Equipa Profissional 2026-01-21

Ambição e confiança para a visita à Capital do Móvel

O Académico de Viseu entra na 19.ª jornada da Liga Portugal 2 Meu Super, determinado em dar continuidade ao bom momento que atravessa. Na antevisão ao encontro da próxima sexta-feira frente ao FC Paços de Ferreira, no Estádio Capital do Móvel, o treinador Sérgio Fonseca e o guarda-redes Bruno Brígido destacaram o crescimento da equipa, a exigência do adversário e a importância do trabalho diário.

Sérgio Fonseca sublinhou o estado anímico positivo do grupo: “A equipa está bem, está motivada e não é só pelos pontos. É pelo bom ambiente, pela forma como eles trabalham. Acho que estamos num bom momento”, afirmou o técnico academista. Sobre o adversário, Fonseca deixou claro que espera um jogo exigente, frente a uma equipa competitiva: “Esperamos um adversário difícil, um adversário de Segunda Liga, onde não há jogos fáceis. É uma equipa que teve um resultado menos conseguido no último jogo, mas vinha de uma boa sequência, com duas vitórias e um empate, estava em recuperação. Acreditamos que, jogando em casa, vão querer ir em busca dos três pontos, também tendo em conta o lugar que ocupam na tabela classificativa”.

O treinador abordou ainda a possibilidade do estado do relvado influenciar o encontro: “É um aspeto que pode condicionar o jogo, mas depende muito das condições climatéricas. Pode condicionar, sim, mas os jogadores sabem que comportamentos devem ter quando o relvado não permite uma forma de jogar mais associativa. Teremos de ter outras alternativas e eles estão preparados para isso”, garantiu.

Com o foco voltado para dentro, Sérgio Fonseca reforçou a ambição do Académico: “Temos de olhar para nós. Estamos num bom momento e queremos dar consistência ao trabalho que estamos a fazer. Sabemos das dificuldades, sabemos que nesta segunda volta os jogos são ainda mais competitivos, os pontos são mais caros, e vamos plenamente conscientes das nossas responsabilidades. É dessa forma que vamos em busca dos nossos objetivos, que passam pela luta pelos três pontos”.

Antes de terminar, o técnico deixou uma palavra aos adeptos: “É sempre uma mensagem de agradecimento pelo apoio que nos têm dado. Eles são uma parte muito importante do nosso trabalho. Agradecemos o sacrifício que fazem para estar presentes e apoiar-nos, e esperamos conseguir retribuir com os três pontos”.

Também Bruno Brígido partilhou a visão positiva do grupo, destacando que o bom momento vai além dos resultados: “Estamos realmente a atravessar um bom momento, e esse bom momento não é só fruto dos resultados a cada jornada. Deve-se muito ao que é feito no dia a dia, ao grupo que construímos durante a época, às diversas personalidades que fazem parte desse grupo, que fazem com que este momento se estenda e que saibamos aproveitá-lo, transformando-o nos pontos que vamos conquistando a cada jornada”, referiu o guardião brasileiro.

Questionado sobre a concorrência e a gestão do papel individual dentro da equipa, Brígido foi claro quanto à sua postura profissional: “Isso faz parte da carreira do jogador. Temos de estar preparados para todos os momentos. Quando aceitamos vir para qualquer clube, não vem descrito no contrato que viemos para jogar, mas sim para trabalhar, para dar o nosso melhor dia após dia. É isso que tenho vindo a tentar fazer. Jogar ou não jogar faz parte da escolha que cabe ao treinador. A nós, jogadores, cabe-nos treinar sempre no máximo, sermos homens, sermos grandes atletas, para que, quando formos opção, estejamos prontos para ajudar a equipa”.

O Académico de Viseu segue assim confiante e consciente das dificuldades, mas determinado em lutar pelos três pontos numa deslocação que se antevê exigente.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais