“Vamos usar a mesma fórmula que usámos na Luz e em Alvalade”

O treinador dos viriatos antevê um duelo interessante para a Taça da Liga e acredita que pode surpreender o FC Porto da mesma forma que o fez diante de Benfica e Sporting. Admite ainda que a conquista da Taça da Liga entra nas ambições de um clube que pretende crescer com a permanência entre os grandes esta época e nas que se seguem. As cinco vitórias seguidas dão ao Académico a confiança necessária para entrar no Dragão com vontade de ganhar e é isso que a equipa vai procurar fazer diante de uma equipa que só sabe vencer internamente. O Académico chega a esta fase da Taça da Liga em grande forma para enfrentar uma competição diferente, depois de empatar na Luz, ganhar em Alvalade e ter perdido em casa com o FC Porto esta época. Agora volta a defrontar o FC Porto, mas fora. O que espera? "É verdade que já defrontámos os três grandes, já vimos também o que somos capazes de fazer, embora cada jogo seja diferente, e amanhã será um jogo em que vamos manter a nossa humildade, mas também a nossa ambição. E provavelmente com diferentes intervenientes em relação ao nosso último jogo". Falemos precisamente disso. Esta sucessão de jogos vai obrigá-lo a fazer muitas alterações para o jogo no Estádio do Dragão? "Sim, vamos ter muitas alterações. Tivemos menos um dia de descanso em relação ao FC Porto e também ainda estamos a recuperar atletas e a ter uma noção real sobre quem está mais ou menos disponível. Mas acredito que no onze inicial tenhamos muitas alterações, porque vamos ter jogo no domingo com o Rio Ave [para a Primeira Liga] e temos que gerir. Não queremos correr riscos de lesões, e também acreditamos em todos os jogadores do plantel. Se fazem parte deste plantel, devem cumprir igualmente a sua missão no campo." Segundo dados do GoalPoint, o Académico de Viseu é o rei das bolas devolvidas pelos ferros da sua baliza, sete até ao momento, incluindo os jogos na Luz e em Alvalade. Até que ponto é que o fator sorte pode interferir aqui? "Estamos a falar de sete bolas aos ferros, das quais seis foram em dois jogos. Por aí, diz tudo. Curiosamente, são dois jogos em que sempre assumi que, por exemplo, na Luz podíamos estar a perder ao intervalo por três ou quatro e o jogo ficava resolvido. Frente ao Sporting, tendo em conta o valor das duas equipas, creio que estivemos muito e acabámos por ter uma vitória justa. Sabendo que para se ganhar fora, seja em Alvalade, no Dragão ou na Pedreira, é preciso ter sempre uma componente de felicidade. Pontuámos em dois jogos frente aos grandes e em ambos fomos felizes. Só assim é possível ser feliz nesses jogos." O Académico parece ter a receita para travar os grandes fora de casa. Depois da Luz e de Alvalade, essa receita pode também ser seguida no Dragão ou a forma como o FC Porto joga exige algo mais? "Acho que será a mesma fórmula [a utilizar]. Até porque no jogo para a Primeira Liga em que perdemos em casa com o FC Porto tivemos uma fórmula diferente nos primeiros 25 minutos e saiu-nos caro. Quisemos fazer algo diferente, a verdade é que não saiu bem. Vamos seguir mais a fórmula que seguimos na Luz e em Alvalade." As circunstâncias do calendário fazem passar para segundo plano as possíveis ambições que o Académico poderia ter nesta Taça da Liga? "Sim, concordo. Gostaríamos imenso de ganhar a Taça da Liga. É um troféu, e queremos ganhá-la. Da forma como temos disputado os jogos com os grandes, mesmo considerando a derrota por 3-0 com o FC Porto, em que sofremos golo nos três primeiros remates do adversário, não houve a sorte da Luz e Alvalade. Acabámos por conseguir reagir na 2ª parte, mesmo com o FC Porto a controlar defensivamente. Mas tivemos ascendente nessa fase e sentimos que conseguimos equilibrar o jogo. Por isso, é uma ambição legítima querer participar e ganhar este