Equipa Profissional 2026-09-06

“Parabéns aos meus jogadores… e aos adeptos, pela força que nos deram”

Após o regresso do Académico aos triunfos no escalão máximo do futebol português, o treinador do Académico, Bruno Pinheiro, destacou a capacidada da equipa em “agarrar-se” aos três pontos, para resistir à pressão do Gil Vicente e garantir um triunfo que tinha escapado na Madeira. O técnico realçou que são as vitórias que permitem “ganhar confiança e motivação” para o futuro. E, mais uma vez, técnico deixou uma palavra para os adeptos academistas e para o impacto do seu apoio à equipa.

 A equipa estava à espera de sofrer como sofreu?

Os adversários que estiveram aqui em Barcelos saíram todos com derrota. Ninguém foi capaz de fazer aqui nenhum golo, portanto, acho que por aí se percebe a dificuldade que iríamos ter. Acho que enquanto o resultado esteve 0-0, fomos superiores, com mais intencionalidade com bola, criamos melhores situações. Depois do golo, o Gil empurrou-nos. Na primeira parte acho que ainda assim conseguimos dar réplica. Na segunda parte, a equipa recuou muito as linhas. Não quis que assim fosse, mas compreendo. O mais importante era mesmo os três pontos e os jogadores agarraram-se aos três pontos. Não fizemos o jogo que se calhar mais gostaríamos, mas o importante era ganhar os três pontos e eles foram ganhos.

Qual a importância desta primeira vitória no regresso à Liga?

É importantíssimo porque só se ganha confiança com vitórias. Por muito que a gente, se calhar, pudesse ter ganho na Madeira ou em casa com o Santa Clara, a verdade é que essas vitórias não apareceram. E se calhar, hoje, se tivéssemos mais três pontos, teríamos sido  capazes de fazer outro tipo de jogo na segunda parte e... não pensar tanto nos pontos.

Portanto, esta vitória é importantíssima para nós, neste regresso à Primeira Liga, porque dá confiança aos jogadores. Vir a Barcelos ganhar num campo onde ninguém tinha ganho... e onde o Gil não tinha concedido qualquer golo, honestamente, tem que nos dar confiança e motivação para o resto que aí vem.

Com o Marítimo, um campo extremamente difícil, arrancamos um empate e sinceramente acho que merecíamos ganhar. Em casa, com o Santa Clara, perdemos 1-0, e acho que não merecíamos de todo perder. Portanto, temos estado competitivos nos nossos jogos,  com adversários, em teoria, do nosso campeonato, e isso é importante para nós.

Tem uma palavra para o apoio dos adeptos no éstádio?

Tenho tido sempre esse cuidado porque, de facto, eles merecem imenso. Sentimos o apoio já no último jogo em casa... Nos dois jogos em casa tivemos casa cheia, mas jogar contra um grande (FC Porto) e ter a sensação que se joga em casa, mesmo em casa, foi ótimo! E hoje sentimos o apoio. O facto de conseguirmos resistir àquela segunda parte toda, provavelmente, deve-se tambén ao apoio da claque que esteve ali incansável junto à linha defensiva. Tenho a certeza que teve um fator preponderante junto dos jogadores que estavam ali atrás a aguentar a baliza a zero.

Parabéns aos meus jogadores, parabéns pela baliza a zero, parabéns por três pontos num campo onde ninguém ainda tinha pontuado e parabéns aos nossos adeptos pela força que nos deram para sacar aqui os três pontos.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Em Alvalade, temos de mostrar organização com bola”

