Equipa Profissional 2026-02-12

“Jogo a jogo, lutar pela vitória”

O Académico de Viseu recebe a UD Oliveirense no próximo sábado, no Estádio do Fontelo, em jogo da 22.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o guarda-redes Domen Gril abordaram o momento da equipa e o desafio que se aproxima.

O técnico academista espera uma partida exigente frente a um adversário moralizado: “Estamos à espera de um adversário difícil e motivado. Vem de uma vitória por 3-0 em casa frente a um candidato, o Vizela. É uma equipa com muita qualidade, mas também muito física e agressiva. Estamos preparados para um adversário difícil”.

Apesar do desaire na última jornada, Sérgio Fonseca garante uma equipa motivada e focada no regresso às vitórias: “O grupo está como tem estado sempre, motivado. Vimos de um resultado negativo, um resultado que não queríamos, mas estamos com confiança e com muita vontade de voltar a jogar e de ir em busca daquilo que é o nosso principal objetivo, que é garantir os três pontos”.

O treinador sublinhou ainda a importância de regressar ao Fontelo e do apoio dos adeptos: “A equipa está recuperada e preparada. Queremos muito voltar a jogar no nosso estádio, frente à nossa massa associativa, aos nossos adeptos, e queremos ir em busca daquilo que são os nossos objetivos: jogo a jogo, lutar pela vitória e pelos três pontos”.

Sobre o encontro anterior, Sérgio Fonseca reconheceu que houve um momento que condicionou a equipa, mas garantiu que o foco está já no próximo desafio: “O jogo no Porto não correu como queríamos. O lance da expulsão condicionou-nos, mas já tivemos oportunidade de analisar o jogo, os nossos erros e aquilo que temos de melhorar. Seguimos com a mesma confiança e a mesma atitude, sempre em busca dos três pontos, que serão sempre o nosso principal objetivo”.

Também presente na conferência, o guarda-redes Domen Gril comentou o lance que resultou na sua expulsão no encontro anterior: “Foi um lance um bocadinho infeliz e uma expulsão um bocadinho exagerada. Acho que o VAR e o árbitro têm poder e tempo suficientes para analisar bem esses lances cruciais, que podem influenciar o jogo, e decidir bem”.

O guardião esloveno garantiu, no entanto, uma equipa determinada em dar uma resposta já no próximo encontro: “A equipa quer voltar a mostrar a sua capacidade. Queremos voltar a ganhar e vamos dar tudo em campo para que isso aconteça”.

Gril destacou ainda o ambiente de trabalho entre os guarda-redes do plantel e deixou uma palavra de confiança para Bruno Brígido, que deverá assumir a baliza no sábado: “Eu, o Bruno e o Matheus somos uma equipa que trabalha muito bem. Temos uma relação boa e saudável. A exigência no treino é máxima e cada um treina no seu limite. O Bruno vai mostrar contra a Oliveirense do que é realmente capaz e vai dar uma resposta forte. Obviamente que estou a torcer por ele”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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