Equipa Profissional 2025-05-02

"Vamos viver o momento com respeito pela cobrança que os nossos adeptos colocam em nós"

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida caseira deste sábado, frente à Portimonense SAD.  

“Esperamos o Portimonense como esperámos a Oliveirense, o Torreense, e como vamos esperar o Vizela e o Paços, ou seja, com dificuldades. As equipas, mesmo que não tenham objetivos, continuam a competir. E acredito que o Portimonense quer confirmar a manutenção”, afirmou o técnico.

Sérgio Vieira enfatizou que, na Segunda Liga, todos os jogos são desafiantes, independentemente da posição na tabela: “Temos de colocar sempre na equação a dificuldade de cada jogo. O que controlamos são os nossos comportamentos, a nossa atitude, o nosso foco. Os jogos são difíceis em qualquer campeonato. Muitas vezes, as equipas sem pressão jogam mais desinibidas, mas nós temos objetivos e queremos conquistar os nove pontos que restam”.

O treinador também abordou a situação do guarda-redes Domen Gril, confirmando a sua ausência por motivos clínicos: “Não está disponível, como já não esteve no último jogo. Ele sabe e todos nós sabemos”.

Questionado sobre a instabilidade em algumas posições, o técnico academista apontou várias causas, como lesões e oscilações de rendimento: “Essa instabilidade não é exclusiva do Brígido, atingiu outros jogadores que já mostraram muito valor no passado. A regularidade é fundamental para uma equipa vencedora. Tivemos lesões traumáticas – Igor, André Almeida, Ott e João Pinto – que nos obrigaram a mudanças constantes e a uma perda de sinergias”.

Apesar das contrariedades, o técnico mostrou-se confiante nos elementos mais jovens que também podem ser opção: “Encontrámos jovens com muito potencial, como o Fede (Gomes Gerth) e o Matheus (Sampaio), ambos cresceram muito. Esta equipa teve bons momentos, mesmo em contextos difíceis".

Sérgio Vieira terminou com uma mensagem para os adeptos viseenses e para o núcleo da equipa: “A ambição continua a ser vencer, queremos terminar a época em grande. É nisso que acreditamos. O nosso sucesso coletivo depende de cada um. Não há dois jogadores iguais, mas todos têm de ser tratados com imparcialidade. Sempre em primeiro lugar para o grupo, em primeiro lugar para o Académico, em primeiro lugar para os academistas, para a cidade. Vamos viver o momento com exigência e respeito, pela cobrança que os nossos adeptos colocam em nós. Com os pés assentes na terra, mas de cabeça erguida”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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