Equipa Profissional 2026-08-28

Miguel Brau é reforço do Académico por uma temporada

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD informa que chegou a acordo para a contratação de Miguel Brau. O defesa-esquerdo espanhol, formado no Granada, assina por uma época, emprestado pelo Coventry City, da Premier League.

A Académico de Viseu, Futebol SAD assegurou o empréstimo do defesa-esquerdo espanhol Miguel Brau, de 24 anos, por uma temporada. O lateral chega ao Fontelo cedido pelo Coventry City, clube que se sagrou campeão do Championship em 2025/26 e disputa esta época a Premier League.

Brau deu os primeiros passos no futebol local antes de ingressar na formação do Granada, em 2019. Filho do antigo defesa-central Ángel Brau, Miguel Brau estreou-se na Liga espanhola em 2023/24 pelo Granada, clube pelo qual realizou ainda 28 jogos no segundo escalão do futebol do país vizinho em 2024/25. Época em que o clube lutou pela subida à La Liga até à derradeira jornada.

As exibições consistentes ao serviço do clube de formação levaram o Coventry a resgatá-lo a custo zero para 2025/26. Miguel Brau integrou o plantel dos ‘skyblues’ a pedido do técnico Frank Lampard e ajudou o clube a alcançar um feito histórico: cumpriu 11 jogos na época de regresso ao maior escalão do futebol inglês 25 anos depois. Assim, a experiência acumulada em Espanha e Inglaterra tornam o lateral-esquerdo espanhol numa solução consistente para o lado canhoto da defesa viriata em 2026/27.

"Estou encantado por chegar ao Académico. O clube já não disputava a Primeira Liga há muitos anos, e eu venho para ajudar este grupo. A Primeira Liga portuguesa é um campeonato muito exigente e vai ser difícil, mas a experiência que acumulei em Espanha e Inglaterra vai ajudar-me a ser útil ao grupo", afirmou Miguel Brau nas suas primeiras declarações como jogador academista.

Questionado sobre a forma como recebeu o convite do Académico, o lateral-esquerdo foi claro. “O Académico é um clube que tem crescido muito nos últimos anos. Falei com o presidente e os diretores e falaram-me num projeto ambicioso”, explicou, antes de fazer um convite aos adeptos: “Já conheci a cidade de Viseu e toda a gente foi muito amável comigo. Espero ver os nossos adeptos todos os fins-de-semana no Fontelo.”

Por fim, em jeito de conclusão, Miguel Brau assume-se como “um futebolista de trabalho, que se sacrifica em campo em prol da equipa.”

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD dá as boas-vindas a Miguel Brau e deseja-lhe os maiores sucessos desportivos com a camisola do Académico.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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