Equipa Profissional 2026-02-14

Reação e vitória por 4-1 no Fontelo

O Académico deu uma resposta afirmativa esta tarde, ao vencer a UD Oliveirense por 4-1, em jogo da 22.ª jornada da Liga Portugal 2, disputado no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos estiveram em desvantagem, mas conseguiram operar a reviravolta e construir um triunfo convincente.

Na conferência de imprensa de rescaldo, o treinador Sérgio Fonseca considerou a vitória justa, apesar das dificuldades iniciais: “Acho que, acima de tudo, não foi apenas uma vitória justa; foi uma vitória difícil, em que acho que começámos o jogo desconfiados. Faltou-nos confiança e, o lance do penálti que não concretizámos, também contribuiu para essa falta de confiança, talvez tendo em conta aquilo que foi o resultado da última jornada”.

O técnico reconheceu a importância do momento em que a equipa chegou ao empate: “Sofremos o golo mas penso que foi importante chegarmos ao empate antes do intervalo. Foi fundamental”.

Na análise à segunda parte, Sérgio Fonseca destacou a superioridade dos Viriatos: “Estivemos por cima, tivemos o domínio do jogo, tivemos mais oportunidades. Acho que fomos superiores à Oliveirense e merecemos a vitória”.

O treinador explicou ainda a importância de voltar aos triunfos após o desaire da jornada anterior: “Era importante ganharmos; por mais ou menos golos, para nós é indiferente. Era importante porque tivemos um resultado negativo no Porto e, uma equipa que quer andar a lutar por algo maior, tem que dar a volta às coisas. Se é com mais golo ou menos golo, é irrelevante. O importante foi aquilo que lhes fui pedindo ao longo da semana de trabalho: focarmo-nos na vitória, voltarmos às vitórias. Assim colocamos também pressão nas outras equipas que estão atrás de nós na tabela classificativa"

Sérgio Fonseca deixou também uma palavra de agradecimento aos adeptos presentes no Fontelo: “Quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao público. Eles sentiram que a equipa também passou por momentos difíceis e estiveram sempre do nosso lado”.

Por fim, o técnico sublinhou a necessidade de manter o equilíbrio ao longo do campeonato: “Acima de tudo, é preciso manter a calma sempre. Aquilo que lhes passo é que temos que ser equilibrados: nem quando ganhamos somos os melhores, nem quando perdemos somos os piores. Temos que olhar para o campeonato, que é extremamente competitivo; qualquer equipa pode roubar pontos a qualquer equipa. Temos que nos focar naquilo que é o nosso trabalho”.

Sobre os lances de bola parada que resultaram em 3 dos golos academistas, Sérgio Fonseca dividiu os louros:“Podemos dar o mérito ao treinador responsável (Cláudio Eloy) por essa parte e também aos jogadores, porque foram eles que executaram os lances”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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