Equipa Profissional 2025-01-04

“Queremos dar continuidade à nossa caminhada, sabendo que a equipa está cada vez mais ambiciosa”

O Mister Rui Ferreira e o avançado Yuri Araújo deram, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 17ª jornada da Liga Portugal 2, em casa do FC Paços de Ferreira.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico principal do Académico de Viseu abordou a paragem do campeonato, afirmando que recebeu um grupo mentalmente “revigorado”, após o merecido tempo com as respetivas famílias: “A paragem é o que é, a avaliação que nós fazemos é sempre em função do que os jogadores nos vão dando. Percebemos o que eles precisam, principalmente ao nível mental. E, nesta altura do Natal, sentimos que os jogadores precisavam de estar com as famílias, sempre preocupados com a dimensão física. Sabemos os jogadores que temos, que são profissionais e que fazem o seu treino em casa. Nesse sentido, achámos importante terem tido esse tempo familiar. Reiniciámos bem o trabalho, eles são grandes profissionais e demonstram-no, diariamente. Estamos convictos de que só ganhámos com esta paragem, porque recebemos jogadores revigorados e é nisso que temos apostado”.

Rui Ferreira falou ainda do adversário deste domingo, apontando baterias para a vitória na Capital do Móvel: “O Paços é uma equipa que anda à procura de subir de divisão, dois anos após a descida, mas não tem corrido da forma como gostariam. Dentro daquela que é a nossa ambição, e do campeonato que temos vindo a fazer, vamos tentar conquistar os três pontos. Queremos dar continuidade à nossa caminhada, sabendo que a equipa está cada vez mais ambiciosa. Temos de dar continuidade a essa ambição, jogando com a emoção, mas também com a racionalidade. É isso que transmitimos aos jogadores, o jogo tem vários momentos e, dentro dos mesmos, temos de encontrar pontos de equilíbrio para podermos conquistar a vitória”.  

Também Yuri Araújo falou, esta manhã, aos jornalistas. O avançado brasileiro afirmou a sua convicção nos três pontos, garantindo que prevê bons resultados da equipa no que resta da competição: “O jogo de amanhã vai ser muito importante, vamos lá para ganhar. Esse é o nosso objetivo, espero que possamos fazer um bom jogo, trabalhamos para isso. Em relação ao resto da época, acredito que possamos fazer um bom campeonato em 2025. Entrar bem é o nosso principal objetivo para este jogo, e para o que falta da temporada”.

O Académico de Viseu joga este domingo na Capital do Móvel. Os Viriatos visitam o terreno do FC Paços de Ferreira, a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Hélder Carvalho, da Associação de Futebol de Santarém, e vídeo-arbitragem de Gonçalo Neves, da Associação de Futebol de Lisboa.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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