Equipa Profissional 2026-04-04

"Estamos tristes mas temos que ultrapassar a derrota, rapidamente"

O Académico de Viseu saiu derrotado da receção ao FC Felgueiras por 0-1, este sábado, no Estádio Municipal do Fontelo, em partida a contar para a 28.ª jornada da Liga Portugal 2. No final do encontro, o treinador Sérgio Fonseca assumiu a frustração pelo desfecho, destacando a dificuldade em lidar com a derrota, sobretudo pelas circunstâncias nas quais aconteceu.

“Não lidamos muito bem com as derrotas, e esta tem uma particularidade: foi da forma que foi. Acho que, no decorrer do jogo, também tivemos, em alguns momentos, responsabilidades nossas, em que não fizemos as coisas como deveríamos”, começou por referir.

Apesar de reconhecer falhas, o técnico enalteceu a atitude da equipa, sublinhando a ambição demonstrada ao longo dos 90 minutos: “É uma derrota difícil de digerir, tendo em conta aquilo que foi o querer, a ambição, a atitude, o nunca baixar os braços e o irmos sempre à procura de algo melhor. O facto de o guarda-redes deles ser considerado o melhor em campo é sinal de que quisemos reverter as coisas”, destacou, acrescentando que o grupo deve reagir de imediato: “Estamos tristes, mas temos que ultrapassar rapidamente, olhar em frente, seguir a trabalhar, corrigir os aspetos em que não estivemos tão bem, melhorar e preparar já o próximo jogo.”

Sérgio Fonseca reforçou ainda a identidade da equipa academista, apontando para a vontade de jogar e assumir o jogo como traço distintivo: “Somos uma equipa que gosta de jogar, e acho que isso foi visível. Gostamos de praticar e de valorizar o futebol, mas nem todos os intervenientes tiveram a mesma ideia que nós.”

O encontro ficou também marcado por decisões disciplinares e momentos de arbitragem contestados pelo técnico viseense: “Com as expulsões e com menos elementos, as coisas ficaram mais difíceis, ficaram condicionadas. Mesmo assim, já na compensação, há um lance claro de penálti sobre o Rúben, em que há um agarrão. Não quero, com isto, estar a desculpar-me, mas é uma situação tão visível que poderíamos, pelo menos, ter chegado ao empate. Não foi assinalado, temos que seguir o caminho.”

Por fim, o treinador deixou críticas ao critério disciplinar aplicado ao longo da partida: “Acho que o critério dos cartões amarelos não foi o mais correto. Qualquer lance com os jogadores do Académico de Viseu dava cartão amarelo, enquanto para os nossos adversários não. Mas isso é uma parte que não me compete a mim avaliar, deixo para quem de direito”, concluiu.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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