Equipa Profissional 2026-01-16

Consistência traz regresso às vitórias em casa

O Académico de Viseu voltou a sorrir em casa ao vencer, esta noite, a UD Leiria por 2-0, em jogo da 18.ª jornada da Liga Portugal 2, no Estádio Municipal do Fontelo. No final do encontro, o treinador Sérgio Fonseca destacou a justiça do triunfo, a qualidade do adversário e a consistência exibida pela sua equipa, sobretudo no plano defensivo.

“Defrontámos um adversário que também jogava uma cartada importante nas suas aspirações e que tem muita qualidade. Dificultou-nos bastante a vida na primeira parte”, começou por referir o técnico academista, sublinhando as dificuldades iniciais do encontro.

Na segunda metade, o Académico apresentou-se mais assertivo e controlado, algo que Sérgio Fonseca explicou com ajustes feitos ao intervalo: “Na segunda parte, basicamente ajustámos alguns posicionamentos, entrámos bem e tivemos a felicidade de chegar ao golo, o que nos deu mais segurança e tranquilidade. Depois conseguimos fazer o segundo golo e alcançar uma vitória justa, mas difícil, contra uma grande equipa”, afirmou.

O treinador valorizou ainda o facto de o resultado inverter o desfecho do confronto direto da primeira volta, onde os viriatos tinham perdido por 3-2: “Agora ganhámos 2-0, e isso também é um aspeto importante”, salientou, projetando uma segunda metade da temporada exigente: “Esperamos uma segunda volta mais difícil. Cada vez mais os pontos são caros, as partidas são mais disputadas e equilibradas, e vamos tentar seguir o nosso caminho”.

Sérgio Fonseca reforçou a importância da solidez defensiva como base do crescimento da equipa: “A nossa ideia passa muito por aí: dar consistência defensiva. Se não sofreres, estás mais perto de ganhar o jogo. Era importante não sofrer, até porque vínhamos também de uma vitória fora”, explicou, acrescentando que a qualidade ofensiva do grupo acaba por fazer a diferença: "Com a qualidade que temos no processo ofensivo, estamos mais perto de poder ganhar os jogos”.

Por fim, o técnico deixou palavras de grande elogio ao plantel, não só pelo rendimento em campo, mas também pelo caráter demonstrado no dia a dia: “Eles trabalham bastante durante a semana, são extremamente competitivos e têm muita qualidade, não só futebolística, mas também como pessoas. Dão a vida todas as semanas, e isso traz-nos confiança. As coisas estão a correr bem e, claro, as vitórias moralizam e ajudam”, concluiu.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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