Na antevisão à deslocação ao Estádio José de Alvalade, para defrontar o Sporting, Bruno Pinheiro destacou as principais qualidades da equipa de Rui Borges – a quem dirige elogios pelo trabalho realizado ao serviço dos leões – e identificou aquele que poderá ser o segredo do Académico. “Se quisermos fazer um jogo competente, competitivo e a discutir o resultado, temos de ter bola e é esse o desafio”, atira o técnico que considera, ainda, os primeiros vinte minutos como importantes: “Se resistirmos, poderemos começar a fazer o nosso jogo.” O objetivo nesta partida “é trazer pontos”, tal como em todas as outras. O Académico arrancou esta época a empatar no Estádio da Luz. Sente que a equipa pode repetir a proeza em Alvalade? Se não acreditássemos que fosse possível pontuar, creio que [o jogo] perdia o interesse e sabemos como o futebol é rico em surpresas. Obviamente que o Sporting é o favorito neste jogo, mas iremos tentar, de acordo com as nossas armas e a análise que fizemos do adversário, apresentar uma equipa que vá criar dificuldades ao Sporting. O grande objetivo é trazer pontos. Trabalhamos todos os dias com a ambição de ganhar todos os jogos. Independentemente do nível das equipas, há dificuldades diferentes de jogo para jogo e mesmo sabendo que defrontar o Sporting é um desafio de intensidade máxima, a ambição não deixa de existir. Vamos apanhar um adversário que é fortíssimo e, para além disso, vem de uma derrota e quererá deixar uma imagem diferente. O Sporting é muito pressionante e não vai querer deixar-nos jogar com bola. Vamos ter muitas dificuldades em roubar a bola ao adversário porque este tem muita qualidade individual e coletiva. Vai ser exigência máxima, mas a vontade é de pontuar. Este jogo, por ser contra um grande, tem um peso diferente dos outros? São jogos diferentes. Trabalhamos à luz de princípios, ofensivos e defensivos. Temos os nossos princípios de jogo, que se mantêm de jogo para jogo, o que muda é o plano de jogo em função de estruturas e dinâmicas de pressão que o adversário tenha. Esta semana de trabalho foi igual a todas as outras. Uma das bases de trabalho que temos é analisar o jogo anterior e tentar corrigir o que fizemos menos bem. Focamo-nos muito naquilo que queremos com e sem bola e adaptamos isso às dificuldades que sabemos que o adversário nos pode criar. Quais as maiores qualidades deste Sporting? E de que forma é que o Académico pode surpreender a equipa de Rui Borges? Do Académico, vou falar muito pouco porque não quero entregar nada ao adversário, fico caladinho. Temos noção das nossas capacidades e limitações, mas guardo-as para mim. Já quanto ao Sporting, creio que já falei um pouco, a qualidade individual está lá a todos os níveis. Tem jogadores rápidos, muito talentosos tecnicamente, são fortes no contacto físico. E em termos coletivos, é uma equipa que trabalha com o mesmo treinador há já algum tempo, o que, só por si, já é um fator de maior força coletiva.Honestamente, acho que o Rui Borges tem feito um excelente trabalho no Sporting e esperamos um jogo muito difícil. Qual será o segredo para o Académico poder surpreender o adversário? Resistir à entrada do Sporting é fundamental? Espero uma entrada muito forte do Sporting, a não deixar o Académico ter bola, mas acredito que se conseguirmos resistir na fase inicial, a espaços teremos mais bola e poderemos crescer no jogo com o passar do tempo. Ofensivamente, é uma equipa muito difícil de travar, os jogadores do Sporting têm uma grande mobilidade, o que não permite ter muitas referências em termos defensivos. E ainda mostra uma capacidade de desequilíbrio muito grande no 1x1 nos seus corredores. Se resistirmos aos primeiros vinte minutos, poderemos começar a fazer o nosso jogo, e aí sim, crescer um pouco e equilibrar mais as contas. Deu oportunidade a Paulinho no jogo com o Fátima, mas Bouldini, que até já resolveu um jogo esta época, não foi convocado. Por que razão? Dei oportunidade ao Paulinho, como poderia ter dado ao Bouldini, mas não poderia deixar de ter o André Clóvis no banco para o caso de alguma coisa correr mal, como acabou por correr. Não podia deixar de ter o melhor marcador com a equipa. As convocatórias da Taça são mais curtas do que as da Liga. Por isso, não justificava levar três avançados e ter algumas posições sem poder fazer trocas. Valery Fernández fez a estreia com o Fátima, entrando na ponta final da partida. Quando poderemos ver Valery a ser mais útil esta época? O Valery começou mais tarde a época, não vinha preparado para as exigências físicas, teve esse trabalho para fazer e estamos a integrá-lo aos poucos. Teve alguns minutos [frente ao Fátima] e poderá vir a ter também na Taça da Liga. Eu confio nos jogadores e acho que no jogo da Taça o resultado não foi ao encontro da preparação que fizemos. Ficámos tristes e incomodados com o resultado, mas a verdade é que todos os jogadores que alinharam justificavam essa aposta. Tinham e continuam a ter a minha confiança e é com todos eles que contamos. Estudou o adversário e já disse que vão enfrentar uma equipa com uma enorme mobilidade. Há algum segredo na forma como o Académico vai defender? Eu acredito que a melhor forma de defender é jogando com bola. Quanto mais bola tivermos, menos o adversário tem condições para realizar os seus ataques. Ainda assim, ter a posse só pela posse pode, até, ser prejudicial. Se quisermos fazer um jogo competente, competitivo e a discutir o resultado, temos de ter bola e é esse o desafio. O Sporting irá utilizar uma pressão homem-a-homem e poderá criar-nos muita dificuldade no nosso processo ofensivo. Temos de mostrar organização com bola. Sabemos que dificilmente teremos mais bola do que o Sporting, mas devemos mostrar que sabemos o que fazer com a bola sempre que a tivermos.

2026-10-23

Patrocinadores Principais