Equipa Profissional 2026-03-12

Vontade de regressar às vitórias frente ao Leixões

O Académico de Viseu recebe este sábado o Leixões SC, no Estádio do Fontelo, em partida da 26.ª jornada da Liga Portugal 2, com a equipa viseense determinada em regressar aos triunfos diante dos seus adeptos. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o atleta Robinho reconheceram que o grupo analisou o último jogo e está preparada para responder frente a um adversário de qualidade.

O técnico academista começou por admitir que a equipa fez uma reflexão interna após o último encontro, sublinhando a importância de corrigir erros e preparar a resposta já neste desafio: “Temos plenamente a noção de que também não fizemos tudo aquilo que deveríamos ter feito, no sentido de trazer outro resultado de Chaves. Falámos sobre isso durante a semana, analisámos as coisas que não correram tão bem e preparámo-nos para um jogo difícil contra um adversário com muita qualidade, no qual contamos muito com o apoio dos nossos adeptos para nos ajudarem a chegar ao objetivo, que é ganhar o jogo e ficar cá com os três pontos”, afirmou.

Sobre o adversário, Sérgio Fonseca destacou a evolução recente da equipa de Matosinhos e a qualidade individual do plantel: “É uma equipa com muita qualidade. Como disse há pouco. É verdade que não começou muito bem o campeonato devido a alguma instabilidade, o que levou também à mudança de treinador. Melhoraram, saíram do fundo da tabela classificativa e têm muita qualidade individual. Agora, no mercado de janeiro, reforçaram-se com novos jogadores, quatro deles vindos de equipas da primeira liga. Isso, por si só, demonstra que é um adversário difícil e com qualidade, como são todos neste campeonato”, explicou.

Ainda assim, o treinador garantiu que o foco da equipa está sobretudo no próprio desempenho: “Nós temos que olhar para nós, para aquilo que fizemos bem — e temos feito muitas coisas boas — e corrigir aquelas menos boas que também têm acontecido. Queremos entrar com muita confiança para o jogo e ir em busca dos três pontos”, acrescentou.

O técnico abordou também o contexto do último encontro, recordando que foi um jogo diferente do habitual: “Foi um jogo atípico, sem público, com um ambiente diferente. Mas nós achamos que não fizemos tudo aquilo que estava ao nosso alcance para trazer os três pontos e isso não pode servir de justificação. Sabíamos que o jogo não iria ter público. Este aqui esperamos que tenha, e muito. Contamos muito com o apoio dos nossos adeptos”, concluiu.

Ao lado do treinador, Robinho mostrou confiança na resposta da equipa e destacou a motivação de voltar a jogar perante os academistas: “A equipa está preparada e tem trabalhado para voltar às vitórias. Mais importante ainda, fazê-lo frente aos nossos adeptos e à nossa cidade é sempre uma motivação extra”, afirmou.

Questionado sobre a sua posição em campo, o jogador mostrou-se totalmente disponível para ajudar a equipa em qualquer função: “As decisões são do mister. Eu estou aqui para ajudar, seja a extremo, seja a lateral. Até já brinquei com isso: nem que seja a guarda-redes, desde que possa ajudar o grupo de alguma forma, acho que é o mais importante”, referiu.

O atleta reconheceu também que o último jogo não foi o mais conseguido, mas destacou a competitividade da prova: “Não foi um jogo muito conseguido da nossa parte, não fomos tão eficazes. Mas também temos que dar mérito ao adversário, que tem muita qualidade. Isto é uma liga muito competitiva e todos os jogos são muito difíceis”, concluiu.

O encontro entre Académico de Viseu e Leixões está marcado para sábado às 11H, no Fontelo, onde os Viriatos procuram regressar às vitórias perante os viseenses.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais