Equipa Profissional 2025-05-03

“A confiança é algo que tem de ser provado constantemente”

Na manhã deste sábado, o Académico de Viseu recebeu a Portimonense SAD no Estádio do Fontelo, num encontro assinalado pelo triunfo dos Viriatos por 2-1.

Na conferência de rescaldo ao encontro, o treinador Sérgio Vieira mostrou-se satisfeito com a atitude da equipa, destacando a evolução do grupo e a importância dos detalhes no rendimento coletivo: “A confiança é algo que tem de ser provado constantemente: com atitudes, com comportamentos, com pequenos detalhes que nós lemos no dia a dia, na nossa vida pessoal e profissional. Desde janeiro, sempre acreditei no potencial que todos estes jogadores têm. Infelizmente, por diferentes circunstâncias, por alternância no rendimento e na performance, aconteceram oscilações – até dentro do mesmo jogo. Hoje, por exemplo, houve variações e decisões menos positivas, mas a avaliação global do jogo foi muito positiva. O golo sofrido na primeira parte surgiu de pequenos detalhes, e são esses pormenores que estes jogadores lutam diariamente para aperfeiçoar”.

A confiança foi reforçada internamente durante a semana, com uma mensagem clara vinda da estrutura do clube: “Passaram-nos uma mensagem muito importante: temos de respeitar o clube e o projeto. Mais do que conquistar vitórias, é a forma como lutamos por elas, e acho que ninguém pode apontar nada à atitude destes jogadores. O que aconteceu hoje não foi diferente do jogo com o Torreense, com o Alverca, com o Tondela, ou até em Oliveira de Azeméis, onde tivemos 30 minutos sempre por cima. Os pequenos deslizes que tivemos foram colmatados com o espírito e o trabalho coletivo. O Matheus fez uma excelente defesa, o Paulinho um corte decisivo, e mesmo o Soufiane, que teve de sair da sua posição para colmatar a lesão do Igor, foi importante”.

Sobre o jovem Gohi, que se estreou pela equipa profissional com uma assistência, o técnico academista deu relevância ao processo de crescimento: “Queremos jogadores com qualidade, que tomem boas decisões e que sejam regulares. Não sabemos ainda se é o caso dele, pois apenas jogou a três jogos do fim.  Se vai continuar, depende do trabalho e empenho dele, mas também das nossas opções. Tínhamos o Kelve no banco e continuamos a insistir num processo bem feito pela nossa formação. Sabemos que o crescimento e a maturidade passam por várias etapas. O futebol é muito emocional, e há diferentes visões: treinadores, jogadores, adeptos, imprensa, gestores, etc. Às vezes, essas visões não correspondem à realidade mas, neste momento, ele é um jogador em crescimento e, como ele, há outros no grupo. Parabéns a ele e a toda a nossa formação, estão a fazer um excelente trabalho e é neste caminho que os clubes devem trabalhar”.

Após este resultado, o Académico de Viseu prepara-se para o jogo da jornada 33, onde os Viriatos se deslocarão ao Minho para defrontar o FC Vizela.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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