Equipa Profissional 2025-03-08

“Lutamos em qualquer estádio, contra qualquer adversário”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 25ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao Marítimo.

No lançamento do jogo deste domingo, Sérgio Vieira manteve a postura positiva quanto ao momento da equipa, assumindo o desejo de ir à Madeira conquistar um importante triunfo: “Temos de continuar a insistir naquilo em que acreditamos. Somos responsáveis a olhar para o passado, queremos muito mais do que o que temos feito. Tivemos uma boa semana de trabalho, onde tentámos encontrar soluções para melhorar o nosso jogo. Queremos ser mais organizados e ir à procura dos três pontos fora de casa. Nesta fase, era muito especial e importante conseguirmos vencer amanhã”. 

O técnico academista lançou ainda alguns detalhes em que o grupo pode melhorar, não esquecendo o grande objetivo já traçado: “Em vantagem, não nos podemos retrair. Como diz a velha máxima, a melhor defesa é o ataque. Esse é um processo que sabemos como construir, é essa audácia que tem de ter uma equipa que se propõe a lutar pelos lugares cimeiros. Foi isso a que nos propusemos, não vamos de forma alguma desistir enquanto existirem possibilidades”. 

Sérgio Vieira abordou também a qualidade do adversário madeirense, reforçando que o Académico procura a felicidade em todas as ocasiões: “Sabemos que o Marítimo é um clube histórico, que anda nesta divisão na qual não deveria estar, tal como o Académico. Não olhamos às cores do adversário ou à sua dimensão, olhamos sim para o que somos capazes de fazer como grupo. Lutamos em qualquer estádio, contra qualquer adversário, interpretamos bem as regras e entregamos o corpo e a alma. Não é a deslocação que nos vai condicionar, temos é de dar uma resposta forte aos últimos jogos. Queremos mais e melhor, acreditamos que dependemos só de nós”. 

O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio do Marítimo. Os Viriatos visitam a Ilha da Madeira a partir das 14H, em jogo com arbitragem de David Rafael Oliveira da Silva, da Associação de Futebol do Porto e vídeo-arbitragem de Marcos Brazão, da Associação de Futebol do Algarve.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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