Formação SAD 2026-01-28

O marcador ficou longe de fazer jus à garra academista

Na tarde desta terça-feira vestida de incerteza, escreveu-se em Famalicão mais um capítulo exigente da quarta jornada. O duelo foi intenso e pesado para a turma academista que viajou desde a Beira-Alta, regressando a casa com uma derrota por 2-1.

A entrada em jogo pertenceu a um Académico audaz, a querer mandar no ritmo e a discutir o jogo no meio-campo adversário. No entanto, com o passar dos minutos, o FC Famalicão conseguiu impor a sua presença, ganhou controlo territorial e sobrepôs-se nas operações.

Aos 11 minutos nasceu o primeiro sinal de rebeldia dos visitantes. Krystian Cubas, incansável no meio-campo, recuperou uma bola e soltou-a para Kaique, num passe que passou por baixo do defensor famalicense. O avançado rematou de imediato, viu o guarda-redes defender, mas a bola voltou a sobrar-lhe. O jovem ponta de lança tentou novamente, desta vez por cima da baliza.

O Famalicão respondeu pouco depois. Aos 14 minutos, numa jogada confusa dentro da área, Carlão defendeu para a frente e, no ressalto, Rudi Almeida surgiu no sítio certo para, de cabeça, inaugurar o marcador.

Os academistas não se renderam ao primeiro golpe. Outra recuperação de Krystian voltou a colocar a bola em zona de perigo. Kaique, apertado pela defesa, teve a lucidez de assistir de calcanhar Martim, que devolveu de imediato ao brasileiro. Incomodado novamente, o avançado caiu na área e o árbitro apontou para a marca dos onze metros. Sem hesitar, Kaique assumiu a responsabilidade e restabeleceu a igualdade.

Quando tudo parecia encaminhar-se para um intervalo equilibrado, uma bola parada decidiu o rumo da história. Na sequência de um canto direto à baliza viseense, Carlão travou o primeiro embate, mas a bola sobrou para Lamine Beye, que, oportuno, empurrou para o fundo das redes e fixou o 2-1 final ainda antes do descanso.

A segunda parte trouxe menos golos, mas não menos luta. A superioridade territorial da equipa da casa não conseguiu apagar a garra academista, que voltou a acreditar. Após um canto a favor dos homens de preto e branco, Gui Cardoso cruzou para Bruno Henrique, cujo remate prometia o empate. A defesa famalicense cortou em cima da linha, a bola sobrou novamente para Krys, que tentou a sua sorte, mas viu o remate sair ao lado. Foi o suspiro de um empate que nunca chegou.

No final do encontro, o técnico João Duarte fez a sua habitual análise da partida:
“Foi um jogo onde entrámos melhor, mas não conseguimos materializar a superioridade em golos. Na primeira aproximação que o Famalicão tem da nossa baliza acaba por inaugurar o marcador. Tentámos fazer um jogo mais objetivo e direto e conseguimos chegar ao empate de forma justa. Infelizmente, depois de uma bola parada voltámos a sofrer um golo que nos retirou três pontos. Na segunda parte, o adversário baixou linhas e deu-nos a iniciativa do jogo. Poderíamos ter marcado por duas vezes, mas não conseguimos. Considero que o jogo foi equilibrado, mas fica o registo de uma má primeira parte”.

O treinador academista projetou ainda o próximo desafio:
“Vamos enfrentar uma equipa que vem moralizada pela vitória que teve. O Santa Clara é uma equipa muito física e vai nos oferecer um desafio diferente, porque é uma equipa que joga de forma diferente das últimas que temos enfrentado. Vai ser um jogo difícil, tal como todos os jogos da fase de apuramento de campeão”.

De cabeça erguida e com a maturidade de sempre, os Viriatos viram agora atenções para receber o CD Santa Clara, a contar para a quinta jornada da segunda fase da Liga Revelação, agendada para o dia 3 de fevereiro, às 11h, no Estádio Dr. Orlando Mendes.

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