jogo. A verdade é que a nossa prioridade é o campeonato, foram muitos anos em que o clube esteve afastado da Primeira Liga e, como tal, queremos assegurar a permanência o quanto antes para crescermos enquanto clube e virmos a ser competitivos em mais do que uma competição. Dentro do que temos vindo a fazer, vamos com ambição para disputar o jogo e tentar ganhar, mesmo sabendo da dificuldade que é jogar no Dragão, que o FC Porto a nível interno só sabe ganhar… mas também acreditando que, apesar das várias mexidas que vamos fazer, temos um plantel capaz. Disse-o a seguir ao Fátima, que voltava a repetir o mesmo onze porque acredito que aquele onze tinha condições para ganhar aquele jogo e deveria tê-lo feito. Obviamente que são jogadores que têm tido menos tempo de utilização, o que não lhes permite ter a mesma rotina dos colegas. Perante cenários diferentes, por vezes, ainda não conseguimos reagir da melhor forma." Fala-se bastante do cartaz de cinco vitórias alcançada por uma equipa que subiu, o que é notável. Jogar no Dragão nesta fase também vos dá vontade de mostrar ali naquele palco por que é que o Académico está como está? "Sim, mas essa vontade vai existir a época toda. Acredito que vamos sempre ser competitivos. Mesmo que por vezes não consigamos controlar o resultado. Ainda no último jogo tivemos três bolas nos nossos ferros e isso não controlamos. Mas dentro do que conseguimos controlar, a forma como nos posicionamos, atacamos e defendemos durante os jogos, isso controlamos, e é por isso que acho que o grupo vai ser competitivo e conseguir alcançar o objetivo da permanência de forma tranquila. Com as vitórias vem a confiança e a subida do moral, queremos transportar isso para o Dragão, porque esta confiança não vem tanto dos resultados, mas sim do que conseguimos fazer como equipa e das dificuldades que criamos aos adversários. O que nos ajuda realmente é o processo de jogo que temos apresentado. É isso que nos leva às vitórias e espero que nos leve a outra no Dragão, amanhã." A valorização de ativos é uma das missões de Bruno Pinheiro como treinador e também da SAD do Académico de Viseu. Estamos a caminhar para o mercado de inverno: sente que está a cumprir esse objetivo e, por outro lado, tem algum receio de perder unidades importantes em janeiro? "Confesso que nesse capítulo estou bastante satisfeito, não [só] no Académico de Viseu. No Estoril, comigo como técnico, fizemos as vendas do [Miguel] Crespo, do André Franco, Arthur Gomes e Chiquinho, que na altura foram vendas recorde quer pelo volume, quer pelo valor dos jogadores. No Gil Vicente, a venda do Mory Gbane e, no final da época, do Félix Correia também dizem isso. Nesse aspeto, estou muito tranquilo. Até porque acredito que a forma de jogar da equipa valoriza sempre muito os jogadores. E quando isso se associa a resultados desportivos, há um incremento ainda maior. Mas eles saem sempre valorizados. Quanto às transferências, no passado tive mais dificuldade em lidar com isso, a verdade é que o futebol português necessita dessas vendas e eu como treinador, sendo a minha ambição ganhar, tenho de adaptar-me. Sendo o Académico de Viseu um clube estável financeiramente, até hoje ninguém me falou na necessidade de vender [jogadores]. É um clube que prioriza a vertente desportiva e que só fará vendas que sejam consideradas interessantes e pelo valor justo. Temos o exemplo é o Clóvis, pelo qual chegam sempre propostas que são recusadas, porque não atingem o valor que é considerado justo. Como não há essa necessidade, até nisso tenho sorte. Porque eu adaptei-me às vendas, mas acredito o Académico saberá vender, o que tiver de vender, a bom preço. Acredito que não haverá esse problema, mas se houver, serão portas que se irão abrir a outros jogadores, para crescerem e nos ajudarem a cumprir os objetivos."

