Equipa Profissional 2026-03-19

"Estamos muito confiantes"

O Académico de Viseu desloca-se, no próximo sábado, ao Estádio Dr. Carlos Osório, terreno emprestado do Lourosa FC, em jogo a contar para a 27.ª jornada da Liga Portugal 2, num encontro que se antevê exigente para os Viriatos.

Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca destacou a competitividade do adversário, sublinhando a continuidade da estrutura que garantiu o sucesso recente: “É um adversário difícil, como são a maioria dos que disputam este campeonato. É uma equipa que manteve praticamente grande parte da estrutura do ano passado, quando foram campeões na Liga 3, e foram contratando jogadores com experiência. Acho que é uma equipa extremamente competitiva”.

O técnico academista alertou ainda para o clima que costumam criar os adeptos do Lourosa: “Quando joga junto do público, normalmente tem muita gente sempre a apoiar, também é um aspeto que os galvaniza. Estão a fazer um bom campeonato, portanto esperamos aquilo que temos estado à espera: um adversário difícil”.

Quanto ao momento da equipa, Sérgio Fonseca mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido ao longo da semana: “Numa semana normal de trabalho, eles trabalharam bem. Não só quem está a jogar está a dar uma boa resposta, como também quem não tem sido utilizado com tanta regularidade, está empenhado no trabalho, no compromisso e na atitude. Vamos confiantes para o jogo”.

Com oito jornadas por disputar, o treinador reforçou a mensagem interna de encarar cada partida como decisiva: “Olhamos para o que falta do campeonato e faltam oito jogos. Para nós são oito finais, é a mensagem que passamos ao grupo. Pensamos jogo a jogo, nos três pontos. Não olhamos para trás, olhamos para o imediato, que se chama Lourosa, e é com esse objetivo que vamos para o jogo”.

Sérgio Fonseca valorizou ainda a competitividade interna do plantel: “É importante que exista, porque obriga quem está a jogar a manter intensidades altas e a trabalhar focado. Nós, equipa técnica, contamos com todos até ao final do campeonato”.

Sobre a disponibilidade do plantel, deixou uma nota de confiança: “Esperamos entrar com 11, vamos entrar com 11. Relembrar que o Luís Silva é um jogador extremamente importante no nosso grupo, é um dos capitães, mas já fomos a Alcochete sem ele e a equipa deu uma boa resposta. Estamos muito confiantes, contando com todos os jogadores”.

Também presente na conferência, Álvaro Zamora recordou o último confronto entre as equipas, destacando o espírito de superação demonstrado pelos Viriatos: “Esse jogo traz-nos muita motivação, por termos ganhado com 10 jogadores e termos dado a volta ao resultado de 2-0. O Lourosa é um adversário difícil, mas esse jogo foi especial porque nunca nos demos por vencidos e soubemos como ganhar-lhes".

O avançado destacou ainda o seu compromisso individual com a equipa: “Tento sempre dar o melhor de mim, com a melhor atitude. Tento sempre jogar bem com bola e, se não a tiver, procuro ajudar fisicamente a equipa”.

Por fim, deixou uma palavra de agradecimento aos adeptos, reforçando a importância do seu apoio nesta fase decisiva da época: “Estamos muito agradecidos pelo apoio que os adeptos nos têm dado durante toda a época, e não só agora que faltam oito jogos. Desde o princípio que sentimos muita motivação deles. Sabemos que estão contentes e entusiasmados para os próximos jogos. Sabemos a importância do apoio deles fora de casa, então temos uma responsabilidade muito grande”.

O Académico de Viseu parte assim para Oliveira de Azeméis com confiança, espírito de união e o objetivo claro de somar mais três pontos numa fase crucial da temporada.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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