Equipa Profissional 2026-02-04

"Sabemos qual é a nossa responsabilidade"

O Académico de Viseu desloca-se, na próxima sexta-feira, ao Estádio Luís Filipe Menezes para defrontar o FC Porto “B”, em jogo da 21.ª jornada da Liga Portugal 2. Na conferência de antevisão, o treinador Sérgio Fonseca e o médio Soufiane Messeguem sublinharam a exigência do momento competitivo e reforçaram o foco total da equipa academista no trabalho e na conquista dos três pontos.

Sérgio Fonseca começou por enquadrar a fase do campeonato, recordando que a segunda volta traz sempre desafios acrescidos: “Sabemos que, por norma, as segundas voltas dos campeonatos são mais exigentes. Os pontos são mais disputados, existe ainda mais equilíbrio entre as equipas e costumam haver mais perdas de pontos”, afirmou. Ainda assim, o técnico garantiu que a preparação não foge ao habitual: “Preparámo-nos como nos preparamos para todos os outros jogos, sempre dentro do mesmo registo de exigência. Sabemos qual é a nossa responsabilidade, sabemos que há aspetos que temos de melhorar e é nisso que nos focamos”, explicou.

A consistência é, segundo o treinador, a principal meta até ao final da temporada: “Acima de tudo, procuramos aquilo que procuramos sempre: consistência nos resultados. A mensagem é jogo a jogo. Não olhamos para a tabela classificativa, olhamos para o nosso trabalho diário e entramos em todos os jogos com a mesma mentalidade, a mesma forma de ser e a mesma forma de estar. É isso que queremos perpetuar até ao final do campeonato”, vincou.

Sobre o adversário, Sérgio Fonseca destacou as características típicas de uma equipa secundária: “As adversidades de uma equipa ‘B’, com jogadores jovens, com qualidade e irreverência, são por si só as principais características que eles têm. Vêm de uma fase muito boa, com duas vitórias, e esperamos dificuldades, que são expectáveis”, concluiu.

Também Soufiane Messeguem reforçou a importância do momento e da resposta dada pela equipa: “Foi importante voltar às vitórias, dando resposta a um jogo menos conseguido. Temos noção de que na segunda parte não estivemos tão bem, mas queremos melhorar esta semana e voltarmos a ser nós”, afirmou o médio.

Antecipando o encontro frente aos dragões, Soufiane reconheceu o bom momento do adversário, mas deixou clara a ambição academista: “Vamos enfrentar um FC Porto ‘B’ que está numa fase boa, após duas vitórias seguidas no campeonato. É mais um jogo, temos mais três pontos para ganhar e vamos lá para vencer", sublinhou.

O jogador recordou ainda o último desaire fora de casa, reforçando o foco no presente: “Afinal, as duas equipas têm de jogar no mesmo relvado. Na realidade, frente ao Paços eles foram melhores que nós nessas condições. Agora estamos focados apenas em nós e preparámo-nos muito bem esta semana, para todas as condições que possam vir”, concluiu.

O Académico de Viseu entra assim em mais um desafio da Liga Portugal 2 com a ambição de manter a consistência, corrigir detalhes e lutar pela vitória em Vila Nova de Gaia.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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