FC Porto
FC Porto
FC Porto
VS
Académico
Académico
28 OUT 2026 - 20:30

Allianz Cup

Quartos de Final

28

OUT

FC Porto

Académico

Quartos de Final
20:30
Quartos de Final - 20:30

Allianz Cup

01

NOV

Académico

Rio Ave FC

J 10
18:00
JORNADA 10 - 18:00

Liga Portugal Betclic

07

NOV

CD Nacional

Académico

J 11
15:30
JORNADA 11 - 15:30

Liga Portugal Betclic

28

NOV

Académico

FC Alverca

J 12
18:00
JORNADA 12 - 18:00

Liga Portugal Betclic

06

DEZ

FC Famalicão

Académico

J 13
JORNADA 13

Liga Portugal Betclic

25

OUT

1

2

Sporting CP

Académico

J 9
20:30
JORNADA 9 - 20:30

Liga Portugal Betclic

18

OUT

1

0

CD Fátima

Académico

J 3ª Eliminatória
15:00
3ª Eliminatória - 15:00

Taça de Portugal

10

OUT

2

1

Académico

Estoril Praia

J 8
20:30
JORNADA 8 - 20:30

Liga Portugal Betclic

20

SET

0

2

Estrela Amadora

Académico

J 7
15:30
JORNADA 7 - 15:30

Liga Portugal Betclic

12

SET

2

1

Académico

Vitória SC

J 6
20:30
JORNADA 6 - 20:30

Liga Portugal Betclic

# Equipa J V E D PTS
4 Santa ClaraSanta Clara 9 5 3 1 18
5 FC AroucaFC Arouca 9 5 2 2 17
6 AcadémicoAcadémico 9 5 2 2 17
7 Gil Vicente FCGil Vicente FC 9 4 2 3 14
8 FC AlvercaFC Alverca 9 3 2 4 11

“Vamos usar a mesma fórmula que usámos na Luz e em Alvalade”

O treinador dos viriatos antevê um duelo interessante para a Taça da Liga e acredita que pode surpreender o FC Porto da mesma forma que o fez diante de Benfica e Sporting. Admite ainda que a conquista da Taça da Liga entra nas ambições de um clube que pretende crescer com a permanência entre os grandes esta época e nas que se seguem. As cinco vitórias seguidas dão ao Académico a confiança necessária para entrar no Dragão com vontade de ganhar e é isso que a equipa vai procurar fazer diante de uma equipa que só sabe vencer internamente. O Académico chega a esta fase da Taça da Liga em grande forma para enfrentar uma competição diferente, depois de empatar na Luz, ganhar em Alvalade e ter perdido em casa com o FC Porto esta época. Agora volta a defrontar o FC Porto, mas fora. O que espera? "É verdade que já defrontámos os três grandes, já vimos também o que somos capazes de fazer, embora cada jogo seja diferente, e amanhã será um jogo em que vamos manter a nossa humildade, mas também a nossa ambição. E provavelmente com diferentes intervenientes em relação ao nosso último jogo". Falemos precisamente disso. Esta sucessão de jogos vai obrigá-lo a fazer muitas alterações para o jogo no Estádio do Dragão? "Sim, vamos ter muitas alterações. Tivemos menos um dia de descanso em relação ao FC Porto e também ainda estamos a recuperar atletas e a ter uma noção real sobre quem está mais ou menos disponível. Mas acredito que no onze inicial tenhamos muitas alterações, porque vamos ter jogo no domingo com o Rio Ave [para a Primeira Liga] e temos que gerir. Não queremos correr riscos de lesões, e também acreditamos em todos os jogadores do plantel. Se fazem parte deste plantel, devem cumprir igualmente a sua missão no campo." Segundo dados do GoalPoint, o Académico de Viseu é o rei das bolas devolvidas pelos ferros da sua baliza, sete até ao momento, incluindo os jogos na Luz e em Alvalade. Até que ponto é que o fator sorte pode interferir aqui? "Estamos a falar de sete bolas aos ferros, das quais seis foram em dois jogos. Por aí, diz tudo. Curiosamente, são dois jogos em que sempre assumi que, por exemplo, na Luz podíamos estar a perder ao intervalo por três ou quatro e o jogo ficava resolvido. Frente ao Sporting, tendo em conta o valor das duas equipas, creio que estivemos muito e acabámos por ter uma vitória justa. Sabendo que para se ganhar fora, seja em Alvalade, no Dragão ou na Pedreira, é preciso ter sempre uma componente de felicidade. Pontuámos em dois jogos frente aos grandes e em ambos fomos felizes. Só assim é possível ser feliz nesses jogos." O Académico parece ter a receita para travar os grandes fora de casa. Depois da Luz e de Alvalade, essa receita pode também ser seguida no Dragão ou a forma como o FC Porto joga exige algo mais? "Acho que será a mesma fórmula [a utilizar]. Até porque no jogo para a Primeira Liga em que perdemos em casa com o FC Porto tivemos uma fórmula diferente nos primeiros 25 minutos e saiu-nos caro. Quisemos fazer algo diferente, a verdade é que não saiu bem. Vamos seguir mais a fórmula que seguimos na Luz e em Alvalade." As circunstâncias do calendário fazem passar para segundo plano as possíveis ambições que o Académico poderia ter nesta Taça da Liga? "Sim, concordo. Gostaríamos imenso de ganhar a Taça da Liga. É um troféu, e queremos ganhá-la. Da forma como temos disputado os jogos com os grandes, mesmo considerando a derrota por 3-0 com o FC Porto, em que sofremos golo nos três primeiros remates do adversário, não houve a sorte da Luz e Alvalade. Acabámos por conseguir reagir na 2ª parte, mesmo com o FC Porto a controlar defensivamente. Mas tivemos ascendente nessa fase e sentimos que conseguimos equilibrar o jogo. Por isso, é uma ambição legítima querer participar e ganhar este jogo. A verdade é que a nossa