetivar que tenham um potencial ou uma capacidade claramente superior aos jogadores que estão cá. Portanto, não será num setor ou noutro. Acho que o termo correto será mesmo oportunidade de negócio.” - Sobre as dificuldades que o Santa Clara pode colocar e o equilíbrio entre as duas equipas. - “São dificuldades diferentes. O nível individual das equipas vai estar muito mais nivelado e acho que há capacidade de se jogar mais do que tivemos na primeira jornada. A partir daí, é ter a noção e não achar que vamos conseguir jogar sempre com bola. Para nós, o desejado seria jogar 90 minutos com bola, sabendo que é impossível fazê-lo.” - Sobre a importância de dar continuidade ao empate conquistado na Luz. “Concordo plenamente. Um empate na Luz é um bom resultado para nós, mas só faz sentido dando continuidade no próximo jogo em casa. Todos nós estamos conscientes disso. Para nós, esse jogo foi quase encerrado à saída do balneário. No regresso para cá, já estávamos a preparar o jogo com o Santa Clara. O foco está no Santa Clara. Não vi nenhum comportamento efusivo de ninguém. Vejo toda a gente focada. Não foi feita nenhuma festa. É um bom ponto para nós, mas foi o sentimento de dever cumprido e o grupo, nesse aspeto, acho que é focado e tem noção de que está focado no próximo jogo. Um bom resultado é ganhar os três pontos. Mas depois do jogo, se o adversário for muito superior a nós e empatarmos, terei que aceitar que o empate também foi um bom resultado. Vai depender muito do jogo que conseguirmos fazer.”

2026-08-13

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