Equipa Profissional 2026-03-01

"É um prémio para a equipa, que sempre trabalhou e sempre acreditou até ao fim"

O Académico de Viseu venceu, esta tarde, o CS Marítimo por 3-1, no Estádio Municipal do Fontelo, em encontro referente à 24.ª jornada da Liga Portugal 2. No final da partida, Sérgio Fonseca destacou a dificuldade do desafio, a crença da equipa até ao último minuto e a importância do apoio dos adeptos numa vitória que considerou justa e merecida.

“Foi um jogo difícil. Nós já prevíamos um adversário com muita qualidade, por isso é que é o líder do campeonato e ainda se mantém líder. Acho que foi um jogo equilibrado. Acabámos por chegar ao primeiro golo, depois eles conseguiram empatar. Depois, acho que o jogo entrou ali num momento em que nenhuma das equipas queria perder”, começou por analisar o técnico.

O treinador sublinhou que, já na reta final, a ambição falou mais alto: “Na parte final queríamos ganhar e conseguimos. Através de um remate e depois de uma transição, conseguimos chegar à vitória. Acho que é um prémio para a equipa, que sempre trabalhou e sempre acreditou até ao fim. É também um prémio para a massa associativa que esteve presente. Dedicamos esta vitória a eles”.

Sobre o momento decisivo do encontro, Sérgio Fonseca valorizou igualmente o contributo dos jogadores que saíram do banco: “Acima de tudo, quem entrou, entrou com vontade de ajudar. Acho que todos os que estavam lá dentro estavam com vontade de ajudar. Entraram bem no jogo, procuraram fazer aquilo que lhes pedimos. Nessa fase, o jogo estava equilibrado, como disse há pouco, e nenhuma das equipas queria perder. Quem entrou, entrou bem e acabámos por ser premiados com a vitória”.

Olhando para as contas do campeonato, o técnico reconheceu a importância dos três pontos conquistados: “Nós olhamos também para os restantes resultados da jornada. Havia equipas que vinham atrás e que tinham reduzido a vantagem que nós tínhamos sobre elas, portanto aproximaram-se. Nós olhamos muito para cima, mas a ideia foi, através da vitória, voltar a aumentar essa distância para quem vem atrás e, se possível, aproximarmo-nos mais do líder, colocando também mais pressão”.

Ainda assim, Sérgio Fonseca deixou claro que a matriz da equipa não se altera: “Penso que isto vai ser assim até ao final do campeonato. Todos os jogos são extremamente competitivos, as equipas perdem pontos em qualquer campo. Está a ser um campeonato difícil, muito difícil. Nós vamos seguindo jogo a jogo, com o mesmo pensamento”.

Por fim, o treinador projetou já a próxima jornada: “A nossa perspetiva agora é recuperar e preparar o jogo em Chaves. Não muda nada daquilo que temos feito até agora. É jogo a jogo. É um discurso que já está enraizado dentro do grupo. Olhamos todas as semanas para o próximo adversário e é com essa forma de ser e de estar que podemos ir até ao final do campeonato”.

Num Fontelo vibrante, os Viriatos conquistaram três pontos épicos nos instantes finais, reforçando a crença de um grupo que insiste em lutar até ao último segundo.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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