prioridade é o campeonato, foram muitos anos em que o clube esteve afastado da Primeira Liga e, como tal, queremos assegurar a permanência o quanto antes para crescermos enquanto clube e virmos a ser competitivos em mais do que uma competição. Dentro do que temos vindo a fazer, vamos com ambição para disputar o jogo e tentar ganhar, mesmo sabendo da dificuldade que é jogar no Dragão, que o FC Porto a nível interno só sabe ganhar… mas também acreditando que, apesar das várias mexidas que vamos fazer, temos um plantel capaz. Disse-o a seguir ao Fátima, que voltava a repetir o mesmo onze porque acredito que aquele onze tinha condições para ganhar aquele jogo e deveria tê-lo feito. Obviamente que são jogadores que têm tido menos tempo de utilização, o que não lhes permite ter a mesma rotina dos colegas. Perante cenários diferentes, por vezes, ainda não conseguimos reagir da melhor forma." Fala-se bastante do cartaz de cinco vitórias alcançada por uma equipa que subiu, o que é notável. Jogar no Dragão nesta fase também vos dá vontade de mostrar ali naquele palco por que é que o Académico está como está? "Sim, mas essa vontade vai existir a época toda. Acredito que vamos sempre ser competitivos. Mesmo que por vezes não consigamos controlar o resultado. Ainda no último jogo tivemos três bolas nos nossos ferros e isso não controlamos. Mas dentro do que conseguimos controlar, a forma como nos posicionamos, atacamos e defendemos durante os jogos, isso controlamos, e é por isso que acho que o grupo vai ser competitivo e conseguir alcançar o objetivo da permanência de forma tranquila. Com as vitórias vem a confiança e a subida do moral, queremos transportar isso para o Dragão, porque esta confiança não vem tanto dos resultados, mas sim do que conseguimos fazer como equipa e das dificuldades que criamos aos adversários. O que nos ajuda realmente é o processo de jogo que temos apresentado. É isso que nos leva às vitórias e espero que nos leve a outra no Dragão, amanhã." A valorização de ativos é uma das missões de Bruno Pinheiro como treinador e também da SAD do Académico de Viseu. Estamos a caminhar para o mercado de inverno: sente que está a cumprir esse objetivo e, por outro lado, tem algum receio de perder unidades importantes em janeiro? "Confesso que nesse capítulo estou bastante satisfeito, não [só] no Académico de Viseu. No Estoril, comigo como técnico, fizemos as vendas do [Miguel] Crespo, do André Franco, Arthur Gomes e Chiquinho, que na altura foram vendas recorde quer pelo volume, quer pelo valor dos jogadores. No Gil Vicente, a venda do Mory Gbane e, no final da época, do Félix Correia também dizem isso. Nesse aspeto, estou muito tranquilo. Até porque acredito que a forma de jogar da equipa valoriza sempre muito os jogadores. E quando isso se associa a resultados desportivos, há um incremento ainda maior. Mas eles saem sempre valorizados. Quanto às transferências, no passado tive mais dificuldade em lidar com isso, a verdade é que o futebol português necessita dessas vendas e eu como treinador, sendo a minha ambição ganhar, tenho de adaptar-me. Sendo o Académico de Viseu um clube estável financeiramente, até hoje ninguém me falou na necessidade de vender [jogadores]. É um clube que prioriza a vertente desportiva e que só fará vendas que sejam consideradas interessantes e pelo valor justo. Temos o exemplo é o Clóvis, pelo qual chegam sempre propostas que são recusadas, porque não atingem o valor que é considerado justo. Como não há essa necessidade, até nisso tenho sorte. Porque eu adaptei-me às vendas, mas acredito o Académico saberá vender, o que tiver de vender, a bom preço. Acredito que não haverá esse problema, mas se houver, serão portas que se irão abrir a outros jogadores, para crescerem e nos ajudarem a cumprir os objetivos."

