Equipa Profissional 2025-04-23

“A atitude tem de ser inegociável até ao último segundo”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, frente à UD Oliveirense.  

Com a temporada a entrar na reta final, o treinador reforçou a necessidade de luta e profissionalismo, mesmo quando os resultados teimam em não aparecer: “Da minha parte, em função dos valores que defendo – tanto humanos como profissionais – é duro ter de fazer esta intervenção, porque existe essa competência da minha parte e das pessoas que me rodeiam para saber viver este momento. Temos de ser mais profissionais do que nunca, lutar mais do que nunca pelos três pontos e continuar a trabalhar como temos feito até aqui”.

Sérgio Vieira recordou o jogo anterior, onde a derrota sofrida nos minutos finais deixou marcas: "O último jogo foi muito duro. Estava praticamente ganho e, a poucos minutos do fim, perdemos tudo num lance de canto. Este jogo talvez simbolize a inconsistência que foi a época. Ao longo dos 90 minutos, conseguimos momentos excelentes, como contra o Tondela, Alverca, Leiria, ou mesmo o Benfica B, com menos um jogador durante 80 minutos. Mas depois, em pequenos deslizes e faltas de concentração, deixámos escapar o resultado".

Também as ausências recentes na equipa pesaram nas últimas semanas, daquela que é uma temporada onde ainda há mais por conquistar: "Estamos a falar de jogadores que faziam parte do onze base. E quando há essas alterações, é normal que se perca estabilidade. Isso reflete-se no rendimento técnico-tático e no foco. Temos de ser dignos do emblema que carregamos. A dignidade, o profissionalismo e a ambição são características dos verdadeiros vencedores. Mesmo quando os objetivos mais valiosos já não estão em cima da mesa, a atitude tem de ser inegociável até ao último segundo de jogo. Quando aceitei vir para cá em janeiro, foi com o objetivo claro de lutar pela subida. Não foi conseguido, mas temos de agarrar o que ainda há por agarrar e superar a marca da época passada seria valioso".

Por fim, deixou uma nota sobre o respeito que o adversário merece, sublinhando a capacidade da Oliveirense, que recentemente empatou com o FC Porto B e venceu o Portimonense, após estar a perder: "Temos de respeitar muito o adversário. A Oliveirense tem jogadores experientes e já demonstrou a sua qualidade. Temos de dar o nosso máximo, talvez mais do que o nosso máximo, para vencer".

O Académico de Viseu joga esta sexta-feira em Oliveira de Azeméis. Os Viriatos visitam a UD Oliveirense às 15H30, em jogo da jornada 31 da Liga Portugal 2.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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