Equipa Profissional 2026-08-21

Avançado português Paulinho reforça Académico

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD informa que chegou a acordo para a contratação de Paulinho. O avançado português chega ao Fontelo por empréstimo dos polacos do Wieczysta Krakow, ficando o Académico com opção de compra no final da temporada.

O avançado português Paulinho, de 26 anos, é o mais recente reforço da Académico de Viseu FC, Futebol SAD. Após dois anos a jogar no estrangeiro, o atacante que passou pelo SC Braga e Vizela na formação regressa a Portugal pela porta do Académico, através de um ano de empréstimo por parte dos polacos do Wieczysta Krakow, ficando os viriatos com opção de compra no final desta temporada.

Depois de dar nas vistas, com 19 anos, ao serviço do S. Paio D’Arcos FC, Paulinho chegou ao Fafe em 2020/21, ajudando os justiceiros a subir à Liga 3, com 10 golos em 29 jogos. E isso bastou para dar o salto para o Estrela da Amadora, onde jogou uma época e meia na 2ª Liga (19 golos em 44 jogos), antes de rumar aos dinamarqueses do Viborg a meio de 2022/23. 

Mas, na época seguinte, Paulinho voltou a Portugal por empréstimo. Na primeira metade da temporada, estreou-se na Liga Portugal, com a camisola do Portimonense, tendo a meio da época rumado ao Torreense, pelo qual marcou 2 golos na 2ª Liga. Em 2024/25, foi cedido aos turcos do Bandirmaspor, onde fez 8 golos, e assinaria pelos romenos do Otelul Galati em 2025/26, para apontar 7 golos em meia época.

O desafio seguinte foi na Polónia, ao serviço do Wieczysta Krakow, acabando por dar-se agora o regresso a Portugal para representar a Académico de Viseu FC, Futebol SAD e reforçar o setor ofensivo de um plantel às ordens do técnico Bruno Pinheiro.

"Quando um clube histórico e desta dimensão como o Académico tem interesse em ti, é muito difícil dizer que não. Estou muito feliz por estar aqui. É com grande orgulho e responsabilidade que também embarco neste projeto", afirmou Paulinho nas suas primeiras declarações como jogador academista.

Reconhecendo estar “muito feliz por voltar” a Portugal, o avançado explica que pretende “ser mais um” a entrar no universo Académico e ajudar o clube a atingir as metas estabelecidas: “Tenho a certeza de que vamos ser muito felizes juntos. Com o trabalho vamos conseguir tudo. Acima de tudo pretendo seguir a metodologia que está implementada no clube. Eu é que tenho de adaptar-me ao Académico e prometo, acima de tudo, trabalho.”

Por fim, um pedido especial aos adeptos viriatos. “Que nos apoiem porque vai ser uma época longa. Mas tenho a certeza de que, com harmonia entre jogadores e adeptos, vamos alcançar os nossos objetivos”, concluiu.

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD dá as boas-vindas a Paulinho e deseja-lhe os maiores sucessos desportivos com a camisola do Académico.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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