Equipa Profissional 2025-05-17

"Acredito que vamos ser muito felizes no futuro”

Na tarde deste sábado, o Académico recebeu, no Fontelo, o FC Paços de Ferreira, num encontro que terminou com a derrota viseense por 1-0.

No rescaldo à última jornada da temporada o treinador Sérgio Vieira assumiu o desfecho como reflexo de uma época marcada por altos e baixos, realçando que, apesar das adversidades, há ensinamentos a retirar: “Este último jogo não era certamente aimagem que queríamos dar na reta final, não era o que esperávamos. Mas temos deagarrar-nos às coisas boas que fizemos e levar os ensinamentos para o futuro. Houve muitas coisas menos boas, e cabe a cada um refletir sobre elas”.

O treinador academista destacou ainda a importância da concentração e do rigor, sobretudo num jogo como o de hoje: “Sabíamos que este era um jogo com descarga emocional depois da última partida, pelas circunstâncias que estavam aqui postas, pela parte do nosso adversário. Nós tínhamos de ser muito rigorosos no momento com bola, não permitir transições, não permitir qualquer tipo de finalização. Sabíamos que o Paços se ia agarrar a cada contra-ataque, a cada bola parada, a cada momento com muito foco e nós não tivemos esse foco – perante tudo aquilo que vivemos até aqui”.

O técnico sublinhou ainda as diferenças entre os dois últimos jogos e o impacto que isso teve na equipa: “Este jogo tinha circunstâncias totalmente diferentes. Era um jogo em que nós é que íamos assumir, nós é que tínhamos de ser criativos e assertivos. Não podíamos facilitar no momento da perda de bola. E esse é um dos processosmais difíceis no futebol. Ficou aqui constatado aquilo que já nos aconteceu noutros jogos: quando estávamos bem, dominadores, um pequeno erro custava-nos caro”.

Apesar das muitas ausências, Sérgio Vieira voltou a reforçar a ideia de que a época foi também marcada por instabilidade: “Neste momento tínhamos 8 ou 9 jogadores indisponíveis. Fomos para Vizela com 11 jogadores de fora e hoje tínhamos noveque podiam ser titulares e são jogadores com qualidade. Mas a verdade é que não conseguimos estabilizar a performance coletiva nem o desempenho individual”.

A concluir, o treinador deixou uma mensagem direta aos academistas:“Independentemente das tristezas, das revoltas, da irritação, que nunca deixem de apoiar-nos. Entendam que todos erram: treinadores, jogadores, administrações. Todos erram de forma inconsciente. E o mais importante é a estabilidade dos clubes. Quando as coisas estão mal, se não houver união, controlo emocional, compreensão e paciência, tudo pode piorar. Acredito que vamos ser muito felizes no futuro, este é o verdadeiro espírito dos adeptos vencedores”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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