Equipa Profissional 2025-05-15

“Vamos terminar a época com dignidade”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao FC Paços de Ferreira.  

O técnico academista reconheceu as dificuldades que a equipa irá encontrar neste embate, e destacou a agressividade, competitividade e ambição do adversário, que ainda luta por um objetivo importante nesta reta final de temporada: “Sabemos que está em causa algo extremamente valioso e, como é natural, os objetivos que eles ainda têm nesta época. Certamente, vamos ter de combater esse tipo de argumentos da parte do Paços. Este é um jogo que se assemelha muito à maioria daqueles que nós tivemos, porque os adversários sempre foram muito difíceis de contrariar. Queremos e vamos terminar a época com dignidade”.

O treinador assumiu que, apesar de o Académico já não lutar por um lugar de subida, há objetivos internos a cumprir e uma imagem a defender: “Não nos focamos no nono lugar, porque o que queríamos era o primeiro, o segundo ou o terceiro, no mínimo. Pelo menos, foi esse o meu objetivo quando vim para cá em janeiro. Infelizmente, não conseguimos, e a partir desse momento, o foco tem de ser conquistar tudo aquilo que é possível conquistar. A posição na tabela é uma consequência final de outros objetivos que nós temos: demonstrar a nossa ambição dentro de campo, a nossa organização e conseguir a vitória. A forma como vamos conseguir essa vitória é aquilo em que a equipa se foca mais: demonstrar ambição, querer, qualidade, profissionalismo, dignidade”.

Apesar da frustração por não atingir o principal objetivo da época, Sérgio Vieira destacou a capacidade da equipa em manter a resiliência e em lutar em cada jornada: “Quando o objetivo que me trouxe cá não foi alcançado, para mim pessoalmente não é positivo. Depois, há outros pequenos objetivos que tivemos, que podem ser base para o futuro, para outras conquistas, e esses foram alcançados. Diariamente, sentimos a capacidade de reverter determinados processos, a resiliência para cairmos e levantarmo-nos e continuar a lutar. Apesar de as coisas não estarem a correr como queríamos, ficou a parte positiva desses processos. Mas, em termos gerais, naturalmente que não foi positivo, porque o objetivo principal não foi conquistado. E isto é algo que temos de encarar de forma natural, é a nossa profissão. É uma paixão para os nossos adeptos, mas não pode ser mais do que isso. Primeiro está a parte humana, a frontalidade com que encaramos as coisas. Só assim é que temos a lucidez necessária para nos levantarmos no futuro e sermos muito mais vencedores do que aquilo que fomos até ao momento”.

O treinador do Académico de Viseu também abordou as dificuldades que a equipa enfrentou ao longo da temporada, com várias lesões e ausências, que reforçaram a aposta em jovens jogadores: “Já temos estado a fazer isso de uma forma improvisada, mas natural, consoante as circunstâncias com que temos preparado os jogos. Infelizmente, as lesões traumáticas de alguns jogadores, questões disciplinares, acumulação de amarelos, ou as lesões de longa duração como foi o caso do Gautier, todas essas adversidades tiraram estabilidade à evolução da equipa em determinados momentos. Levaram-nos a olhar para todos os jogadores como opções em que confiávamos. Felizmente, foram dando respostas positivas em diferentes momentos de adversidade”

Sérgio Vieira destacou ainda o desempenho da equipa em contextos exigentes, como aconteceu no jogo em Vizela, e espera que esse espírito se repita frente ao Paços: “Fomos a Vizela e demos uma resposta muito positiva perante outro tipo de adversidades. Foi um jogo com o estádio cheio, com muito ruído, um ambiente competitivo muito interessante. A maior parte dos nossos jogadores — praticamente todos — mostraram personalidade e confiança. Tivemos uma avaliação positiva do jogo, mesmo não tendo ganhado”.

Para este jogo final, o foco está na atitude e na vontade de terminar a época de forma positiva: “O contexto deste jogo é diferente, a envolvência vai ser diferente. Esperemos confirmar essa lógica que, apesar da diversidade, os nossos jogadores mantenham o foco, a atitude competitiva, a ambição de ganhar, a confiança para jogar e a agressividade para disputar o jogo. Porque, no fundo, é isto que os nossos adeptos querem ver. É isto que mantém e eleva as carreiras dos jogadores — competir em diferentes circunstâncias, manter a performance, a mesma regularidade. E, nesse sentido, pode ser positiva a avaliação que vamos fazer de outros jogadores que ainda não tiveram oportunidade até ao momento”.

O Académico de Viseu recebe, este sábado, o FC Paços de Ferreira no Fontelo, numa partida agendada para as 14H.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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