Equipa Profissional 2026-03-14

Académico reage à desvantagem e vence Leixões por 3-1

O Académico de Viseu venceu este sábado o Leixões SC por 3-1, no Estádio Municipal do Fontelo, em partida a contar para a 26.ª jornada da Liga Portugal 2. Depois de entrar em desvantagem no marcador, a equipa orientada por Sérgio Fonseca reagiu e protagonizou uma reviravolta convincente, somando três pontos importantes diante dos seus adeptos.

Na conferência de imprensa após o encontro, o técnico reconheceu que a equipa começou o jogo de forma positiva, mas acabou por perder alguma tranquilidade após algumas perdas de bola que permitiram aproximações perigosas do adversário: “Acho que nós até acabámos por entrar bem no jogo. Depois tivemos ali uma ou outra perda de bola que permitiu que o Leixões conseguisse também chegar perto da nossa área e isso tirou-nos tranquilidade. Inclusive sofremos o golo e tivemos a equipa um pouco ansiosa”, explicou.

Ainda assim, o treinador destacou a capacidade de reação da equipa ao longo da partida, sublinhando que os ajustes realizados permitiram inverter o rumo do encontro: “Acho que as coisas foram sendo retificadas e acabámos por chegar à vitória, que acho que foi merecida”.

Sérgio Fonseca considerou também que o empate antes do intervalo foi determinante para o desfecho da partida: “Momentos importantes? Sim, concordo. Conseguirmos ir para o intervalo empatados foi fundamental. É diferente. Depois, logo no início da segunda parte, ao chegar ao golo, deu-nos essa tranquilidade que não tivemos durante a primeira parte”.

O técnico academista abordou ainda a resposta da equipa depois da derrota na jornada anterior, reforçando a importância de demonstrar uma reação perante os adeptos: “Nós preocupamo-nos acima de tudo jogo a jogo. O grupo tem plenamente a noção de que não fizemos tudo o que devíamos ter feito no jogo em Chaves. Era importante mostrarmos dentro de campo, junto da nossa massa associativa, que queríamos mudar o rumo das coisas”.

Por fim, o treinador apontou já o foco para o próximo desafio, frente ao Lusitânia de Lourosa, reforçando a competitividade do campeonato e a necessidade de manter a concentração: “Com o Lourosa será mais uma final. Aqui não há jogos fáceis. É um campeonato extremamente competitivo e nós encaramos todos os jogos com o mesmo sentido de responsabilidade. Vamos trabalhar bem durante a semana, preparar-nos para tentar trazer os três pontos”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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