Equipa Profissional 2026-03-04

"Temos de continuar sérios, focados, dar o nosso melhor e, mais uma vez, permanecer unidos”

O Académico de Viseu enfrenta, na próxima sexta-feira, o GD Chaves, em partida a contar para a 25.ª jornada da Liga Portugal 2, no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o médio André Ceitil assumiram a ambição de conquistar os três pontos, reconhecendo, contudo, a dificuldade do desafio.

O treinador Sérgio Fonseca espera um encontro complicado frente a um adversário com qualidade: “O GD Chaves é uma equipa que tem muita qualidade. O plantel foi formado com o objetivo de subir de divisão. Ao longo da época tem sido irregular: começaram bem, depois tiveram um período menos bom e houve a troca de treinador”.

Ainda assim, o técnico alerta para o equilíbrio classificativo: “Não está no seu melhor momento, está a quatro pontos do play-off de descida e a seis do play-off de subida. Quando há qualidade no plantel, às vezes é o pormenor e o detalhe que fazem a diferença. Portanto, será um jogo muito difícil para nós”.

O treinador lembrou também a dificuldade histórica das deslocações a Chaves: “Salvo erro, dos 12 jogos que o Académico fez em Chaves, só uma vez conseguiu ganhar e só por uma vez empatou. Isso mostra a dificuldade de jogar lá. Jogaremos com a responsabilidade de sempre”.

Confiante na resposta da equipa, destacou a maturidade do grupo: “A equipa festejou no domingo, mas na segunda-feira apresentou-se para trabalhar com o mesmo querer, a mesma ambição e a mesma forma de estar”.

Sobre o facto de a partida se disputar sem público, Sérgio Fonseca reconheceu um contexto diferente: “Sem público é mais parecido com um treino. Muda o ambiente e a atmosfera. Nós gostamos de jogar com público, como no último fim de semana, em casa, com estádio cheio. É importante termos os nossos sócios e adeptos próximos a apoiar-nos. São eles que muitas vezes nos impulsionam nos momentos mais difíceis do jogo. A força que transmitem para dentro de campo ajuda-nos a chegar mais longe no nosso caminho”. 

Também presente, o médio André Ceitil, anteviu uma partida exigente frente ao GD Chaves e destacou a história e a qualidade do adversário: “O GD Chaves é uma equipa com muita história e é sempre uma equipa a ter em atenção no nosso campeonato. Inicialmente, foi uma das equipas que tinha essa intenção de subir de divisão”.

Confiante no valor do plantel, deixa um alerta para a importância da concentração: “Tenho a certeza de que já demonstrámos no campeonato que temos qualidade para vencer qualquer equipa. Contudo, não podemos baixar a guarda nem deixar-nos levar por isso. Temos de continuar sérios, focados, dar o nosso melhor e, mais uma vez, permanecer unidos”.

Para o médio academista, a chave do sucesso está na coesão: “A palavra-chave para o sucesso que temos tido até agora é a união do grupo”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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