Equipa Profissional 2026-09-12

“Queremos dar muitas alegrias aos nossos adeptos no Fontelo”

A segunda vitória do Académico na Liga Betclic, que assinalou o regresso academista aos triunfos em pleno Fontelo, 37 anos depois, significou, também, o melhor arranque de sempre na Liga – uma conjugação história de fatores, celebrada de forma épica pelas bancadas de um estádio mais uma vez lotado (três jogos, três casas cheias). Na conferência de Imprensa que se seguiu ao 2-1 contra o Vitória SC, o treinador Bruno Pinheiro não esqueceu, mais uma vez, a importância dos adeptos e o carácter dos jogadores e da equipa: “podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas há uma coisa que nunca nos vão poder apontar: é falta de vontade, falta de atitude, falta de querer”.

Sobre a aposta final em Bouldini e o garantir da vitória.

Apostei no último minuto porque, de facto, o Clóvis é o Clóvis. Havia duas opções: manter o Clóvis em campo e meter mais um avançado para tentar ganhar o jogo; ou trocar homem por homem, porque achei que o Clóvis já estava muito desgastado e que já não conseguiria ter o impacto que o Boldini teria. Fomos felizes, o Boldini entrou, acabou por fazer o golo. Muitas vezes somos criticados pelas substituições, nós vivemos com esses dilemas e temos de tomar decisões. Senti que se metesse dois avançados, poderia manter o Clóvis, mas teria de destapar noutro lado. Fui feliz. O jogador entrou e foi feliz também. Este grupo merece muito somar pontos e estou feliz pelo grupo.

Sobre a entrada mais forte do Académico e o que procurou corrigir ao intervalo.

Fomos surpreendidos na fase inicial porque o Vitória defende sempre em 4-4-2. Muitas vezes, quando ativam as pressões e nas variações, o médio do lado oposto à bola sai a pressionar o médio defensivo. E hoje fizeram algo diferente. Portanto, vieram numa espécie de 4-2-3-1, fecharam o 6, fizeram homem a homem no meio, e isso retirava muita capacidade de construção. O que fizemos ao intervalo foi corrigir o posicionamento do Luís Silva, para arrastar o 10 com ele e libertar o central. Ou, se o extremo ficasse agressivo, libertar o lateral. E foi por aí. Muitas vezes sei que as pessoas não gostam de ver o passe para trás, mas a verdade é que, se repararem, a maioria das vezes que a bola foi ao Ewerton, o jogo desbloqueou. Muitas vezes o Vitória acabava por ficar homem a homem, porque o lateral do Vitória saltava no nosso lateral e, naquelas bolas longas, tivemos três ou quatro lances em que poderíamos ter desequilibrado o jogo a nosso favor. Portanto, fizemos essa correção. Defensivamente, tentámos que a equipa se compactasse mais porque, na primeira parte, senti que fomos muito atrás das referências; na segunda parte, conseguimos muito mais vezes ativar a pressão e levámos muito mais vezes o Vitória até ao seu guarda-redes. Portanto, foram essas as duas correções. Só fiz uma correção ofensiva e uma defensiva. Acho que, às vezes, a simplicidade ajuda muito os jogadores e é o que tento fazer.

Sobre os oito pontos e a posição do Académico na Liga.

Uma coisa lhe posso dizer: podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas há uma coisa que nunca nos vão poder apontar: é falta de vontade, falta de atitude, falta de querer. Podem-nos apontar falta de qualidade, mas falta de querer não nos podem apontar. E este grupo é fortíssimo. Eu sempre... quando vim para o Académico, foi sempre aquilo que eu disse, que destaquei quando analisei o Académico: senti sempre que era um grupo diferente, no querer, e na postura. O Luís Silva, como capitão, é um exemplo deste grupo, de vontade, querer, de liderança, de qualidade de saber estar, em jogo, em treino. Há vários jogadores que o seguem e isso faz com que o grupo acabe por criar essa essa essa postura. Portanto, é um grande grupo. Só o Ewerton é que está a jogar, de quem entrou esta época. Os reforços vão ter de conquistar o seu espaço. Estes rapazes estão cá para dar luta. Quem chegou vai ter que se adaptar, primeiro porque também houve dois ou três reforços que fisicamente não chegaram bem, porque não estavam a trabalhar; há esse período de adaptação para eles. Outros, como o Mestanza, estão muito bem, bem integrados, são uma mais-valia e ajudam imenso; mas todos eles vão ter que dar aos chinelos para descalçar os colegas que estão cá.

Sobre o peso e herança da equipa que se afirmou e subiu de divisão

O peso foi aquele que eu aceitei. Sabia para aquilo que vinha. Também disse, antes de começar o campeonato, honestamente, que acho que este é o maior desafio da minha carreira. Mas tive muita vontade de o abraçar. Quando cheguei, confirmei tudo aquilo que que tinha sido o meu feeling. E volto a repetir: podemos não ser os melhores do mundo, mas de vontade e de querer ninguém nos vai nunca poder apontar nada. Agora, obviamente, há um período de adaptação. Acho que podemos jogar melhor, vamos conseguir jogar melhor. A verdade é que estamos a defrontar o Vitória de Guimarães. E não nos podemos esquecer disso. Agora, trabalhamos com o que temos, com humildade, e com o carácter que temos. Sabemos que vai ser sofrido. Faltam 28 batalhas, nas quais vamos dar o nosso melhor; e acreditamos muito que vamos ser felizes no fim, sabendo que vai ser difícil. Jogamos com os jogadores que estavam na Segunda Liga e, para já, estamos a fazê-lo bem e eles estão estão de parabéns. Queremos muito jogar melhor e peço alguma paciência aos adeptos porque eu sei que os adeptos gostam sempre de um jogo muito vertical, muito para a frente, mas temos que jogar com o que temos. E, muitas vezes, quando precisamos de ter mais tempo e espaço, às vezes precisamos de fazer esticar a equipa contrária para, depois, como hoje aconteceu três ou quatro vezes, conseguirmos dar seguimento para a frente e criar toportunidades de golo. Queremos muito ganhar. As pessoas compreendam isso; e apoiem-nos. Queremos dar muitas alegrias aos nossos adeptos aqui em casa, no Fontelo.

Sobre o facto de o treinador adversário referir que o Vitória não merecia perder; e sobre o Fontelo lotado e o apoio dos adeptos.

Acredito que podemos ganhar os jogos todos, senão não podia ser o treinador. Acho que também não merecíamos perder com o Santa Clara, e acho que não merecíamos empatar com o MarítimoAgora, eu só posso dizer que estou muito contente de ter feito os primeiros golos no Fontelo, ter sentido a vibração dentro do campo, dos adeptos, quando houve os golos; a vibração dos adeptos quando foi o apito final, o alívio de toda a gente estou muito satisfeito pelos três pontos e muito satisfeito por termos sempre casa cheia, mesmo nos momentos difíceis; por isso peço essa compreensão a todos, vai ser uma época muito difícil. Apoiem-nos que merecemos ser apoiados. É só isso que eu peço.

Se a paragem da Liga, que se aproxima, é benéfica para o Académico.

Quando regressarmos, na primeira jornada a seguir, eu digo-lhe. Mas até lá ainda ainda falta o Estrela da Amadora.

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Fan Zone entra no ritmo do Rock & Dão em dia de Académico x Vitória SC

No próximo sábado, a Académico de Viseu FC, Futebol SAD promove uma Fan Zone, na Rua Dr. Aristides Sousa Mendes, no âmbito da 6.ª jornada da Liga Portugal Betclic. O espaço estará aberto entre as 16h00 e as 20h30 e contará com comes e bebes, jogos e desafios, proporcionando aos adeptos momentos de convívio e diversão antes do jogo.Para os mais pequenos haverá insufláveis. E a música também será protagonista. A Fan Zone vai contar com uma seleção musical inspirada no ambiente e na identidade do festival Rock & Dão, que se realiza nos próximos dias 18 e 19 de setembro. No espaço haverá também uma ativação alusiva ao festival. Como é habitual, vão estar presentes várias roulotes de restauração de negócios locais, entre os quais o Rude Restaurante, o Marcelo dos Kebabs, as Farturas do Gonçalinho, a Terras do Demo e ainda a Confraria dos Carneiros. Os adeptos poderão ainda visitar a Loja Móvel de merchandising do Académico de Viseu. Tendo em conta a elevada adesão, a Académico de Viseu FC, Futebol SAD deixa algumas recomendações importantes: A entrada antecipada nas bancadas do Estádio do Fontelo. As portas do estádio abrirão duas horas antes do início do jogo; Sempre que possível, aconselha-se a deslocação a pé ou através de transportes públicos; É aconselhada a chegada com antecedência à Fan Zone, de forma a aproveitar todas as atividades; Para quem se deslocar de carro, sugerem-se como alternativas de estacionamento o Parque da Feira Semanal e o Parque da Radial de Santiago; O bilhete de jogo é pessoal e intransmissível. A sua revenda por um valor superior ao preço de aquisição constitui crime de especulação; É proibida a utilização de adereços alusivos à equipa visitante nos setores destinados aos adeptos do Académico de Viseu. Devido à realização do evento e do encontro, estarão em vigor os seguintes condicionamentos de trânsito: O Parque de Estacionamento do Solar do Dão e a Alameda Messias de Fuschiniestarão encerrados entre as 23h00 do dia 10 de setembro e as 23h30 do dia 12 de setembro; Na Rua Dr. Aristides de Sousa Mendes, o estacionamento estará condicionado entre as 02h00 do dia 9 de setembro e as 23h30 do dia 12 de setembro; A Rua Dr. Aristides de Sousa Mendes e a Avenida José Relvas, a partir do Pavilhão do Fontelo, estarão cortadas ao trânsito entre as 08h00 e as 23h30 do dia 12 de setembro. Planeia a tua chegada, vem mais cedo e aproveita para jantar na Fan Zone antes de entrares no estádio. Assim, podes desfrutar de tudo o que preparámos e entrar no Fontelo pronto para mais um jogo.

2026-09-10

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“Queremos muito ganhar em casa”

Bruno Pinheiro fez, esta quinta-feira 10 de setembro, a antevisão à receção ao Vitória SC, agendada para sábado, dia 12 pelas 20h30, no Estádio do Fontelo. O treinador do Académico de Viseu destacou a evolução da equipa após a vitória em Barcelos, a exigência do adversário e a ambição de conquistar os primeiros pontos em casa, sublinhando também a importância do apoio dos adeptos num encontro em que espera uma forte moldura humana. - O Vitória é uma das equipas mais rematadoras entre os chamados ‘Big Six’ europeus. A vitória em Barcelos foi um bom teste para a organização defensiva do Académico? - Podemos considerar que sim. Eles [Gil Vicente] remataram imenso e não era essa a nossa vontade. É verdade que também remataram muito de fora da área… mas poderá ser um dos pontos fortes do Vitória: é uma equipa com muita mobilidade ofensiva, difícil de contrariar defensivamente e que acaba por rematar imenso. Acho que vamos conseguir, à nossa maneira, com a nossa organização defensiva, limitar esses remates. Identificámos algumas situações no jogo com o Gil Vicente que nos vão dar mais confiança e permitir reduzir essa quantidade de remates que os adversários possam fazer. - A primeira vitória da época alterou o ambiente de trabalho durante a semana? - Honestamente, acho que não há grandes diferenças, tirando o facto de haver, se calhar, mais sorrisos do que quando se perde. O grupo trabalhou da mesma maneira. É muito fácil trabalhar com eles, são jogadores que querem muito, que ouvem bastante e tentam cumprir. Se depois conseguem ou não é outra história, mas a vontade e a disponibilidade para trabalhar estão sempre presentes. Nunca foi diferente nas semanas em que não ganhámos. Esta semana só houve, talvez, mais uns sorrisos. - O Vitória chega ao Fontelo com cinco pontos conquistados fora de casa e ainda sem pontuar em casa. O Académico está preparado para dar continuidade à vitória em Barcelos? - Existe muita vontade de fazer bem as coisas. Queremos muito marcar o nosso primeiro golo aqui no Fontelo e ganhar os primeiros pontos em casa. Essa vontade existiu sempre e continua a existir. É uma motivação extra tentar ter um resultado positivo em casa. Sabemos da dificuldade que vai ser o jogo com o Vitória. É uma equipa forte, com um caudal ofensivo muito grande. Teve um início de campeonato exigente, já jogou com Braga e Sporting, e também está a adaptar-se a um treinador novo e a alguns jogadores novos. Tal como nós, está num período de evolução. Acredito que nós também estamos a melhorar de semana para semana. - A vitória em Barcelos pode ser um fator galvanizador para a equipa, num jogo em que se espera uma forte presença dos adeptos do Vitória? - Queremos muito dar continuidade ao resultado do último fim de semana. Sabemos que teremos pela frente um adversário forte, mas queremos muito ganhar em casa. Os nossos adeptos têm correspondido em peso e os dois jogos que fizemos em casa tiveram casa cheia. Não sei se será o caso deste jogo, mas certamente vamos ter uma moldura humana muito boa. Gostávamos muito de fazer do Fontelo uma fortaleza para nós. - O Académico tem cinco pontos conquistados fora de casa e nenhum em casa. É desta que os primeiros pontos chegam ao Fontelo? - Esperamos que sim. É preciso é que os pontos apareçam, em casa ou fora. Obviamente que gostávamos muito de ganhar em casa, marcar em casa e dar um bom ambiente ao nosso estádio. Tenho essa convicção de que vamos conseguir. O primeiro objetivo é garantir claramente os pontos que assegurem a manutenção. Quantos mais pontos fizermos em casa, melhor. Pontuar em casa tem um sabor diferente, obviamente, por isso queremos muito ganhar em casa. 

2026-09-10

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