2026-10-27

Académico de Viseu reforça presença nos esports com a Betclic Apogee

Darkley11 e ByaSeabra_09 vão representar o emblema Beirão na época competitiva de 2026/2027. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD, vai marcar presença no universo dos esports na época competitiva de 2026/2027, através de uma parceria com a Betclic Apogee, que permitirá ao emblema viseense estar representado por dois jogadores nas competições de FC 27. Tiago Pires, conhecido no universo dos esports como Darkley11, e Beatriz Seabra, que compete sob o nome ByaSeabra_09, serão os representantes do Académico de Viseu nesta nova etapa, levando as cores e o emblema academistas a um contexto competitivo que continua a ganhar expressão no panorama do futebol digital. Esta colaboração enquadra-se na estratégia de aproximação do Académico de Viseu a novas comunidades e públicos, acompanhando a evolução do futebol e explorando novas formas de interação com os adeptos. A presença nos esports constitui, assim, mais uma oportunidade para reforçar a dimensão digital do clube e alargar a representação da identidade academista para além das quatro linhas. A parceria com a Betclic Apogee permitirá ao Académico de Viseu integrar um projeto dedicado à competição de esports, numa temporada em que os dois jogadores terão a responsabilidade de representar os Viriatos nas provas em que venham a participar. Mais informações sobre o calendário competitivo e as competições previstas para a época 2026/2027, serão divulgadas, oportunamente, após confirmação oficial.

2026-10-26

“Este Académico faz falta na Primeira Liga”

O Académico de Viseu foi a Alvalade bater o Sporting por 2-1 e somar a quinta vitória consecutiva na Primeira Liga. Pese embora ter chegado aos 17 pontos, a um do conjunto de Alvalade, o treinador dos viriatos não entra em euforias. “Alcançar a permanência, da forma mais tranquila possível” continua a ser o maior objetivo de um clube que não estava entre os grandes do futebol português há 37 anos. Agora, segue-se o FC Porto, no Dragão, para a Taça da Liga e Bruno Pinheiro prepara-se para fazer mudanças na equipa porque acredita em todo o grupo. Confiança não falta a uma equipa que ocupa o 6º lugar na Primeira Liga. Depois de tirar pontos ao Benfica no Estádio da Luz e veio ganhar a Alvalade os 3 pontos, ainda que em circunstâncias diferentes. Está a um ponto do Sporting. Como avalia? Comparativamente a esse resultado que referiu, estivemos muito melhor esta noite. Não pelo resultado, mas em termos de organização defensiva e qualidade com bola. Foi um jogo difícil, como é óbvio. Mas, dentro das dificuldades que já esperávamos num jogo destes, conseguimos controlar na generalidade do jogo as ações ofensivas do Sporting. A determinado momento, houve dificuldade em controlar o 1x1 dos extremos do Sporting, porque recebiam a bola sem pressão e ganhavam alguma velocidade para encarar os nossos defesas-laterais, além de desequilibrar com facilidade. Conseguimos corrigir essa situação e a partir daí, controlámos as ações junto à nossa área. Ganhámos dentro da forma que seria possível e, honestamente, creio que o fizemos de forma justa. O Académico de Viseu tem mais pontos conquistados fora do que em casa. Isso significa que a equipa em casa joga sempre mais presa junto dos vossos adeptos marcaram presença em grande número em Alvalade? Acho que não há uma explicação clara para isso. É futebol. Também fomos jogar fora a Fátima e perdemos para a Taça. Faz parte do jogo. E agora ganhámos em Alvalade. Trabalhamos todos os dias, somos um grupo ambicioso, humilde, que vai à luta e isto não tem nada a ver com casa e fora. Esperamos ganhar mais vezes no Fontelo e continuar a fazê-lo fora de casa também. O Académico chegou às cinco vitórias seguidas na Liga portuguesa e está entre os primeiros classificados do campeonato. Já se pode sonhar com a Europa ou esta palavra ainda é proibida no balneário? Não… temos de ser bem claros. Não é à 9ª jornada que se vai falar dessas coisas. A primeira coisa a fazer é garantir a permanência da forma mais tranquila possível e no dia em que ela estiver assegurada, veremos em que posição estamos e analisaremos o que é possível fazer mais porque queremos sempre mais. Neste momento, o objetivo é claramente mantermo-nos na 1ª Liga da forma mais tranquila possível. É o grande objetivo. Falamos de uma equipa que subiu e chegou agora às cinco vitórias seguidas na divisão maior do futebol português. Como olha para o jogo com o FC Porto, relativo à Taça da Liga? Esta série dá-lhe mais confiança? Dar confiança, dá, obviamente. Mas temos de perceber que somos uma equipa que não está habituada a jogar de três em três dias, pelo que haverá muitas mexidas para o jogo no Dragão [esta quarta-feira]. Isso é ponto assente. Confiamos em todos os jogadores e o treinador tem de escolher quem entende que pode dar resposta. Temos de destacar esta vitória até porque vínhamos de uma derrota extremamente difícil de digerir, frente ao Fátima, do Campeonato de Portugal. Ninguém se foi abaixo, todos têm noção do que poderíamos ter feito melhor e depois chegámos a Alvalade e fizemos o jogo que fizemos. Foi fantástico e os jogadores estão de parabéns. Estão mesmo, depois do resultado no fim-de-semana passado. O Académico é hoje uma equipa, mais do que lutar pela permanência, em constante afirmação? Somos uma equipa que quer, de facto, ficar na Primeira Liga. Honestamente, daquilo que tenho visto, faz falta este Académico de Viseu na Primeira Liga. Viram a massa adepta que compareceu aqui em Alvalade, o Fontelo tem sempre uma lotação praticamente completa. E também pelo futebol que temos conseguido apresentar. O Académico faz falta na Primeira Liga, representamos um clube, uma cidade e também uma região, e acho fundamental este clube manter-se entre os grandes. O Académico esteve muitos anos afastado do escalão maior do nosso futebol e só consolidando o clube na Primeira Liga é que ele poderá crescer e ir poder ambicionar outras coisas. Agora, queremos a manutenção, de forma calma, porque ficaremos satisfeitos se o conseguirmos alcançar. Os dois golos do Académico foram parecidos. Cruzamento da direita, e o João Guilherme a aparecer ao segundo poste a finalizar. Foi algo que percebeu que podiam atacar em relação ao Sporting ou está trabalhado já pela equipa? Esse momento final não é trabalhado em particular, fosse em relação a este jogo ou a outro. O que nós trabalhamos é a forma como queremos desbloquear o jogo e quando o conseguimos fazer é depois uma interpretação dos espaços que o adversário deixa mais livres. No início deste jogo, foi complicado, porque o Luís Silva estava a sair por fora e o Soufiane [Messeguem] estava a baixar. Ao mesmo tempo, o Altimira e o Doumbiaestavam a aparecer. E não pretendíamos isso. Pretendíamos, sim, arrastar o Doumbia e o Gonçalo Inácio, para abrir espaço e atacar a defesa do Sporting com bolas longas. Na 1ª parte, conseguimo-lo fazer, sobretudo a partir do momento em que o Luís Silva se fixou mais no centro. Na chegada à área, trabalha-se de forma a poderem aparecer vários jogadores, para que tenhamos várias hipóteses de finalização. A nível tático, quais são os aspetos que destaca para que a equipa tenha evidenciado um crescimento que lhe permitiu chegar a cinco triunfos seguidos na Primeira Liga? Pergunta interessante… acima de tudo, o treinador precisa de tempo. Nós temos ideias e princípios e queremos jogar de uma determinada forma, mas depois precisamos dos jogadores que melhor se adaptam a esta forma de jogar. E isso leva o seu tempo, mesmo para os jogadores poderem executar o que se pretende. O facto de conhecer cada vez melhor os jogadores que tenho, ajuda. Estamos com uma organização defensiva muito interessante. Apesar de os adversários nos cercarem muito próximo da área, como aconteceu neste jogo, defendemos bem a nossa área, fechámos bem os espaços. Sinto que a equipa pode crescer mais no jogo com bola, mas esse sim, precisa de mais tempo. Porque defender acaba por ter a ver com trabalho e inteligência, é mais fácil de assimilar. O processo ofensivo muda muito em termos das dinâmicas do adversário. E quando a equipa se apanha a ganhar, e depois o adversário muda no decorrer do jogo, é mais difícil de nos adaptarmos. Daí a margem para o crescimento nesse capítulo.

