Equipa Profissional 2025-04-12

Temos de continuar a insistir, foi isso que definimos para nós

O Académico de Viseu saiu com um empate a uma bola da deslocação ao terreno do Leixões SC. Na partida da 29ª jornada do campeonato, o golo dos Viriatos foi apontado na primeira parte por Yuri Araújo.

Na conferência de rescaldo o treinador do Académico de Viseu, Sérgio Vieira, sublinhou o controlo que a sua equipa teve durante grande parte do encontro, lamentando o golo sofrido que impediu os viseenses de conquistarem o triunfo: "Chegámos cá e tivemos tranquilidade para jogar bem em muitos momentos, para chegar à vantagem de forma natural e controlar aquilo que o Leixões poderia fazer na sua própria casa contra nós".

Apesar de reconhecer algumas diferenças entre as duas partes do jogo, o técnico acredita que o equilíbrio equipa se manteve: "O jogo, mesmo na segunda parte, estava controlado. Embora concorde que teve algumas características distintas em relação à primeira parte, não foram de forma acentuada que justificasse mudarmos o nosso comportamento. Estava tudo controlado. Se não sofrêssemos aquele golo – que infelizmente aconteceu – penso que iríamos continuar a controlar aquilo que o Leixões era capaz de fazer".

Sérgio Vieira elogiou ainda o esforço da sua equipa e a forma como interpretou a partida: "Infelizmente só levamos um ponto, é a lógica da competição. Temos de continuar a insistir, porque definimos isso para nós: até à última jornada, até ao último segundo, tentar como tentámos neste jogo. Refrescámos os homens da frente, queríamos mais profundidade – foi algo que faltou um pouco na segunda parte e também na primeira. Sentimos um pouco a falta de movimentos de rutura, da bola a cair nas costas da linha defensiva do Leixões – algo que eles até fizeram com mais frequência do que nós. É um aspeto que temos de melhorar".

O treinador também abordou as dinâmicas defensivas e as variações táticas ao longo do encontro: "Se pararmos ao segundo ou ao pormenor, naturalmente há momentos em que estamos com uma linha de 5, outras com uma linha de 4, mas também há momentos em que estamos com uma linha de 3 e os alas a pressionar à frente. Isso é a lógica de qualquer equipa. Não pode ser, na minha opinião, uma análise linear. O jogo estava controlado. O Leixões também precisava de pontuar, tal como nós. Para nós, o jogo era uma final. E as finais, por vezes, não se jogam… ganham-se".

Mesmo com o empate, Sérgio Vieira considerou que os seus jogadores estiveram perto de alcançar o objetivo: "Em alguns momentos, os jogadores interpretaram bem. Conseguimos jogar, conseguimos entrar, conseguimos fazer o golo. A partir daí, tentámos controlar os momentos do jogo. Poderíamos, em algum momento, ser mais impressionantes, mas acho que o jogo estava mesmo muito controlado". 

Por fim, o técnico academista lamentou algumas decisões em posse e voltou a sublinhar a importância da profundidade: "O jogo foi exatamente aquilo que nós prevíamos, foi um jogo muito previsível. Acredito que, com o refrescar da equipa, iríamos ser mais ofensivos, mais impressionantes. Mas houve algumas tomadas de decisão – procurar a profundidade com bola – que nos condicionaram. Desde a primeira parte que isso foi evidente. Este é o caminho e não há outro".

Com este resultado o Académico de Viseu soma agora 41 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses regressam ao Fontelo, para jogar frente ao SCU Torreense. A receção à turma do Oeste está marcada para as 14H do próximo sábado.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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