2026-10-25

“Em Alvalade, temos de mostrar organização com bola”

Na antevisão à deslocação ao Estádio José de Alvalade, para defrontar o Sporting, Bruno Pinheiro destacou as principais qualidades da equipa de Rui Borges – a quem dirige elogios pelo trabalho realizado ao serviço dos leões – e identificou aquele que poderá ser o segredo do Académico. “Se quisermos fazer um jogo competente, competitivo e a discutir o resultado, temos de ter bola e é esse o desafio”, atira o técnico que considera, ainda, os primeiros vinte minutos como importantes: “Se resistirmos, poderemos começar a fazer o nosso jogo.” O objetivo nesta partida “é trazer pontos”, tal como em todas as outras. O Académico arrancou esta época a empatar no Estádio da Luz. Sente que a equipa pode repetir a proeza em Alvalade? Se não acreditássemos que fosse possível pontuar, creio que [o jogo] perdia o interesse e sabemos como o futebol é rico em surpresas. Obviamente que o Sporting é o favorito neste jogo, mas iremos tentar, de acordo com as nossas armas e a análise que fizemos do adversário, apresentar uma equipa que vá criar dificuldades ao Sporting. O grande objetivo é trazer pontos. Trabalhamos todos os dias com a ambição de ganhar todos os jogos. Independentemente do nível das equipas, há dificuldades diferentes de jogo para jogo e mesmo sabendo que defrontar o Sporting é um desafio de intensidade máxima, a ambição não deixa de existir. Vamos apanhar um adversário que é fortíssimo e, para além disso, vem de uma derrota e quererá deixar uma imagem diferente. O Sporting é muito pressionante e não vai querer deixar-nos jogar com bola. Vamos ter muitas dificuldades em roubar a bola ao adversário porque este tem muita qualidade individual e coletiva. Vai ser exigência máxima, mas a vontade é de pontuar. Este jogo, por ser contra um grande, tem um peso diferente dos outros? São jogos diferentes. Trabalhamos à luz de princípios, ofensivos e defensivos. Temos os nossos princípios de jogo, que se mantêm de jogo para jogo, o que muda é o plano de jogo em função de estruturas e dinâmicas de pressão que o adversário tenha. Esta semana de trabalho foi igual a todas as outras. Uma das bases de trabalho que temos é analisar o jogo anterior e tentar corrigir o que fizemos menos bem. Focamo-nos muito naquilo que queremos com e sem bola e adaptamos isso às dificuldades que sabemos que o adversário nos pode criar. Quais as maiores qualidades deste Sporting? E de que forma é que o Académico pode surpreender a equipa de Rui Borges? Do Académico, vou falar muito pouco porque não quero entregar nada ao adversário, fico caladinho. Temos noção das nossas capacidades e limitações, mas guardo-as para mim. Já quanto ao Sporting, creio que já falei um pouco, a qualidade individual está lá a todos os níveis. Tem jogadores rápidos, muito talentosos tecnicamente, são fortes no contacto físico. E em termos coletivos, é uma equipa que trabalha com o mesmo treinador há já algum tempo, o que, só por si, já é um fator de maior força coletiva.Honestamente, acho que o Rui Borges tem feito um excelente trabalho no Sporting e esperamos um jogo muito difícil. Qual será o segredo para o Académico poder surpreender o adversário? Resistir à entrada do Sporting é fundamental? Espero uma entrada muito forte do Sporting, a não deixar o Académico ter bola, mas acredito que se conseguirmos resistir na fase inicial, a espaços teremos mais bola e poderemos crescer no jogo com o passar do tempo. Ofensivamente, é uma equipa muito difícil de travar, os jogadores do Sporting têm uma grande mobilidade, o que não permite ter muitas referências em termos defensivos. E ainda mostra uma capacidade de desequilíbrio muito grande no 1x1 nos seus corredores. Se resistirmos aos primeiros vinte minutos, poderemos começar a fazer o nosso jogo, e aí sim, crescer um pouco e equilibrar mais as contas. Deu oportunidade a Paulinho no jogo com o Fátima, mas Bouldini, que até já resolveu um jogo esta época, não foi convocado. Por que razão? Dei oportunidade ao Paulinho, como poderia ter dado ao Bouldini, mas não poderia deixar de ter o André Clóvis no banco para o caso de alguma coisa correr mal, como acabou por correr. Não podia deixar de ter o melhor marcador com a equipa. As convocatórias da Taça são mais curtas do que as da Liga. Por isso, não justificava levar três avançados e ter algumas posições sem poder fazer trocas. Valery Fernández fez a estreia com o Fátima, entrando na ponta final da partida. Quando poderemos ver Valery a ser mais útil esta época? O Valery começou mais tarde a época, não vinha preparado para as exigências físicas, teve esse trabalho para fazer e estamos a integrá-lo aos poucos. Teve alguns minutos [frente ao Fátima] e poderá vir a ter também na Taça da Liga. Eu confio nos jogadores e acho que no jogo da Taça o resultado não foi ao encontro da preparação que fizemos. Ficámos tristes e incomodados com o resultado, mas a verdade é que todos os jogadores que alinharam justificavam essa aposta. Tinham e continuam a ter a minha confiança e é com todos eles que contamos. Estudou o adversário e já disse que vão enfrentar uma equipa com uma enorme mobilidade. Há algum segredo na forma como o Académico vai defender? Eu acredito que a melhor forma de defender é jogando com bola. Quanto mais bola tivermos, menos o adversário tem condições para realizar os seus ataques. Ainda assim, ter a posse só pela posse pode, até, ser prejudicial. Se quisermos fazer um jogo competente, competitivo e a discutir o resultado, temos de ter bola e é esse o desafio. O Sporting irá utilizar uma pressão homem-a-homem e poderá criar-nos muita dificuldade no nosso processo ofensivo. Temos de mostrar organização com bola. Sabemos que dificilmente teremos mais bola do que o Sporting, mas devemos mostrar que sabemos o que fazer com a bola sempre que a tivermos.

2026-10-23

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